No mês passado eu participei de um painel sobre Redes Sociais na Futurecom. A mediadora foi Renata Fan e o painel contou com 9 participantes, além da própria Renata. Todos eram estudiosos e supostos conhecedores do tema. Acho que o painel durou mais de 1h20 de excelente debate, com boas discussões e evidente interesse da platéia, o que me surpreendeu, já que estávamos falando de uma sessão que acontecia no último horário do último dia do evento, período que tradicionalmente rola o espírito de "fim de festa".O painel serviu para constatar algo que eu já tenho na cabeça faz tempo: ninguém entende nada de redes sociais nas empresas, eu inclusive, me incluo neste time "com louvor". Somos todos aprendizes e curiosos do assunto.
O universo das pessoas que discute redes sociais atualmente é formado por muitos teóricos e especialistas de última hora, falando mais pela percepção pessoal do que por alguma experiência prática realmente relevante. Aliás, sugiro que sempre quando você conversar com um suposto especialista, pergunte a ele pelas suas credenciais, pergunte se ele tem um blog, qual rede social ele participa e quantas horas por dia ele gasta em relações virtuais. Se ele falar que conhece redes sociais nas empresas, pergunte se na empresa onde ele trabalha o acesso é livre às redes sociais, se existe política corporativa e qual é o papel dele na gestão disso dentro da empresa. Enfim, desafie ele.
Rolaram 3 discussões no painel que me incomodaram.
Comentei que as redes sociais para darem certo nas empresas é necessária a introdução de um guia corporativo de uso. Acho que o pessoal não entendeu bem, pois surgiu o comentário de que as redes sociais não podem ser reguladas ou controladas. Ou seja, houve um mal entendido que tentei corrigir depois. Uma coisa não tem relação com a outra. Um guia corporativo não pretende regular ou controlar o uso de redes sociais, mas sim instituir recomendações de conduta para os funcionários e participantes da rede. Trata-se do mesmo espírito do código de conduta que existe dentro das grandes empresas, que apresenta normas de conduta e ética, mas não controla nada. Enfim, veja mais detalhes AQUI.
O terceiro assunto foi o comentário do representante do governo que disse que o governo já está evoluindo no mundo da web 2.0 e que o Blog do Planalto é um exemplo disso. A realidade é que não existe uma política clara e definida do governo, o que existe são iniciativas individuais de alguns governantes ou parlamentares que acreditam no potencial dessas ferramentas e que estão entrando nisso de verdade. Não resisti, e peguei o microfone para comentar que o Blog do Planalto não aceita comentários, o que descaracteriza uma das maiores características do blog que é o diálogo.
Por fim, para fechar o post, tenho que citar que o verdadeiro destaque do painel não foi o debate. O maior sucesso foi a cruzada de pernas da Renata Fan, num vestido curto, que provocou uma migração de homens do lado esquerdo para o lado direito do auditório. Lá do palco deu para ver o movimento migratório. Coincidência ou não, o lado direito do auditório terminou muito mais cheio que o esquerdo. Parabéns para Renata, que conseguiu coordenar muito bem o painel, tornando-o mais brilhante com sua inteligência, beleza e simpatia.










