Mostrando postagens com marcador Twitter. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Twitter. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

As mídias sociais que mais gosto

Recentemente me perguntaram como uso as mídias sociais e as que mais gosto. Não sei bem o motivo, mas tem gente que acha que eu sou um especialista no assunto. Não sou não.

Eu comecei a consumir mídias sociais lentamente. Em todas elas eu entrei como mero observador para ver o que se passava. Minha primeira experiência foi com o falecido Orkut, que foi bem traumática, porque foi uma mídia que nunca me fisgou pois nunca vi um propósito claro no seu uso.

Com o passar do tempo eu fui entendendo a dinâmica das principais redes. Também aprendi que as mídias sociais podem sugar todo o seu tempo se você não souber trabalhar com elas. Algumas ganharam importância ao longo do tempo, enquanto outras foram perdendo valor e deixando de ser interessantes para mim.

Se você procura as mídias sociais como um canal para desenvolver o seu perfil profissional, acredito que o Linkedin é a rede mais importante nos dias atuais. O Linkedin deixou de ser somente uma rede social de recrutamento e emprego, agora é um canal de produção de conteúdo e netwotking valioso. Se você busca entrenimento, aí as opções são bem mais diversas. E, vale dizer que independemente do uso, o Facebook é a mídia de maior impacto em qualquer cirscuntância. O crescimento e números do Facebook impressionam.

Compartilho abaixo a avaliação e meu uso de algumas mídias sociais. Trata-se de uma avaliação bem pessoal.

É a mídia social que mais curto no momento. Acompanho algumas comunidades com regularidade onde sempre consigo achar bom conteúdo. Também conheço muita gente legal por aí. Consumo o Linkedin por todos os meios, mas preferivelmente pelo notebook. Gosto de parar 10 a 15 minutos por dia para navegar por lá em busca de bons posts e debates. Da mesma maneira que consumo, eu também gosto de compartilhar conhecimento e minhas percepções sobre comunicação, marketing e o mundo do trabalho. Faço isso de duas formas. Primeiro publicando dois ou três posts curtos por dia fazendo menções a notícias que leio, quase sempre é uma frase apenas apontando para um link. E, segundo, publicando um post longo e caprichado, de minha autoria, tentativamente a cada duas semanas.
 br.linkedin.com/in/maurosegura

Estou me cansando do Facebook. Tenho que estar lá porque todos estão, mas tem muita coisa desinteressante aparecendo na minha timeline, mesmo considerando que eu estou sempre limpando e mudando os ajustes para melhorá-la. A rede deixou de ser espontânea, muito do que chega a mim vem de algoritmos que privilegiam a publicidade e o conteúdo patrocinado. Eu tenho duas contas no Facebook. Uma conta pessoal que eu uso para ver abobrinhas, as vezes aparece alguma coisa interessante. Uso quase sempre via smartphone, entre uma atividade e outra do dia. Já tentei publicar algumas coisas mais sérias, mas não senti um ambiente legal para conversar com as pessoas. É tudo muito efêmero nessa rede. A outra conta que tenho é a do meu blog AQO - A Quinta Onda - que eu uso para postar as matérias, notícias e estudos que considero relevantes. Tento publicar 2 ou 3 posts por dia. A audiência dessa minha página parece estagnada, está com pouco mais de 2.400 curtidas.
www.facebook.com/aquintaonda/

Essa mídia já teve o seu reinado na minha rotina. Eu entro uma vez por dia, normalmente via Hootsuite para dar uma olhadinha na timeline. É comum eu me interessar por alguns tweets, onde sempre descubro algo novo. Antigamente eu ficava paranoico por percorrer toda a timeline com receio de ter perdido algo importante, mas eu desencanei, hoje é impossível acompanhar a timeline. O volume de conteúdo é grande. Atualmente eu costumo postar dois ou três tweets por dia.
twitter.com/maurosegura

Não tenho regularidade no uso e raramente publico alguma coisa. No entanto o meu interesse vem aumentando. Cada vez mais encontro bom conteúdo e sinto que estou prestes a incluir o YouTube na minha rotina. De vez em quando eu acesso canais do YouTube na minha TV de casa, substituindo programas tradicionais de TV. A verdade é que o YouTube já é um campeão de produção de conteúdo profissional, entretenimento e inovação. Não dá para ficar fora do YouTube.
www.youtube.com/user/maurosegura

Estou lá, mas raramente entro. Tenho poucos amigos que estão ativos nessa mídia social. Nem sei o que dizer dela pois não sou um usuário frequente.
plus.google.com/ 

Esta mídia social é um show, tem muito valor e muita coisa legal. Eu sempre descubro estudos, estatísticas e referências dos assuntos do meu interesse de uma forma bem organizada e fácil. Cada vez mais eu tento dedicar tempo para explorar o Pinterest. Para quem não conhece, eu recomendo criar uma conta e experimentar. Tem muita chance de você curtir e virar fã.
br.pinterest.com/

Não sou aficionado, apesar de ser um apaixonado por fotos. Gosto de entrar pelo smartphone para curtir algumas fotos bonitas, mas faço isso sempre de maneira irregular. Procuro publicar alguma coisa para manter a atividade, mas não é uma rede que me adiciona valor.
instagram.com/maurosegura/

Não é uma mídia social, mas é uma ferramenta espetacular para quem lida com várias mídias sociais simultaneamente. A maioria das coisas que publico no Linkedin, Twitter, na conta do AQO no facebook e no Google + eu faço via Hootsuite. Acesso todo o dia, pelo notebook, tablet e smartphone. Imagine um cockpit montado na sua frente com todas as mídias sociais na sua frente. É isso!
hootsuite.com

Não é propriamente uma mídia social, mas acho que cabe falar aqui sobre os meus blogs porque é um espaço de publicação de conteúdo e colaboração. Eu tenho 4 blogs ativos. O mais ativo é o AQO - A Quinta Onda - onde regularmente publico posts desde 2008. Em seus dias de glória, quando a busca orgânica no Facebook e no Google ainda era possível, ele chegou a alcançar milhares de unique visitors por dia. Hoje em dia este número diminuiu muito. Através do AQO eu conheci e ainda conheço muita gente legal, crio bom bons relacionamentos e acesso conteúdos valiosos.
Tenho um blog sobre Paraty, um blog de contos e crônicas e um blog da família controlado por senha. Todos ativos e com bom conteúdo.
www.blogger.com

Esse é um resumo. Existem outras mídias e ferramentas sociais digitais que uso, como Whattsapp, Medium, Klout e outras coisas bacanas que nem comentei aqui. Mas a adoção e uso de mídias sociais é algo muito individual. Depende de seus interesses, tempo, objetivo e muitos outroo fatores. O importante é estar aberto para descobrir coisas novas, abandonar aquelas que vão perdendo relevância e encontrar uma forma equlibrada para consumir todo esse conteúdo. No fundo, no fundo, o importante é saber ser seletivo e criar a "sua fórmula". 


Enter your email address:


Delivered by FeedBurner

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Seja um Ativista Digital da sua Empresa

Uma vez, numa reunião interna de trabalho na IBM, me perguntaram como cada funcionário poderia ajudar a empresa nas redes sociais. Minha resposta foi: "sendo um ativista digital responsável, compartilhando com suas redes de relacionamento o que a empresa onde trabalha tem de melhor".

Em qualquer companhia, grande ou pequena, o impacto desse comportamento e engajamento é incalculável. Tem que ser feito com paixão, cumplicidade e de forma genuína. Ou seja, não é você fazer marketing de algo que você não acredita ou questiona.

Compartilhe com sua família, amigos e colegas o que realmente faz a diferença. Leve uma mensagem honesta e individual. Não faça cópia do que recebe e não publique nas suas redes tratando-as como um outdoor. Escreva com suas palavras, compartilhe os seus valores e suas percepções. As pessoas querem saber o que você pensa sobre as coisas, as suas ideias e os seus pontos de vista. É isso que enriquece os relacionamentos, é isso que as pessoas valorizam e fazem das redes sociais algo transformador.

Eu trabalho numa empresa formidável, com mais de 100 anos de existência e que verdadeiramente ajudou a construir o mundo no que é hoje. Claro que existem desafios e dificuldades, qualquer organização que se transforma e precisa se reinventar passa por isso, mas o número de histórias legais é muuuuuito maior do que as dificuldades.

Se identificamos histórias positivas que nos tocam, nos dão orgulho e nos fazem pensar, entendo que faz parte da missão de cada colaborador compartilhá-las. A capacidade de influência que cada funcionário tem em suas redes de relacionamento não pode ser negligenciada. É algo muito mais poderoso e impactante do que a propaganda e o marketing tradicional. Se você trabalha numa empresa legal, que acredita em seu propósito, seja um ativista digital responsável. Faça o seu papel e compartilhe o que sua empresa tem de melhor para mostrar.

Eu participei de um projeto muito legal recentemente. Através de parcerias, a IBM desenvolveu um projeto de análise de sentimento nas redes sociais que permitiu descobrir, em tempo real, o que os torcedores pensavam e opinavam durante os jogos da maior competição do planeta. Isso é algo transformador. Medir a opinião das massas em tempo real é algo mágico para sociedade. Governos e empresas estão diante de uma ferramenta poderosa que permitirá entender o que está na cabeça dos cidadãos, consumidores e clientes... em tempo real.

Eu fui um reverberador proativo deste projeto, amplifiquei o que aprendi e capturei ao longo dos jogos através de posts em blogs e comentários nas redes sociais. Postei no meu blog, no Brasil Post e no Meio&Mensagem. Fui ativo no LinkedIn, Facebook, Twitter e Google+. Conversei sobre o tema com amigos e colegas em outros meios, inclusive nos churrascos de final de semana. Eu fui um ativista digital, colaborei para amplificar a voz de todos, compartilhei conhecimento e fui um consciente representante da minha empresa no mercado.

Estamos diante de uma revolução, onde o funcionário não é mais meramente um funcionário. Ele é representante da empresa durante as vinte e quatro horas do dia, em todas as suas interações e momentos do dia. Entender isso é algo transformador. Somos um ser de múltiplas dimensões, somos funcionários, cidadãos e consumidores, o tempo todo. Pense nisso e deixe de ser um funcionário para se tornar um importante porta-voz da empresa. Depende apenas de você.


Enter your email address:


Delivered by FeedBurner

segunda-feira, 14 de julho de 2014

INFOGRÁFICO: O que a Torcida Brasileira Falou nas Redes Sociais na Copa 2014



A torcida brasileira foi ativa das redes sociais durante os 64 jogos do Brasil na Copa. A tecnologia de Análise de Sentimento Social da IBM capturou 53 milhões de posts e, desde total, analisou em tempo real mais 34 milhões de posts que eram referentes aos jogos, escritos em português. A análise aconteceu 30 minutos antes, durante e 30 minutos após todos os jogos. Foi capturada a voz de mais de 5,8 milhões de usuários diferentes nas redes sociais. O pico aconteceu após o quinto gol da Alemanha no jogo contra o Brasil, quando mais de 72 mil posts foram analisados e processados por minuto. Neste dia o sistema manipulou 19% de todo o tráfego mundial de posts relacionados ao jogo, cujo número global de posts em todos os idiomas chegou a 35,6 milhões de tweets.  

Veja o infográfico a seguir que resume a voz da torcida nas redes e os quadros mostrando os números de posts e sentimento dos torcedores em relação aos jogos e jogadores.




Visite o CRAQUE NAS REDES para conhecer mais sobre a Análise de Sentimento em Redes Sociais.


Enter your email address:


Delivered by FeedBurner

domingo, 13 de julho de 2014

Juiz é a estrela (cadente!) das redes sociais no jogo Brasil e Holanda


Um pouco antes do jogo começar, 56% dos posts publicados nas redes sociais pelos torcedores brasileiros tinham um tom positivo. A expressão dos torcedores era de conformismo e de falta de entusiasmo pela disputa do terceiro lugar, porém de apoio à seleção: "Hoje vai", "Vai que é tua Brasil!", "Vamos ganhar hoje!". As pessoas não demonstravam frustração mostrando que a impossibilidade da disputa pelo título já era algo assimilado pela maioria das pessoas. A expectativa de uma vitória era evidente para tentar compensar a vergonhosa derrota contra a Alemanha. Assim começou o jogo.

Surpreendentemente, aos dois minutos, aconteceu o primeiro gol da Holanda e o fantasma do jogo da Alemanha entrou em campo se refletindo na reação dos torcedores. Após o segundo gol, o apoio inicial da torcida foi caindo lentamente até chegar ao final do jogo com 36% de aprovação. Foram 2,6 milhões de posts capturados, sendo 2,3 milhões sobre o jogo Brasil e Holanda escritos em português. A grande maioria foram tweets do Twitter, mas também posts públicos no Facebook.

Oscar e David Luiz foram os únicos jogadores a receber comentários positivos no primeiro tempo:  "Não ganhamos a taça, mas ganhamos Oscar"; "David e Oscar são os únicos que jogam com vontade". No segundo tempo, diante da derrota eminente, o humor mudou e apenas Oscar foi poupado, fechando com 54% de avaliações positivas e 34% negativas, nos mais de 133 mil posts citando seu nome. David Luiz foi citado em 180 mil posts (39% positivos e 41% negativos) e Neymar, mesmo não jogando, apareceu em 171 mil posts (30% positivos e 63% negativos).

O grande destaque nas redes sociais não foi David Luiz nem Oscar, foi o juiz Djamel Haimoudi, da Argélia. Ele foi citado em 65 mil posts com 91% de desaprovação. O pênalti e o lance do segundo gol da Holanda, considerados irregulares, fizeram a torcida das redes sociais massacrar a arbitragem. Durante toda a Copa, ninguém obteve tamanha rejeição!  Nem mesmo o Felipão, que na derrota do 7x1 contra Alemanha ganhou 77% de desaprovação. Desta vez, Felipão teve um pequeno refresco e terminou com 72% de avaliações negativas.

Os torcedores fizeram a sua parte nas redes sociais ao longo de toda a Copa. A participação foi ativa em todos os jogos do Brasil na competição alcançando 21,3 milhões de posts.  Arquibancada virtual lotada! A título de comparação, na Copa das Confederações foram apenas 3 milhões de citações. A seleção brasileira termina a Copa de forma melancólica, com um futebol burocrático, sem garra, brilho e entusiasmo. Em vez de brigar em campo, foi um time que brigou com a bola. As redes sociais foram o espelho da decepção do torcedor brasileiro e registraram esse ocaso nacional.

A Análise de Sentimento das Redes Sociais para todas as partidas na Copa pode ser acompanhada em "real time" na aba "termômetro social", dentro do aplicativo de segunda tela da TV Globo, disponível em IOS e Android. No site www.craquedasredes.com.br você encontra detalhes dos aplicativos, como baixá-los, os links importantes, as parcerias e mais informações sobre a tecnologia de análise de sentimentos em redes sociais. Não deixe de visitar o TORCIDA NAS REDES da ESPN pois lá você encontrará análises bem legais a partir dos dados capturados.

Veja o infográfico abaixo resumindo o que foi capturado e analisado nas redes sociais no jogo Brasil e Holanda.



Enter your email address:


Delivered by FeedBurner

quarta-feira, 9 de julho de 2014

O obituário da Seleção Brasileira nas Redes Sociais no jogo Brasil e Alemanha


Foi acapachante, daquelas derrotas memoráveis que ficam para história, ninguém questiona isso. A análise de sentimento dos posts públicos nas redes sociais no jogo Brasil e Alemanha mostrou a reação dos torcedores à derrota de nossa seleção na Copa. Os brasileiros reagiram energicamente nas mídias sociais durante o jogo, postaram suas opiniões, foram irônicos e contundentes, registrando um número recorde de posts publicados. Na verdade, foi uma explosão nas redes sociais, mais de 6,8 milhões de posts relativos ao jogo foram capturados e analisados, superando o total dos 2 últimos jogos do Brasil somados.

Antes do apito inicial da partida os torcedores demonstravam confiança. Foram 281 mil posts capturados, sendo 53% deles com menções positivas à seleção brasileira. A reação à entrada do Bernard recebeu 51% de aprovação antes do início do jogo. E assim começou o jogo, com os brasileiros acreditando num bom jogo favorável ao nosso time.

A partir do primeiro gol, aos 10 minutos, o humor começou a mudar. Mesmo assim a seleção continuava com 50% de menções positivas (18% negativas e 22% neutras). A esperança dos torcedores terminou nos 4 gols sucessivos da Alemanha que ocorreram no período de apenas 7 minutos. A avalanche de gols foi tão rápida e gerou tanta perplexidade que a reação nas redes demorou um pouco para acontecer, mas quando ocorreu ela veio na forma de um tsunami.

Foram 72 mil posts publicados por minuto, o recorde da Copa até agora. A partir dos 30 minutos do primeiro tempo todos os jogadores brasileiros foram avaliados de forma negativa, ninguém escapou. No primeiro tempo foram 67 mil posts pedindo para cancelar ou acabar com a Copa. As críticas e ironias foram constantes, crescentes, o índice no final da partida apontou 50% de menções explicitamente negativas ao time brasileiro.

Os torcedores demonstraram vergonha perante a goleada que se desenhava ao longo da partida. Foram 77 mil posts falando em vergonha.

Nos últimos minutos do jogo, ao mesmo tempo que a torcida brasileira presente no estádio aplaudia a seleção alemã, o índice sobre o Brasil nas redes sociais se tornou positivo momentaneamente, basicamente em função do apoio a 3 jogadores: David Luiz (57% positivos), Oscar (55% positivos) e Bernard (47% positivos). O choro de David Luiz, sozinho no campo após a partida, promoveu comoções e solidariedade nos torcedores. Aliás, vale citar que David Luiz foi mencionado em 624 mil posts, um número expressivo, demonstrando sua conexão com os torcedores brasileiros.
           
Mesmo não jogando, foram mais de 744 mil posts citando Neymar, sendo a maioria negativos. Fred saiu arrasado na avaliação dos torcedores, 68% dos 288 mil posts sobre ele foram negativos. O campeão ao contrário foi Felipão, que terminou com um índice de 77% de menções negativas em 118 mil posts referentes a ele, nada elogiosos.

O sistema de análise de sentimentos não é trivial. É complexo e exige imensa capacidade de processamento em tempo real. O Laboratório de Pesquisas da IBM criou sofisticados algoritmos para identificar, filtrar e analisar todos os comentários em português contidos nos posts relacionados à competição. Por meio de inteligência cognitiva, é possível ensinar o sistema a analisar palavras-chave de diversas naturezas, usadas por determinados grupos de pessoas, e obter padrões de comportamento sobre como são empregadas. Claudio Pinhanez, cientista e líder do projeto, afirma que o time do projeto conseguiu mapear e analisar, inclusive, gírias e linguagens informais, muito utilizadas no mundo digital hoje em dia. A tecnologia usada está hospedada na nuvem da SoftLayer. Além de compartilhar a plataforma computacional com outras aplicações, diminuindo custos, a flexibilidade oferecida pela SoftLayer permite facilmente alocar maior poder computacional para o processamento das informações conforme o número de tweets. Como o número de posts publicados tende a oscilar muito durante as partidas, a utilização de uma cloud confiável, robusta e escalável é fundamental.

A IBM não está nisso por acaso. A aplicabilidade da tecnologia de análise de sentimentos é imensa, em várias dimensões. As empresas podem usar a tecnologia para monitorar suas marcas, no atendimento aos clientes, na avaliação dos produtos, etc. Governos podem usar para ouvir o cidadão, identificar necessidades, etc. Existem aplicações diversas em todos os ramos de indústria e da sociedade em geral, afinal estamos falando de capturar a percepção e o sentimento das pessoas a respeito de qualquer coisa. No entanto, cabe dizer que não é simples. Já existem provedores no mercado oferecendo soluções e serviços de análise de redes sociais, a maioria em inglês, apesar de já existirem serviços em português, mas a maioria fica na análise semântica, o que é bem diferente da análise de sentimentos. Além disso, o Twitter e outras redes sociais têm linguagem própria. A frase "Ai , Jesus, quase" publicada no Twitter é positiva ou negativa? Depende. Era uma jogada de quase gol do Brasil? Porque a mesma frase tem uma conotação bem diferente se o lance for a favor do adversário. E se o post fosse assim: "Ai, Jzs, quase"? Como você interpretaria o post "o que aconteceu com a seleção!" ? Ou seja, a análise não é trivial.

A Análise de Sentimento das Redes Sociais para todas as partidas na Copa pode ser acompanhada em "real time" na aba "termômetro social", dentro do aplicativo de segunda tela da TV Globo, disponível em IOS e Android. No site CRAQUE DAS REDES você encontra detalhes dos aplicativos, como baixá-los, os links importantes, as parcerias e mais informações sobre a tecnologia de análise de sentimentos em redes sociais. Não deixe de visitar o Torcida nas Redes da ESPN, pois lá você encontrará análises bem legais a partir dos dados capturados.

Veja o infográfico abaixo resumindo o que foi capturado e analisado nas redes sociais no jogo Brasil e Alemanha. 



 

Enter your email address:


Delivered by FeedBurner

domingo, 6 de julho de 2014

Nada de Neymar, Redes Sociais mostram que David Luiz é o Cara



A Análise de Sentimento das postagens públicas em redes sociais no jogo Brasil e Colômbia realizada pela IBM mostrou que David Luiz foi o jogador brasileiro mais falado nas redes sociais. Segundo os torcedores, ele foi o grande nome do jogo, deixando Neymar muito atrás. Foram quase 2,8 milhões de posts sobre jogo capturados e analisados durante a partida. Um volume enorme. O infográfico no final do texto mostra um raio-X das redes sociais no jogo Brasil e Colômbia.

A evolução dos posts ao longo do partida mostrou uma evidente mudança de humor em relação a seleção brasileira conforme o andamento do placar. Na primeira metade do primeiro tempo a maioria dos posts foram positivos, mostrando que a torcida estava gostando da atuação do time brasileiro. Mas já no final da primeira etapa a percepção deixou de ser tão positiva. O segundo tempo começa com opiniões muito divididas. A partir dos 10 minutos parece que a paciência dos torcedores chegou ao limite e os posts passaram a ser notadamente negativos. O gol de David Luiz, aos 24 minutos, mudou mais uma vez o humor. Em apenas 1 minuto mais de 55 mil posts explodiram nas redes sociais, sendo 70% deles muito positivos. O gol do colombiano James, aos 34 minutos, mudou novamente o tom, voltou a enxurrada de críticas, e foi assim até o final. Somente nos 2 últimos minutos voltou o tom positivo evidenciando que os torcedores já comemoravam a classificação e o resultado. Apesar de tudo, os torcedores demonstraram entusiasmo em alguns momentos da partida. Comparando com os jogos anteriores da seleção brasileira, Brasil e Colômbia apresentou as reações mais otimistas da torcida brasileira. Pela primeira vez, o Brasil teve quase o dobro de menções positivas em relação às negativas: 52% contra 27%. No fim da partida, além dos posts comentando a vitória, também se destacou o número de posts referentes à contusão de Neymar: foram 58 mil menções ao lance em que Zuñiga machuca o jogador. Não foi por acaso que a hashtag #ForçaNeymar virou trending topic no Twitter.

David Luiz já vinha bem nas redes sociais ao longo do jogo, mas após o seu lindo gol de falta ele virou o rei das redes sociais. Dos quase 2,8 milhões de posts capturados durante a partida, 509 mil deles citaram explicitamente o nome de David Luiz. O segundo jogador mais citado foi Neymar, com 290 mil referências. O terceiro foi Fred, com 195 mil citações. Em termos de aprovação, mais uma vez o grande destaque foi David Luiz, com 58% de menções positivas e somente 17% negativas. Em segundo lugar veio Oscar com 51% de aprovação e em terceiro Hulk com 36%.  Por outro lado, Neymar foi mal avaliado pelos torcedores nas redes sociais, sendo que 56% das menções feitas a ele foram negativas, tendo apenas 31% positivas.  

No final da torcida foram registradas 58 mil menções nas redes sociais sobre a falta sofrida pelo Neymar, um claro registro da preocupação dos torcedores com nosso craque. Durante a partida, acredite se quiser, 17 mil brasileiros pediram a entrada da Marta (jogadora da seleção feminina brasileira) em seu lugar. E, no final do jogo, outros 17 mil posts comentaram a troca de camisa entre David Luiz e James Rodriguez.

A reação dos torcedores nas redes sociais à atuação de David Luiz é o espelho evidente da grande atuação do zagueiro brasileiro. No final do jogo no Castelão quase 60 mil pessoas gritavam o nome do jogador, parecia que todos já antecipavam a escolha da Fifa de David como o craque do jogo. O seu gesto de grandeza consolando James Rodriguez, que chorava intensamente após o jogo, reforçou mais ainda o destaque do zagueiro. Os posts analisados durante e após o jogo apontam claramente que está nascendo um líder dentro da seleção, pelo menos na visão dos brasileiros.  

A Análise de Sentimento das Redes Sociais para todas as partidas na Copa pode ser acompanhada em "real time" na aba "termômetro social", dentro do aplicativo de segunda tela da TV Globo, disponível em IOS e Android. No site www.craquedasredes.com.br você encontra detalhes dos aplicativos, como baixá-los, os links importantes, as parcerias e mais informações sobre a tecnologia de análise de sentimentos em redes sociais. Não deixe de visitar o TORCIDA NAS REDES da ESPN pois lá você encontrará análises bem legais a partir dos dados capturados.

Veja o infográfico abaixo resumindo o que foi capturado e analisado nas redes sociais no jogo Brasil e Colômbia.




Enter your email address:


Delivered by FeedBurner

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Análise das Redes Sociais mostra o sentimento dos torcedores durante a Copa do Mundo


A Copa do Mundo está explodindo as redes sociais. O Twitter divulgou notícia dizendo que a primeira etapa do Mundial já ultrapassou 300 milhões de tweets sobre o assunto. O Estadão informou que o jogo Brasil e Chile foi o jogo mais comentado no Twitter até agora.   O Facebook anunciou que a Copa do Mundo gerou 1 bilhão de interações É imenso o número de publicações e análises sobre o comportamento e a performance das redes sociais durante o maior evento esportivo do planeta.

No início de junho, um pouco antes do início da competição, eu comentei nesse blog o encontro que a IBM conduziu em seu laboratório de pesquisa para discutir análise de sentimentos em redes sociais. A IBM juntou um time de especialistas para debater longamente o tema. Além disso, tivemos uma sessão prática dessa experiência ao acompanhar ao vivo o comportamento do Twitter durante o jogo Brasil e Panamá. A experiência foi riquíssima. Naquele dia, também foi anunciado que a IBM usaria sua expertise para fazer a análise de sentimento das postagens públicas em redes sociais durante a Copa. A tecnologia, desenvolvida pelo Laboratório de Pesquisas da IBM no Brasil em 2013, já foi aplicada em setores como finanças, marketing e entretenimento.

A IBM fechou parceria tecnológica com a TV Globo para enriquecer experiência do usuário da segunda tela da Globo durante a Copa. O aplicativo da emissora recebe dados em tempo real do sistema de análise de sentimentos da IBM que analisa o sentimento dos torcedores em relação às 64 partidas do torneio. Durante o jogo é possível saber em "real time" o que os brasileiros estão pensando e desejando em relação aos times e jogadores de todas as equipes. Estão sendo analisados todos os posts no Twitter escritos em português (dentro e fora do Brasil) e posts públicos no Facebook. O sistema determina qual o sentimento – positivo, neutro ou negativo - está associado a cada um dos jogadores, técnicos e às situações que acontecem antes, durante e depois dos jogos. A partir da massa de dados capturada, são gerados gráficos e estatísticas que ilustram os comentários sobre os temas mais discutidos na rede. A expectativa da IBM é analisar 50 milhões de postagens durante as 64 partidas. Parte dos dados dessa análise está disponível na aba “termômetro social”, dentro do aplicativo de segunda tela da TV Globo, disponível em IOS e Android.

O sistema de análise de sentimentos não é trivial. É complexo e exige imensa capacidade de processamento em tempo real. O Laboratório de Pesquisas da IBM criou sofisticados algoritmos para identificar, filtrar e analisar todos os comentários em português contidos nos posts relacionados à competição. Por meio de inteligência cognitiva, é possível ensinar o sistema a analisar palavras-chave de diversas naturezas, usadas por determinados grupos de pessoas, e obter padrões de comportamento sobre como são empregadas. Claudio Pinhanez, cientista e líder do projeto, afirma que o time do projeto conseguiu mapear e analisar, inclusive, gírias e linguagens informais, muito utilizadas no mundo digital hoje em dia. A tecnologia usada está hospedada na nuvem da SoftLayer. Além de compartilhar a plataforma computacional com outras aplicações, diminuindo custos, a flexibilidade oferecida pela SoftLayer permite facilmente alocar maior poder computacional para o processamento das informações conforme o número de tweets. Como o número de posts publicados tende a oscilar muito durante as partidas, a utilização de uma cloud confiável, robusta e escalável é fundamental. Por exemplo, durante alguns momentos do jogo Brasil e Chile, especialmente nos pênaltis, o número de posts apresentou picos imensos, cujo processamento só foi possível devido ao robusto sistema disponível.

Apresento, em primeira mão, algumas informações ainda não divulgadas do Laboratório da IBM sobre o trabalho até agora realizado. Abaixo é possível ver os números até ontem (dia 29/6) - no meio das oitavas-de-final da competição. Foram 32 milhões de posts capturados, processados e analisados, sendo 17 milhões sobre os jogos. Vale dizer que 87% dos posts são do Twitter e o restante são posts públicos no Facebook. Alerto que os números referentes aos jogos da terceira rodada são para os dois jogos que ocorriam simultaneamente. Por exemplo, os números de Brasil versus Camarões incluem os números de México versus Croácia, que ocorria ao mesmo tempo.


Além da parceria com a TV Globo, a IBM também desenvolveu uma parceria com a ESPN.  No espaço TORCIDA DAS REDES dentro da ESPN é possível ter um quadro completo dos insights e do sentimento dos torcedores durante toda a competição. As informações são ríquissimas porque por ali a gente encontra um resumo informativo do que os torcedores pensam e aspiram, bem como análises de especialistas e comentaristas a partir do feedback capturado das redes.

É interessante ver as análises.
Júlio Cesar terminou o jogo Brasil e Chile com uma média de 68% de menções positivas nas redes sociais, o mais alto índice entre os jogadores brasileiros. O jogador se destacou tanto em campo que passou até mesmo o Neymar em menções, totalizando 448.991 posts, contra 429.236 do atacante. Mas saiba que os torcedores estão de bem com o nosso goleiro titular antes mesmo do jogo no Chile. No jogo Brasil e México, o único o atleta poupado das críticas nas redes sociais foi justamente o Júlio César, com uma média de 59% de menções positivas, o camisa 12 foi o que teve maior aceitação no 0 a 0.

Neymar consistentemente tem sido o mais citado nas redes sociais, com um número significativo de menções positivas. No entanto, ele não manteve tal ritmo no jogo contra os chilenos. Nesse dia ele recebeu 63% das menções negativas nas redes, principalmente com pedidos de mais objetividade. Fred tem sido criticado desde o início da Copa. No jogo do Chile, Hulk teve 60% de menções negativas após o lance do segundo gol brasileiro que foi cancelado e a perda do pênalti. O Felipão teve alta representatividade negativa (75%) durante todo o jogo e após o término da partida se posicionou com 73%.  Veja abaixo um infográfico com o raio-X das redes sociais sobre Brasil e Chile, mas não deixe de visitar o TORCIDA DAS REDES da ESPN pois lá você encontrará análises ben legais a partir dos dados capturados.





































































 
Por fim, faça uma visita em www.craquedasredes.com.br . Ali você encontra detalhes dos aplicativos, como baixá-los, os links importantes, as parcerias e como a tecnologia de análise de sentimentos pode ajudar as empresas em seus negócios e estratégias.

E vamos torcer juntos! :)


Enter your email address:


Delivered by FeedBurner

segunda-feira, 9 de junho de 2014

IBM junta Time de Craques para falar sobre Análise de Sentimentos em Redes Sociais


 Dia 3 de junho foi um grande dia. Conseguimos reunir uma turma de craques no laboratório de pesquisa da IBM Brasil para discutir análise de sentimentos em redes sociais. De quebra, ainda tivemos uma sessão prática dessa experiência ao acompanhar ao vivo o comportamento do Twitter durante o jogo Brasil e Panamá. Confesso que eu estava motivadíssimo, nunca imaginei que conseguiria reunir esse grupo numa mesma mesa.

Sinto ser piegas, mas tínhamos uma seleção na sala e a seleção brasileira na TV. Até brinquei dizendo que com aquele grupo como "speakers" nós poderíamos fazer um evento de mercado e colocar milhares de pessoas no auditório. Enfim, era um privilégio tê-los todos juntos e rolava uma insegurança de fazermos uma discussão à altura da expectativa deles.

O debate começou com Rodrigo Kede, presidente da IBM Brasil, dando uma panorâmica das novas tecnologias e como elas estão mudando a sociedade. A conversa esquentou quando a discussão entrou em computação cognitiva. O IBM Watson é hoje um dos projetos de vanguarda nessa área. Rodrigo citou alguns exemplos e mostrou um vídeo onde o Watson já está atuando no diagnóstico de doenças, tornando-se um aliado importante dos médicos. O impacto é tão grande que o grupo começou a discutir o papel dos médicos nesse novo cenário. Edney Souza provocou a mesa dizendo que o papel dos médicos vai mudar e muitos médicos poderão até perder seu trabalho. A conversa pegou fogo e teve um instante em que várias discussões rolaram aos mesmo tempo, todos falando juntos :)

Claudio Pinhanez veio em seguida para entrar fundo no tema da reunião. Claudio é cientista do Laboratório de Pesquisa da IBM Brasil e líder de pesquisa na área de Análises de Redes Sociais. Ele contou o que está por trás de um projeto de análise de sentimentos e a complexidade inerente a uma empreitada como essa. Em 2013 ele liderou o primeiro projeto do laboratório na Copa das Confederações, onde a proposta era analisar o sentimento dos torcedores no Twitter em relação à seleção brasileira durante a Copa.

Milhões de tweets foram analisados em tempo real e muito se aprendeu sobre a tecnologia naquela época. Claudio entrou nos detalhes do projeto, falou sobre os algoritmos, a assertividade das análises, os recursos envolvidos, etc. A discussão foi ótima, ainda mais tendo feras do mundo digital na mesa.

No novo projeto, o objetivo agora é fazer a análise de sentimentos no Twitter durante toda a Copa, não só da seleção brasileira, mas de todos os jogos da competição.

Alguns desafios são evidentes, como a capacidade de lidar com a língua portuguesa, fazer a análise em tempo real manipulando um enorme volume de posts em curto espaço de tempo, suportar picos de tráfego nos momentos de gol e em outras situações que causam entusiasmo nos torcedores internautas, ter excepcional capacidade de processamento e desenvolver insights com alto grau de assertividade. O projeto roda em cloud, necessita intensa capacidade analítica, trabalha com big data intensivo e os resultados são apresentados através de tecnologias de mobilidade e redes sociais. Este é um projeto ícone porque usa todas as novas tecnologias. Na Copa das Confederações, o projeto analisou milhões de tweets, mas na Copa do Mundo o volume será estupidamente maior. Se o Brasil chegar ao final da competição, estima-se que apenas no jogo final o numero de tweets poderá chegar a 30 milhões.

A IBM não está nisso por acaso. A aplicabilidade da tecnologia de análise de sentimentos é imensa, em várias dimensões. As empresas podem usar a tecnologia para monitorar suas marcas, no atendimento aos clientes, na avaliação dos produtos, etc. Governos podem usar para ouvir o cidadão, identificar necessidades, etc.
Existem aplicações diversas em todos os ramos de indústria e da sociedade em geral, afinal estamos falando de capturar a percepção e o sentimento das pessoas a respeito de qualquer coisa. No entanto, cabe dizer que não é simples. Já existem provedores no mercado oferecendo soluções e serviços de análise de redes sociais, a maioria em inglês, apesar de já existirem serviços em português, mas a maioria fica na análise semântica, o que é bem diferente da análise de sentimentos. Além disso, o Twitter e outras redes sociais têm linguagem própria. A frase "Ai , Jesus, quase" publicada no Twitter é positiva ou negativa? Depende. Era uma jogada de quase gol do Brasil? Porque a mesma frase tem uma conotação bem diferente se o lance for a favor do adversário. E se o post fosse assim: "Ai, Jzs, quase"? Como você interpretaria o post "o que aconteceu com a seleção!" ? Ou seja, a análise não é trivial.



Um projeto de análise de sentimentos não é um produto de prateleira. A linguagem pode variar conforme o público analisado. Analisar futebol é uma coisa completamente distinta de se analisar a percepção do público sobre determinada marca ou produto. Um projeto desse tipo exige um estudo e aprendizado. Nós estamos no início da curva de evolução desse tipo de serviço. Analisar o comportamento do Twitter pode ser pequeno frente à enorme produção de dados não estruturados que temos nos inúmeros dispositivos que todos nós usamos diariamente. Estou falando de vídeos, fotos, blogs, comentários em rede sociais, etc. Todos nós, como cidadãos e consumidores, estamos emitindo o tempo todo nossas opiniões e percepções sobre as coisas em nossos gadgets eletrônicos. Ter a capacidade de capturar, analisar e processar toda essa massa de dados é um tesouro enterrado. Claro que surgem questões como privacidade, nesse contexto, mas estamos diante de um tsunami transformacional.



A reunião terminou com todos nós acompanhando em tempo real o comportamento do Twitter no segundo tempo do jogo Brasil e Panamá. Numa das telas, víamos o jogo, enquanto na outra tela olhávamos um dashboard mostrando a análise de sentimentos dos torcedores em relação à seleção brasileira... em tempo real. No jogo foram quase 350 mil tweets analisados. O jogador com maior percepção positiva foi o David Luiz. Incrivelmente Neymar não foi bem avaliado – apenas no seu gol de falta e no passe para o gol de Huk ele teve picos de posts positivos. Cabe dizer que existe uma tendência natural das pessoas criticarem mais do que elogiarem.

Foi muito interessante ver os gols acontecendo e os picos de tweets ocorrerem 2 a 4 minutos depois, que era o tempo das pessoas postarem no Twitter e a ferramenta capturar os dados, analisar, processar e publicar no dashboard. A discussão do grupo foi intensa pois somos todos aprendizes nessa tecnologia. Agradeço muito a presença e participação da Beth Saad, Cris De Luca (que entrou ao vivo na rádio CBN para falar sobre o evento), Martha Gabriel, Edney Souza, Erich Beting, Gil Giardelli e Pyr Marcondes. Foi uma honra recebê-los. Nos divertimos e aprendemos muito... juntos!


Enter your email address:


Delivered by FeedBurner

domingo, 15 de dezembro de 2013

Kellogg's escorrega no Twitter em ação de marketing


Eu já postei neste blog vários casos de derrapadas de empresas nas mídias sociais. Tem casos da Locaweb, Nestlé, Domino's e vários outros.

No início era algo mais raro, mas agora as "aventuras" de empresas em tais mídias são diárias. Quase todo dia surge alguma situação. De vez em quando eu escrevo sobre um deles. Uma dos casos mais recentes foi da Kellogg's. A empresa de cereais teve que pedir desculpas em seu perfil no Twitter depois de uma ação de marketing recebida negativamente por parte dos seguidores da empresa.

Com base numa pesquisa que mostrou que 1 a cada 7 crianças no Reino Unido vão para a escola sem tomar café da manhã (aproximadamente 2 milhões de crianças), a Kellog's do Reino Unido lançou em novembro a campanha "Help Give a Child a Breakfast", que promete doar cafés da manhã e lanches para crianças carentes em função do número de compartilhamentos no Facebook, retweets no Twitter e número de views no YouTube.

A empresa fez ampla divulgação, publicou um vídeo no YouTube (ver abaixo) e fez várias ações nas mídias sociais, entre elas a publicação do seguinte post no perfil @KelloggsUK do Twitter: "1RT= 1 breakfast for a vulnerable child” (1RT= 1 café da manhã para uma criança carente). O perfil tem quase 20 mil seguidores e muitos deles reagiram imediatamente. A repercussão não foi legal pois muitos acharam que a empresa estava sendo oportunista e se sentiram chantageados. Foram posts reativos mais ou menos assim: Por que a empresa só vai doar alimentos em troca de publicidade? Por que não fazer isso de maneira genuína e espontanea? Que dizer que se não formos divulgar a marcar as crianças passarão fome?

A reação foi tão intensa que a empresa publicou duas mensagens de desculpas. Num dos posts de retratacao, publicado no dia seguinte ao lancamento da campanha, a empresa escreveu: "We want to apologise for the recent tweet, wrong use of words. It's deleted. We give funding to school breakfast clubs in vulnerable areas". Em tradução livre para o português: "Queremos pedir desculpas pelo tweet recente, foi um uso errado de palavras. Foi apagado. Nós financiamos cafés da manhã nas escolas em áreas carentes".

No dia seguinte, a empresa publicou mais um post: "We’d like to sincerely apologise for our distasteful tweet yesterday. We accept full responsibility for any offence we have caused". Em tradução livre para o português: "Gostaríamos sinceramente de pedir desculpas pelo nosso desagradável tweet ontem. Aceitamos total responsabilidade por qualquer ofensa que tenhamos causado".

Por fim, a empresa apagou o post original.

O programa "Help Give a Child a Breakfast" é sério, ousado e muito legal. O objetivo da empresa, ao final de 2016, é alcançar a marca de 15 milhões de cafés da manhã e lanches doados para famílias de UK que vivem em áreas carentes. Isso será feito através de parcerias com instituições diversas que já trabalham na diminuição da fome no país. Ou seja, a campanha é nobre e com objetivos arrojados. Apesar das críticas nas redes sociais, a campanha ganhou o respeito e adesão do público. No site oficial da ação, no dia que publico este meu post, o contador de refeições doadas já alcança quase 2 milhões.

Não sei estou sendo simplista em minha avaliação, mas não achei desonesta a ação da Kellogg's. Acho que foi uma forma da empresa divulgar a campanha e tentar viralizar. Mas esta é a minha opinião, certamente diferente de um monte de britânicos que resolveram colocar a boca no trombone e fez a empresa pedir desculpas publicamente. Ainda bem que a campanha continuou pois a causa é bacana.

Este caso se junta a outros que tentam aumentar o número de "curtidas" ou "retweets" em função de premiação e outras promoções. O problema é que nem sempre isso é bem recebido pelo público. Muitas vezes uma bela ação sofre um deslize por conta dessas reações imprevistas das pessoas. Portanto monitorar e saber reagir rapidamente faz toda a diferença, como foi o exemplo da Kellogg's no caso acima. Nesse contexto vale a velha discussão do real valor do número de curtidas ou retweets. Será que valhe a pena forçar o crescimento desses números através de uma ação pontual de marketing? Será que isso gera valor na relação empresa-cliente? O "número de "curtidas" é importante, mas não garante o engajamento e o comprometimento do consumidor com a marca. Em tempos de redes sociais, estamos todos aprendendo em como construir um relacionamento saudável entre empresas consumidores, que seja bom e honesto para ambos os lados.

Se desejar mais  detalhes, veja os posts da Proxxima e da Exame.




Enter your email address:


Delivered by FeedBurner

domingo, 11 de agosto de 2013

Caiu na rede. E agora? - Crises nas Mídias Sociais


Chegou no mercado um ótimo livro sobre gestão e gerenciamento de crises nas mídias sociais. Se você estuda ou trabalha com comunicação e marketing, não deixe de investir na compra desse livro. Vale a pena. Recomendo fortemente. Tive o privilégio de escrever o prefácio, que compartilho abaixo. Agradeço a honra desse convite e agradeço a Patrícia que teve a ousadia de nos brindar com um documento realmente de valor, cobrindo um tema que a maioria dos profissionais tenta fugir. Afinal, ninguém gosta de falar de crise. 

São poucas as opções de literatura a respeito do tema “crises nas redes sociais”. Por isso devemos festejar o trabalho de Patrícia Brito Teixeira. O tema é árido, de difícil apuração porque as organizações não gostam de falar sobre isso. É desgastante buscar casos de referência pois as empresas evitam expor suas experiências negativas, sejam elas ocorridas nas redes sociais ou não. O valor desse livro encontra-se nos conceitos e nos inúmeros casos reais, navegamos ao redor deles da primeira até a última página. Por ser uma obra nacional, o trabalho aponta experiências em nosso país, o que é muito especial pois crises têm forte conexão com cultura, comportamento e história.

O mundo está passando por grandes transformações tecnológicas e sociais, no meio disso tudo encontra-se a internet, a rede poderosa que conecta todos com todos, em tempo real. Nunca o cidadão teve tanta influência como agora. Pesquisas mostram que o boca-a-boca, seja virtual ou não, é o que tem maior poder de influência nas decisões de compra e comportamento dos consumidores. As redes sociais e os inúmeros "gadgets" móveis potencializam isso ao máximo. Por outro lado, as empresas dependem cada vez menos dos canais tradicionais de imprensa para falarem para a sociedade e seus clientes. Nunca tudo foi tão exposto e transparente como agora. Vivemos todo o tempo no palco e com telhado de vidro. As empresas parecem que ainda não entenderam esse novo contexto pois negligenciam sua presença nas redes, não cultuam o diálogo e não se planejam para esse novo ambiente.

Crise? Que crise? Já ouvi isso muitas vezes. As organizações minimizam os primeiros sinais de uma possível crise, têm dificuldade em identificá-las e por isso procrastinam as suas ações de comunicação. Ficam sentadas esperando ver o que acontece, que é uma cultura forjada na época onde havia total dependência das relações com a imprensa. A situação é ainda pior pois Patrícia mostra que as empresas, de forma geral, não têm planos de prevenção para enfrentar problemas graves, A maioria das crises não surge repentinamente, exceto em alguns casos de tragédia, mas vêm do mundo externo com impactos diretos na internet e na imprensa, iniciam-se com pequenos sinais, como sintomas de uma doença e quase sempre é um processo evolutivo.

Por trás disso encontram-se a identidade, a imagem e a reputação corporativa, que são construídas tijolo sobre tijolo. Logo no início do livro Patrícia explica o que o público espera da presença das empresas nas redes sociais: aproximação, interação e engajamento, tudo sob o manto de uma relação de confiança e transparência. Somente dessa forma uma organização será relevante e conseguirá construir credibilidade junto ao seu grupo de relacionamento.  

Os três últimos capítulos impressionaram-me bastante, pois estão repletos de dicas e conselhos imprescindíveis ao leitor. Patrícia ainda nos brinda com um capítulo de "Considerações Finais" onde generosamente resume os pontos mais importantes de toda a obra. Imperdível! É para guardar, colocar num envelope e escrever do lado de fora: "SOS - abra se entrar em condição de emergência".
Essa é uma obra de referência que deve estar na estante de qualquer profissional de comunicação e marketing. Está repleta de casos reais, muitos são atuais e ainda têm rastros para serem explorados na internet. Ler esse livro esporadicamente dará o alerta constante que o leitor precisará ter em seu dia-a-dia, lembrando que preparação e planejamento são fundamentais para todos aqueles que lidam com comunicação e marketing no mundo atual das redes sociais.


Digite seu email
Enter your email address:


Delivered by FeedBurner

domingo, 28 de julho de 2013

Papa Bom de Marketing

Analisar a JMJ (Jornada Mundial da Juventude) e o Papa sob a ótica de marketing é interessante. Sei que é um tema sensível, muitas pessoas não gostam de comentar porque estamos falando de religião, mas a JMJ é também um evento de marketing e algumas coisas me chamaram a atenção.

A Dream Factory Entretenimento, empresa brasileira de planejamento de marketing e eventos, foi convidada pelo Instituto Jornada Mundial da Juventude para atuar em três atividades: planejamento de marketing, planejamento e produção do evento, inclusive captação de patrocínio. Em relação a este último ponto, a JMJ acumulou um total de R$ 10 milhões em patrocínio. Bradesco, Itaú, Santander, Ferrero, Estácio, Nestlé, McDonald`s, TAM Viagens e a operadora de turismo Havas são os patrocinadores do evento que trouxe o Papa pela primeira vez ao país (fonte M&M). Pouco se fala nisso, mas foram estas empresas que viabilizaram o evento, sem elas a JMJ no Brasil seria impossível. Em comunicado, a organização da Jornada informou: "Os patrocinadores aparecem de diferentes maneiras com investimentos em dinheiro, prestação de serviços e uso de seus produtos no evento", acrescentando que as fontes de financiamento vão desde patrocínios privados a doações de pessoas físicas.

Não tenho dúvidas de que a JMJ ajuda a alavancar a imagem da Igreja, mas não há nada igual ao Papa Francisco. O carisma e a simpatia do novo Pontífice conquistaram o povo. Em seu primeiro discurso no Brasil ele falou que "Cristo bota fé nos jovens". O Papa circulou pelas ruas num carro simples de janela aberta, mesmo com chuva, sem pompa, sempre sorrindo, acenando, tomando chimarrão oferecido pelos fiéis, beijando crianças e até descendo do carro de surpresa. Falou em "colocar mais água no feijão" e que gostaria de entrar em cada casa para tomar um cafezinho. O Papa fala claramente na modernização da Igreja, porém sem perder dogmas nem valores. Numa análise fria, poderíamos dizer que o papa é bom de marketing e que várias dessas ações são planejadas, mas eu não acredito nisso. O fato é que estamos diante de um grande líder carismático, genuíno, conciliador, com fortes habilidades para liderar e que gosta de pessoas. O seu passado e história confirmam isso. O Papa Francisco é como a gente, e ele faz questão de demonstrar isso a todo momento. Sem saber, ou sabendo, estamos diante de um Papa popstar, que no atual contexto parece ser o melhor caminho para Igreja se rejuvenescer e fazer os jovens se aproximarem mais da religião. Uma prova disso é que o Papa já surge como campeão de vendas de santinhos. Segundo resultados de estudo conduzido pelo professor Mário René, da ESPM (e publicado na M&M), a religião movimentou cerca de R$ 12 bilhões em 2012 no Brasil (inclui negócios ligados à música, turismo, casamentos, funerais e livros). Em 2013 certamente este número deverá ser bem maior.

A internet parece ser uma excepcional aliada para ajudar nessa revitalização da Igreja. A bem da verdade, antes de abdicar a posição, o Papa Emérito Bento XVI já havia entrado nas redes sociais, tendo até uma página oficial no Twitter. Foi ele que colocou a figura do papa na web, mas parece que o Papa Francisco fez a presença do papa na internet ganhar outras dimensões. Segundo o estudo Twiplomacy, o Papa Francisco já é o líder global mais influente (@Pontifex). Ele tem mais de sete milhões de seguidores (somadas suas contas em diferentes idiomas) e, em média, seus tweets são replicados 11 mil vezes. Suas mensagens são legais e conseguem alcançar o povo, como a mensagem que ele postou na véspera da JMJ  para aqueles que não estavam podendo ir para o evento. Veja aqui.

Enfim, definitivamente, o Papa é Pop!

Enter your email address:


Delivered by FeedBurner

sexta-feira, 14 de junho de 2013

IBM lança o primeiro projeto de análise de sentimentos em português para grande volume de dados

Muito se fala em análise de sentimentos, que soa como o canto da sereia para o pessoal de marketing. Existe muita teoria e pouca experiência prática, especialmente quando falamos em projetos envolvendo grande volume de dados. O cenário fica ainda mais vazio quando buscamos projetos, dessa magnitude, em português. Por isso temos que comemorar o lançamento do projeto Ei! , cuja tecnologia possibilitará a análise de sentimentos em português de grande volume de dados, de forma completamente automática.

O projeto Ei! da IBM é simples no conceito, mas ousado e complexo na realização. A missão é analisar os posts publicados pelos milhões de torcedores no Twitter sobre os jogos da seleção brasileira na Copa das Confederações, consolidá-los em "insights" e disponibilizá-los para o acesso do técnico da seleção. Tudo em "real time". Esse é o resumo do Ei!

Antes do projeto ser oficialmente anunciado, foram realizadas simulações em partidas de grande repercussão, como Corinthians e Chelsea na final do Mundial Interclubes em 2012, e Brasil e Inglaterra, jogo ocorrido em maio passado. Foram analisadas milhões de mensagens no Twitter relacionadas a essas partidas. A experiência evidenciou a complexidade em executar tal projeto em tempo real na Copa das Confederações.

A expectativa do Ei! é a análise de milhões de tweets, que exigirá alta capacidade de processamento e excepcional capacidade analítica. Em tempo real, serão geradas estatísticas e gráficos que ilustrarão os comentários sobre os temas mais discutidos no Twitter, como performance individual dos jogadores da seleção, desempenho da equipe, da comissão técnica e do árbitro antes, durante e após os jogos. O projeto pioneiro foi desenvolvido pelo laboratório de pesquisas da IBM Brasil sob a liderança de Claudio Pinhanez.

Para completar a ousadia do projeto, o resultado das análises será divulgado através do aplicativo chamado Ei!, desenvolvido pela IBM especialmente para esse projeto, que poderá ser acessado exclusivamente pelo técnico da seleção (caso ele queira, obviamente) através de um login e senha especiais. Nos dias dos jogos, os resultados desta análise de sentimentos poderão ser vistos durante a transmissão da Band, parceira da IBM na ação.

Para divulgar e gerar buzz, a IBM acaba de lançar uma campanha incentivando os torcedores a serem treinadores auxiliares, fazendo sua opinião ser ouvida e, quem sabe, ser considerada pelo técnico da seleção. A imprensa já começa a abraçar o projeto como algo inovador e vem reverberando a novidade. Não deixe de ver o divertido vídeo no final deste post.  

Eu gosto de analisar o projeto sob o prisma da inovação. Pela primeira vez eu vejo todas as grandes tendências tecnológicas modernas misturadas num único projeto. É tudo junto e misturado!! Adoro a equação abaixo:

Projeto Ei! = 
Big Data + Cloud + Social Business + Real Time + Crowdsourcing+ Análise de Sentimento

Tenho certeza que as empresas, especialmente os meus colegas de marketing e relacionamento com clientes, estão atrás desse tipo de recurso. Os consumidores são formadores de opinião, compartilhando de forma massiva as suas percepções sobre produtos e serviços nas redes sociais. Existe uma explosão de dados a disposição das empresas, que têm muita dificuldade em lidar e analisar tudo isso. As redes sociais parecem uma mina de ouro escondida. As empresas sabem que existem pepitas de ouro nesta imensidão de dados a sua disposição, mas não sabem como fazer ou chegar lá. Na tentativa de explorar estes dados valiosos, as empresas têm buscado a análise de sentimentos para compreender a preferência de seus clientes, tendências e reconhecimento da sua marca no mercado, mas tudo ainda é muito incipiente e incerto.

A tecnologia usada no Ei! oferece a capacidade das empresas identificarem opiniões coletivas e usá-las em prol do seu negócio. Pela primeira vez, surge de fato, a base tecnológica para a utilização da análise de sentimentos no mercado brasileiro.

Conheça mais sobre análise de dados aplicadas aos esportes em www.eitreinadores.com.br

Observação do autor: 
A primeira vez que ouvi falar de Sentiment Analysis em português foi numa visita ao excepcional blog brasileiro Artificial Intelligence in Motion , blog criado e mantido por estudantes brasileiros de Pernambuco. Num post publicado em 2010, eles citavam a criação de uma ferramenta/algoritmo para analisar os post publicados em português no Twitter. Se você não conhece, vale muuuuito a visita.




Digite seu email


Um serviço do FeedBurner

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Por que os CEOs têm que estar nas redes sociais

No Digital Age da semana passada eu apresentei o tema "Por que os CEOs têm que estar nas redes sociais". Recente pesquisa publicada pela CEO.com afirma que 70% dos CEOs das 500 Top Fortune não estão presentes nas redes sociais. Vale muito a pena estudar a pesquisa pois ela apresenta um retrato duro a respeito dos CEOs e redes sociais. Por outro lado, pesquisas realizadas pela IBM com os CEOs nos últimos anos mostram que eles estão profundamente preocupados em engajar funcionários, criar relacionamentos duradouros com os clientes e acelerar a colaboração interna e externa da empresa. Ou seja, eles querem enfatizar as relações sociais. É aí que aparece o que eu chamo de "paradoxo dos CEOs", eles reconhecem que precisam enfatizar as relacões sociais mas parecem não praticar isso. O caminho para desenrolar esse novelo é entender os motivos da não presença dos CEOs nas redes sociais. Existem poucas pesquisas que cobrem o tema, mas o pouco que existe já é bem esclarecedor.
Independentemente do cenário atual, o CEO do futuro será um ser socialmente engajado. Isso é inevitável. Porém a entrada dos CEOs nas redes sociais deve ser tratada como uma jornada longa e lenta. Redes sociais não podem ser tratadas como aventuras empresariais, isto é, planejamento, análise dos riscos e canja de galinha são ingredientes importantes.
CEOs devem começar pelo começo, ou seja, estar presente em uma ou outra rede social, olhar, aprender, experimentar e tentar começar a criar algum conteúdo pessoal e de valor. Tudo isso deve ser feito antes do executivo partir para um blog ou coisa parecida. Também recomendo fazer algo interno dentro da empresa antes de tentar algo externo, especialmente ligado a clientes. O CEO deve se permitir a experimentar, errar e aprender. E isso leva tempo.
Enfim, curta abaixo o material que apresentei no evento sobre essa "viagem dos CEOs". Acho que os slides darão uma bela ideia dos conceitos que apresentei.




Digite seu email


Um serviço do FeedBurner
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...