sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Os 10 melhores podcasts do Brasil


Outro dia eu li uma matéria que dizia que a onda dos podcasts estava ressurgindo. Do meu lado, confesso, nunca deixei de consumir podcasts compulsivamente. Até bula de remédio eu gosto de ler e eu também curto muito ouvir podcasts, e os mais variados possíveis.

Quando você vai no Google e busca pelos melhores podcasts do País, surgem muitas análises e muitos rankings, porém parece que eles se repetem, apontando repetidamente os mesmos canais de podcasts. Eu não concordo com algumas análises. Infelizmente, muitos podcasts seguem a mesma fórmula: participantes eufóricos como se estivessem num programa de auditório, alguns mostrando um entusiasmo artificial, até exagerado.

Alguns podcasts são longos demais, com papo em excesso e de pouco valor, às vezes com gracejos exagerados. Desculpe se sou chato, mas prefiro os casts mais objetivos, quando o grupo entra logo no tema principal. Noutro dia eu entrei num podcast com 1h20 de duração, onde o grupo usou mais de 20 minutos iniciais para falar sobre os emails recebidos, alguns deles sem relevância e desinteressantes.

Apesar da minha rabugice, esteja certo que existem muitos podcasts legais e relevantes atualmente em nosso País. Tem muita gente bacana gerando bom conteúdo, investindo tempo em produzir material de qualidade. Podcast é uma forma bacana de compartilhar novos pontos de vista sobre temas diversos, difundir e debater cultura e se divertir.

Dias atrás, ao entrar numa roda de amigos onde a conversa era sobre podcasts, expliquei o motivo do meu entusiasmo por este tipo de mídia, falei que já acompanhava podcasts há anos. Aí me perguntaram quais eram os podcasts que eu mais admirava e que eu recomendaria a amigos. Opa! Gostei do pedido, intuitivamente montei um ranking dos podcasts que mais curto e onde sinto que sempre aprendo alguma coisa legal. Fui muito rigoroso em minha análise.

Privilegiando o conteúdo e as minhas áreas de interesse, eu compartilho abaixo os podcasts que você não pode deixar de experimentar. Vale dizer que eu sempre consumo podcasts via smartphone, muitas vezes nas minhas corridas e caminhadas quase diárias, mas também no trânsito.

Escriba Café 
Este é muito mais do que um podcast. É uma experiência. O Escriba Café é um show de produção, tem uma sonoplastia imbatível e criativa, uma apresentação impecável e é resultado de uma pesquisa detalhada. Os temas são sempre sobre história, do mundo e do Brasil, sobre mistérios da humanidade e curiosidades. Este é um projeto idealizado em 2005, por Christian Gurtner, cujo preciosismo e excelência impressionam. Quer uma recomendação? Ouça os podcasts sobre a segunda Guerra Mundial e a história de Jack, O Estripador. São imperdíveis. O Escriba Café vai capturar você.

Braincast
Comandado pelo seu fundador, Carlos Merigo, o Braincast é o podcast do famoso Brainstorm #9 e é uma delícia. Com temas variados, muitos deles tocando diretamente a minha realidade no mundo do marketing, o grupo sempre leva um bom papo com conversas realmente legais, algumas vezes com discussões profundas. Vale dizer que os participantes sempre estudam previamente o tema, raramente vejo alguém falando sem uma boa base de fundamento. Este é um podcast onde sempre aprendo alguma coisa importante. Ouço todos.

Rapaduracast
É o podcast do Cinema com Rapadura. Sob o comando de Jurandir Filho, o Rapaduracast é divertido, informativo e extremamente justo nas suas avaliações sobre o mundo do cinema. Não tem aquela de achar tudo legal e bonzinho. Os participantes têm opiniões próprias, estudam profundamente o tema discutido e são pessoas apaixonadas pelo mundo do cinema. São papos muito agradáveis. Vale muito a pena. Experimente escutar o episódio sobre a série Indiana Jones, ou o episódio sobre Star Wars. Você vai se viciar no Rapaduracast.

Beercast
Na minha opinião é o melhor podcast sobre cervejas do Brasil. Cada programa tem 45 minutos, em média. A turma, sempre bem humorada, dá uma aula sobre cervejas nacionais e internacionais, incluindo bebidas artesanais e industriais. Quase sempre eles gravam o podcast fazendo uma degustação ao vivo. Eles trazem informações históricas, conversam sobre a produção, falam sobre a evolução da marca, bem como tentam traduzir as percepções sensoriais que cada um sente na cerveja analisada. Os episódios quase sempre têm convidados, normalmente especialistas no tema ou personalidades que apreciam cervejas. Eu sou um apreciador de cervejas artesanais e os programas do Beercast são muito instrutivos, além de divertidos. Você vai curtir muito.

Na Porteira Cast
Sabendo que a maioria repete as mesmas fórmulas, o Na Porteira Cast é uma grata surpresa. Como eles dizem na abertura de cada programa, este é um podcast "que vem lá do fim do mundo, de onde o vento faz a curva". Os componentes principais do time ficam em Pederneiras, interior de São Paulo. É dirigido e editado pelo excepcional Randal Bergamasco. Você vai se surpreender com esse podcast bem humorado, porém com discussões profundas e fundamentadas. Eles sempre convidam especialistas para conversar sobre os assuntos, os temas variam bastante e eu gosto muito. São conversas bem objetivas e construtivas. Não dá para ouvir o programa e sair sem aprender coisas legais. Você vai curtir a simplicidade e a conversa de bar dessa turma.

De Cabeça
Esse é um podcast voltado para quem estuda, admira ou trabalha com marketing digital. Não tem uma produção rebuscada, mas o conteúdo, que é o mais importante, vale a audiência. Acho um podcast fundamental para os iniciantes e para os profissionais de pequenas e médias empresas que buscam conhecer melhor como fazer negócios online, seu potencial, novas técnicas, como fazer, dicas e orientações. É um podcast voltado para empreendedores e sempre tem um convidado para compartilhar experiências. Comandado por Eric Menau, o De Cabeça encanta por apresentar um conteúdo prático e com o pé no chão. Não conheço nada nessa linha em podcasts no Brasil.

Marchwill
Este é um podcast diferente, porque são curtos, em média duram 15 minutos, sem muito lero-lero. O tema é sempre tecnologia. A conversa é bem objetiva, bem humorada e tem um papel bem educativo. Eles estão sempre preocupados em ensinar alguma coisa. Para os apaixonados em tecnologia, que gostam de saber novidades, Marchwill é um podcast muito atraente e desce fácil. O comando é de William Marchiori, sempre bem humorado.

Papo de Fotógrafo
Aqui eu sou suspeito. Eu sou fotógrafo amador e curto muito fotografia. O Papo de Fotógrafo consegue gerar boas conversas sobre a arte de fotografar. Mas não é só isso. Muitas vezes o assunto fotografia é abordado de forma diferente, como num dos episódios de novembro onde o bate-papo aconteceu com Samuel Carneiro, que contou a sua história como fotógrafo e cadeirante. O projeto atende fotógrafos profissionais, amadores e amantes da fotografia. Ana Cariane e Rafael Petrocco, os apresentadores do programa, estão sempre com bons convidados. O podcast funciona muito bem.

Café Brasil
Excelente. Divertido. Amplo. O podcast Café Brasil faz parte de um projeto maior, comandado por Luciano Pires, que nos provoca a reflexão sobre temas diversos, mas quase sempre tocando cultura, cidadania, educação e comportamento. O objetivo é fazer você pensar, cutucá-lo em alguns dogmas, conceitos e preconceitos. É um programa muito bem produzido, que mistura música e arte. É um presente para qualquer brasileiro que busca entender melhor nossas raízes, de onde viemos e para onde vamos, como País e cidadãos.

Fronteiras da Ciência
Este é um podcast para quem gosta muuuito de ciência. O podcast Fronteiras da Ciência funciona com uma roda de bate-papo onde cientistas conversam informalmente sobre temas variados, mas tendo ciência como pano de fundo. Não se espante se em determinados momentos você não entender direito, é que às vezes eles descem fundo no tema mesmo, mas a conversa e a pluralidade das discussões fazem você fazer parte da roda. Este é um podcast maravilhoso que, infelizmente, não é muito divulgado e pouco conhecido por todos. Mas é excelente. Ouça o episódio de dezembro de 2014, "O Brasil na Antártica", e você terá uma bela ideia do estilo do programa.

Por fim, se você topa encarar podcasts em inglês, os videocasts e podcasts do TED são imbatíveis. Existe uma série de videocasts do TED com legendas em português, sempre excelentes. Aproveite e treine seu inglês. Estas gravações do TED são de excepcional qualidade e a voz é cristalina.

A lista acima é uma opinião muito pessoal, pode até desagradar alguns. Eu ouço todos eles com regularidade, por isso são indicações testadas e aprovadas por mim. Como disse antes, existem muitos rankings na web apontando bons podcasts, portanto, pesquise e monte a sua própria lista. Conheça também: Pauta Livre News, Telhacast, JurassiCast, Música na Lata, Nerdcast, Pelada na Net, Bacanudo, Matando Robôs Gigantes, Papo de Gordo, e muitos outros.

Tá curioso em saber como é feito um podcast? Veja o vídeo do William Marchiori, do podcast Marchwill, no qual ele compartilha os bastidores de um podcast.



Enfim, curta podcasts, vale a pena. Sabe aquela horinha do engarrafamento no trânsito?


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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Um exemplo perfeito de storytelling: Homem vende carro velho de forma genial

Tomei conhecimento do caso no Hypeness, excelente site sobre inovação e criatividade. Muito se fala sobre storytelling no marketing, existe muita teoria e nem sempre se mostram claros exemplos. O caso citado abaixo é um exemplo muito legal de storytelling bem feito.

Em setembro de 2013, Luke Aker, dono de um velho Nissa Maxima de 1996, decidiu vender o seu querido e amado carro. Ele fez um filme mágico. O carro estava repleto de problemas, mas no vídeo o locutor fala toda a verdade, mostra os bancos de couro rasgados e afirma tratar-se de "um veículo que vai te levar do ponto A para o ponto B... na maioria das vezes".

O vídeo se tornou viral. Em dezembro do mesmo ano já estava perto de alcançar 2 milhões de views. O caso foi tão impactante, ganhou tanta visibilidade na web, que a própria Nissan fez uma oferta pelo veículo e... comprou o carro.

A Nissan, com uma oportuna visão de marketing, lançou uma discussão digital e os fãs da marca decidiram que o carro deveria ser restaurado.

Em fevereiro de 2014, a Nissan dos EUA anunciou a restauração do velho carro. Seis meses depois, o carro já recuperado, "novinho" outra vez, foi apresentado num vídeo espetacular da Nissan, publicado no YouTube.

O filme criado por Luke Aker é um exemplo evidente de como fazer storytelling. O caso todo, enfim, é uma história genial.

Veja abaixo 3 vídeos:
- o épico vídeo criado pelo dono do veículo;
- o vídeo da Nissan anunciando e mostrando o carro recuperado;
- o vídeo feito pelo Autoblog com o pessoal de marketing da Nissan contando a história toda.

Ahhhh, e tem uma coisa que fez toda a diferença, o jovem Luke Aker, ex-dono do carro, é um cineasta.



 

 


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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Mattel cria regras para reunião e Coca-Cola elimina correio de voz

"Confie mais em seus instintos do que em pesquisas". Isso me foi dito por um dos meus melhores POC. Cada vez precisamos mais de métricas, de controles e de análise de risco. Por outro lado, as empresas globais se tornaram complexas organizações, muitas vezes fragmentadas, cuja decisão é quase sempre compartilhada. Em geral, as empresas convivem com um grande número de reuniões internas de alinhamento e planejamento, causando impactos na produtividade, na flexibilidade e na velocidade das tomadas de decisão. Esse lado perverso do gigantismo e da globalização muitas vezes penalizam os ganhos de escala, unicidade e posicionamento global que as empresas perseguem.
chefes no passado, mas no mundo empresarial atual isso é difícil de exercer. Vivemos o mundo do ROI, do "ver pra ver", do retorno de curto prazo e do

Por isso, não surpreende a decisão recentemente divulgada pela gigante Mattel na sua nova forma de operar:

1- Redução drástica no número de reuniões e apresentações em powerpoint

2- Estão proibidas reuniões com mais de 10 pessoas, a menos que a finalidade da reunião seja treinamento

3- Nenhuma reunião pode ser feita sem um propósito especifico

4- Não devem ser realizadas mais do que 3 reuniões para se tomar qualquer decisão

Tais orientações se tornaram públicas numa matéria recentemente publicada no The Wall Street Journal.

O objetivo é simples: mudar a cultura da empresa para ganhos de agilidade, produtividade e criatividade. Segundo a matéria do WSJ, as decisões da empresa se arrastavam por reuniões intermináveis, apresentações longas em powerpoint com mais de 100 slides e discussões sem fim. Desculpe a franqueza, mas este não é um mal exclusivo da Mattel, é algo inserido no modelo operacional das grandes organizações.

Uma vez escrevi um post chamado "Powerpointlândia: o mundo divertido e maravilhoso do powerpoint dentro das empresas". Queiramos ou não, as empresas se perdem no universo das reuniões internas, onde muitas vezes o powerpoint e as reuniões viram o fim e não o meio. O WSJ conta que, em 2013, uma reformulação do site da Mattel envolveu o equivalente a quase um ano de reuniões mensais e centenas de slides. Quando a decisão final foi tomada, o orçamento já havia sido realocado para outro projeto.

Segundo a pesquisa anual "Wasting time at work", da salary.com, as reuniões são uma das principais causas de improdutividade nas empresas. Os motivos são vários, entre reuniões muito longas, sem propósito ou descoordenadas. Outro vilão é a internet e as redes sociais, pois as pessoas se distraem facilmente navegando na web. Aliás, a combinação "reunião desinteressante + smartphone nas mãos" é uma potencial bomba de improdutividade, é um convite para o ser humano perder a concentração.

Mas as reuniões e as redes sociais online não são somente as causadoras de males dentro das organizações. Existem muitos outros pontos que podem ser trabalhados como emails, uso do telefone, regras e processos massacrantes, burocracia, etc.

A Coca-Cola, recentemente, resolveu atacar o correio de voz. Através de um memorando interno da área de TI, a empresa decidiu desativar o correio de voz "para simplificar a maneira de trabalhar e para aumentar a produtividade”. Segundo matéria publicada na Exame, a mudança passou a vigorar em dezembro e agora uma mensagem padronizada informa para a pessoa que liga que ela tente mais tarde ou use “um método alternativo” para entrar em contato com a pessoa que tenta localizar.

Desativar o correio de voz é uma medida concreta pois basta a empresa interromper o serviço e a determinação já está valendo. As pessoas, forçadamente, aprenderão a trabalhar através de outros métodos. Mas no caso da Mattel, criar regras de conduta "top down" não necessariamente garante que as coisas mudarão, mas é uma mensagem clara de desejo de mudança.

Se os principais executivos da empresa mudarem a prática das suas próprias reuniões e exercerem o papel de agentes de mudança, a chance de transformação crescerá muito. A mudança, na verdade, está na cabeça e na vontade das pessoas fazerem diferente. Tem que se criar mais do que um compromisso de mudar, mas uma cumplicidade entre todos.

Já vi empresas adotando regras como reuniões em pé, reuniões de 10 minutos e por aí vai. Não sei se funcionam, mas gosto muito das dicas do post "6 ways to make meeting significantly less miserable". Particularmente eu gosto muito da #4 e da #6. O fato é que não existe uma receita igual para todas as organizações, depende do tamanho, propósito, cultura, liderança, complexidade e até do tipo de negócio.


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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

10 estatísticas sobre internet móvel no Brasil


O jornal Valor, no dia 26/12/14, publicou uma matéria muito boa chamada "Em casa, brasileiro pesquisa Mobile Report, elaborada pela Nielsen e Ibope, e pela pesquisa F/Radar, da F/Nasca e Datafolha. Fui atrás das pesquisas e achei mais dados legais, que compartilho abaixo. Use, abuse e se surpreenda :)
acessa a internet pelo celular".  Ela está repleta de dados e informações interessantes, oriundas da

Cerca de 37% da população do Brasil têm smartphones. Em números absolutos, são 51,4 milhões de pessoas;

A maioria dos usuários prefere conteúdo gratuito e costuma usar 10 aplicativos diariamente;

As redes sociais são acessadas por 81% dos usuários de smartphones. Na pesquisa do ano passado este índice era de 77%;

Entre as redes sociais, o Whatsapp teve o crescimento mais vigoroso. Ele está presente 70% dos smartphones. No ano passado este índice era de 40%;

Entre os games, Candy Crush lidera com 18% do total;

Em média, cada usuário tem 17 aplicativos instalados em seu smartphone, mas usa menos de 10;

Dos entrevistados para pesquisa, 39% dos usuários disseram que usam até 5 aplicativos por dia, e 44% usam de 6 a 10 aplicativos diariamente;

Mais da metade dos usuários está em busca de aplicativos gratuitos e cerca de 65% dos aparelhos têm programas de música;

O preço considerado adequado para uma mensalidade de serviços de áudio por assinatura é de R$ 5 mensais. Pessoas com mais de 35 anos aceitam pagar mais;

O smartphone é o meio preferido para navegar, superando tablets e notebooks. É usado principalmente para pesquisa de preços, troca de mensagens instantâneas e publicação de fotos;

Cerca de 28% dos internautas costumam opinar online sobre produtos comprados.


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sábado, 27 de dezembro de 2014

Com a chegada do verão, Rio volta a discutir uso de bermuda no trabalho

No dia 21 de dezembro de 2014, exatamente a data que marcou o início do Verão 2014, o Rio de Janeiro registrou a temperatura de 40 graus, com sensação térmica de 55 graus. Como dizem os cariocas, o maçarico estava ligado no máximo. Por coincidência ou não, a discussão sobre o uso de bermuda no trabalho voltou com toda força na cidade.

No ano passado, a discussão do uso da bermuda ocupou matérias nos jornais da cidade. Eu escrevi um longa reflexão sobre o tema em um post chamado "Agora vai! Empresas liberam o uso de bermuda no trabalho". Convido você a ler este post porque acho que o conteúdo está bem legal.

Dias atrás o jornal O Globo publicou matéria chamada "No Rio 40 graus, a deselegância do paletó suado". O bom da matéria é uma lista de fatos que mostram a intensidade da importância do assunto. Juntando tais fatos a alguns outros, dá uma lista de contradições:

1- O TRT-RJ (Tribunal Regional do Trabalho do Rio) tornou opcional o uso do paletó e gravata por juízes, advogados e servidores até 20/março/2015. Mas nas audiências o traje completo ainda é exigido.

2- A Alerj (Assembleia Legislativa do Rio) aprovou uma lei que autoriza os bermudões (na altura do joelho) para os servidores estaduais que trabalham ao ar livre e também para os trabalhadores de serviços concessionários.

3- O prefeito do Rio vai publicar decreto liberando o uso de bermudas por parte do funcionalismo municipal e motoristas e cobradores.

4- No Rio senegalês, apenas 30% da frota de ônibus tem ar refrigerado.

5- O Jardim Botânico do Rio e o Zoológico do Rio proíbem a circulação de pessoas sem camisa... mesmo considerando que ambos são parques ao ar livre.

6- O Serpro foi o 1o. órgão federal a liberar o uso de bermuda no trabalho.

7- A página do movimento "Bermuda Sim" tem quase 19 mil curtidas. Este é um movimento nacional pelo uso de bermuda no trabalho.

Enfim, temos uma mudança em curso. Novidades devem surgir durante esse verão.


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domingo, 21 de dezembro de 2014

Apple Watch: fracasso ou sucesso?


O cara escreve um post bem completo, com um ponto de vista e análise super equilibrada, bem fundamentada e com fatos. O ponto dele é claro: o watch da Apple será um fracasso!

Ele começa o post dizendo que pela primeira vez, em mais de dez anos, a Apple vai cometer um erro. Segundo ele, o Apple Watch tem erros de design, de ecossistema e de modelo de negócio. Ele afirma que a Apple não analisou corretamente o comportamento das pessoas.

Tudo que ele falou é lógico, racional e faz sentido. Ele quase ironiza as previsões de vendas feitas por analistas reconhecidos de mercado de que serão vendidas dezenas de milhões de unidades de Apple Watch. Ele avalia que o dispositivo pretende fazer muitas coisas que nós não precisamos, afirma que ele está inchado de recursos, tenta abocanhar tudo, é grande em tamanho e feio. Afirma de forma contundente que a Apple, pela primeira vez, exagerou no design, Por fim, a Apple deveria ter criado um dispositivo que realmente oferecesse algo novo e não o que está sendo anunciado, que é uma sobreposição de funções já oferecidas por equipamentos já existentes no mercado, inclusive da própria Apple.

Lembro quando a Apple lançou o IPod. Ninguém entendeu muito bem. O iPod era algo que reinventava algo já oferecido por equipamentos de outras empresas. É o iPhone? Lembro de colegas ridicularizando o iPhone dizendo: "como pode um telefone com um botão apenas?" E o iPad? Na época, eu vi dezenas de matérias onde analistas se mostravam decepcionados com o iPad, alguns mais sarcásticos diziam que o iPad nada mais era do que um iPhone gigante.

Enfim, respeito o que esse colega escreveu no post, eu juro que entendi tudo, mas nós não estamos no campo da racionalidade. Ele fala que a Apple não estudou bem o comportamento dos usuários, mas esse não é o ponto. A Apple não segue o comportamento, ela cria novos hábitos, necessidades e conveniências. Esse é o campo da Apple. Ela sai do campo racional e vai o campo emocional.

No final do post, desdizendo o próprio título do post "Why the Apple Watch will fail", ele segura a onda e diz que não tem tanta certeza a respeito do fracasso do novo lançamento da Apple. Ele fez bem. A verdade é que ninguém está seguro em avaliar a reação do mercado em relação à novidade da Apple.

Enfim, desculpe Sr. Tom, se vou desapontá-lo, mas eu quero um Apple Watch. Tô na fila :)





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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

10 características essenciais para um líder


Há 15 anos eu tive uma reunião com Sérgio Averbach, atualmente CEO da Korn Ferry para América do Sul. Naquela época ele era um dos diretores da Egon Zehnder e certamente nem se lembra de mim. Eu fiquei impressionado com aquela reunião, ele estava me conhecendo e me avaliando para uma possível posição em uma grande empresa. Sem dúvida foi a experiência mais significativa que eu tive com um headhunter. Averbach me deu conselhos valiosos, parecia que me conhecia há anos, ele foi preciso no feedback e saí com recomendações valiosas que aplico até hoje. Infelizmente eu perdi o contato com ele e segui a minha vida, mas o momento e os ensinamentos ficaram comigo.

Meses atrás, eu li uma matéria chamada "Atitudes que colocam em risco o futuro profissional" onde Averbach foi entrevistado. Foi muito bom revê-lo, mesmo que pelo jornal. O tema da matéria foram os estudos da Korn Ferry Internacional que mostram as competências cruciais para um executivo de alta performance e as características que podem impedi-lo de progredir na carreira.

Segundo a Korn Ferry, os 10 pecados capitais, que podem minar a carreira são:

1- "Supergerenciar" ou "microgerenciar"
2- Viver na defensiva
3- Depender de apenas uma habilidade
4- Não ser estratégico
5- Deficiência em competências chave
6- Errar na escolha da equipe
7- Falta de compostura
8- Não desenvolver o espírito de equipe
9- Ambição exagerada
10- Insensibilidade aos outros

É interessante ver esta lista. Ela me convida a olhar minha carreira pelo retrovisor. Já trabalhei em várias empresas diferentes, com perfis e culturas variadas, em bons e maus momentos de resultados, algumas sendo adquiridas, outras comprando empresas e afirmo seguramente que não existe receita de bolo. Já trabalhei com executivos de todos os tipos, alguns brilhantes. Toda essa diversidade me permite ter um ponto de vista sobre o tema.

Pode ser importante que o executivo se utilize de um dos pecados citados pela Korn Ferry para buscar determinado resultado. Em uma empresa em crise, o "microgerenciamento" pode ser uma necessidade. Numa startup, uma ambição exagerada pode ser o sonho quase impossível que empurra o time. Gerar uma competição interna no time pode ser necessário no caso de uma equipe acomodada e passiva. Enfim, cada caso é um caso, mas concordo que um executivo que busque resultados de longo prazo não pode trabalhar o tempo todo na modalidade de "micromanagement".

Tenho quase 25 anos de experiência como gerente, este tempo me deu clareza do papel que busco como gestor. O meu estilo e minhas crenças seguem a fórmula abaixo. Confesso que algumas delas eu aprendi naquela conversa com Averbach.

1. Construa um forte espírito de equipe. O sucesso e o fracasso são de todos. Compartilhe o sucesso.

2. Trabalhe sempre com pessoas melhores que você. Elas vão puxá-lo para outro nível.

3.  Monte uma equipe diversa, com pessoas que pensam diferente de você. Isto vai desafiá-lo a pensar diferente.

4.  Dê liberdade para a equipe trabalhar e criar. Delegue. Solte as pessoas. Aceite o erro e o fracasso.

5. Desenvolva pessoas. Deixe as pessoas crescerem.

6. Saiba lidar com o stress. Seja educado. Trate as pessoas como gosta de ser tratado. Mantenha sempre a compostura e a calma, mesmo no olho do furacão.

7.  Crie um ambiente transparente e honesto. Aceite críticas. Permita um relacionamento sadio, onde as pessoas dão "bom dia" de verdade.

8. Saiba ouvir. Compartilhe decisões. Dedique muito tempo para ouvir as pessoas

9.  Reconheça. Elogie. Sorria. Mostre gratidão

10. Seja justo. Trabalhe com merecimento. Não passe a mão na cabeça de quem não merece

Resumindo, o segredo do sucesso de qualquer gestor começa pelo time que ele monta, pela sua capacidade de trabalhar com o grupo e desenvolvê-lo. Não cultue excessivamente o sucesso individual, faça isso de vez em quando, mas no dia a dia pratique o mantra de que "o sucesso é sempre de todos". Na sociedade ultra conectada, colaborativa e social em que vivemos, o segredo do sucesso pode estar mais na sua capacidade em lidar com as pessoas do que em você mesmo.



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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

5 filmes da história publicitária da IBM

Dias atrás, em um encontro, eu tive que rememorar um pouco da publicidade da IBM ao longo do tempo. Foi muito legal exercitar a memória e rever o que a IBM fez em comunicação nas últimas décadas, até porque permite entender as razões da IBM ser uma das marcas mais valiosas do mundo.

Ainda persiste o desafio de aproximar a marca IBM das pequenas e médias empresas. Por ser uma empresa muito grande, global e de soluções de todos os tipos, muitas vezes as pequenas empresas não enxergam a IBM como um parceiro preferencial em tecnologia e soluções de negócios. Essa é uma prioridade para a comunicação da IBM, ou seja, se aproximar das empresas de todos os portes e também de novos públicos, já que hoje em dia todos são consumidores de soluções e serviços de tecnologia para resolver seus problemas, fazer as coisas de forma diferente e trazer bem estar para a
sociedade. Por isso, na minha opinião, um anúncio da IBM na década de 50 é o anúncio mais emblemático da história da IBM. Ele diz assim: "IBM means service. For every business, large or small, there is a International Business Machines product ou service to help meet the needs of business administration". Numa tradução livre para o português: "IBM significa Serviço. Para cada empresa, seja grande ou pequena, existe um produto ou serviço da IBM que vai atender as necessidades de seu negócio". O anúncio é da década de 50, mas ainda somos uma empresa de serviços dedicada a solucionar problemas e encontrar formas de nossos clientes trabalharem melhor e de forma diferente. Surpreendentemente, o anúncio continua mais atual do que nunca. :)

Ao rememorar a publicidade da IBM, me foi perguntado quais foram os filmes publicitários que mais gostei. Eu não lembro de todos os filmes, longe disso, mas lembro de alguns impactantes que compartilho abaixo. Os 3 primeiros são da campanha "Soluções para um mundo pequeno", de 1995. Em seguida vem 2 anúncios da campanha "e-business" que teve início em 1997 e se estendeu aos anos seguintes. São momentos marcantes da história publicitária da IBM.

Soluções para um mundo pequeno



 

e-business


 


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domingo, 14 de dezembro de 2014

Brasil e México impõe restrições à propaganda de bebidas alcoólicas e alimentos para crianças

Uma polêmica estampou as páginas dos jornais na semana passada. Trata-se da decisão do Tribunal Regional Federal da 4a. região (TRF-4), em Porto Alegre, que estabeleceu restrições às propagandas de bebidas com grau alcóolico igual ou superior a 0,5o GL, o que inclui cervejas e vinhos. Entre as várias regras impostas pela determinação do TRF-4 está o veto aos anúncios de cervejas antes das 21hs e após as 6hs, no rádio e na TV, bem como a associação dessas bebidas a esportes e outros temas. Esta não é a primeira vez que se tenta controlar a propaganda sob alegação de proteção à saúde da sociedade ou argumentação parecida, o que incomoda no caso citado é a entrada da justiça numa área que já é autorregulamentada pelo Conar - Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária.

Não vou entrar no mérito se as propagandas de bebidas alcóolicas deveriam ou não ser veiculadas livremente em termos de horário e mensagem, porém, se existe esta preocupação, então que isso seja levado aos órgãos competentes, que ocorram os debates e que os órgãos de direito anunciem sua decisão. Ter a justiça entrando da forma como foi anunciada me parece uma espécie de censura. Esta é uma discussão polêmica e existem fortes argumentos para o lado daqueles que acusam que a propaganda de cervejas não evidencia os males do consumo exagerado de bebidas. Já ouvi vários amigos citando que as restrições existentes à propaganda de tabaco é um bom exemplo de iniciativa que ajuda a evitar comportamentos que prejudicam a saúde da população em geral.

Cabe lembrar que no dia Mundial do Tabaco deste ano, dia 31 de maio de 2014, o Ministério da Saúde anunciou novas regras de combate ao fumo que incluíram o fim da propaganda de cigarros, a extinção dos fumódromos em ambientes coletivos e a ampliação de mensagens de alerta nos maços de cigarro vendidos no Brasil. De acordo com as novas regras, qualquer propaganda de cigarro está proibida, inclusive displays estão proibidos. A única forma de exibição dos maços deverá ser em locais de venda, mas ainda assim com 20% do espaço ocupado por mensagem de alerta. A partir de agora, 100% da face de trás da embalagem e uma das faces laterais terão que ter imagem e mensagem sobre os problemas relacionados ao fumo. A partir de janeiro de 2016, na parte frontal da embalagem, 30% do espaço será destinado a mensagens de alerta. Atualmente, este tipo de mensagem só é estampada na face de trás dos maços de cigarro. Em resumo, o cerco à propaganda do tabaco é cada vez mais severo.

O controle e o surgimento de novas regras aplicadas à propaganda não acontecem só aqui no Brasil. Isso acontece em todo mundo. Em julho deste ano, o México anunciou a restrição de propaganda de alimentos para crianças na televisão e no cinema. Com 1/3 das crianças mexicanas acima do peso, e com a população lutando contra uma alta taxa de diabetes tipo 2, o governo aprovou impostos especiais para bebidas açucaradas e lanches altamente calóricos. Estas e outras ações fazem parte da estratégia do país para combater os crescentes problemas de saúde registrados com o aumento da obesidade entre os mexicanos. Os novos limites são bem rigorosos. Empresas fabricantes e vendedoras de chocolate, doces, chips e refrigerantes não podem mais promover seus produtos na TV durante a tarde e nos fins de semana em programas cuja maioria dos telespectadores seja menor de 12 anos, ou antes de filmes infantis nos cinemas. A partir de janeiro de 2015, cereais açucarados, iogurtes, biscoitos e bolos também serão proibidos. Segundo matéria publicada no Wall Street Journal, o México é o maior país consumidor per capta do mundo de produtos da Coca-Cola Co., o terceiro maior mercado por receita da fabricante de bebidas e lanches PepsiCo Inc., atrás apenas dos EUA e da Rússia, e o sexto maior mercado em vendas da Nestlé SA . Também é um dos dez maiores mercados da Kellogg Co., e o sétimo em vendas da Danone SA .  Será que este é mesmo o melhor caminho para gerar uma maior atenção e melhor comportamento das crianças em relação ao consumo mais consciente de alimentos?

Eu não tenho uma opinião clara sobre tudo isso, mas entendo a preocupação que o poder da propaganda provoca na sociedade, em nossas decisões e em nosso comportamento. Também entendo que as crianças formam o elo mais frágil da cadeia, por isso é importante estudarmos e avaliarmos com mais prudência os impactos que a propaganda gera em nossas crianças, desde os primeiros anos de consciência. Por isso compartilho brilhantes filmes que amigos no facebook me indicaram recentemente.Sente numa poltrona confortável, ligue o som para ouvir com clareza, e curta dois excelentes filmes que trazem reflexões importantes.

O primeiro chama-se "Criança, A alma do negócio". É uma profunda análise do impacto da publicidade e propaganda no público infantil. O segundo, chamado "Muito além do peso", é um tapa na cara. Hoje em dia, 1/3 das crianças brasileiras está acima do peso. O filme avalia o impacto da publicidade dos alimentos nessa realidade.

 
Criança, A alma do negócio

 

Muito além do peso



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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

IBM Verse vai mudar para sempre a forma de trabalhar com a nossa caixa de emails

O último artigo da sempre excelente Chieko Aoki no Meio&Mensagem traduz o que sempre pensei a respeito da overdose de informação que vivemos hoje. Adorei a frase "no ambiente de trabalho ou na vida pessoal, as mensagens instantâneas, redes sociais e emails podem ser um grande buraco negro, que drena seu tempo e sua mente". É isso mesmo. Parece que tudo joga contra na hora que você tem que se concentrar em algo. O problema é "como" resolver isso. No mesmo artigo ela fala em "administrar as informações e redefinir os parâmetros de seleção do que você vai priorizar". Conceitualmente a gente entende, mas é difícil pra caramba, especialmente num mundo móvel em que o celular nas suas mãos te chama o tempo todo... de todas as formas.

Não vamos nos iludir, em uma boa parte das vezes não é o smartphone que nos chama, somos nós que vamos até ele. Uma pesquisa da operadora norte-americana T-Mobile afirma que usuários de smartphones acessam seus aparelhos 150 vezes por dia, em média, e não é só para ver emails não. Experimente sair de casa sem o seu smartphone para ver o que acontece com sua mente.

No mundo corporativo, os emails e as mensagens instantâneas são os vilões. As redes sociais já começam a incomodar também. Ao escrever esse post, eu fui dar uma olhadinha na caixa de entrada de uma colega que rotineiramente tem muita dificuldade de domar a sua caixa de entrada. Ela tinha 24.298 emails não lidos. Uma caixa de entrada lotada de emails não lidos gera ansiedade, insatisfação, perda de produtividade, sensação de incompetência e muitas outras coisas.

Estudos mostram que deixar para tratar os emails profissionais fora do horário normal de trabalho pode prejudicar a saúde, portanto não é uma boa alternativa acumular emails para ver em casa, em seu suposto momento de descanso. Isso pode ser feito, mas não de forma rotineira. Conheço cada vez mais pessoas que já consideram ver emails de trabalho como algo incorporado a sua rotina (eu sou um deles!).

O excepcional blog Viver de Blog enumera os cinco maiores vilões da produtividade e dá boas dicas em como vencê-los. Os vilões são os seguintes, em ordem de capacidade destrutiva:
1- Redes sociais
2- Emails
3- Notificações, mensagens e celulares
4- Falsa sensação de que você é totalmente livre trabalhando pela internet
5- A falta de ferramentas produtivas para organizar suas ideias e conhecimento

Há tempos atrás eu escrevi um post divertido chamado "Personal Email Killer" onde eu estava a procura de um Matador de Emails para me ajudar. Nunca ninguém se habilitou. Eu tenho algumas ideias radicais para tentar colocar ordem na incontrolável caixa de emails, que já ajudariam bastante a nossa vida profissional. Publiquei algumas delas no post "Ideias radicais para sobreviver à enxurrada diária de emails nas empresas", mas recebi alguns feedbacks dizendo que eu sou um sonhador.

A verdade absoluta é que da mesma forma que a tecnologia é hoje a maior responsável pela enxurrada de informações que sufoca você, será a própria tecnologia que será a sua principal amiga na priorização e na ordenação de toda essa zona de conteúdo, de todas as formas e mensagens, que você tem que lidar todos os dias. Creia em mim, é impossível que isso seja resolvido sem o uso da tecnologia. Mas tem boas notícias chegando por aí.

No final de outubro, o Google anunciou um novo aplicativo de emails chamado "Inbox", que reorganiza os emails com lembretes, cria grupos de mensagens similares, dá alertas para conteúdos mais importantes, etc. Enfim, ele é um organizador de emails, classifica melhor cada mensagem evitando que você precise entrar em todas. Ajuda, melhora um pouco a nossa vida, mas ainda não resolve.

A melhor novidade é o IBM Verse, anunciado em novembro. A plataforma vai muito além de organizar os emails. Ela vai integrar emails, reuniões, calendários, arquivos compartilhados, mensagens instantâneas, vídeo chats, etc, tudo dentro de um ambiente unificado de colaboração. Ou seja, ele não é um reorganizador de emails. Ele se propõe a oferecer uma forma diferente de trabalhar e de se relacionar com as pessoas.


O IBM Verse foi construído pensando no usuário como ponto central, e não nos emails. O foco é a experiência do usuário. É quase dizer que não é o usuário que vai atrás da informação certa, é a informação certa que chega ao usuário. Isso só é possível porque a solução incorpora tecnologia avançada de análise de dados, que identifica padrões e perfis conforme a utilização de cada usuário. Isso permite que o usuário encontre as pessoas certas, receba as informações mais importantes com prioridade, tendo ganhos de produtividade. Além disso, foi feito um investimento enorme no design, começando o projeto do zero, ou seja, a cara da solução não se parece em nada com a velha cara da tradicional caixa de emails.

Enfim, estamos diante de uma nova forma de trabalhar, que parece mais divertida e produtiva. Segundo o anúncio, o IBM Verse já está disponível para o mercado corporativo. A versão freemium da plataforma poderá ser testada a partir do primeiro semestre de 2015. Gostou? Quer participar do programa? Clique AQUI e inscreva-se!



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