quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Lições de um blogueiro: o que aprendi em 6 anos blogando


O blog A Quinta Onda completou seis anos. Eu ia deixar passar em branco, mas o post "Reputação Digital e seu blog, uma relação de longo prazo", publicado pelo Flavio no Explora! , me motivou a escrever algo. As lições que ele cita são muito pertinentes.

Vários colegas me perguntam porque eu continuo blogando até hoje. A verdade é
que eu não blogo para os outros, eu blogo para mim. A obrigação de blogar me empurra para frente, me faz estudar e refletir, estimula a minha capacidade de olhar as coisas por diversos ângulos e me pressiona a desenvolver uma melhor capacidade de argumentação, especialmente na escrita. Como bônus, eu desenvolvo relacionamentos na web, crio identidade própria e reputação digital, compartilho conhecimento e ganho relevância.

Eu já escrevi sobre o início do meu blog, mas não me lembro de ter escrito sobre o que aprendi com ele. O post do Flavio, mais uma vez, me estimulou a refletir sobre isso. Eis algumas coisas que aprendi.

  • Estabeleça uma regularidade para escrever. Criar o compromisso consigo mesmo é fundamental.
  • Evite ser apenas factual. O maior valor para as pessoas é saber a sua opinião pessoal e os seus pontos de vista sobre qualquer assunto.
  • Conte histórias, de preferência, pessoais.
  • Compartilhe conhecimento. Se você aprendeu algo de valor e que acredita ser importante para as pessoas, então compartilhe. Conteúdo de valor será sempre bem recebido por todos.
  • Pense bem antes de postar. A web é cruel. Uma vez postado, você nunca mais apaga. Você pode até deletar depois, mas a chance de alguém ter lido, copiado ou propagado algo é sempre significativa. Portanto, pense no que publica. Aprendi que publicar por impulso, especialmente se o assunto for polêmico, pode ser bem ruim. Eu já me arrependi várias vezes de coisas que publiquei, de comentários que fiz e de posições que assumi. Hoje, na maioria das vezes, escrevo algo num dia, mas somente publico no dia seguinte.
  • Recheie seu texto com links e referências. Compartilhe as suas fontes, esta é a essência das redes sociais.
  • Agregue fotos, vídeos e outros recursos. Isso enriquece o conteúdo, dá mais leveza e brilho, além de estimular a leitura.
  • Dê atenção aos comentários que recebe no blog. Converse com seus leitores, aceitando bem as críticas, sugestões ou diversidade de opiniões. Isto faz parte do jogo de blogar.
  • Acompanhe a evolução do número de seguidores e comentários, mas não sofra por isso. O acompanhamento vai ajudar você a entender o que as pessoas mais gostam e valorizam.
  • Esqueça a eterna preocupação com a qualidade do texto. Você não precisa ser um acadêmico ou perfeccionista. A escrita vai evoluir com o tempo. Use o corretor ortográfico e siga em frente. O que importa é o conteúdo.
  • Evite copiar texto dos outros. Muitas vezes, ao elaborarmos um texto, sentimos uma enorme vontade de copiar um trecho escrito por alguém para reforçar um ponto ou outro. Se achar que isso é necessário e inevitável, não tem problema, copie e cite a fonte. Só não faça isso o tempo todo.
  • Não fique acanhado de divulgar os seus posts. Use as redes sociais para isso. Fale com amigos mais chegados para repercutir os seus posts se eles gostarem. Parece óbvio, mas conheço pessoas que ficam acanhadas de divulgar o que escrevem ou pedir apoio.
  • Siga outros blogueiros. Aprendi muito com outros bons blogueiros, além de serem boas referências, alguns se tornaram bons amigos virtuais.
Enfim, estes são aprendizados que fui adquirindo ao longo do tempo. Muitos são óbvios, mas adotei-os como uma cartilha e, hoje, me considero um bom blogueiro. Não é por acaso que, além do meu próprio blog, também sou blogueiro no Meio&Mensagem e no Brasil Post, dois veículos respeitados e de grande alcance.


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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

O melhor presente dos pais é o sucesso dos filhos na vida profissional

Conheço executivos muito bem sucedidos em suas carreiras que tremeram e enfrentaram enormes dificuldades para ajudar os filhos no início da vida profissional. Nessa hora, todos somos iguais, né? Não adianta doutorado em Harvard e liderar milhares de funcionários. Muito do aprendizado executivo acaba não funcionando tão bem dentro de casa.

As coisas no passado eram mais difíceis. Os jovens tinham muito mais dificuldade para obter informações a respeito das profissões e especializações. Esse processo dependia muito do interesse e da iniciativa dos estudantes, que tinham que sair em campo para caçar informações, conhecer as novas carreiras e entender o que valia pena. Lembro do "velho" teste vocacional, que nunca foi algo que me cativou muito na minha época. Aliás, se dependesse dele, eu teria estudado geografia e seria um provável bibliotecário.

A realidade atual é diferente. O mundo interconectado e aberto facilitou muito. A informação chega até dentro de casa via internet e outros canais de comunicação. Aliás, os estudantes são bombardeados por todos os lados. O que não mudou foi a necessidade absoluta da iniciativa e curiosidade dos jovens para entender as opções, ouvir conselhos de diversas fontes e trocar ideias. É aí, exatamente neste ponto, que os pais podem ajudar muito os seus filhos.

Esse post tem origem na minha própria experiência. Tenho dois filhos, ambos estão no início de suas vidas profissionais, a fase de dúvidas e dilemas já diminuiu um pouco em relação aos anos anteriores, mas os questionamentos e reflexões sempre aparecem. Os passos abaixo vêm do meu aprendizado prático e, certamente, dos conselhos de amigos e colegas que já passaram pela mesma experiência.

1. Entenda o que é o sucesso para ele
Um ponto importante é não colocar a sua expectativa de sucesso em cima de seu filho. O sucesso é relativo. O que é sucesso para você pode não ser necessariamente para ele.

2. Evite ser assertivo
Não seja afirmativo o tempo todo, afinal, conselhos muito pragmáticos poderão pressioná-lo numa direção que talvez não seja a decisão que bate no coração dele.

3. Tenha um papo aberto
O seu papel mais importante será criar um ambiente para troca de ideias, de bate-papo aberto, sem posições certas ou erradas.

4. Ouça mais do que fala
Instigue seu filho para falar de suas angústias, indecisões e interesses. Muito provavelmente as aflições dele serão bem diferentes das que você tinha quando jovem, portanto mantenha o coração aberto nestes papos.

5. Incentive-se a buscar informações
Inventive seu filho para buscar informações sobre carreira e profissões, além de motivá-lo para falar com mais pessoas, inclusive alguns amigos seus. Facilite esse caminho.

6. Não faça o trabalho pelo seu filho
Por favor não faça a pesquisa de informações pelo seu filho. Isso é responsabilidade dele. Se ele realmente estiver motivado e interessado, você não precisará fazer nada. Ele vai procurar você com todos os dados nas mãos.

7. Ajude-o a descobrir suas habilidades naturais
Motive-o a fazer uma auto reflexão para imaginar que tipo de trabalho futuro mais lhe agrada. Nestas horas, olhar para sua própria rotina e satisfações pessoais pode ajudar a encontrar o caminho.

8. Esteja sempre disponível para dialogar
Estar disponível para dialogar será uma bênção para o seu filho. Ele poderá viver grandes momentos de indecisão, se aproximando e se afastando da decisão final.

9. Tenha paciência, ele precisa de tempo
Ter paciência vai ajudá-lo bastante. Nestas horas sua principal missão será incentivá-lo a continuar pensando e conversando. Faça ele se auto questionar. Não tenha pressa.

10. Aceite bem o empreendedorismo
O futuro do mercado de trabalho sinaliza que cada vez mais os trabalhadores serão empreendedores. O primeiro momento de empreendedorismo de seu filho será esse começo de vida profissional. Conversas francas, sem paradigmas, mente aberta e visão flexível é a maior contribuição que você pode dar para seu filhos nos primeiros passos de sua carreira.

Uma outra recomendação adicional seria não se preocupar se ele escolher a mesma profissão que você, mesmo que você sinta no íntimo que ele foi influenciado por você. A maior preocupação é você estar tranquilo com sua consciência de que ele escolheu o caminho por iniciativa e decisão própria.

Enfim, apesar dessa nova geração estar muito mais informada e madura sobre carreira, os jovens ainda tem a mesma insegurança e angústia que tínhamos quando adolescentes. Imaginar o que gostaríamos de ter recebido na nossa época pode servir de inspiração para nossa preparação de conversa com nossos filhos. Só na esqueça de uma coisa: o mundo passa por grandes transformações na sociedade, onde o trabalhador de emprego perene e 35 anos de serviço está destinado a desaparecer para sempre, ou seja, o sucesso profissional não mais será o salário fixo no final do mês.

As palavras de ordem são: empreendedorismo e satisfação pessoal.


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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Esqueça a Amazon, você vai passar a comprar no Alibaba


Já ouviu falar em Alibaba? Não, não estou falando do Alibaba e os 40 ladrões. Estou falando do Alibaba Group Holding Ltd, que controla o alibaba.com, que se apresenta como "global leader in e-commerce for small business".

O Alibaba foi fundado em 1999 por um chinês, ex-professor de inglês, que adotou o nome de Jack Ma. A empresa nasceu como um site para conectar fornecedores chineses e compradores ocidentais. O negócio cresceu, e muito!

Hoje, o Alibaba se tornou uma gigantesca empresa de varejo online e domina o cenário de internet e logística na China. Acredite se quiser, mas, juntos, os dois principais sites da empresa (Tmall e Taobao) respondem por cerca de 80% de todas as transações de compras na China, que chegaram a quase US$ 300 bilhões em 2013, de acordo com a matéria publicada no The Wall Street Journal.

As três empresas do Alibaba (faça uma visitinha, mas duvido que consiga entender muita coisa) são Tmall, shopping virtual que vende produtos autênticos de grande marcas como Nike, Levi's e GAP; Taobao, maior e-commerce chinês para pequenas empresas e pessoas físicas; e Alipay, meio de pagamento usado pela grande maioria dos compradores da China, com mais de 600 milhões de contas.

Em 2013, a empresa alcançou 231 milhões de compradores ativos e as transações feitas no Alibaba atingiram US$ 248 bilhões. Esse volume de transações, que no quarto trimestre subiu 53% em relação ao mesmo período do ano anterior, é mais que o dobro do que foi gasto na americana Amazon.com, que obteve quase US$ 100 bilhões, de acordo com a Forrester Research.

A Alipay já tem três vezes o tamanho da PayPal. A principal fonte de receita da empresa vem de uma taxa cobrada pela venda dos produtos em seus sites. Em muitos casos, usuários e lojistas também pagam por anúncios para ganhar destaque na vitrine virtual.

Em 2005, o Yahoo! comprou 40% das ações da companhia por US$ 1 bilhão. Desde então, o Alibaba cresceu alucinadamente. Em 2012, o Alibaba comprou de volta a metade do que havia vendido para o Yahoo! por US$ 7,65 bilhões. Quando Marissa Mayer assumiu a direção do Yahoo!, em 2012, concordou em usar parte desse dinheiro para recomprar ações do próprio Yahoo.

Atualmente, 24 mil pessoas trabalham no Alibaba, mais do que no Yahoo! e no Facebook juntos. A sede da empresa continua na mesma cidade onde ela foi fundada: Hangzhou, na China. A cultura interna é muito peculiar, cuidada com zelo pelo comando da empresa que tenta manter um ambiente familiar, mesmo com milhares de funcionários.

O sucesso do Alibaba tem por trás um personagem interessante: Jack Ma. Mr. Ma tem hoje 49 anos, é celebridade na China, muitas vezes chamado de Zuckerberg chinês. Faz muito sucesso por onde passa. É um sujeito sorridente, carismático, espirituoso e bom comunicador, que gosta de fazer performances nas festas anuais do Alibaba. Quase sempre é apresentado nos eventos ao redor do mundo como o dono da Amazon da China. Possui uma fortuna estimada em U$ 13 bilhões e é o sexto homem mais rico da China. Veja o vídeo no final deste post.

O crescimento do Alibaba passa por sair da China e se estender pelo mundo. Não é por acaso que Jack Ma declarou que deseja transformar o Alibaba numa grande empresa global. Ele decidiu fazer o IPO nos Estados Unidos e estimativas conservadoras indicam que a empresa pode levantar mais de US$ 15 bilhões. Seu valor de mercado pode alcançar US$ 200 bilhões, fazendo a companhia se transformar na segunda mais valiosa da internet, atrás apenas do Google e à frente do Facebook.

Definitivamente, veremos o gigante chinês invadindo os Estados Unidos em breve. Para se ter uma ideia do que o mercado norte-americano vai encarar, no equivalente chinês ao Black Friday (data de promoções dos varejistas dos Estados Unidos), o Alibaba movimentou mais de US$ 5,7 bilhões em um único dia, o que equivale a três vezes o que todas as lojas americanas venderam juntas.

Ah, e por que o nome Alibaba? Porque Jack Ma queria um nome que pudesse ser falado em qualquer língua e que gerasse interesse. Nada além disso. Simples assim.

Convido a assistir dois excelentes vídeos. O primeiro é uma aula e vale muito a pena. É a gravação de uma espetacular palestra de 45 minutos dada por Jack Ma no evento "Credit Suisse Asian Investment Conference", em março de 2013, onde Mr. Ma fala sobre e-commerce na China e no mundo. Ele explica como Alibaba cresceu, fala da diferença de sua empresa para Amazon e E-bay, e compartilha sua visão de mundo e de futuro. Ele se mostra uma pessoa divertida, consciente e segura de seus planos. Olhar os comentários postados no vídeo também é legal, pois sinaliza quem é Alibaba, como este: "I am a foreigner in China and just as this guys says it I know, taobao is a lifestyle!". Enfim, o mundo definitivamente está se tornando global e sem fronteiras.

Mas se você tem pouco tempo, veja o segundo vídeo de pouco mais de 1 minuto postado recentemente pela Bloomberg onde o perfil de Jack Ma é apresentado.


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segunda-feira, 28 de julho de 2014

Banco gerencia crise de imagem a partir de carta enviada para seus clientes

 Na maioria das vezes as crises empresariais com a opinião pública vêm de fora para dentro, como consequência de fatos que não estão no controle ou no radar das organizações. Isso é normal e faz parte do jogo. O duro de engolir é quando a crise tem origem numa ação despretensiosa da empresa – ou seja, a culpa tem origem nela própria. Fatos assim não são muito comuns, mas o ocorrido, dias atrás, é o exemplo notório de que o monstro da crise está sempre à espreita nas grandes empresas.

Nesse mês de julho, o Banco Santander enviou a carta "Você e seu dinheiro" para seus clientes da categoria "Select" (com alta renda) comentando sobre o cenário econômico brasileiro, ação rotineira na comunicação regular do banco com seus correntistas. O fato é que no meio do texto havia uma frase que dizia que a subida da preferência do eleitorado pela reeleição da Dilma teria como consequência a deterioração da economia brasileira. A carta dizia o seguinte: “Se a presidente se estabilizar ou voltar a subir nas pesquisas, um cenário de reversão, o câmbio voltaria a se desvalorizar, os juros longos retomariam a alta e o índice da Bovespa cairia, revertendo parte das altas recentes. Esse último cenário estaria mais de acordo com a deterioração de nossos fundamentos econômicos”.

O que era uma simples carta transformou-se numa crise a partir da repercussão do conteúdo. Em plena corrida eleitoral, o fato ganhou as páginas dos jornais e virou um debate acalorado.

O governo e o PT reagiram. O desconforto foi tão grande que o banco publicou um comunicado em seu site afirmando que o texto não reflete, de forma alguma, o posicionamento da instituição: “O referido texto feriu a diretriz interna que estabelece que toda e qualquer análise econômica enviada aos clientes restrinja-se à discussão de variáveis que possam afetar a vida financeira dos correntistas, sem qualquer viés político ou partidário. Sendo assim, o banco pede desculpas aos clientes que possam ter interpretado a mensagem de forma diversa dessa orientação, e reitera sua convicção que a economia brasileira seguirá sua bem sucedida trajetória de desenvolvimento”.

A mensagem do Santander ocupou espaço de destaque na capa do site durante todo o final de semana. Não havia meio de entrar no site sem ler a mensagem. Veja abaixo.


Achei muito corajosa a publicação do comunicado. Uma possível ação seria enviar uma carta esclarecedora somente para os clientes Select, aqueles que receberam a carta inicial, assim a situação ficaria confinada a um número limitado de pessoas. Ao publicar um comunicado aberto na capa do site, o Banco levou o caso ao conhecimento de todos: cidadãos, interessados, imprensa e, principalmente, seus clientes, sem filtros ou critérios. A partir desta ação o caso ganhou visibilidade ainda maior. O conteúdo do comunicado foi excelente, especialmente quando a empresa pede desculpas e afirma que o texto enviado a um segmento de clientes não reflete o posicionamento da instituição. Certamente a franqueza e transparência do Santander foi apreciada por todos.

Segundo matéria do O Globo no último sábado, 26 de julho, a direção mundial do Santander enviou uma carta à presidente Dilma com um pedido formal de desculpas, assinada pelo presidente mundial do banco. Tal fato mostra o impacto e a gravidade do caso, além de evidenciar como ele foi tratado dentro da empresa.

Não faltaram besteiras ditas por aí e publicadas pela imprensa. Alguns falaram em "terrorismo eleitoral e digital", outros falaram que o banco "faz campanha aberta contra Dilma". Tudo perda de tempo. O que ocorreu foi uma pequena negligência e falta de atenção no conteúdo do texto enviado para os correntistas. Certamente foi escrito pela equipe de economia do banco que não conseguiu sacar que uma afirmação como aquela poderia ter alguma consequência de interpretação ou viés político. Sim, foi uma falha, até imperdoável, mas muito plausível, que poderia ter acontecido também em outras empresas ou situações.

Não duvido nada que este tipo de afirmação esteja sendo escrita em outros "papers" de economistas que estão avaliando o cenário econômico nos próximos meses. O problema é que esta carta do Santander alcançou milhares de clientes importantes e alguns se incomodaram com a comunicação do Banco. Acredito que se o texto tivesse sido revisto por alguém mais atento da área de comunicação do banco esse possível risco teria sido detectado. Cabe dizer que, em anos eleitorais, todas as organizações ficam muito mais cuidadosas e atentas a qualquer tema com conotação política ou que passe perto do processo eleitoral. Na dúvida, o melhor é ficar calado.

Enfim, o desgaste da publicação do comunicado e o envio da carta de desculpas para a presidente são reconhecimentos do Santander que alguém pisou na bola. Agora cabe gerenciar o desconforto, tratar do arranhão na imagem e rever processos e "guidelines" internos para que situações como esta não voltem a ocorrer. Lições para todos :) 

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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Seja um Ativista Digital da sua Empresa

Uma vez, numa reunião interna de trabalho na IBM, me perguntaram como cada funcionário poderia ajudar a empresa nas redes sociais. Minha resposta foi: "sendo um ativista digital responsável, compartilhando com suas redes de relacionamento o que a empresa onde trabalha tem de melhor".

Em qualquer companhia, grande ou pequena, o impacto desse comportamento e engajamento é incalculável. Tem que ser feito com paixão, cumplicidade e de forma genuína. Ou seja, não é você fazer marketing de algo que você não acredita ou questiona.

Compartilhe com sua família, amigos e colegas o que realmente faz a diferença. Leve uma mensagem honesta e individual. Não faça cópia do que recebe e não publique nas suas redes tratando-as como um outdoor. Escreva com suas palavras, compartilhe os seus valores e suas percepções. As pessoas querem saber o que você pensa sobre as coisas, as suas ideias e os seus pontos de vista. É isso que enriquece os relacionamentos, é isso que as pessoas valorizam e fazem das redes sociais algo transformador.

Eu trabalho numa empresa formidável, com mais de 100 anos de existência e que verdadeiramente ajudou a construir o mundo no que é hoje. Claro que existem desafios e dificuldades, qualquer organização que se transforma e precisa se reinventar passa por isso, mas o número de histórias legais é muuuuuito maior do que as dificuldades.

Se identificamos histórias positivas que nos tocam, nos dão orgulho e nos fazem pensar, entendo que faz parte da missão de cada colaborador compartilhá-las. A capacidade de influência que cada funcionário tem em suas redes de relacionamento não pode ser negligenciada. É algo muito mais poderoso e impactante do que a propaganda e o marketing tradicional. Se você trabalha numa empresa legal, que acredita em seu propósito, seja um ativista digital responsável. Faça o seu papel e compartilhe o que sua empresa tem de melhor para mostrar.

Eu participei de um projeto muito legal recentemente. Através de parcerias, a IBM desenvolveu um projeto de análise de sentimento nas redes sociais que permitiu descobrir, em tempo real, o que os torcedores pensavam e opinavam durante os jogos da maior competição do planeta. Isso é algo transformador. Medir a opinião das massas em tempo real é algo mágico para sociedade. Governos e empresas estão diante de uma ferramenta poderosa que permitirá entender o que está na cabeça dos cidadãos, consumidores e clientes... em tempo real.

Eu fui um reverberador proativo deste projeto, amplifiquei o que aprendi e capturei ao longo dos jogos através de posts em blogs e comentários nas redes sociais. Postei no meu blog, no Brasil Post e no Meio&Mensagem. Fui ativo no LinkedIn, Facebook, Twitter e Google+. Conversei sobre o tema com amigos e colegas em outros meios, inclusive nos churrascos de final de semana. Eu fui um ativista digital, colaborei para amplificar a voz de todos, compartilhei conhecimento e fui um consciente representante da minha empresa no mercado.

Estamos diante de uma revolução, onde o funcionário não é mais meramente um funcionário. Ele é representante da empresa durante as vinte e quatro horas do dia, em todas as suas interações e momentos do dia. Entender isso é algo transformador. Somos um ser de múltiplas dimensões, somos funcionários, cidadãos e consumidores, o tempo todo. Pense nisso e deixe de ser um funcionário para se tornar um importante porta-voz da empresa. Depende apenas de você.


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segunda-feira, 14 de julho de 2014

INFOGRÁFICO: O que a Torcida Brasileira Falou nas Redes Sociais na Copa 2014



A torcida brasileira foi ativa das redes sociais durante os 64 jogos do Brasil na Copa. A tecnologia de Análise de Sentimento Social da IBM capturou 53 milhões de posts e, desde total, analisou em tempo real mais 34 milhões de posts que eram referentes aos jogos, escritos em português. A análise aconteceu 30 minutos antes, durante e 30 minutos após todos os jogos. Foi capturada a voz de mais de 5,8 milhões de usuários diferentes nas redes sociais. O pico aconteceu após o quinto gol da Alemanha no jogo contra o Brasil, quando mais de 72 mil posts foram analisados e processados por minuto. Neste dia o sistema manipulou 19% de todo o tráfego mundial de posts relacionados ao jogo, cujo número global de posts em todos os idiomas chegou a 35,6 milhões de tweets.  

Veja o infográfico a seguir que resume a voz da torcida nas redes e os quadros mostrando os números de posts e sentimento dos torcedores em relação aos jogos e jogadores.




Visite o CRAQUE NAS REDES para conhecer mais sobre a Análise de Sentimento em Redes Sociais.


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domingo, 13 de julho de 2014

Juiz é a estrela (cadente!) das redes sociais no jogo Brasil e Holanda


Um pouco antes do jogo começar, 56% dos posts publicados nas redes sociais pelos torcedores brasileiros tinham um tom positivo. A expressão dos torcedores era de conformismo e de falta de entusiasmo pela disputa do terceiro lugar, porém de apoio à seleção: "Hoje vai", "Vai que é tua Brasil!", "Vamos ganhar hoje!". As pessoas não demonstravam frustração mostrando que a impossibilidade da disputa pelo título já era algo assimilado pela maioria das pessoas. A expectativa de uma vitória era evidente para tentar compensar a vergonhosa derrota contra a Alemanha. Assim começou o jogo.

Surpreendentemente, aos dois minutos, aconteceu o primeiro gol da Holanda e o fantasma do jogo da Alemanha entrou em campo se refletindo na reação dos torcedores. Após o segundo gol, o apoio inicial da torcida foi caindo lentamente até chegar ao final do jogo com 36% de aprovação. Foram 2,6 milhões de posts capturados, sendo 2,3 milhões sobre o jogo Brasil e Holanda escritos em português. A grande maioria foram tweets do Twitter, mas também posts públicos no Facebook.

Oscar e David Luiz foram os únicos jogadores a receber comentários positivos no primeiro tempo:  "Não ganhamos a taça, mas ganhamos Oscar"; "David e Oscar são os únicos que jogam com vontade". No segundo tempo, diante da derrota eminente, o humor mudou e apenas Oscar foi poupado, fechando com 54% de avaliações positivas e 34% negativas, nos mais de 133 mil posts citando seu nome. David Luiz foi citado em 180 mil posts (39% positivos e 41% negativos) e Neymar, mesmo não jogando, apareceu em 171 mil posts (30% positivos e 63% negativos).

O grande destaque nas redes sociais não foi David Luiz nem Oscar, foi o juiz Djamel Haimoudi, da Argélia. Ele foi citado em 65 mil posts com 91% de desaprovação. O pênalti e o lance do segundo gol da Holanda, considerados irregulares, fizeram a torcida das redes sociais massacrar a arbitragem. Durante toda a Copa, ninguém obteve tamanha rejeição!  Nem mesmo o Felipão, que na derrota do 7x1 contra Alemanha ganhou 77% de desaprovação. Desta vez, Felipão teve um pequeno refresco e terminou com 72% de avaliações negativas.

Os torcedores fizeram a sua parte nas redes sociais ao longo de toda a Copa. A participação foi ativa em todos os jogos do Brasil na competição alcançando 21,3 milhões de posts.  Arquibancada virtual lotada! A título de comparação, na Copa das Confederações foram apenas 3 milhões de citações. A seleção brasileira termina a Copa de forma melancólica, com um futebol burocrático, sem garra, brilho e entusiasmo. Em vez de brigar em campo, foi um time que brigou com a bola. As redes sociais foram o espelho da decepção do torcedor brasileiro e registraram esse ocaso nacional.

A Análise de Sentimento das Redes Sociais para todas as partidas na Copa pode ser acompanhada em "real time" na aba "termômetro social", dentro do aplicativo de segunda tela da TV Globo, disponível em IOS e Android. No site www.craquedasredes.com.br você encontra detalhes dos aplicativos, como baixá-los, os links importantes, as parcerias e mais informações sobre a tecnologia de análise de sentimentos em redes sociais. Não deixe de visitar o TORCIDA NAS REDES da ESPN pois lá você encontrará análises bem legais a partir dos dados capturados.

Veja o infográfico abaixo resumindo o que foi capturado e analisado nas redes sociais no jogo Brasil e Holanda.



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quarta-feira, 9 de julho de 2014

O obituário da Seleção Brasileira nas Redes Sociais no jogo Brasil e Alemanha


Foi acapachante, daquelas derrotas memoráveis que ficam para história, ninguém questiona isso. A análise de sentimento dos posts públicos nas redes sociais no jogo Brasil e Alemanha mostrou a reação dos torcedores à derrota de nossa seleção na Copa. Os brasileiros reagiram energicamente nas mídias sociais durante o jogo, postaram suas opiniões, foram irônicos e contundentes, registrando um número recorde de posts publicados. Na verdade, foi uma explosão nas redes sociais, mais de 6,8 milhões de posts relativos ao jogo foram capturados e analisados, superando o total dos 2 últimos jogos do Brasil somados.

Antes do apito inicial da partida os torcedores demonstravam confiança. Foram 281 mil posts capturados, sendo 53% deles com menções positivas à seleção brasileira. A reação à entrada do Bernard recebeu 51% de aprovação antes do início do jogo. E assim começou o jogo, com os brasileiros acreditando num bom jogo favorável ao nosso time.

A partir do primeiro gol, aos 10 minutos, o humor começou a mudar. Mesmo assim a seleção continuava com 50% de menções positivas (18% negativas e 22% neutras). A esperança dos torcedores terminou nos 4 gols sucessivos da Alemanha que ocorreram no período de apenas 7 minutos. A avalanche de gols foi tão rápida e gerou tanta perplexidade que a reação nas redes demorou um pouco para acontecer, mas quando ocorreu ela veio na forma de um tsunami.

Foram 72 mil posts publicados por minuto, o recorde da Copa até agora. A partir dos 30 minutos do primeiro tempo todos os jogadores brasileiros foram avaliados de forma negativa, ninguém escapou. No primeiro tempo foram 67 mil posts pedindo para cancelar ou acabar com a Copa. As críticas e ironias foram constantes, crescentes, o índice no final da partida apontou 50% de menções explicitamente negativas ao time brasileiro.

Os torcedores demonstraram vergonha perante a goleada que se desenhava ao longo da partida. Foram 77 mil posts falando em vergonha.

Nos últimos minutos do jogo, ao mesmo tempo que a torcida brasileira presente no estádio aplaudia a seleção alemã, o índice sobre o Brasil nas redes sociais se tornou positivo momentaneamente, basicamente em função do apoio a 3 jogadores: David Luiz (57% positivos), Oscar (55% positivos) e Bernard (47% positivos). O choro de David Luiz, sozinho no campo após a partida, promoveu comoções e solidariedade nos torcedores. Aliás, vale citar que David Luiz foi mencionado em 624 mil posts, um número expressivo, demonstrando sua conexão com os torcedores brasileiros.
           
Mesmo não jogando, foram mais de 744 mil posts citando Neymar, sendo a maioria negativos. Fred saiu arrasado na avaliação dos torcedores, 68% dos 288 mil posts sobre ele foram negativos. O campeão ao contrário foi Felipão, que terminou com um índice de 77% de menções negativas em 118 mil posts referentes a ele, nada elogiosos.

O sistema de análise de sentimentos não é trivial. É complexo e exige imensa capacidade de processamento em tempo real. O Laboratório de Pesquisas da IBM criou sofisticados algoritmos para identificar, filtrar e analisar todos os comentários em português contidos nos posts relacionados à competição. Por meio de inteligência cognitiva, é possível ensinar o sistema a analisar palavras-chave de diversas naturezas, usadas por determinados grupos de pessoas, e obter padrões de comportamento sobre como são empregadas. Claudio Pinhanez, cientista e líder do projeto, afirma que o time do projeto conseguiu mapear e analisar, inclusive, gírias e linguagens informais, muito utilizadas no mundo digital hoje em dia. A tecnologia usada está hospedada na nuvem da SoftLayer. Além de compartilhar a plataforma computacional com outras aplicações, diminuindo custos, a flexibilidade oferecida pela SoftLayer permite facilmente alocar maior poder computacional para o processamento das informações conforme o número de tweets. Como o número de posts publicados tende a oscilar muito durante as partidas, a utilização de uma cloud confiável, robusta e escalável é fundamental.

A IBM não está nisso por acaso. A aplicabilidade da tecnologia de análise de sentimentos é imensa, em várias dimensões. As empresas podem usar a tecnologia para monitorar suas marcas, no atendimento aos clientes, na avaliação dos produtos, etc. Governos podem usar para ouvir o cidadão, identificar necessidades, etc. Existem aplicações diversas em todos os ramos de indústria e da sociedade em geral, afinal estamos falando de capturar a percepção e o sentimento das pessoas a respeito de qualquer coisa. No entanto, cabe dizer que não é simples. Já existem provedores no mercado oferecendo soluções e serviços de análise de redes sociais, a maioria em inglês, apesar de já existirem serviços em português, mas a maioria fica na análise semântica, o que é bem diferente da análise de sentimentos. Além disso, o Twitter e outras redes sociais têm linguagem própria. A frase "Ai , Jesus, quase" publicada no Twitter é positiva ou negativa? Depende. Era uma jogada de quase gol do Brasil? Porque a mesma frase tem uma conotação bem diferente se o lance for a favor do adversário. E se o post fosse assim: "Ai, Jzs, quase"? Como você interpretaria o post "o que aconteceu com a seleção!" ? Ou seja, a análise não é trivial.

A Análise de Sentimento das Redes Sociais para todas as partidas na Copa pode ser acompanhada em "real time" na aba "termômetro social", dentro do aplicativo de segunda tela da TV Globo, disponível em IOS e Android. No site CRAQUE DAS REDES você encontra detalhes dos aplicativos, como baixá-los, os links importantes, as parcerias e mais informações sobre a tecnologia de análise de sentimentos em redes sociais. Não deixe de visitar o Torcida nas Redes da ESPN, pois lá você encontrará análises bem legais a partir dos dados capturados.

Veja o infográfico abaixo resumindo o que foi capturado e analisado nas redes sociais no jogo Brasil e Alemanha. 



 

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domingo, 6 de julho de 2014

Nada de Neymar, Redes Sociais mostram que David Luiz é o Cara



A Análise de Sentimento das postagens públicas em redes sociais no jogo Brasil e Colômbia realizada pela IBM mostrou que David Luiz foi o jogador brasileiro mais falado nas redes sociais. Segundo os torcedores, ele foi o grande nome do jogo, deixando Neymar muito atrás. Foram quase 2,8 milhões de posts sobre jogo capturados e analisados durante a partida. Um volume enorme. O infográfico no final do texto mostra um raio-X das redes sociais no jogo Brasil e Colômbia.

A evolução dos posts ao longo do partida mostrou uma evidente mudança de humor em relação a seleção brasileira conforme o andamento do placar. Na primeira metade do primeiro tempo a maioria dos posts foram positivos, mostrando que a torcida estava gostando da atuação do time brasileiro. Mas já no final da primeira etapa a percepção deixou de ser tão positiva. O segundo tempo começa com opiniões muito divididas. A partir dos 10 minutos parece que a paciência dos torcedores chegou ao limite e os posts passaram a ser notadamente negativos. O gol de David Luiz, aos 24 minutos, mudou mais uma vez o humor. Em apenas 1 minuto mais de 55 mil posts explodiram nas redes sociais, sendo 70% deles muito positivos. O gol do colombiano James, aos 34 minutos, mudou novamente o tom, voltou a enxurrada de críticas, e foi assim até o final. Somente nos 2 últimos minutos voltou o tom positivo evidenciando que os torcedores já comemoravam a classificação e o resultado. Apesar de tudo, os torcedores demonstraram entusiasmo em alguns momentos da partida. Comparando com os jogos anteriores da seleção brasileira, Brasil e Colômbia apresentou as reações mais otimistas da torcida brasileira. Pela primeira vez, o Brasil teve quase o dobro de menções positivas em relação às negativas: 52% contra 27%. No fim da partida, além dos posts comentando a vitória, também se destacou o número de posts referentes à contusão de Neymar: foram 58 mil menções ao lance em que Zuñiga machuca o jogador. Não foi por acaso que a hashtag #ForçaNeymar virou trending topic no Twitter.

David Luiz já vinha bem nas redes sociais ao longo do jogo, mas após o seu lindo gol de falta ele virou o rei das redes sociais. Dos quase 2,8 milhões de posts capturados durante a partida, 509 mil deles citaram explicitamente o nome de David Luiz. O segundo jogador mais citado foi Neymar, com 290 mil referências. O terceiro foi Fred, com 195 mil citações. Em termos de aprovação, mais uma vez o grande destaque foi David Luiz, com 58% de menções positivas e somente 17% negativas. Em segundo lugar veio Oscar com 51% de aprovação e em terceiro Hulk com 36%.  Por outro lado, Neymar foi mal avaliado pelos torcedores nas redes sociais, sendo que 56% das menções feitas a ele foram negativas, tendo apenas 31% positivas.  

No final da torcida foram registradas 58 mil menções nas redes sociais sobre a falta sofrida pelo Neymar, um claro registro da preocupação dos torcedores com nosso craque. Durante a partida, acredite se quiser, 17 mil brasileiros pediram a entrada da Marta (jogadora da seleção feminina brasileira) em seu lugar. E, no final do jogo, outros 17 mil posts comentaram a troca de camisa entre David Luiz e James Rodriguez.

A reação dos torcedores nas redes sociais à atuação de David Luiz é o espelho evidente da grande atuação do zagueiro brasileiro. No final do jogo no Castelão quase 60 mil pessoas gritavam o nome do jogador, parecia que todos já antecipavam a escolha da Fifa de David como o craque do jogo. O seu gesto de grandeza consolando James Rodriguez, que chorava intensamente após o jogo, reforçou mais ainda o destaque do zagueiro. Os posts analisados durante e após o jogo apontam claramente que está nascendo um líder dentro da seleção, pelo menos na visão dos brasileiros.  

A Análise de Sentimento das Redes Sociais para todas as partidas na Copa pode ser acompanhada em "real time" na aba "termômetro social", dentro do aplicativo de segunda tela da TV Globo, disponível em IOS e Android. No site www.craquedasredes.com.br você encontra detalhes dos aplicativos, como baixá-los, os links importantes, as parcerias e mais informações sobre a tecnologia de análise de sentimentos em redes sociais. Não deixe de visitar o TORCIDA NAS REDES da ESPN pois lá você encontrará análises bem legais a partir dos dados capturados.

Veja o infográfico abaixo resumindo o que foi capturado e analisado nas redes sociais no jogo Brasil e Colômbia.




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sábado, 5 de julho de 2014

Quando a segunda tela vai para a TV

Muito se fala da migração da TV para a segunda tela. E quando o processo é inverso? Acho interessante o que a FOX-Sports está fazendo nessa Copa. Em determinados instantes a tela do canal se transforma e se parece com uma tela da web. São várias informações interessantes que surgem na tela, algumas em "real time", como o instagram. Enfim, a TV se reinventa. Acho que a fórmula abaixo só funciona para quem tem TV com tela bem grande, mas esta é uma opinião muito pessoal.




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