segunda-feira, 18 de abril de 2011

Eu navego no facebook durante a maioria das aulas

Ontem eu recebi um e-mail perguntando por que o post "A sala de aula vista por um adolescente" é o mais acessado do meu blog.

Eu, sinceramente, não sei a resposta, mas vale citar que, em minhas conversas sobre a geração Y, o assunto "sala de aula" sempre aparece. Quando converso com adolescentes, esse tema quase sempre é citado. Enfim, o modelo da "sala de aula" é algo falido, criado no século 19 e que continua da mesma forma até hoje. Poucas coisas mudaram. A vela de cera foi substituída pela luz elétrica. A velha lousa agora é muitas vezes substituída pelo powerpoint. Mas o estilo "patriarcal" continua imbatível. Os alunos ainda se sentam para ouvir e serem avaliados individualmente. Enfim, o século 19 está aí, todos os dias na vida dos jovens estudantes.

Existe um vídeo maravilhoso sobre o tema, antigo, mas incrivelmente atual. Foi criado por Michael Wesch, professor de antropologia cultural da Universidade de Kansas, e chama-se "A Vision of Students Today". O vídeo, produzido em 2007, consiste basicamente do depoimento de 200 estudantes adolescentes sobre sua formação e o ambiente da sala de aula. É arrebatador e já foi visto milhões de vezes no YouTube, provocando milhares de comentários. Os educadores, ao redor do mundo, reconheceram que o vídeo mostrava o verdadeiro dilema que eles, professores e gestores, vêm enfrentando para transformar o ambiente da sala de aula em algo mais conectado com o perfil e a expectativa das novas gerações.

Convido você a ver esse vídeo imperdível. Mas, antes, acesse AQUI o post publicado "A Vision of Students Today (& What Teachers Must Do)" que conta a história desse projeto e alguns dos desdobramentos. Vale a pena ler todo o conteúdo.

Eis o LINK para o vídeo de "A Vision of Students Today". Vá até o final e surpreenda-se com algumas declarações como: "apenas 18% dos professores sabem o meu nome", "eu compro livros que custam centenas de dólares e que nunca vou abrir", "quando me formar, eu vou ter um emprego que provavelmente não existe hoje", "eu não criei os problemas, mas eles são meus problemas" e "eu navego no facebook durante a maioria das aulas". Adoro a parte em que eles se dizem multitarefa e mostram quantas horas por dia precisariam para viver. Esse vídeo é de 2007, imagine se fosse atualizado para a nossa realidade de 2011.

Publico, abaixo, o mesmo vídeo com legendas em português, que encontrei no YouTube.



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Um comentário:

Rebeca disse...

Mauro, por isso coloquei o meu filho para estudar em uma escola construtivista, onde a construção do saber e conhecimento é feito através da vivência, experimentação. Ele está na alfabetização e não adotaram um livro de Português, mas voilá: já aprendeu todas as letras e escrevendo algumas palavras. Eles utilizam o dia-a-dia e trabalham através de projetos para que as crianças aprendam. Acho isso bárbaro. E ainda posso participar ativamente na educação do meu filho, pois a escola é uma associação de pais. Hoje faço parte do Conselho como diretora de comunicação. Não sou formada em comunicação, mas acredito na escola, na família e isso basta para eu contribuir com o pouco que sei.
Acredito que os métodos educacionais devem ser revistos para estimular o saber e construir cabeças pensantes e não robos.
Muito bom o vídeo.

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