terça-feira, 17 de novembro de 2009

O Brasil levanta vôo

Eu vivo falando para as pessoas que as duas próximas décadas serão maravilhosas para o Brasil. Acredito firmemente nisso. Apesar de todos os problemas que o país vive no dia a dia, estamos diante de um crescimento vertiginoso, onde a nossa sociedade vai passar pela maior transformação de nossa história. E vai ser muito bom. Eu estou entusiasmado com o Brasil, as possibilidades e o futuro.

Eu fiquei muito feliz com a capa da edição de 14 de Novembro da revista The Economist. Ela é emblemática. Ela representa a nova visão que o mundo tem e espera do Brasil. Aliás, não é só a capa não. A matéria é muito boa e ocupa 14 páginas. A revista diz que o Brasil deve se tornar na próxima década a quinta maior economia do mundo, desbancando o Reino Unido e a França. São Paulo será a quinta cidade mais rica do mundo. Acesse AQUI um áudio interessante com o autor da matéria, que é o correspondente da The Economist no Brasil, John Prideaux.

Para motivar você, e transformá-lo em um brasileiro mais entusiasmado, que nem eu, eis um pequeno "souvenir" do país onde você vive.

O Brasil é o único país, em todo mundo, independente em alimento, energia e água. Não dependemos de nenhum outro país nestes quesitos. É este trio que vai determinar quais serão os países mais ricos nas próximas décadas. Anota aí: o Brasil já é o país mais rico do mundo, só que a gente ainda não sabe disso. Ou, melhor, ainda não temos consciência disso. Estamos todos sentados no maior tesouro do planeta.

O Brasil tem cerca de 15% de todas as reservas mundiais de água doce. A Rússia tem 8%, a China tem 5% e a Índia 3%.

O Brasil tem 22% de toda terra arável do mundo. Nós somos os celeiros do mundo. Apenas 17% da terra arável do Brasil é ocupada por plantações. Menos de 1% dela é usada para biocombustíveis.

O Brasil é auto-suficiente em petróleo. Com as descobertas do pré-sal, as reservas brasileiras que eram de 13 bilhões de barris, aumentaram para 33 bilhões de barris. Além destas, existem reservas possíveis e prováveis de 50 a 100 bilhões de barris.

Só isso já nos posiciona como uma terra abençoada. Só isso já seria suficiente para a gente levantar do berço esplêndido.

Mas tem mais, se você tiver paciência de ler...

Hoje, o Brasil é o terceiro maior produtor agrícola mundial e o primeiro entre os países emergentes. É o maior produtor de cana-de-açúcar, suco de laranja, café e etanol. Nós somos os maiores exportadores do mundo de soja, café, frango e carne.
No mercado de carnes, 30% das exportações mundiais serão controladas pelo Brasil até 2017. O Brasil também vai superar os EUA e vai controlar o mercado de soja no mundo. Já somos o maior produtor de café do planeta, responsável por 30% do mercado internacional, e também, já somos o segundo maior consumidor, atrás apenas dos Estados Unidos.
O Brasil alimenta o mundo.

O Brasil é o terceiro país do mundo em telefones celulares (mais de 165 milhões), é o terceiro consumidor em cosméticos, é o quarto em chocolate, é o quinto em PCs e o sexto em automóveis. Temos um mercado interno pujante.

O Brasil tem a quinta maior população do mundo.
De 1993 a 2007, o percentual da classe média saiu de 31% para 50%, o que significa que mais de 33 milhões de pessoas entraram na classe média.
A previsão é que até 2020 um total de 8,8 milhões de brasileiros deixarão as classes D e E.

Em 1980, a idade média da população brasileira era 20 anos de idade. Em 2010, será de 29 anos. Ou seja, em plena idade produtiva. Em 2040, a mediana será 42 anos de idade.

Em 2000, um carro popular custava aproximadamente 159 salários mínimos. Hoje, se gasta 63 salários mínimos.

Em 2009, o Real é a moeda que mais se valorizou frente ao dólar no mundo.

Em 1990, as reservas internacionais do Brasil eram de apenas 9 bilhões de dólares. Em 2009, são 214 bilhões.

Em 1990, a dívida externa do Brasil era de U$ 124 bilhões. Em 2008, o Brasil se tornou credor externo líquido. Em julho de 2009, o Brasil emprestou U$ 10 bilhões para o Fundo Monetário Internacional (FMI).

E as empresas brasileiras?

A InBev(Ambev) tem 25% de market share mundial em cervejas. Ou seja, de cada 4 cervejas que alguém toma no mundo, uma é da InBev.

A Cutrale é a maior produtora de suco de laranja do mundo.

A JBS-Friboi é a maior produtora e exportadora de carne bovina e derivados do mundo

A Brasil Foods (leia Sadia e Perdigão) é maior exportadora de frango do mundo.

Petrobrás? Bem, nem precisa dizer...

Vale. É a maior produtora e exportadora de minério de ferro do mundo.

Embrapa. É líder mundial em pesquisa aplicada na produção nas área da agricultura e pecuária.

Aracruz: a maior produtora de polpa de eucalipto e celulose do mundo.

Embraer: líder mundial na produção de aviões de porte regional.

Marcopolo. É o maior fabricante de carrocerias de ônibus do mundo.

E tem mais. Tem a Springs Global, a Gerdau, a Weg, isso sem falar nos bancos.

O Brasil vive um momento muito especial de sua história. Um momento de relevância mundial. Não é por acaso que a Copa do Mundo e as Olimpíadas serão no Brasil. E em 2014 e 2016 o Brasil já estará voando...

Você ainda não acredita no Brasil? Vou contar um segredo: Deus é brasileiro.

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11 comentários:

Zee Lima disse...

É isso ai Mauro, concordo contigo, e com o The Economist. Acho que essa mania de "falar mal" do próprio pais é algo humano, veja só um exemplo: rodinha de amigos da faculdade.

Se for de maioria de meninos, vão falar mal das namoradas; se for de meninas, falam mal dos namorados; se for misto falam mal do emprego!

Padrão de comportamento. Parece natural desfazer daquilo que temos segurança que não vamos perder.

Isso se expressa principalmente quando os filhos se rebelam contra os pais mas nunca tomam uma ação decisiva e pontual contra eles. Ou contra a situação.

Falar mal é algo institucionalizado. Faz parte do padrão para vc se manter longe e seguro de revelar suas verdades e acabar tropeçando nas incoerências sociais... que hoje em dia pode causar sérissimos problemas.

Então fala-se mal do governo, por exemplo, mesmo que este esteja sendo bom. Primeiro pq é completamente inócuo falar mal (aparentemente), e depois pq isso lhe protege de falar o que vc realmente pensa e ser censurado por isso. Ou ser ostracizado por isso.

Por isso mesmo acho que a grande maioria dos Brasileiros é sim tão patriótica como por exemplo, os norte-americanos, que tem fama de patrióticos, mas tem problemas tão sérios quanto os nossos.

De onde eu tiro esse pensamento? Simples, dos momentos de necessidade. Quando há um momento de real necessidade (como foi em Santa Catarina), os medos sociais dão lugar ao instinto e as verdades das pessoas, e nesses casos a resposta é sempre: ajudar pq são nossos "irmãos".

Se realmente sentíssemos as mentiras que falamos, com certeza não enviaríamos um vintém para ajudar as vítimas. Pq "não seria responsabilidade nossa".

Forte Abraço!

Lena disse...

Comprei minha edicao, pq alem de ler quero guardar.
O Brasil eh o pais do futuro e esse futuro tah finalmente mto proximo mesmo!
'nunca antes nesse pais' - o chargao do Lula virou piadinha ateh, mas eu concordo com ele - nunca antes estivemos numa situacao tao prospera e conseguimos conciliar avancos economicos e sociais.

Ocappuccino.com disse...

Texto bem ufanista. Pra frente Brasil. É legal ler isso de alguém que acredita e que também ocupa um cargo de liderança em uma grande empresa.

MATEUS

Fabiola disse...

Oi Mauro, sou jornalista e trabalho na área de saúde. Adoro os seus textos. Este, em especial, curti muito! A gente precisa de otimismo e também de informações fundamentadas e baseadas em fatos reais, como as que você pinçou. Parabéns!

Moisés disse...

Parabéns pelo artigo Mauro. Li na integra para a Juju no intuito de incentiva-la a estudar e aproveitar os bons momentos. Abraços. Moisés

Leo disse...

Gostei muito do tom otimista da postagem e também dos comentários. Mas me permitam fazer um contraponto.

Não li a reportagem do The Economist mas já ouvi várias coisas positivas a respeito dela, a grande maioria sobre o Brasil ser o país do presente/futuro. Entretanto, há um ponto que sobre o qual nada tenho ouvido falar e, na minha opinião, sem ele não é possível ser considerado, verdadeiramente, um país de primeiro mundo. Estou falando da Educação.

E refiro-me tanto à educação acadêmica (ensinos fundamental, médio e superior) quanto à educação social, relacionada com a cidadania.

Sobre a educação acadêmica, sei que tivemos avanços quantitativos nos últimos anos mas estamos longe de ter a qualidade adequada a uma grande potência.

Com relação à educação social, que depende tão mais de nós mesmos (brasileiros) do que do governo, é onde reside meu pessimismo. Via de regra há uma tremenda falta respeito pelo próximo. E isso acontece, principalmente, nas classes mais abastadas. São motoristas que não respeitam as vagas reservadas a portadores de necessidades, adultos que não cedem a vez a crianças e idosos, preconceitos de toda sorte. É o império da chamada Lei de Gerson e da intolerância.

E sabem porque me falta otimismo? Porque ao agir dessa forma nossa geração pode acabar criando uma nova geração ainda mais intolerante e pouco ética.

Será que adianta ser um grande ator na economia mundial se não houver cidadania e respeito ao próximo? É preciso trabalhar esse lado também, não acham?

Abraços,

Leo

Mayara Lico disse...

Muito interessante. Nao pude deixar de postar no twitter!

Mauro Segura disse...

Me surpreendi um pouco com a repercussão desse meu post sobre o Brasil. Acho que escrevi dados que as pessoas não sabiam, mas mais do que nunca eu acho que a maioria das pessoas realmente pensam que o Brasil tem tudo para dar certo agora.
Uma vez tive o privilégio de visitar a cidade de Sidney, na Austrália. Ao falar sobre a cidade com outros brasileiros que já conheceram a cidade, eu recebi uma resposta que não esqueci até hoje: "A Austrália é o Brasil que deu certo". E não é que parece mesmo? A Austrália é um país de clima quente, o povo é feliz, alegre e acolhedor. O que existe de tão diferente entre Austrália e Brasil? O que falta para o Brasil dar certo?
Me inspirando no comentário do Leo, eu acho que o Brasil poderia dar certo se nos concentrássemos somente em dois pilares:
1- Justiça: O Brasil deveria focar alucinadamente no cumprimento das leis, sem tolerância e piedade. Um choque de ordem seria a consequência se todos nós não passássemos a aceitar mais qualquer desvio da justiça. A corrupção iria diminuir e até sumir. Desvios de conduta não seriam mais tolerados.
2- Educação: Esta é a chave do crescimento de uma nação. Deveríamos despejar todo o dinheiro arrecadado dos impostos em educação, de ponta a ponta. Corrigir o desafio da educação no país, significaria resolver a reboque o problema de saúde e desequilíbrio social.

Enfim, posso estar sendo simplista, e acho que a solução parece ser mesmo simples, mas despejar todos os esforços deste país no cumprimento das leis sem piedade e na formação de cidadãos educados é saída na minha humilde visão.

Abraços e obrigados a todos vocês por prestigiarem meu blog. Mauro.

Verinha disse...

Oi Mauro,

Eu morei dois anos na Australia estudando, e voltei ao Brasil para morar no ano passado. Fiquei um ano e voltei de novo pra Australia. Eu amo meu pais, mas Mauro, fiquei bem decepcionada com o Brasil – ou mehor, com o Rio de Janeiro. A cidade esta muito abandonada, suja, cheia de mendigos e pedintes, as favelas aumentando verticalmente, o crack chegou de vez, tudo muito cheio, tudo caro – aluguel na Zona Sul entao, carissimo, entre outras coisas. Sinto dizer, mas encontrei o Rio em 2008 pior do que em 2006. Eu acho que materias da The Economist bacanas, mas elas mostram um Brasil que muitas vezes nao estah presente na rotina diaria dos pobres mortais. A nossa “vida”, no final das contas, eh aquela lah do dia-a-dia: acorda, toma cafe, transito para ir ao trabalho, trabalho, almoco, trabalho de novo, casa, noite fazendo alguma coisa, e por aih vai. No macro o Brasil pode ter melhorado, mas no micro, que faz a real diferenca nas nossas vidas, eu acho que piorou. Ter qualidade de vida nas grandes cidades brasileiras estah muito dificil. E de que adianta viver em um inferno com dinheiro no bolso?

Acho que o que vai fazer a diferenca no Brasil eh a ATITUDE de cada um – por isso concordo plenamente com o que o Leo disse aih em cima.

Vou falar um pouquinho sobre a Australia, jah que vc mencionou que eh um “Brasil que deu certo”.

Primeiro, quero deixar claro que nao concordo com essa expressao. Nao dah pra comparar Brasil X Australia – fora o clima e as praias, sao paises com historias de vida completamente diferentes. Eu acho que a Australia, um pais descoberto pelos ingleses em 1788, ainda estah escrevendo a sua historia. A Australia tem 1/10 da populacao do Brasil: sao 22 milhoes contra quase 200. A grande Sao Paulo eh uma Australia. A Australia eh um pais completamente isolado geograficamente, o que pode ser uma vantagem no seu desenvolvimento, principalmente em relacao a imigracao ilegal.

O que eu vejo acontecendo na Australia, e que nao vejo acontecendo no Brasil, eh a seguinte triade:

Planejamento, comunicacao e fiscalizacao (ou acompanhamento).

E isso permeia quase TUDO que eles fazem, de ONGs a grandes corporacoes, governos, cidadaos, entidades, etc.

Por exemplo, a cidade onde moro, Brisbane, tem um mega plano de urbanizacao para prepara-la para o crescimento populacional previsto. Estudos jah disseram que em 2040 a cidade vai ter a populacao duplicada (de quase 2 milhoes para 4 milhoes). O que eles fazem hoje, em 2009? Planejam esse crescimento urbano, o comunicam para a populacao, escutam o que eles tem para dizer, constroem milhares de estradas e tuneis, fazem obras, a comunidade (cidadaos) acompanham essas construcoes, o governo revisa o plano caso a populacao nao concorde, comunica de novo, e por aih vai. Alias, os governos no Brasil bem que poderiam aprender sobre comunicacao na Australia (comunicacao, e nao publicidade).

E isso vale para as pequenas coisas. Na Australia eh tudo avisado, escrito, comunicado, registrado. Voce soh “fura” a lei se quiser e nao pq nao foi avisado. E se vc faz isso, vc tera problemas pois a fiscalizacao eh constante, pra tudo. Nao tem essa de “vou parar em fila dupla por 2 minutinhos” pq vem o guardinha com bloco na mao na mesma hora. E os cidadaos fiscalizam tambem: uma vez parei em fila dupla, na hora veio uma pessoa e me disse que eu nao podia parar ali. As pessoas se cobram.

No Brasil, todo mundo comemora Olimpiadas e Copa, mas parece que esqueceram que promessas do Pan nao foram cumpridas, como a construcao do rodoanel (aqui uma lembranca http://noticias.uol.com.br/ultnot/multi/2009/10/27/04023566D0916366.jhtm). O dinheiro foi gasto, mas ninguem sabe como e nem quanto. Quem garante que nao vai acontecer de novo, e em escala ainda maior?

Desculpa esse texto enorme, alias teria muitas coisas pra falar sobre Brasil x Australia, poderia ficar horas aqui... E juro de todo o coracao que eu queria entrar nessa onda de otimismo sobre o Brasil, mas nao to conseguindo. Tomara que o Brasil me prove ao contrario!

Abracos,
Vera

Verinha disse...

PS: Seu blog eh otimo! :)

Mauro Segura disse...

Puxa, Verinha, concordo com muita coisa que você escreveu. Mas não concordo quando você diz que encontrou o Rio em 2008 pior do que em 2006. Minha percepção é que as coisas melhoraram. Mas percepção é percepção, portanto não vale a pena discutirmos isto.
Eu tive a oportunidade de passar um pouco mais de uma semana na Austrália e fiquei encantado. Foi muito bom ter o seu depoimento aqui, o que me fez ficar ainda mais admirado com o país.
Tenho dois comentários adicionais.
Não acho razoável comparar o processo do Pan com o processo das Olimpíadas. São dois momentos e duas conjunturas diferentes. O nível de comprometimento, exposição e seriedade que as coisas estão sendo levadas hoje mostram um cenário muito diferente de anos atrás. Eu estou certo e convencido que estamos num outro contexto.
A minha motivação com o Brasil é o momento que o país vive. Sei e sinto todos os problemas que você citou, todos os dias. Temos um problema sério de segurança pública no país, educação é outro abacaxi e saúde é algo ainda a ser resolvido. Por trás existe um problema de logística muito sério, onde transportes é o grande calo para um país continental. Apesar disso tudo, o Brasil é o país da vez. Estamos com uma economia pujante, com uma população mais consciente e motivada com o futuro do país. O mundo considera o Brasil como um grande player mundial. Temos empresas brasileiras que são globais e líderes em suas áreas de atuação. Enfim, estamos vivendo um cenário positivo que favorece entrarmos num ciclo de crescimento e correção dos problemas básicos que temos. Tenho grande esperança de que estamos entrando na grande virada desse país.
Obrigado por visitar meu blog e por seu comentário maravilhoso. Beijos enoooormes. Mauro.

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