segunda-feira, 30 de maio de 2016

Dá vontade de explodir tudo pra começar de novo


Aí o CMO de uma grande empresa norte-americana virou para mim e falou: “Eu reconheço que o marketing nunca teve tantas ferramentas para conhecer melhor os clientes e entregar experiências diferenciadas, mas o fato é que eu não aguento mais construir barraquinhos na minha operação. Eu virei um integrador de coisas. Estou o tempo todo tentando colar as coisas. Eu preciso parar e reestruturar toda a área de marketing, essa será a única forma de construirmos algo que permita realmente darmos um salto quântico em nossa operação e na forma como fazemos marketing. Dá vontade de explodir tudo pra começar tudo de novo”. E sorriu um sorriso sem graça.

Nós éramos oito pessoas na mesa do café da manhã, sendo metade de brasileiros e a outra metade de nacionalidades diversas. Estávamos juntos naquela mesa por acaso, chegamos para o café da manhã e procuramos lugares livres nas dezenas de mesas disponíveis. O motivo de estarmos ali era o mesmo de todos: conhecer as mais novas e modernas ferramentas de marketing disponíveis, especialmente aquelas voltadas para relacionamento com clientes. O evento era o Amplify 2016, ocorrido em Tampa, Estados Unidos, de 16 a 18 de maio.

Meu novo amigo CMO norte-americano, de coração aberto, compartilhou as suas dores e ansiedades ali para um monte de desconhecidos. Ficou evidente a identificação daquela turma com quem falava na mesa, com cabeças balançando afirmativamente e testas franzidas, mostrando desconforto e apreensão.

Soluções avançadas de análise de dados para conhecer e entender melhor o cliente, prover experiências digitais diferenciadas e personalizadas e desenvolver conteúdo dinâmico e relevante foram as coisas que carreguei ao sair dos três dias de evento. Também saí com a certeza de que a equação tradicional do omnichannel mudou; em vez de o digital complementar o mundo físico, estamos diante de um mundo onde o digital e a mobilidade total serão os carros-chefes e o físico será complementar. Enfim, uma mudança simples na equação, mas que faz a nossa vida em marketing ficar de pernas pro ar.

O fato do evento ocorrer nos Estados Unidos já tinha criado uma tremenda expectativa, afinal é lá que muitas das inovações em marketing nascem. Ouvi falar muito em “real time personalization”, mas como fazer isso quando a empresa tem centenas de milhares ou milhões de consumidores? Só mesmo fazendo uso de tecnologia e ferramentas escaláveis, que permitam lidar com milhões de transações simultaneamente. O conteúdo no seu site pode mudar conforme o perfil do cliente, ou seja, o mesmo produto pode ser mostrado de formas diferentes conforme a individualidade do consumidor.

Ouvi pela primeira vez a expressão “anomaly detection”, que é quando consumidores apresentam comportamentos específicos que sinalizam estarem saindo da jornada esperada ou que algo muito especial está acontecendo. Por exemplo, quando o seu produto não tem as cores que os clientes desejam e você consegue identificar isso em tempo real em função do comportamento que eles demonstram ao interagir com o seu site de e-commerce. Ou seja, não é preciso esperar o estoque encalhar para tomar uma ação.

Adorei uma expressão que peguei no meio das conversas: “jornada dinâmica do cliente”. Basicamente, significa que nós em marketing podemos até desenhar a jornada do cliente, mas no mundo atual, com tantos canais de interação e conteúdo, cada cliente tem a sua própria jornada, portanto, a criação da jornada é dinâmica, sendo necessário mapear em tempo real o relacionamento do consumidor com a marca e recriar, a todo momento, a sua jornada.

Também aprendi que, apesar de falarmos o tempo todo em soluções tecnológicas, o líder de marketing não precisa ser um expert em tecnologia. As soluções que surgem são cada vez mais amigáveis em termos de instalação e uso. A grande maioria delas é oferecida como serviços na nuvem, permitindo que os CMOS implementem tais soluções sem depender do CIO ou da TI da própria empresa, trazendo velocidade, flexibilidade, escalabilidade e independência para a operação de marketing. Aliás, essa questão de independência de TI foi algo que ouvi recorrentemente nos corredores do evento em Tampa.

Tudo caminha para o marketing se tornar menos empírico do que sempre foi. Obviamente, ainda existe um componente emocional e intangível muito importante, especialmente nas atividades ligadas ao branding, mas as atividades relacionadas à geração de demanda e à experiência do cliente estão se tornando mais racionais do que nunca, podendo ser mensuradas e planejadas de uma forma jamais realizada antes.

Hoje, é possível mapear todas as interações dos consumidores com a marca, entender suas preferências individuais, sua navegação e interesses dentro do mundo digital, seus canais prediletos, suas atividades nas redes sociais e juntar tudo isso para conhecê-lo melhor e oferecer uma experiência individual. É possível desenhar uma jornada individual dinâmica para cada cliente, em grande escala e de forma massiva. Estamos em outra era e estamos apenas no começo dela.

Curta abaixo o vídeo que eu mesmo montei da minha experiência no evento. Acho que você vai curtir. Foram quase três mil participantes, todos de marketing.


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domingo, 15 de maio de 2016

Dentro do ProXXIma 2016

ProXXIma é o maior evento sobre comunicação e marketing digital do Brasil e tem foco na tecnologia aplicada ao marketing.  Em sua décima edição anual, o evento trouxe a Isabella ao palco do evento. Isabella é a versão feminina do IBM Watson, que pela primeira vez subiu num palco falando em português para uma audiência de mais de 1 mil pessoas, a maioria de profissionais e líderes de marketing. Depois rolou um painel sobre sistemas cognitivos, inteligência artificial e novas tecnologias com a participação de Fabio Scopeta, da IBM, com a moderação de Pyr Marcondes .
Foi um dia histórico. O Watson é um sistema cognitivo em nuvem, que pensa, conversa, aprende e interage como um ser humano. Para este ProXXIma, o Watson, ou melhor, a Isabella estudou marketing para responder as perguntas ao vivo no palco. Quanto mais a Isabella estudava, mais ela aprendia sobre marketing. Essa foi uma pequena demonstração do potencial dessa fantástica tecnologia.
O vídeo mostra cenas do ProXXIma 2016, realizado em 9 e 10 de maio de 2016, em São Paulo. O vídeo traz também uma parte da apresentação de Antônio Tabet falando sobre como o famoso Porta dos Fundos pode ajudar o marketing das empresas.



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quarta-feira, 4 de maio de 2016

9 motivos para você repensar a sua profissão

Em poucos anos a sua profissão pode mudar radicalmente, é provável que a empresa onde você trabalha nem mais exista e que você nem consiga mais se empregar com o que você sabe hoje.

Veja 9 informações surpreendentes que farão você repensar o seu futuro no trabalho.

Ahhh... é melhor ouvir sentado porque tem risco de você cair da cadeira.


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terça-feira, 3 de maio de 2016

“Thank You Mom” da P&G é uma porrada

 Sabe quando você aperta o play, relaxa na cadeira, toma uma porrada, fica impactado, se emociona e os pelos dos braços ficam arrepiados? Foi isso que aconteceu comigo quando assisti ao novo filme da P&G para a Rio 2016.

A campanha “Thank You Mom” foi lançada em 2010, nas Olimpíadas de Inverno de Vancouver, com base no espírito de que por trás de cada atleta existe uma mãe ainda mais incrível. Desde então, ao longo dos anos, a P&G vem lançando filmes publicitários que desenvolvem o espírito da campanha, um mais legal do que o outro, se apoderando de um conceito poderoso e sendo super consistente ao longo do tempo. A campanha é premiadíssima e super reconhecida pelo mercado, estando na lista das melhores campanhas do século XXI, segundo o Advertising Age.

No dia 27 de abril, faltando 100 dias para os Jogos Olímpicos de 2016, a P&G lançou um novo filme publicitário “Thank You Mom”. Desta vez a história trata da força emocional por trás de cada atleta, consequência direta da força transmitida pelas mães para os seus filhos atletas.
Extremamente emocional, com imagens sensacionais, o filme apresenta cenas de pressão, insegurança, perigo, assédio e tensão passadas pelos atletas no seu tempo de crianças, e como esses momentos criaram a personalidade e a força de cada um deles. O esforço, os temores, o apoio, a perseverança, a confiança, o sonho… tudo isso sendo impulsionado e levado pelas mães para transformarem seus filhos em atletas extraordinários.

Tem tempo que eu não vejo um filme publicitário com uma mensagem emocional tão forte e inovadora. As mensagens que esse vídeo carrega são profundas e muito tocantes. Por trás de cada salto ou luta olímpica, não existe apenas muito treinamento, mas toda uma história de vida. Nestes momentos é que vemos como a publicidade pode se renovar, nos ajudar a repensar as coisas e ser transformadora.

Veja abaixo o filme da P&G, mas veja sentado.


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segunda-feira, 25 de abril de 2016

[VIDEO] Perdeu, marqueteiro...



Nós, profissionais de marketing e comunicação, estamos andando no fio da navalha. São tantas transformações que me arrisco a dizer que, a médio prazo, todos nós estaremos desempregados porque vamos virar profissionais "velhos" e "desatualizados". Por trás desse tsunami transformacional estão as novas tecnologias, que surgem a cada momento e que colocam o consumidor no centro de tudo, com poder de escolha, voz e decisão.
O marketing deixou de ser algo empírico e artístico. Hoje falamos de um marketing analítico e tecnológico, quase uma ciência. Esse novo marketing exige novos profissionais. Você está se preparando para isso?
Eu ia escrever sobre isso, mas decidi gravar um vídeo. É um vídeo criativo, que me exigiu um desprendimento incrível, mas completamente em linha com o espírito atual do marketing, que exige storytelling, criatividade e ousadia.

Ahhhh... e não me leve tão a sério :)


 
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quarta-feira, 20 de abril de 2016

[VIDEO] Meu fim de semana no maior Hackathon do Brasil

Foi incrível a minha experiência no maior hackathon do Brasil no final de semana passado, organizado pelo AngelHack, em São Paulo, dentro da IBM.
O vídeo ficou longo, tem 15 minutos, mas está divertido. Veja 3 minutos e depois tenta não ir até o final :) São imagens exclusivas de bastidores, que mostram o lado divertido dessa experiência e a essência do que é um hackathon. Espero que curtam!! :)

#‎angelhacksp‬
#‎anyonecancode‬
#‎hackathonIBM

 
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segunda-feira, 11 de abril de 2016

O trem fantasma dos CMOs


A vida dos CMOs hoje em dia, onde me encaixo perfeitamente, parece um trem fantasma. A cada momento vem uma curva inesperada e surge um fantasma diferente.

Os sustos variam, mas são inevitáveis. A dúvida é de onde vem a porrada. A única coisa certa é que ela virá. Cada vez mais surgem novos concorrentes nas indústrias tradicionais, de dentro e de fora do mercado conhecido, especialmente por conta da intensa inovação digital e por um novo consumidor sedento por novas experiências. Em paralelo ocorre uma profunda convergência da indústria.

O único ponto que diferencia a vida dos CMOs do trem fantasma que conhecemos é que a viagem dos CMOs é uma viagem às claras, onde tudo está visível e alcançável. A questão é que essa não é uma viagem de passeio – é uma corrida onde o carrinho roda em grande velocidade. 

Essa metáfora fica evidente no estudo recentemente publicado pela IBM que disseca os anseios, prioridades e pesadelos dos líderes de marketing dentro das empresas. Mais do que meramente os CMOs, o estudo evidencia a vida dos profissionais de marketing e comunicação em geral. Foram 723 líderes de marketing entrevistados presencialmente ao redor do mundo, inclusive no Brasil, onde 60% deles afirmaram que esperam mais concorrência nos negócios fora de suas indústrias tradicionais.

Ou seja, a maioria vive a angústia de ter que olhar além de seus horizontes para entender de onde o seu novo concorrente virá. Isso exige competências, recursos e uma incrível capacidade de análise do ambiente de negócios muito além do papel tradicional do CMO, que normalmente circula no universo do branding, na prospecção e relacionamento com clientes, na batalha cotidiana com os concorrentes e na renovação do portfolio de produtos e serviços.

Estamos falando de CMOs e profissionais de marketing com papéis e responsabilidades muito mais abrangentes e complexos do que aqueles conhecidos em anos recentes. No centro de tudo tem um consumidor diferenciado, que exige uma linguagem transparente e um relacionamento individualizado, com evidente poder de compra e preferência por canais digitais. A questão vai além do consumidor, trata-se de um ambiente de negócios onde os vencedores são aqueles que abraçam a ruptura dos negócios tradicionais. E marketing, mais do que nunca, tem um papel central nesse jogo.


O estudo "Redefinindo mercados - O ponto de vista do CMO" analisou o perfil das lideranças de marketing e identificou dois subgrupos de CMOs: os desbravadores e os seguidores. 

Os desbravadores são aqueles que experimentam modelos de negócio diferentes, com foco obsessivo em mapear a jornada do cliente e no uso de análise avançada de dados para gerenciar o seu negócio. Ou seja, os desbravadores são aqueles que adoram experimentação, gostam de tomar riscos e aceitam falhas e fracassos como parte do processo. Além disso, trabalham cada vez mais com dados para entender e conhecer melhor o seu cliente. 

Os seguidores, como o nome já diz, tendem a seguir o mercado e as suas práticas, dedicando menos esforço na busca da inovação em relação aos desbravadores, mas procurando compensar esse comportamento com mais eficiência e produtividade.

O mais legal do estudo foi descobrir o que tira o sono dos líderes de marketing. Tais pesadelos giram ao redor da criação de novas e melhores experiências para os seus clientes e no desenvolvimento de competências digitais. A oferta de mais experiências inovadoras e engajadoras para os consumidores exige mudanças de comportamento e novas habilidades. É preciso um marketing mais disposto a correr riscos, com maior propensão a abandonar fórmulas e práticas tradicionais já conhecidas. O estudo afirma que as organizações que estão na liderança são aquelas que adotam a chamada ruptura criativa e constroem, a partir disso, modelos de negócios mais abertos e colaborativos, o que leva à inovação. 

Prover melhores experiências para os clientes não é simplesmente uma vontade de querer fazer, nada acontece se não forem adotadas novas tecnologias e se não forem desenvolvidas novas habilidades técnicas. Líderes de marketing estão se aprofundando no conhecimento de análise de dados, no desenvolvimento de campanhas de marketing mais analíticas, no mapeamento da jornada do cliente, na adoção de novas tecnologias e, principalmente, desenvolver habilidades digitais em suas equipes, incluindo buscas de consultorias externas. Não é por acaso que 79% dos CMOs disseram planejar contratar profissionais com profundo conhecimento digital. 

Em resumo, a sensação de trem fantasma é real. Nunca vi colegas de marketing tão desconfortáveis e inseguros como agora, porém não exatamente pelo ambiente de ruptura que estamos passando, mas sim pela constante sensação de que estamos entregando pouco para os nossos clientes e que precisamos fazer mais. Por outro lado, vejo colegas super entusiasmados com tudo isso, aprendendo, criando e entregando experiências excepcionais de valor para os consumidores.

Enfim, curtir ou se assustar no trem fantasma é algo bem pessoal, só não dá para pular do carrinho.

 
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quarta-feira, 6 de abril de 2016

Seu inimigo está mais próximo do que você imagina


Encontre o seu inimigo. O artigo "Complicação embasada também é complicação", de André Kassu, publicado no Meio&Mensagem, me perturbou bastante. Ele analisou a palestra de Pete Favat, CCO da Deutsch Los Angeles, que disse que todos os grandes trabalhos em marketing sempre têm um grande inimigo declarado, e citou alguns exemplos.

Imediatamente me caiu a ficha. A conexão com minha vida profissional foi inevitável. Desde os primórdios da minha carreira em vendas e marketing, passei a acompanhar os movimentos dos nossos concorrentes. Nas diversas posições que ocupei, em várias empresas diferentes, nós sempre fizemos longos PPTs analisando o que os concorrentes estavam fazendo. Pesquisas, estudos detalhados, exercícios de futurologia, reza forte e muitas noites sem fim consumiram meu tempo e de meus colegas na vã tentativa de entender as ações dos concorrentes, de onde vinham e o que estava por trás daqueles movimentos suspeitos, às vezes inexplicáveis, que faziam. Bastavam lançar algo diferente e lá íamos nós estudar como contra-atacar.

Encontre o seu inimigo. O inimigo natural, para qualquer marqueteiro, é o seu concorrente. O que parecia ser simples no passado, porque os concorrentes eram notoriamente conhecidos em qualquer indústria, virou um pesadelo nos dias atuais. Vivemos uma época onde todos competem, o concorrente vem de onde menos se espera. Pode ser aquele aplicativozinho, sabe?

Nós encarávamos os concorrentes como inimigos a serem batidos. Muitas vezes gastávamos mais energia olhando os concorrentes do que o tempo investido nos clientes. Puxa, que erro flagrante, hein? Isso já é coisa de passado. Hoje eu não gasto muito tempo olhando o concorrente como antigamente, até porque o concorrente de hoje não necessariamente foi o concorrente de ontem, e muito menos será o de amanhã.

A grande questão é que olhar obsessivamente para o concorrente nem sempre é uma boa estratégia. Olhar o concorrente indica uma forte tendência de segui-lo, de repetir movimentos, de ir para onde os outros vão e não exatamente para onde os clientes desejam ir. Olhar o concorrente é não inovar, é seguir o curso do rio.

Encontre o seu inimigo. Então, afinal, quem é o seu inimigo? Ou, qual é o seu inimigo? Você pode até não aceitar, mas quase sempre o nosso maior inimigo somos nós mesmos. Estou falando da nossa capacidade de inovar, pensar diferente, abandonar dogmas e crenças, empreender em áreas que não dominamos e tomar riscos. Nós somos impelidos, conscientemente ou não, a fazer coisas e repetir fórmulas passadas que deram certo. Já sei! A sua reação agora foi: "pô, lá vem esse cara com o papo velho de inovação e empreender". Parece mais do mesmo, e talvez até seja, mas o fato cristalino é que nós, como seres humanos, temos uma tendência enorme de desviar dos problemas reais e, às vezes, nem os vemos.

A maioria de nós segue o fluxo do rio. Deixamos a rotina da vida, pessoal e profissional, nos levar para onde a água corre. Temos grande dificuldade de desviar do rio da vida, de criar momentos e oportunidades de mudança de curso, de estabelecer metas individuais arrojadas e até desconfortáveis para nós mesmos. Quer mudar ou fazer um upgrade de carreira? Se inscreva num curso legal, rala um coco, desenvolva um novo networking, ou seja, estabeleça condições para que a sua vida profissional realmente mude. Cansou da vida? Tira uma licença e vai fazer um intercâmbio. Quer abrir a mente e aprender coisas novas? Vai estudar ou ler livros de filosofia... ou culinária. Se permita conhecer coisas realmente novas. E aquele sonho de aprender a tocar violão?

Encontre o seu inimigo. Temos o cacoete indecente de fazermos sempre as mesmas coisas, especialmente aquelas que nos dão conforto e segurança, que não nos causam problemas. Alguns chamam isso de hábito, mas são vícios. Entregamos ao acaso as oportunidades de algo novo surgir. Quando aparece algo inesperado em nossas vidas, nós nos surpreendemos porque não foi algo intencional ou planejado. A sua carreira está ruim? A sua vida pessoal está chata? Você sofre ao imaginar que em cinco anos a sua vida estará igual a de hoje? Não tem problema. Essa sua insatisfação é momentânea. Daqui a pouco você estará com amigos tomando uma cervejinha, vai reclamar do trabalho, do chefe, da vida e do país. E continuar esperando que os acasos da vida mudem essa sua perspectiva, afinal, a vida é uma caixinha de surpresas.
Nem sempre o seu inimigo é aquele que você vê. Por mais que possa parecer retórica ou bobagem, a verdade nua e crua é que quase sempre o seu maior e pior inimigo é você mesmo.

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segunda-feira, 21 de março de 2016

Os 15 episódios de podcast que você deveria ter ouvido em 2015


Como era de se esperar, o post passado "Os 10 melhores podcasts do Brasil em 2015" publicado no Meio&Mensagem gerou dezenas de comentários acalorados. Fazer rankings é sempre uma atividade de risco. Aqui eu volto de novo para falar de podcasts, dessa vez para recomendar 15 episódios de podcasts de 2015 que considero excelentes.

Se você deseja investir seu tempo para ouvir gente interessante, histórias surpreendentes, se divertir e aprender coisas novas, então vá fundo na lista abaixo. Você não ficará indiferente a nenhum desses programas. São todos excelentes. É muito provável que alguns desses podcasts você nunca tenha ouvido falar, portanto você ainda ganha a chance de conhecer novos podcasters e passar a segui-los. Como sempre, essa é uma avaliação muito pessoal, portanto, me dê um refresco, ok?

Quer colaborar com a comunidade de podcasts? Registre no campo dos comentários os programas de 2015 que você julga espetaculares. Vamos dar visibilidade para aqueles que criam, produzem e compartilham conteúdo que vale a pena.

Café Brasil 460, 461 e 462 - Série Meritocracia
Nessa trilogia o Café Brasil explora o conceito de meritocracia. Recheado de exemplos e situações cotidianas, com certeza esses episódios darão um nó na sua cabeça e quem sabe fazer você rever alguns conceitos.

Projeto Humanos 1, 2, 3, 4, e 5 - Série As Filhas da Guerra
É um tapa na cara. Você se emocionará e suará frio com a história de Lili Jaffe, uma iugoslava judia, contada em diversos momentos por ela mesma, sobre sua vida no campo de concentração de Auschwitz e os desdobramentos que o Holocausto provocou em sua vida e sua família.

Escriba Café VII - A mansão Winchester
A história da misteriosa mansão Winchester, construída por uma pessoa mais misteriosa ainda. Se posicione num local silencioso e ouça com um headphone de qualidade. Aconselho que não apague a luz. Vá até o fim do podcast (fim mesmo!), você vai se surpreender... muito!

Mamilos 29 - Raça, religião, idade, deficiência, orientação sexual: amores acima de qualquer polêmica
Uma discussão polêmica, profunda e interessante sobre o amor de todos os tipos. Apresentando histórias reais, o debate derruba tabus e preconceitos, tentando entender o que está por trás de cada história e como as pessoas lidam com as adversidades e desafios da vida.

LiderCast 16 e 17 - Ozires Silva
Uma entrevista reveladora e emocionante, recheada de confissões e lágrimas, de Ozires Silva. A vida do garoto que sonhava ser engenheiro aeronáutico e se transformou em personalidade da história do Brasil. O nascimento da Embraer é impressionante.

TemaCast 19, 20 e 21 - Série Beatles
Uma série de três episódios que conta a história da banda mais famosa de todos os tempos: Os Beatles. Muito bem contextualizada e recheada de detalhes e curiosidades, a trilogia permite entendermos o que levou aos Beatles a se transformarem num fenômeno mundial.

TelhaCast 99 - Clarice Lispector
Um mergulho na vida e na obra de Clarice Lispector, autora ucraniana naturalizada brasileira e considerada uma das maiores escritoras da história. A conversa explora a vida de Clarice desde a infância e nos surpreende ao mostrar uma mulher extraordinária indo muito além do que criou e produziu para a literatura.

Café Brasil 455 - Bohemian Rhapsody revisitada
O raio-x emocionante de uma das músicas mais emblemáticas da história: Bohemian Rhapsody, do Queen. De surpresa ainda fazemos uma visita ao estúdio de gravação em 1975. Muito emocionante. Tenha um headphone de excelente qualidade nos ouvidos e boa viagem.

NerdCast 496 - Uma viajante no Oriente Médio
Uma conversa reveladora de Talita Ribeiro sobre a viagem que ela fez ao Iraque, que ajuda a desmitificarmos algumas coisas que temos na cabeça sobre aquela região. Ou seja, uma experiência real no Oriente Médio, sem véu :)

Braincast 145Carreira: Dinheiro versus Diversão
Uma conversa animada sobre a felicidade no trabalho e a realização na carreira. O que vale mais? Um trabalho que paga bem, mas não é tão legal, ou um que você adora fazer, mas não ganha tanto assim.

NerdCast 484 - Histórias de um mecânico espacial - Marcos Pontes
A história e os bastidores do primeiro astronauta brasileiro: Marcos Pontes. A entrevista é tão excepcional que o entrevistado conseguiu colocar o Jovem Nerd e o Azaghal em silêncio, ouvindo atentamente :)

Ultrageek 208 - José Padilha
Um episódio altamente polêmico. Assertivo ao extremo, o cineasta José Padilha discute o seu ponto de vista sobre o País, a política, a produção de Narcos, novas tecnologias e muito mais. É muito interessante entrar na cabeça desse produtor cinematográfico admirado por todos e descobrir que ele realmente pensa diferente da maioria.

NaPorteira Cast 57 - Gatos
Um episódio inusitado sobre gatos onde muitos ouvintes vão se identificar, confirmando a máxima de que os gatos fazem o que bem entendem e que no final de tudo são eles que nos domesticam. As comparações com os cães permeiam todo o programa. É divertidíssimo do início ao final.

Mamilos 48 - Um gosto amargo no Rio Doce
Uma discussão densa e fundamentada da tragédia de Mariana, sem emoções e radicalismos, olhando o fato sob diversas dimensões e ajudando a montar o quebra cabeças de algo ainda não tão bem explicado.

SciCast 111 - Química
Um programa divertido sobre química: como surgiu, evoluiu e como entra em nossas vidas o tempo todo. Foi interessante descobrir que Lavoisier, considerado o pai da química moderna, não seria nada sem a sua esposa, Maire-Anne, e que, apesar de tudo que fez em seu tempo, acabou sendo guilhotinado.



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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Desafio Fevevlog dia 16 - Fim do Fevevlog

Nos últimos dias de janeiro eu fui desafiado com a seguinte pergunta: você é capaz de publicar 29 vídeos curtos no YouTube contando uma história em cada dia do mês de fevereiro? Eu aceitei o desafio com um propósito específico. Depois de 15 episódios produzidos e publicados, eu entendi que o meu objetivo com o projeto já havia sido alcançado, por isso tomei a decisão de terminar a empreitada.
No vídeo abaixo eu explico como foi a jornada e o que aprendi com o #Fevevlog
 Valeu Hvon e Giaffredo, vocês me ensinaram muita coisa com esse desafio

Esse é o episódio 16 e o último do desafio de storytelling ‪#Fevevlog



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