domingo, 29 de setembro de 2013

Meus Segredos de Blogueiro

Tem duas coisas a respeito do meu blog que me incomodam. A primeira é quando me perguntam quantos estagiários me ajudam com o blog. Não sei o motivo, mas algumas pessoas pensam que eu tenho estagiários que me ajudam ou trabalham no meu blog. A segunda é quando dizem que eu devo ter tempo sobrando para "brincar" nas mídias sociais, especialmente no blog.


Depois de cinco anos de vida do blog, eu encaro essas insinuações numa boa, mas tais perguntas são um tremendo equívoco. Normalmente elas vêm de pessoas que não entendem a relevância das mídias sociais e não as colocam como prioridade em seu dia a dia. Eu entendo isso. Todo ser humano tem as mesmas 24 horas do dia. O que vai fazer com elas é decisão sua, você decide o que deseja a cada minuto. Como profissional de marketing e comunicação que sou, eu decidi investir tempo para entender, estudar e usar intensamente as mídias sociais, pois elas estão causando grandes transformações na área em que atuo.   

O blog foi integralmente montado por mim. Todos os posts foram e continuam sendo escritos pelo autor. Eu manuseio a ferramenta diretamente. Há cinco anos eu escolhi a plataforma blogspot pela facilidade de uso, e continuo nela até hoje. No início eu encarei essa atividade de mexer com a ferramenta como uma jornada de aprendizado que todo profissional de comunicação deveria ter. O passar do tempo me fez ficar viciado com o blog, muitas das razões eu já citei em posts anteriores

Eu escrevo muito... porque leio muito. Eu sou um devorador de revistas, jornais e tudo que chega nas minhas mãos. Leio até bula de remédio. Não tenho restrição. Estou sempre conectado às mídias sociais, pode ser pelo celular, tablet e notebook. Acesso às mídias dentro dos elevadores, almoçando e andando por qualquer lugar.

Quando leio algo que acho interessante, anoto no primeiro lugar que encontro, muitas vezes são guardanapos, verso de canhotos de cartão de crédito ou capas de revistas. Muitas vezes o roteiro de um novo post já vem todo na minha cabeça. Aí não tem jeito, tenho que rascunhá-lo naquele momento para não perder o impulso, muitas vezes isso leva poucos minutos.  Sou campeão de escrever posts nos aeroportos e dentro do avião, são momentos onde estou "sozinho" (este post que está lendo foi gerado dentro de um vôo). Já escrevi muitos posts em páginas de revistas de bordo. A ideia vem na cabeça e eu tenho que registrar para não esquecer.

Tenho dezenas de posts semi rascunhados que não vingaram. Eram boas ideias, mas perderam o "timing" ou faltaram elaboração. Outros eu joguei fora pois achei sem graça quando lidos tempos depois.

Descobri que as pessoas gostam de ouvir a minha opinião. Mais do que relatar as coisas, eu constatei que as pessoas apreciam que eu comente e apresente a minha visão sobre qualquer assunto. Isso é legal e me dá liberdade para ser genuíno no que escrevo.  

Pessoas me contam que acham incrível como eu estou sempre conectado e postando nas redes. Algumas dizem que estou sempre 24 horas no ar. Isso não é verdade. Aqui tem uma pegadinha. Eu uso uma ferramenta fantástica chamada Hootsuite. Ela permite que eu programe meus posts no Facebook, no Twitter, no LinkedIn e no Google+. A ferramenta coloca uma espécie de cockpit na minha tela, onde olho as minhas publicações nessas redes, os feeds de notícias, as menções ao meu nome e tudo mais que eu precisar. E o melhor de tudo, tenho essa ferramenta no meu notebook, tablet e celular. O segredo é que gasto um tempo no final de semana lendo o que guardei ao longo da semana anterior e, usando o Hootsuite, programo posts nas diversas redes sociais em dias e horários diversos ao longo da semana entrante, com isso a minha presença nas redes se espalha e eu pareço estar online publicando coisas ao longo de todos os dias. Não só sou eu que faço isso, eu conheço um monte de gente que faz a mesma coisa. Enfim, esse é uma espécie de segredo.       

Em alguns momentos, quando tive uns textos mais difíceis ou polêmicos, eu pedi ajuda e opinião para amigas confidentes. Obrigado a Flavia, Chris, Camila e Vanessa. Elas me ajudaram a encontrar a sintonia fina em alguns posts.

Mais do que a atividade de blogar, a satisfação vem da capacidade de descobrir e acompanhar outros blogueiros. Acompanho muitos deles, que são ricos em seus pensamentos, análises, críticas e propostas. Alguns são acadêmicos, outros estudantes, tem jornalistas, executivos, empreendedores e curiosos. Quase sempre não penso nisso, até porque não julgo importante. Meu foco é sempre o conteúdo. Me atrevo a dizer que, em muitas ocasiões, eu aprendo mais com blogueiros do que com livros e eventos, pois eles trazem experiências ricas e pontos de vista únicos. Tenho acesso a informações exclusivas e de bastidores. Confiança e credibilidade, conquistadas ao longo do tempo, permitem que certas confidências sejam trocadas com pessoas que não conheço pessoalmente, apenas virtualmente no mundo da blogosfera.


Enfim, segredos de blogueiro...




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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Eu trabalho melhor quando tenho um tubarão atrás de mim


Eu raramente publico histórias aleatórias que recebo da internet neste blog, mas esta aqui é muito boa e bem conectada com o mundo do trabalho em que vivemos. Leia a história e tire as suas próprias conclusões. O autor é desconhecido.

Os japoneses sempre adoraram peixe fresco. Porém, as águas do mar perto do Japão não produzem muitos peixes há décadas. Assim, para alimentar a sua população, os japoneses aumentaram o tamanho dos navios pesqueiros e começaram a pescar mais longe da costa. Quanto mais longe os pescadores iam, mais tempo levava para o peixe chegar. Se a viagem de volta levasse mais que alguns dias, o peixe já não era mais fresco. E os japoneses não gostaram do gosto destes peixes.

Para resolver este problema, as empresas de pesca instalaram congeladores em seus barcos. Eles pescavam e congelavam os peixes em alto mar. Os congeladores permitiram que os pesqueiros fossem mais longe e ficassem em alto mar por muito mais tempo. Os japoneses conseguiram notar a diferença entre peixe fresco e peixe congelado e, é claro, eles não gostaram do peixe congelado. Entretanto o peixe congelado tornou os preços mais baixos.

Então, as empresas de pesca instalaram tanques de peixe nos navios pesqueiros. Eles podiam pescar e enfiar os peixes nos tanques como "sardinhas". Depois de certo tempo, pela falta de espaço, eles paravam de se debater e não se moviam mais. Eles chegavam vivos, porém cansados e abatidos. Infelizmente os japoneses ainda podiam notar a diferença do gosto. Por não se mexerem por dias, os peixes perdiam o gosto de frescor. Os japoneses preferiam o gosto de peixe fresco e não o gosto de peixe apático.

Como os japoneses resolveram esse problema?
Como eles conseguiram trazer ao Japão peixes com gosto de puro frescor?

Para conservar o gosto de peixe fresco, as empresas de pesca japonesas ainda colocam os peixes dentro de tanques, nos barcos. Mas, eles também adicionam um pequeno tubarão em cada tanque. O tubarão come alguns peixes, mas a maioria dos peixes chega "muito vivo" e fresco no desembarque. Tudo porque os peixes são desafiados, lá nos tanques.

A histórica acima é uma bela metáfora do mundo do trabalho. Inconscientemente nós procuramos trabalhar em ambientes seguros, nos aproximamos de pessoas que pensam igual a nós, sempre com o objetivo de enfrentarmos o mínimo possível de contradições e desconforto. Procuramos sempre nossa zona do conforto. Esse comportamento nos transforma em "peixes preguiçosos". Queremos distância dos "tubarões" que pensam diferente da gente, que nos desafiam e que nos tiram da zona de conforto. Tubarões geram inquietude, desconfiança e ansiedade. Porém, são os tubarões que geram o ambiente de desafio constante, de desconforto contínuo, que faz a organização se desenvolver. A única maneira para crescer sempre é fazer aquilo que "você não sabe fazer".

Portanto, como norma de vida, tenha um tubarão no tanque junto com você.


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domingo, 15 de setembro de 2013

Pesquisa: O Marketing, a Privacidade e os Jovens na era do BIG DATA e das REDES SOCIAIS


Recentemente publiquei um post comentando sobre a relação da geração Y com as marcas. O estudo da Pew Internet chamado "Teens, Social Media, and Privacy" coloca mais molho nessa discussão e traz um tema carregado de controvérsia que é o conceito de privacidade que as gerações têm com as redes sociais.

Por que isso se relaciona com as marcas?
A resposta é simples. Vivemos a era do BIG DATA e as marcas começam a descobrir a riqueza dos dados e informações que os consumidores deixam registrados pela redes. Existe um tesouro escondido dentro das redes sociais sobre o que os consumidores gostam, querem e aspiram. Saber garimpar e trabalhar com esses rastros deixados espontaneamente pelas pessoas pode trazer informações valiosas para as empresas, não apenas para seus atuais clientes, mas também para a identificação de potenciais novos clientes. É aí que entramos num ponto sensível: a privacidade. Você se sentiria invadido se uma empresa conseguisse mapear as suas informações deixadas nas redes sociais para conhecer você melhor e, eventualmente, até tentasse uma abordagem de relacionamento com você?

O estudo da Pew Internet, feita em parceria com a Universidade de Harvard, entrevistou 802 adolescentes (de 12 a 17 anos) e 802 pais de adolescentes nos EUA. Vasculhar o material é muito interessante pois traz dados valiosos e responde curiosidades, como o número médio de amigos que os jovens têm no facebook e a média de seguidores no twitter.   

Um conclusão surpreendente é que os adolescentes se mostram preocupados com a sua privacidade.  Isso vai contra a crendice de que a juventude é aberta e "facinha". Os jovens concordam que compartilham muita informação sobre eles próprios, mas eles também afirmam que procuram saber, por diversas formas, como controlar e gerenciar o que publicam.

81% dos pais disseram estar preocupados com o que as empresas podem aprender a partir do comportamento e hábitos online de seus filhos.

72% dos pais se preocupam com o fato dos filhos estarem interagindo com pessoas que eles não conhecem.

69% dos pais estão atentos à reputação online de seus filhos.

Por outro lado, a pesquisa concluiu que apenas 9% dos adolescentes se mostram muito preocupados com as empresas e os marqueteiros acessarem suas informações.

Comparando os resultados da mesma pesquisa feita em 2006 versus esta última pesquisa, fica evidente que os jovens estão compartilhando muito mais informação pessoal do que antes.
Os adolescentes estão postando mais fotos de si mesmos e informações importantes na rede.
53% postaram o seu endereço de email.
20% postaram o número do celular.

Apesar dessa aparente transparência exagerada, 70% dos jovens pesquisados já ofereceram conselhos sobre a forma de gerir sua privacidade online. A maioria dos jovens alega que sabem usar as configurações de privacidade do facebook.

Nessa questão de aconselhamento, pais e amigos aparecem quase com o mesmo peso.
42% dos adolescentes pesquisados pediram conselho para um amigo ou colega sobre privacidade nas redes, e 41% pediram a mesma ajuda aos pais.
 
Uma pesquisa recente da Cisco confirma a "despreocupação" dos jovens com as empresas coletarem suas informações pessoais. Aliás, esta pesquisa vai mais longe, pois afirma que os consumidores, independentemente da idade, não têm receio de compartilhar suas informações quando se trata de compras na web. Mundialmente, quase metade (49%) dos consumidores pesquisados dizem não existir problema com o fato das empresas coletarem informações pessoais quando fazem compras online, em troca de recomendações e serviços mais personalizados. O percentual no Brasil chega a 60% (Fonte: Converge.com).

Em resumo, a pesquisa da Pew Internet aponta que:

1 Não é verdade aquela história de que os jovens usam as redes sociais com displicência e sem controle. Eles não se sentem assim. Os adolescentes afirmam que estão no controle e que têm consciência do fazem nas redes sociais. 

2  Pais são muito mais preocupados do que os jovens em relação às empresas (e seus marqueteiros) acessarem os dados pessoais para fins de marketing. Os adolescentes não demonstram grande preocupação.

3  Jovens estão compartilhando cada vez mais informações pessoais, como fotos, endereços e telefones. Mas dizem que têm consciência do que estão fazendo.

4  Jovens não se sentem inibidos para pedir conselhos para amigos e pais de como gerir sua privacidade.

A questão dos rastros pessoais deixados na web vai além da questão da privacidade e do uso de tais informações pelas empresas. Tem muito mais coisas aí. Não acho que vamos chegar no ponto do que foi dito pela Cora Ronai em sua coluna no O Globo recentemente, quando ela disse que "um dia, todos os pais e mães terão uma conversa muito séria com os filhos a respeito da vida online. Essa conversa ainda é mais importante do aquela clássica conversa sobre sexo da qual todos querem da qual todos querem fugir". Tenho dúvidas em relação a esta afirmação. Mas a real questão é que a internet não esquece. Tudo que você escreve fica ali guardado, de alguma forma. Uma busca na internet sobre alguém pode denunciar seus hábitos, preferências, relacionamentos, insatisfações e, até, aspirações. Deixamos nossos rastros cada vez que acessamos a internet. E, pior, muitas vezes sem a consciência do que estamos fazendo. O futuro de uma pessoa pode ser influenciado pelos rastros que ela deixou na internet ao longo de sua adolescência, tanto para o bem quanto para o mal. Uma bobagem ou um comentário inconsequente, ou até um vídeo despretensioso, pode causar um prejuízo para sua carreira ou pretensões profissionais. A maioria das empresas atualmente já vasculha a vida dos candidatos na web a procura de indícios de suas aptidões, competências e comportamento. Portanto, a discussão da privacidade nas redes sociais vai muito além do próprio conceito pois estamos falando de futuro e consequências.

Texto publicado no blog Ponto de Vista do Meio&Mensagem

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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

A Primeira Entrevista de Emprego


O garoto entra na sala para sua primeira entrevista de emprego.
Minutos depois entra o entrevistador, um gerente senior, com mais de 20 anos de história naquela empresa.

A entrevista começa.

O gerente pensa:
"Eu devia estar usando uma roupa menos formal. Só estou entrevistando jovens hoje. O que esse garoto vai pensar de mim? Que sou um velho dinossauro, completamente desatualizado e arcaico".

Nesse mesmo momento, o jovem também está pensando:
"Puxa, eu deveria ter sido mais atento com a minha roupa. Estou muito despojado. Esse sujeito vai pensar que eu sou desleixado. Eu devia estar usando uma roupa parecida com a dele".

O gerente passa a mão na cabeça, tenta achar algum cabelo. Olha para o adolescente, refletindo:
"Estou ficando careca, com cabelo branco, e o garoto aqui na frente com esse cabelão".

O garoto se preocupa com seu cabelo, sente que o entrevistador olhou para cabeça dele:
"Eu tinha que ter cortado melhor esse cabelo. Estou despenteado. Eu sabia que ele ia estranhar. Por que ele olha tanto para o meu cabelo? Certamente eu não estou agradando".

O gerente fala sobre a história e a cultura da empresa. Ao mesmo tempo que fala, ele também pensa:
"Por que estou falando isso tudo? Acho que esse garoto nem está interessado. Essa juventude quer olhar para o futuro, não para o passado. Eles querem saber da carreira deles, como crescer. Acho que estou perdendo tempo em falar sobre a história da empresa".

O garoto se endireita na cadeira e fica com seus pensamentos:
"Puxa, porque ele pergunta tanto sobre os meus interesses? Eu quero saber mais da empresa. Quero entender se a empresa vale a pena. Queria saber mais da história, porque entendendo a história eu vou saber mais sobre a empresa".

O telefone toca. O gerente olha e não atende. Em segundos o celular dele está tocando. O gerente ri sem graça e desliga o telefone. E pensa: "Eu não vou atender o celular pois vai atrapalhar a entrevista. Eu devia ter desligado o celular".  O garoto olha o gerente preocupado e pensa: "Ele podia ter atendido. E se tocar o meu? Droga, esqueci de tirar o som do celular. Mas não vou fazer isso na frente dele para não parecer que sou distraído". 

O gerente olha o horário em seu relógio de pulso. O garoto em seu celular.

Enquanto o jovem fala, o gerente continua com devaneios em sua mente: "Ele tem um pequeno furo na orelha. Deve usar brinco". E pensa no filho que determinado dia apareceu com a novidade da tatuagem no braço: "Será que meu filho vai usar brinco também?". 

O garoto encara o gerente, no meio de seus pensamentos:
"Por que será que ele me olha tanto? Será que ele viu que tenho um furinho na orelha? Agora já era".

Do lado de fora, a secretária atravessa o corredor olhando para a sala onde ocorre a entrevista, dá um sorriso contido e pensa:
"Eles são muito diferentes. Isso não vai dar certo".

Ao longo da entrevista os dois vão descobrindo que têm mais interesses comuns do que imaginavam. O gerente queria ser mais informal e jovem. Já o garoto queria saber ser mais "corporativo" e velho. Ao longo do tempo eles se admiram. No final da entrevista, apertam as mãos, sorridentes, ambos pensando a mesma coisa: "Este cara é muito legal. Seria bacana trabalhar com ele".

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domingo, 1 de setembro de 2013

Apenas 6% da geração Y acredita na publicidade



O estudo chamado "Millenials as Brand Advocates", da Social Chorus, publicado em julho de 2013, traz informações interessantes a respeito de como a geração Y lida com as marcas e com o marketing das empresas. A pesquisa, que alimentou o estudo, foi feita nos EUA, mas creio que a maioria das conclusões se aplica muito bem ao mercado brasileiro.

Geração Y são todos aqueles nascidos entre 1980 e 2000. Uma parte desse povo já compõe a população ativa economicamente, são consumidores e fazem parte da força de trabalho nas empresas. Nos EUA, são 79 milhões da geração Y versus 48 milhões de geração X (nascidos entre 1965 e 1980).

A conclusão mais impactante do estudo é que os Ys não acreditam em publicidade.
Apenas 6% dos pesquisados disseram acreditar na publicidade online.
Existe uma insatisfação com histórias patrocinadas postadas nas redes sociais.
67% disseram que nunca clicaram numa história patrocinada.

Ironicamente, um estudo recente da Edelman Berland, também realizado junto à Geração Y, apontou que somente 3% acham que a publicidade é chata. O mesmo estudo concluiu que 70% dos Ys se sentem responsáveis em publicar feedbacks a respeito de suas experiências com as empresas, sejam positivas ou negativas. Parece que existe um compromisso tácito entre eles de fazer isso.

Em contraponto ao descrédito com a publicidade, o estudo da Social Chorus diz que os Ys confiam no que seus amigos e comunidades falam.
91% dos Ys consideram comprar um produto recomendado por um amigo.
98% deles são mais propensos a se engajar num post de um amigo do que num post de uma marca.

Estamos diante de um novo desafio para o marketing das empresas: buscar métodos para incentivar os Ys a compartilhar suas ações nas redes sociais. Ou seja, falamos de uma espécie de co-marketing entre empresas e jovens. Em vez de marketing para eles, estamos falando de marketing com eles.

As empresas devem investir em plataformas para incentivar que os Ys contem suas experiências com as marcas para seus amigos e comunidades. Essa é uma relação que precisa ser construída de forma genuína, não o tradicional marketing forçado usado por muitas empresas.,Os Ys, de maneira geral, são mais propensos a fornecer suas informações pessoas e preferências do que outras gerações, as empresas devem se aproveitar dessa característica se associando a eles, criando um relacionamento mais aberto e aceitando bem os riscos inerentes a uma convivência mais espontânea e transparente.

A conclusão é que estamos diante de uma transformação profunda do marketing. As marcas já sabem disso, mas não existe uma clareza de como fazer. É evidente a corrida atual das empresas na adoção de uma estratégia diferenciada para lidar com a Geração Y. Quem está no poder são eles, não mais as organizações.


Texto publicado no blog Ponto de Vista na Meio&Mensagem

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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Liderança: Um gap profundo entre jovens e executivos


Saiu a pesquisa "Empresa dos Sonhos dos Jovens 2013", realizada pela Cia de Talentos. Foram mais de 52 mil respostas nesta 12ª edição da pesquisa, o que evidencia um bom retrato da juventude do país.

O mais interessante da pesquisa de 2013, e que me chamou a atenção, foi entender detalhes de como os jovens veem a liderança. Esse é um tema crucial para o crescimento e desenvolvimento das empresas, afinal de contas essa tropa de jovens é que vai moldar as empresas nos próximos anos. Portanto nada como entender como funciona a cabeça dessa moçada. 

É interessante saber que 54% dos jovens entrevistados disseram que não admiram nenhum líder da atualidade. Os 46% que têm um líder em mente afirmaram que as principais características para o líder escolhido são, nesta ordem: empreendedorismo, inovação e características pessoais.

Os jovens valorizam líderes que estejam próximos de suas equipes, que conheçam bem cada profissional, que saibam delegar as atividades e que tratem seus subordinados respeitando as diferenças de cada um.

Em 2012, 70% dos jovens entrevistados disseram que tinham em mente uma empresa dos sonhos para trabalhar. Em 2013 esse número caiu para 60%. Por que será? Para eleger a empresa dos sonhos os principais atributos citados foram, nesta ordem: capacidade de desenvolvimento pessoal (46%), reputação da empresa (32%), senso de realização (27%), pacote de salário e benefícios (24%) e a possibilidade de inovar (23%).  Ou seja, a empresa dos sonhos está intimamente conectada ao conceito de LIDERANÇA

Ver essa pesquisa me remete a uma outra pesquisa publicada no Valor, neste mês, na matéria "Distância entre líder ideal e o encontrado em empresas é grande".  A consultoria de recursos humanos Hunter Consulting Group fez uma pesquisa com executivos de empresas e a conclusão é que existe uma longa distância entre o líder ideal e o perfil de liderança. Os principais gaps foram: falta foco no desenvolvimento de pessoas, falta mais disposição para assumir riscos e a incapacidade de inspirar os funcionários. A competência considerada mais importante pelos executivos foi desenvolvimento pessoal, com um índice de 88%. Surpreendentemente, quando avaliadas as habilidades mais encontradas nos líderes das empresas, a gestão de pessoas apareceu apenas em 31% dos casos. Ou seja, existe um imenso gap entre o ideal e o real.

A ironia maior é comparar as duas pesquisas. Uma feita com os jovens e outra feita com os executivos. Ambos apontam o desenvolvimento pessoal como o mais importante, no entanto os próprios líderes reconhecem que estão devendo nesta competência.

Enfim, veja o vídeo super bem feito pela Cia de Talentos com o resultados e os "findings" da pesquisa Empresa dos Sonhos 2013. Vale a pena.



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terça-feira, 20 de agosto de 2013

Desvendado o segredo do pior comercial do mundo

Foi desvendado o segredo do PIOR COMERCIAL DO MUNDO, que bombou nas redes sociais nas últimas semanas. Segundo o dono da marca, o custo do comercial foi de apenas 300 reais. O sucesso foi tão grande que as vendas subiram 60%. Isso é que é ROI !!!!  O cara é bão!!!  O mais curioso foi descobrir que eles queriam fazer um filme sério, de verdade!!!

Veja e curta a reportagem feita pelo R7. É o primeiro vídeo.

Se der saudades e uma vontade louca de ver o filme original, é só ir na segunda janela.





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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Derrapada nas redes socais: Cliente elogia pizza e empresa responde com pedido de desculpa

Não está claro como o fato a seguir aconteceu, se foi resultado de alguma mensagem automática ou se alguém escreveu e apertou a tecla, o fato é que uma cliente norte-americana da Domino's escreveu no facebook um post elogioso à empresa. Em português seria algo do tipo: “A melhor pizza de todos os tempos! Pan Pizza.  Continuem o bom trabalho, pessoal!” E ainda colocou uma carinha sorrindo.  A resposta da Domino's, traduzida para o português, foi a seguinte: “Desculpe por isso! Por favor compartilhe alguma informação adicional conosco no bit.ly/dpz_care  mencionando a referência #1409193 para que possamos resolver isso".

A impressão é que essa foi uma resposta automática de algum sistema que a Domino's deve ter para tratar as mensagens nas redes sociais.  Parece que tal sistema automático não está preparado para elogios, pois a resposta direciona para um site de atendimento ao cliente.

Obviamente, para a grande maioria das empresas, os comentários sobre as marcas tem cunho negativo ou de reclamação. As pessoas estão sempre mais dispostas a reclamar do que elogiar. Por isso as empresas procuram se preparar para tratar as insatisfações que os consumidores apresentam nas redes sociais. A grande questão é:  como tratar as questões quando a empresa têm centenas de milhares ou milhões de consumidores? Como tratar cada caso de forma individual? Como fazer isso de forma massiva?

Enfim, a gafe da Domino's pode ser justificada de várias formas, mas o mais importante é que tal fato sinaliza a dificuldade das empresas lidarem com este mundo novo.  No caso descrito, a empresa tentou contornar o erro publicando o seguinte post (traduzido para o português): "Não, nós pedimos desculpas pelo fato da Jeaneth ter demorado tanto tempo para degustar a melhor pizza de todos os tempos. Pense em todas as pizzas que ela comeu que não eram a melhor! É, é isso aí. Muito obrigado pelas gentis palavras, Jeaneth”.

A tentativa do remendo não foi feliz. Acho que, em vez de partir para uma desculpa sem sentido, a empresa poderia ter respondido reconhecendo o erro do post-resposta e agradecendo a consumidora pelo delicioso elogio. Isso seria mais genuíno e verdadeiro. As pessoas adoram empresas que reconhecem seus erros, especialmente este que foi um erro sem grande consequências.




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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Aniversário de 5 anos de blog

Quando criança eu escolhi o 5 como o meu número da sorte. Não lembro o motivo, mas provavelmente eu devo ter sido bastante influenciado pelo Mach 5 do Speed Racer. Eu era fã (ainda sou!!) do Speed. Desde então, tudo que leva o número 5 tem a minha preferência.

Enfim, hoje é um dia especial. É o dia do 5. Exatamente hoje o blog A Quinta Onda completa 5 anos de vida! :)

Foram mais de 400 posts e mais de 1600 comentários. Em alguns momentos o blog alcançou mais de 2 mil visitantes únicos por dia. Boa marca, né?

O blog começou como uma aventura com data marcada para terminar. Minha expectativa era que seria algo com vida curta e pouco interessante, algo entre 5 e 6 meses. O objetivo por trás dele era conhecer a blogosfera, desenferrujar a minha escrita e me forçar a separar um tempo diário para aprender coisas novas. Eu não sou escritor, nunca ousei sequer pensar em escrever um livro, mas achei que um blog poderia ser uma boa tentativa para desenferrujar meus dedos. A verdade é que depois de 5 meses eu já estava fascinado pelas redes sociais e pelo network que montei em tão pouco tempo.

Publiquei os primeiros posts, mas fiquei quietinho. Falei do blog para poucas pessoas. Eu estava inseguro de escrever minha opinião sobre temas do ambiente de trabalho, até porque minha percepção era de que eu não teria coisas tão interessantes para falar. Simultaneamente, comecei a separar um tempo para navegar aleatoriamente na blogosfera, procurando blogs que falavam de temas similares aos meus. A surpresa não tardou a acontecer. Descobri que alguns blogueiros estavam colocando links para meus posts, ao mesmo tempo em que eu colocava links para os deles. Comecei também a receber alguns comentários de desconhecidos em meus posts. O interesse aumentava a medida que publicava posts sobre temas polêmicos, especialmente quando eu fazia perguntas ou contava casos. Nestas situações ocorria do meu blog ser bastante referenciado por outros blogs, surgiam blogueiros comentando meus links e abordagens. Eu fazia igual. Descobri que alguns blogueiros eram muito bons e me ajudavam a responder a determinadas perguntas onde eu não tinha uma clara resposta ou ponto de vista. Sem me dar conta, eu já estava desenvolvendo uma conversa e já tinha uma rede de relacionamentos estabelecida, que crescia dia a dia. Eram conversas esparsas, onde a dimensão do tempo e da distância física eram irrelevantes, mas conversas riquíssimas com pontos de vista diferentes, muitas vezes até conflitantes, com pessoas de diferentes formações, interesses e conhecimento.

Este ambiente, aparentemente caótico de troca de conhecimento, me fascinou e eu descobri que já estava absolutamente contaminado e viciado pela blogosfera. O termo “caótico” é muito pertinente, pois a sensação é esta mesma; todos podem falar como e quando quiser, e todos podem ouvir o que quiser, quando quiser. Com apenas seis meses de blog, eu já estava encantado com tudo aquilo. A blogosfera é maravilhosa pois as pessoas se organizam em torno interesses comuns. As redes sociais me parecem um passo além dos blogs, mas minha visão é que a rede de links e referências existentes em blogs interconectados formam uma verdadeira rede social.

Enfim, se você é frequentador do blog, eu agradeço o seu tempo e interesse, é isso que me motivou a manter o projeto e compartilhar opiniões pessoais. Se é a primeira vez que chega aqui, então aprecie e vasculhe bastante. Tem coisas bem legais escritas meses e anos atrás que continuam super atuais e relevantes. Obrigado pelo carinho.



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domingo, 11 de agosto de 2013

Caiu na rede. E agora? - Crises nas Mídias Sociais


Chegou no mercado um ótimo livro sobre gestão e gerenciamento de crises nas mídias sociais. Se você estuda ou trabalha com comunicação e marketing, não deixe de investir na compra desse livro. Vale a pena. Recomendo fortemente. Tive o privilégio de escrever o prefácio, que compartilho abaixo. Agradeço a honra desse convite e agradeço a Patrícia que teve a ousadia de nos brindar com um documento realmente de valor, cobrindo um tema que a maioria dos profissionais tenta fugir. Afinal, ninguém gosta de falar de crise. 

São poucas as opções de literatura a respeito do tema “crises nas redes sociais”. Por isso devemos festejar o trabalho de Patrícia Brito Teixeira. O tema é árido, de difícil apuração porque as organizações não gostam de falar sobre isso. É desgastante buscar casos de referência pois as empresas evitam expor suas experiências negativas, sejam elas ocorridas nas redes sociais ou não. O valor desse livro encontra-se nos conceitos e nos inúmeros casos reais, navegamos ao redor deles da primeira até a última página. Por ser uma obra nacional, o trabalho aponta experiências em nosso país, o que é muito especial pois crises têm forte conexão com cultura, comportamento e história.

O mundo está passando por grandes transformações tecnológicas e sociais, no meio disso tudo encontra-se a internet, a rede poderosa que conecta todos com todos, em tempo real. Nunca o cidadão teve tanta influência como agora. Pesquisas mostram que o boca-a-boca, seja virtual ou não, é o que tem maior poder de influência nas decisões de compra e comportamento dos consumidores. As redes sociais e os inúmeros "gadgets" móveis potencializam isso ao máximo. Por outro lado, as empresas dependem cada vez menos dos canais tradicionais de imprensa para falarem para a sociedade e seus clientes. Nunca tudo foi tão exposto e transparente como agora. Vivemos todo o tempo no palco e com telhado de vidro. As empresas parecem que ainda não entenderam esse novo contexto pois negligenciam sua presença nas redes, não cultuam o diálogo e não se planejam para esse novo ambiente.

Crise? Que crise? Já ouvi isso muitas vezes. As organizações minimizam os primeiros sinais de uma possível crise, têm dificuldade em identificá-las e por isso procrastinam as suas ações de comunicação. Ficam sentadas esperando ver o que acontece, que é uma cultura forjada na época onde havia total dependência das relações com a imprensa. A situação é ainda pior pois Patrícia mostra que as empresas, de forma geral, não têm planos de prevenção para enfrentar problemas graves, A maioria das crises não surge repentinamente, exceto em alguns casos de tragédia, mas vêm do mundo externo com impactos diretos na internet e na imprensa, iniciam-se com pequenos sinais, como sintomas de uma doença e quase sempre é um processo evolutivo.

Por trás disso encontram-se a identidade, a imagem e a reputação corporativa, que são construídas tijolo sobre tijolo. Logo no início do livro Patrícia explica o que o público espera da presença das empresas nas redes sociais: aproximação, interação e engajamento, tudo sob o manto de uma relação de confiança e transparência. Somente dessa forma uma organização será relevante e conseguirá construir credibilidade junto ao seu grupo de relacionamento.  

Os três últimos capítulos impressionaram-me bastante, pois estão repletos de dicas e conselhos imprescindíveis ao leitor. Patrícia ainda nos brinda com um capítulo de "Considerações Finais" onde generosamente resume os pontos mais importantes de toda a obra. Imperdível! É para guardar, colocar num envelope e escrever do lado de fora: "SOS - abra se entrar em condição de emergência".
Essa é uma obra de referência que deve estar na estante de qualquer profissional de comunicação e marketing. Está repleta de casos reais, muitos são atuais e ainda têm rastros para serem explorados na internet. Ler esse livro esporadicamente dará o alerta constante que o leitor precisará ter em seu dia-a-dia, lembrando que preparação e planejamento são fundamentais para todos aqueles que lidam com comunicação e marketing no mundo atual das redes sociais.


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