quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Apenas 12% dos CEOs têm perfil no Twitter ou Facebook

Eu não conhecia este estudo, mas Patricia Meneses me mandou o link deste excelente estudo (obrigado, Patrícia!!). A blogosfera é sempre ótima para compartilhar conhecimento.

O documento chamado "Socializing your CEO: from (un)social to social", produzido pela Weber Shandwick, é muito interessante. As atividades publicamente visíveis dos CEOs das 50 maiores empresas do mundo foram analisadas e a conclusão confirma o que venho publicando nos meus últimos posts: a maioria dos CEOs estão distantes das redes sociais.

Eis alguns dados interessantes a respeito da "sociabilidade" dos CEOs pesquisados:
97% dos CEOs se comunicam através dos canais online e/ou canais tradicionais
64% deles não estão presentes nas mídias sociais
28% postam cartas ou mensagens nos websites oficiais das empresas
Apenas 18% têm vídeos ou podcasts incluidos nos websites corporativos ou nos canais oficiais das empresas no YouTube
Apenas 16% dos CEOs tem um perfil no Twitter(8%), Facebook (4%), MySpace (4%) ou LinkedIn (4%)

Olhando melhor a última informação, se considerarmos apenas Twitter e Facebook, apenas 12% dos CEOs estão lá.

Um dado interessante da pesquisa foi saber que os CEOs adeptos da rede adotam mais de um canal de mídia social: 72% são encontrados em mais de uma rede social. Em média, os CEOs participativos utilizam 1,8 canais. Ou seja, os que usam é porque querem ser "sociais" de verdade.

O estudo concluiu que os CEOs com mandatos novos (3 anos ou menos) têm menor participação online do que aqueles com mandatos médios (de 3 a 5 anos) ou mandatos longos (mais de 5 anos) – 30%, 38%, 43%, respectivamente. Mas será isso relevante? Não achei a diferença tão grande assim. Mas, enfim, é um "finding" do estudo.

Os números acima evidenciam que os CEOs ainda não estão "genuinamente" dentro das mídias sociais. Eles estão entrando nos ambientes mais controlados e monitorados pela tradicional máquina de comunicação das empresas, como os canais oficiais das empresas no You Tube ou seus próprios websites. Não posso deixar de pegar carona nessa onda e citar os meus últimos posts que afirmam que os CEOs não investem nas mídias sociais porque eles acham que têm coisas mais importantes para fazer. Portanto, não surpreende o resultado da pesquisa.

Acesse AQUI o estudo completo.

Uma curiosidade:
A Weber Shandwick falou com 60 CEOs de 50 empresas, sendo 20 nos Estados Unidos, 27 na Europa, 9 na Ásia/Pacífico e 4 na América Latina. Agora a curiosidade: por que 60 CEOs se são 50 empresas? É que 10 empresas tiveram múltiplos CEOs durante 2009... :)

A boa novidade é que a S2Publicom, que representa a Weber Shandwick no Brasil, já está conduzindo a mesma pesquisa com as 20 maiores empresas brasileiras. O resultado será divulgado ainda neste ano de 2011.

Digite seu email


Um serviço do FeedBurner

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Respostas para 20 perguntas sobre Mídias Sociais nas Empresas

Após 3 anos estudando a aplicação de mídias sociais nas empresas, eu registro abaixo as 20 perguntas mais comuns que recebo de colegas, amigos e estudiosos a respeito do tema.
Clica em cima da pergunta para obter a resposta.

1- Quais são os benefícios práticos que as redes sociais podem trazer para as empresas?

2- As redes sociais podem mudar a cultura de uma empresa?

3- A minha empresa proíbe radicalmente o acesso às redes sociais? A minha empresa é diferente ou a maioria proíbe mesmo?

4- Você pode dar a dica de bons guias de uso ou códigos de ética em mídias sociais usados por empresas reconhecidas no mercado?

5- Qual é o maior erro que as empresas cometem ao começar nas redes sociais?

6- Ter um guia de uso ou código de ética sobre mídias sociais é suficiente para começarmos um projeto desse tipo na empresa?

7- Como vamos controlar o que rola nas mídias sociais?

8- Como devemos agir nos casos de desvio dos funcionários no uso de mídias sociais?

9- Você pode contar um caso de desvio de funcionário no uso de mídias sociais e como ele foi contornado?

10- Queria produzir um vídeo viral na minha empresa. Você tem experiência disso?

11- Eu duvido que algum executivo da minha empresa tenha ou pense em ter um blog. Será que o problema é só na minha empresa ou isso é comum?

12- Por que os executivos não acreditam nos blogs?

13- Eu devo forçar a barra para que algum executivo de minha empresa lance um blog mesmo que ele não valorize isso?


14- Você pode contar uma experiência real que você já passou com algum blog de executivo?

15- A área de marketing da minha empresa lançou uma iniciativa de mídias sociais e nem envolveu TI. E agora?

16- O que você pode me dizer a respeito de métricas em mídias sociais?

17- O que é inovação colaborativa? Isso funciona mesmo?

18- Ok. Quero implementar mídias sociais na empresa. Quais são as dicas?

19- A gente decidiu na empresa que é melhor entrar nas mídias sociais lançando um blog. Pode dar algumas dicas?

20- Você pode me dar uma lista de pesquisas de mercado que podem me ajudar a entender melhor o tema e levar o assunto mais fundamentado para as discussões dentro da empresa?

Digite seu email

Um serviço do FeedBurner

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Apenas 10% das empresas querem liderar na implementação e uso das redes sociais no trabalho, o restante quer apenas participar e observar

A pesquisa "Leading Brands and the Modern Social Media Landscape" é bem "fresquinha" (sem trocadilho!!) - foi conduzida entre agosto e outubro de 2010 - e o resultado foi publicado em novembro último.

A FedEx e a Ketchum estudaram detalhadamente como as grandes empresas no mundo estão aplicando as mídias sociais em seu ambiente de trabalho. Foram analisados os bastidores de 62 grandes empresas nos Estados Unidos e Europa. Eu diria que é um belo retrato de como as grandes marcas mundiais estão incorporando e aprendendo com o uso dessas novas mídias.

O estudo teve por objetivo não somente conhecer as principais práticas, aplicações e resultados, mas também examinar o planejamento, a organização e os investimentos dedicados às mídias sociais, o que é muito diferente da maioria dos estudos que entram naquelas questões "papai e mamãe" perguntando se as redes são liberadas, etc e tal. O real valor deste estudo está em trazer a tona as transformações oriundas das principais práticas. Os pesquisados foram posicionados em três categorias de acordo com a sua atuação nas mídias sociais: Líderes, Participativos e Observadores.

O estudo confirma o que lemos na imprensa em geral: as empresas estão entrando nas mídias sociais e com foco em projetos multi-departamentais. Por outro lado, as empresas demonstram perfis e objetivos distintos. Enquanto apenas um número pequeno delas busca a liderança no uso e implementação (10% das empresas pesquisadas), a maioria pretende participar (75% delas) e observar (15%) as mídias sociais, encarando-as apenas como algo complementar ao que já está sendo feito. Mas todas exaltam a importância de investirem mais em colaboração.

Os entrevistados afirmaram que as empresas precisam ser sempre transparentes e autênticas em todos os programas nas mídias sociais, independentemente da simplicidade ou sofisticação das atividades. Eles argumentaram que o tom e o estilo usado tradicionalmente na comunicação corporativa não funciona na web social.

A pesquisa evidencia que as redes sociais estão acelerando a convergência da comunicação interna e externa nas empresas. Cada vez é mais difícil separar as fronteiras das duas áreas. As empresas têm que repensar como se organizarão pois já começa a não fazer sentido ter as áreas de comunicação interna e externa separadas.

As maiores preocupações das empresas estão no controle e na influência do boca-a-boca gerado nas mídias, e em como tornar as mídias sociais um efetivo canal de atendimento ao cliente. As empresas, de forma geral, ainda estão dando os primeiros passos nestas áreas.

Sobre o processo de budget, a maioria das empresas gasta entre 5 e 15% de seu budget total de comunicação externa em mídias sociais. Não surpreende quando todos afirmam que pretendem gastar mais em 2011.

Não sei se isso me conforta, mas o estudo comprova que a medição de resultados é ainda uma "via-crucis". Medir o retorno dos projetos ainda é um desafio, já que não existe uma consistência de como trabalhar o "ROI" em mídias sociais. A maioria das empresas monitora citações e nível de atividade, continuando a trabalhar com métricas como “followers,” “friends,” ou “views”, mas todos reconhecem que isso é não é suficiente e efetivo.

O estudo vale a leitura. Sugiro que imprima o documento para ler com calma pois o conteúdo é interessante. Acesse AQUI.

Digite seu email

Um serviço do FeedBurner

sábado, 15 de janeiro de 2011

Um livro que vale muito a pena: Mídias Sociais nas Empresas

A Editora Évora, no final de 2010, lançou um excelente livro sobre mídias sociais no ambiente corporativo. Trata-se do livro "Social Media at Work", que na versão brasileira recebeu o título de "Mídias Sociais nas Empresas".

Os autores Arthur Jue, Jackie Alcalde Marr e Mary Ellen Kassotakis são especialistas em liderança e desenvolvimento organizacional, o que resultou num livro diferente da maioria do que encontramos nas estantes das livrarias. Livros de mídias sociais normalmente são escritos por autores ligados aos temas marketing e tecnologia, o que resulta em livros distantes dos temas transformação cultural, organizacional e desenvolvimento pessoal. O livro de Jue, Marr e Kassotakis vai direto no ponto da maior transformação que as mídias sociais pode trazer para as empresas, que é a transformação das pessoas.

Enfim, esse é um livro especial, que vale muito a pena. E eu tive o privilégio de escrever o prefácio, que compartilho aqui nesse post.

Prefácio à Edição Brasileira

Antes de mais nada, este é um livro apaixonante. Jue, Alcalde Marr e Kassotakis nos colocam no olho do furacão, evidenciando que vivemos a maior transformação da história da sociedade humana, algo sem precedentes. A forma como nos relacionamos, tomamos decisões e fazemos negócios está mudando completamente. Estamos no meio de uma revolução e ninguém escapará dela. As empresas podem escolher ignorar o fenômeno ou se antecipar e incorporar as mídias sociais em suas organizações, nos seus modelos de negócio e em seu próprio desenvolvimento.


Esqueça os livros teóricos e conceituais. Os autores optaram por um livro prático, pragmático e extremamente útil para aqueles que estudam ou lideram a implementação das mídias sociais no ambiente corporativo. Através de exemplos e casos reais muito bem explorados, os autores derrubam os tradicionais paradigmas.


A maioria das empresas trata as mídias sociais como uma mera plataforma para fazer marketing, esta visão torta e limitada muitas vezes gera experiências negativas. Ao tratar o cliente com um viés de consumidor, as empresas lançam projetos de mídias sociais com o objetivo único de vendas e descobrem que por trás dele existe uma pessoa multifacetada, que deseja falar com a empresa para reclamar de um serviço, dar uma ideia de um novo produto, se relacionar institucionalmente por ser acionista da empresa ou apenas pedir mais informações. A maior virtude do livro é dismitificar essa percepção oportunista das mídias sociais como canal de vendas, elas vão muito além disso, pois permitem mudar o modelo de relacionamento das empresas com seus clientes, parceiros e, principalmente, funcionários. E, em muitos casos, permitem uma transformação radical do modelo de negócio da empresa. Portanto, aplicar o uso dessas novas plataformas somente em vendas é um desperdício de recursos, ou, no mínimo, a perda de uma bela oportunidade.


Obviamente que o impacto inicial causado pelas mídias sociais nas empresas é na comunicação, mas esta é somente a primeira onda nas mudanças que estarão por vir. Quando aumenta a comunicação, as pessoas ficam mais conectadas, cresce o sentimento de camaradagem e compartilhamento, a colaboração espontânea aparece no dia a dia da empresa, as barreiras diminuem e aumenta a flexibilidade e a tolerância. Tudo isso provoca melhor performance e eficácia da organização. O coletivo se sobrepuja ao individual. A diversidade e a pluralidade aparecem com mais intensidade. A hierarquia fica mais flexível e menos importante. O clima de integração e alinhamento atua em todos os aspectos da organização, tais como planejamento estratégico, desenvolvimento das lideranças, gestão de mudanças e de performance, e até nas pequenas decisões diárias de cada funcionário. No Capítulo 5, os autores oferecem vários exemplos reais de empresas que já descobriram o poder das mídias sociais para os seus negócios e desenvolvimento. O Capítulo 6 é o mais vigoroso do livro. É um passo-a-passo essencial, com práticas e dicas, para implementação das mídias sociais nas empresas. O Capítulo 7 é uma visão de futuro, onde fica evidente as transformações e o alcance dessa revolução chamada mídias sociais.


As mídias sociais dentro das organizações ainda parecem ser um território virgem a ser explorado, com todas as suas contradições, oportunidades e riscos. Neste contexto, só existem duas certezas. A primeira é que estamos num caminho sem volta pois todas as empresas tomarão esta estrada, sejam elas pequenas ou grandes, locais ou globais, e de qualquer segmento de indústria. A segunda certeza é que os que saírem na frente ganharão uma vantagem competitiva imensa. E, por essa razão, os inúmeros casos citados no livro merecem ser estudados, não só por serem bons exemplos, mas por mostrarem empresas que estão inovando, ousando e criando um mundo diferente para a sociedade.


Digite seu email

Um serviço do FeedBurner

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Apolo 11 - Por que Neil Armstrong foi o primeiro?

O texto abaixo foi publicado no blog Comunidade @Grupo Foco.

Quais foram os três astronautas que fizeram parte da missão Apolo 11? Provavelmente você vai começar citando o nome do Neil Armstrong... e é quase certo que nem lembre dos outros dois nomes. A explicação é fácil. Armstrong foi o primeiro homem a pisar na Lua e até hoje o seu nome é citado pela mídia a cada aniversário dessa espetacular conquista da humanidade. Ele concentrou praticamente todos os louros da missão.

Existem várias versões, algumas formais, outras informais e várias outras românticas, que contam os motivos de Neil Armstrong ter sido o escolhido para ser o primeiro homem a pisar no solo lunar. Eu, particularmente, adoro a versão que vou contar abaixo e que traz uma boa relação com o mundo corporativo. Aliás, a história do Homem da Lua sempre foi muito mágica para mim.

Alguns relatos dizem que Armstrong foi escolhido para pisar na Lua por ser o menos qualificado, o menos técnico e/ou o menos primordial para a missão. Apesar de ser o comandante da missão, se ele pisasse na Lua e fosse tragado por uma areia movediça lunar (adoro esta cena!!!), ou se um animal saísse da toca e engolisse ele (mais divertido ainda!!), tudo continuaria bem, pois Edwin 'Buzz' Aldrin, dentro do módulo lunar Eagle, poderia fazer o módulo levantar vôo rapidamente e conectar-se com o módulo de comando Columbia que orbitava ao redor da Lua, pilotado por Michael Collins.

Quem você acha que era o mais primordial na missão? Acertou se falou Michael Collins, que era o piloto da nave que ficou orbitando ao redor da Lua. Ele tinha a responsabilidade mais complexa e importante, que era conectar os módulos, levar e trazer a nave em segurança para o planeta Terra. Aliás, essa era uma condição básica para tornar tudo possível.

Podemos ver o caso pelo seguinte prisma: dois astronautas trabalharam duro para que um único tivesse o privilégio de pisar na Lua pela primeira vez. É bem verdade que Buzz Aldrin também pisou na Lua, mas foi depois de Armstrong. Aliás, como curiosidade, existem poucas fotos de Armstrong na Lua porque ele ficou quase todo o tempo com a câmera fotográfica nas mãos. Quase todas as fotos que mostram um astronauta sobre o solo lunar durante a missão Apollo 11 são de Aldrin.

Buzz Aldrin e Collins nunca absorveram bem a ideia de terem perdido esta chance. A história registra que Aldrin sofreu bastante, teve depressão, alcoolismo e viveu meio escondido todos estes anos. Sendo coerente, todos eles viveram reclusos desde a conquista, seguindo um estilo militar de falar pouco em público a respeito de uma missão oficial.

Eu não sei o quanto de "liberdade poética" existe na versão da história contada acima, mas o caso é bom e fica a pergunta: que lição podemos tirar daí?

É simples.
Nem sempre o mais importante e primordial está no palco. Aliás, acredito que na maioria da vezes, o que realmente importa está nos bastidores, cuidando do planejamento e da operação do que e de quem está no palco. Leve esta interessante experiência da Apolo 11 para sua carreira. Conheço muitas pessoas, mas muitas mesmo, que reclamam de não estarem no palco numa determinada oportunidade ou num momento da vida. E, sempre que posso, converso que os bastidores quase sempre são mais importantes do que o palco, que armazenar conhecimento e experiência vale a pena, mesmo que para isso os faroletes estejam iluminando alguém do seu lado.

Enfim, parece que na missão Apolo 11, ironicamente, o mais importante e desafiante não foi pisar na Lua, mas sim voltar à Terra com segurança.



Digite seu email

Um serviço do FeedBurner

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Ted Williams - o homem da voz de ouro ou o "Susan Boyle" da vez

Quantas vezes você já ouviu falar que as mídias sociais transformam pessoas e movem multidões? Afinal, fenômenos como Susan Boyle surgem inesperadamente no mundo via web e redes sociais. E, hoje, eu soube de mais uma história impressionante ao assistir o Jornal Nacional da TV Globo. Trata-se de Ted Williams, o "Susan Boyle" do momento, ou, se preferir, o fenômeno da internet da hora.

A história é simples e... mágica.

Há menos de um mês atrás, Doral Chenoweth, repórter do Columbus Dispatch, ao parar com o seu carro num semáforo, viu um homem com um cartaz nas mãos que dizia: "o dom da voz dado por Deus". Ele, então, pediu para o homem falar e gravou um vídeo curtinho. Achou que não ia dar em nada, mas ficou de queixo caído quando o mendigo abriu a boca. Gostou do que ouviu e instigou Williams a dizer umas frases típicas de um locutor de rádio.

Uma semana depois, ao passar pelo mesmo semáforo, o repórter resolveu parar para conversar com o tal homem. E descobriu que o sem-abrigo já mendigava há mais de dez anos. Mas, antes, foi casado durante 17 anos, teve filhos e chegou a ter uma vida equilibrada. O alcoolismo e as drogas arrasaram com sua vida. Dali começou a cometer pequenos crimes e chegou a ser preso algumas vezes. Ele agora se diz ex-viciado e ex-alcoólatra. O mendigo, enfim, disse que queria ter uma vida digna e faria tudo para mudar seu futuro.

O repórter ficou sensibilizado. Ele pegou o vídeo gravado anteriormente, editou-o e colocou-o no YouTube. O vídeo explodiu. Foi visto mais de 12 milhões de vezes.

Imediatamente a vida do mendigo começou a melhorar. A sua linda voz, enorme simpatia e notoriedade já geraram muitas propostas de emprego e convites para programas de televisão. A mídia está em cima dele e não dá trégua. Ele já é outro homem: cortou o cabelo, usa roupas novas e está asseado. Enfim, saiba mais detalhes da história AQUI.

O vídeo abaixo já foi visto milhões de vezes (o vídeo original não está mais disponível devido à reivindicação de direitos autorais The Dispatch, mas muitas cópias já estão no YouTube a nossa disposição).

video

Digite seu email

Um serviço do FeedBurner

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Alguns presidentes de países estão levando o twitter a sério

Alguns presidentes de países estão levando o twitter a sério

A matéria "Os poderosos também tuítam" publicada no jornal impresso O Globo de 01/01/2011 me chamou a atenção. A versão online do jornal publicou apenas parte da versão impressa. Acesse AQUI.

A matéria explora o estudo produzido pelo diretor de redes sociais do Fórum Econômico Mundial, Matthias Lüfkens, que analisou mais de 60 líderes mundiais no uso do twitter. Fiquei curioso e lá fui eu escarafunchar os twitters dos líderes citados na matéria.

Foi interessante descobrir que os presidentes dos EUA, da Rússia e o primeiro-ministro do Reino Unido (Barack Obama, Dmitri Medvedev e David Cameron) seguem um ao outro. Por outro lado, os três ignoram os líderes do G-20, o que permite alguma especulação sobre as relações diplomáticas destes países, né? Na verdade, o primeiro-ministro do Reino Unido ignorava o pessoal do G-20. Depois que este estudo foi publicado o governo britânico resolveu seguir o G-20 também.

Ao comparar o uso do twitter pelos líderes mundiais, eu me atrevo a dizer que o polêmico Hugo Chávez é o mais genuíno. Ele parece ser o mais verdadeiro e pessoal no uso da ferramenta, especialmente quando responde diretamente a alguns de seus seguidores. Não sei se é ele próprio que escreve e envia as mensagens, mas se for um assistente com certeza deve existir um bom entrosamento entre eles. Já o presidente russo adora postar fotos em seu twitter. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, parece que não está nem aí para o twitter. É fácil ver que alguém está escrevendo por ele.

Depois de dar uma navegada geral, fui ver que mensagem estes líderes mundiais enviaram para os seus seguidores neste final de ano.

Obama gravou uma mensagem de final de ano, em vídeo, e publicou no YouTube. No dia 1 de janeiro de 2011 ele postou no twitter o link para este vídeo.

Zarkozy também publicou uma mensagem de final de ano em vídeo para os seus compatriotas (ele usou este termo), só que no site oficial da presidência da França, e enviou o link pelo twitter no dia 31/12.

O Primeiro Ministro Stephen Harper também publicou uma mensagem em vídeo de Feliz Natal no site do governo canadense.

A presidente Cristina Kirchner publicou um vídeo no YouTube falando do "excepcional ano de 2010 para a Argentina" e o que espera de 2011. Veja ela olhando atentamente para o relógio no início do vídeo. Mas o que me chamou mesmo a atenção foi a emoção de sua conversa, pareceu muito genuína e franca. Ela também publicou o link deste védeo em seu twitter.

O primeiro ministro do Reino Unido, David Cameron, preferiu publicar um podcast.

Jacob Zuma, Presidente da África do Sul, publicou no twitter um link para um texto revendo 2010 e dando sua mensagem para 2011.

E o restante? Bem, o restante se limitou a escrever um feliz 2011 no twitter...

Já em Terra Brasilis, o nosso ex-presidente Lula nunca abriu uma conta no twitter.
A presidente Dilma Rousseff começou a usar o twitter na campanha eleitoral. Ela não é seguida por nenhum dos grandes líderes do G-20. Ela também não segue líderes de outros países, nem da América Latina nem de outras regiões do mundo. Aliás, o último post da presidente Dilma foi em 13 de dezembro. Puxa, ela nem enviou "Feliz Ano Novo" para o povo brasileiro...

Para sua curiosidade, eis as contas de twitter de todo esse pessoal. Divirta-se.

África do Sul - Jacob Zuma
@presidencyza

Argentina - Cristina Kirchner
@cfkargentina

Austrália - Julia Gillard
@juliagillard

Brasil - Dilma Rousseff
@dilmabr

Canadá - Stephen Harper
@pmharper

Chile - Sebastian Piñera
@sebastianpinera

Colômbia - Juan Manuel Santos
@juanmansantos

Coreia do Sul - Lee Myung-bak
@bluehousekorea

Costa Rica - Laura Chinchilla
@laura_ch

Equador - Rafael Correa
@presidencia_ec

EUA - Barack Obama
@barackobama

França - Nicolas Sarkozy
@elysee

México - Felipe Calderon
@felipecalderon

Rússia - Dmitri Medvedev
@medvedevrussiae

Turquia - Recep Tayyip Erdogan
@rt_erdogan

Venezuela - Hugo Chávez
@chavezcandanga


Digite seu email

Um serviço do FeedBurner

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...