quarta-feira, 10 de abril de 2013

Conversa entre 2 presidentes de empresa: humm... acho que vou entrar no twitter

Eu estava num evento de mercado e durante o "coffee break", meio sem querer, ouvi uma conversa entre dois presidentes de empresa. Ouvi as primeiras frases e não resisti, tive que ir até o final. A conversa foi mais ou menos assim:

- Eu estou usando o twitter.

- E como é isso? Eu nunca entrei, mas todo mundo me fala para entrar.

- É muito bom. Você coloca seus comentários e somente os seus seguidores podem ler sobre o que você escreve.

- Mas quem são os seus seguidores?

Silêncio de 3 segundos.

- Eu não sei.

- Como não sabe? Qualquer um pode te seguir?

- Sim. Qualquer um.

- Mas isso é muito ruim, é perigoso. E a privacidade?

- Perigoso é o facebook.

- Por que?

- Porque ali no facebook a sua vida fica toda escancarada. O pessoal fica conhecendo a sua família, onde você anda... mas é você quem aceita os seguidores?

- É mesmo? Isso é bom, mas qual é a vantagem de estar no facebook?

- Eu estou no facebook mas não posto nada. Sinto o maior medo de mostrar a minha vida para os outros. Fico só olhando, mas acho chato. Eu estou gostando mesmo é do twitter.

- Por que?

- Porque posso colocar um pouco das minhas ideias, compartilhar alguns links de algumas coisas legais que li e seguir outras pessoas que postam coisas que me interessam. Estou gostando.

- humm... acho que vou entrar no twitter.

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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Como as organizações chamam seus colaboradores

As organizações estão muito preocupadas no desenvolvimento da cultura corporativa e no engajamento dos funcionários na estratégia e nos objetivos da empresa. Criar senso de pertencimento e orgulho parece ser algo importante para tais organizações. Isso vale para empresas centenárias como a IBM e até organizações mais "jovens" como o Google. Pertencer a essas empresas é algo muito especial, é quase fazer parte de uma família.

Veja como determinadas empresas chamam seus colaboradores em sua comunicação interna:

Quem trabalha na Petrobras é Petroleiro;
Quem trabalha na Embratel é Embratelino;
Na Editora Abril é Abriliano;
Na IBM é Ibmista;
Na Promon é Promoniano;
Na Embraco é Embraqueano;
Na Camargo Corrêa é Camargueiro;
Na Marcopolo é Marcopolino;
Na Motorola é Motorolano;
Na Accenture é Accenturiano;
Na Senac é Senaquiano;
Na Rossi é Rossiano;
Na Algar é Algariano;
Na PepsiCo é PepsiCano;
Na Embrapa é Embrapiano;
Na agência de comunicação Inpress é Inpressionante;
Na Avaya é Avayano;
Na Ogilvy&Mather é David, em homenagem ao fundador da empresa David Ogilvy.

Já algumas empresas não adotam nomenclatura em português e usam aquela praticada no mundo, como:
Os que trabalham na Danone são Danoners; 
E no Google são Googlers.

Muitas vezes não existe uma nomenclatura adotada formalmente pela empresa, mas acaba surgindo uma outra informalmente usada pelos funcionários e que circula nos corredores da empresa, como por exemplo:
Quem trabalha na PDG é chamado de Pdgeiro;
Na L'Oreal é L`Orealista;
Na Unimed é Unimediano;
Na Tetrapak é Tetrapakito;
Na Mapfre é Mafreano.

Em muitas empresas não se usa tais nomenclaturas.
Os que trabalham na Oi, Natura, HP e Contax são chamados de Colaboradores;
A Vale chama de Empregados;
A Cyrela adora falar que os Colaboradores pertencem a "Família Cyrela".
E o Banco Central chama de Servidores do BC

Ahh... na Algar, além de serem Algarianos, eles também se tratam como Associados.

Enfim, cada organização com seu jeito e estilo.

Pesquisa realizada pelo autor e publicada na revista Você SA em nov/2012

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quarta-feira, 27 de março de 2013

O meu colega não quer nada e me faz trabalhar por ele


Dias atrás tomei conhecimento de um estudo publicado pela VitalSmarts que concluiu que:

25% dos trabalhadores trabalham entre 4 e 6 horas adicionais por semana para cobrir as tarefas de colegas que não cumprem prazos.
80% dos trabalhadores dizem que a qualidade do trabalho cai quando eles têm que trabalhar pelo colega.
93% dos entrevistados disseram que conhecem, pelo menos, um trabalhador preguiçoso que não faz o trabalho esperado.

O estudo foi feito nos EUA através de uma pesquisa online que alcançou 549 trabalhadores. Acredito que o resultado não seria muito diferente no Brasil.

A primeira reação é pensar que o chefe não está fazendo o seu trabalho e não conhece o time que lidera, mas não é tão simples assim. Atualmente, muitos gerentes coordenam times grandes e têm dificuldade de acompanhar o trabalho de todos, outros não estão fisicamente ao lado de toda equipe, são muitas situações que contribuem para essa situação.

O estudo mostrou que apenas 10% dos trabalhadores fazem alguma coisa para "dedurar" os colegas preguiçosos. E cita 5 razões pelo qual as pessoas ficam caladas:
  • Elas não acreditam que ao falar farão alguma diferença;
  • Elas não querem prejudicar os relacionamentos no trabalho;
  • Não é tarefa delas fazer isso;
  • Elas temem retaliação;
  • Elas não sabem como abordar a conversa.

Tal silêncio negligente cria uma sensação de impotência, de que não existe responsável e de que "a vida é a assim mesmo". Obviamente que tal cenário afeta a produtividade e os resultados da equipe e da empresa. Então? O que fazer? Se ficarmos calados estaremos incentivando e alimentando tal comportamento, além de continuarmos sobrecarregados.

Joseph Grenny, autor do livro "Crucial Conversations", acredita que os trabalhadores deveriam procurar ter uma conversa franca com seus colegas preguiçosos, e dá 3 dicas:

Não seja crítico e não faça juízo de valor, afinal a pessoa que você considera preguiçosa pode não ter consciência do que está acontecendo. Converse com a pessoa com respeito. 

Endereçe o problema. Não empurre isso para o seu chefe, afinal o feedback a respeito do problema deve ser dado por quem mais está sendo afetado pelo colega preguiçoso: você.

Seja factual. Não seja hostil e não use um tom de acusação.

Compartilhe suas preocupações e esteja aberto para o feedback de seu colega. Na maioria das vezes, ele vai agradecê-lo pela sua transparência e objetividade. Uma conversa franca sempre ajuda. No mínimo, isso vai fazer você se sentir melhor e ficar com a consciência mais leve.




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quarta-feira, 20 de março de 2013

Por que ninguém comenta no meu blog ?

Tempos atrás eu citei no Twitter o post "10 reasons people aren't commenting on your blog". Naquela época, eu recebi um monte de retweets mostrando que o assunto interessa. Passado todo esse tempo, esta continua sendo uma pergunta frequente de blogueiros e colegas interessados em criar um blog. Existe uma certa paranoia de que blogs de sucesso são aqueles que recebem muitos comentários, o que pode até ser verdade, apesar que eu nunca tive uma preocupação grande com isso aqui no meu blog. Eu me preocupo em escrever conteúdo relevante, me posicionar pessoalmente sobre os temas, compartilhar algumas confidências e buscar discussões mais polêmicas. Acho que é isso que interessa quando alguém decide partir para um blog pessoal como o meu.


Comentários em blog? Eu tenho uma visão pessoal sobre isso. O primeiro ponto que surge é se a preocupação é maior com o número ou com a qualidade dos comentários. Isso pode fazer a diferença. No entanto, de forma geral, se você é blogueiro ou pensa em criar um blog de conteúdo relevante, acho que você deveria se preocupar com os seguintes pontos:

1- NÃO SEJA UM MERO REPRODUTOR DE CONTEÚDO
Apresente o seu ponto de vista. Você pode citar um determinado conteúdo, mas acrescente o seu pensamento e análise. Seja instigante. Uma dose de polêmica é sempre bem-vinda.

2- EVITE SER GENERALISTA OU SUPERFICIAL
Tente ser mais específico sobre o que escreve. Coloque alguma informação diferenciada ou exclusiva. Uma dose de profundidade é sempre desejável. 

3- NÃO SEJA CHATO
Escreva de forma bem pessoal. Pense numa conversa de bar tomando um chope. Vejo muito blogueiros escrevendo na terceira pessoa e de forma quase institucional. Isso não funciona e é muuuito chato. Os leitores conhecerão você e como pensa através da forma que escreve.

4- NÃO SEJA ASSERTIVO O TEMPO TODO
As pessoas querem conhecer a sua visão sobre determinado assunto, mas também gostam quando se deparam com perguntas sem respostas, incentivando que elas se posicionem e comentem a respeito. A blogosfera é um ótimo ambiente para debate e discussão, portanto provocar a troca de opiniões é sempre legal.

5- FAÇA REFERÊNCIAS
Um dos grandes lances de qualquer post em blogs é a capacidade de se inserir links (no meio do texto) para outros posts relevantes. Isso deve ser usado com frequência e vai dar ao leitor um conteúdo variado ao redor do tema. Incluir links para outros blogs também é muito desejável.

6- ESTABELEÇA UMA FREQUÊNCIA DE PUBLICAÇÃO
É muito interessante que os seguidores do blog tenham na cabeça a frequência de publicação de seus posts. Isso cria rotina e expectativa. Não é preciso que você publique todo os dias, mas pelo menos uma vez por semana é desejável.

7- TAMANHO NÃO É DOCUMENTO
Esta é uma pergunta constante: Qual deveria ser o tamanho típico de um post? Não existe resposta certa para isso. O correto é que o post tenha conteúdo relevante, seja objetivo e não encha linguiça. Tempo é algo precioso e o leitor vai procurar sempre os blogs de leitura rápida e objetiva. 

8- O PRIMEIRO PARÁGRAFO É O SEGREDO DE QUALQUER POST
É na leitura das primeiras linhas que os leitores decidirão se vão ler o post inteiro ou não. Portanto, capriche nas primeiras linha e dê uma boa ideia do tema a ser tratado. O primeiro parágrafo funciona como isca do post inteiro.

9- ENTRE NA CONVERSA
Se as pessoas postam comentários relevantes no blog, então estabeleça uma conversa com elas. Essa é uma ótima oportunidade de trocar percepções e experiências, além de conversar com pessoas que nem sempre você conhece.

10- COMENTE EM OUTROS BLOGS
Faça parte do mundo da blogosfera. Acesse outros blogs, publique seus comentários lá, conheça pessoas com pensamentos diversos dos seus, faça referência ao seu blog, ou seja, estabeleça uma rede de relacionamento. Esse é o conceito básico do mundo das redes sociais. Além disso, como bônus, você trará mais tráfego para o seu blog.

Os 10 pontos acima são coisas que aprendi nos meus anos de blogueiro. Existem muito mais recomendações, cada um tem que construir a sua própria experiência e aprendizado, afinal não existe uma fórmula mágica. Quer ver alguém com 10 dicas diferentes das minhas? Acesse AQUI esse post chamado "10 Dicas de sucesso para seu blog" que tem dicas que complementam as que apresentei acima.

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quarta-feira, 13 de março de 2013

Eu sou da geração XYZ

Gosto de escrever e comentar sobre gerações no ambiente de trabalho, portanto é comum as pessoas me perguntarem com qual geração em me identifico mais. Alguns me perguntam de qual geração eu me sinto parte. Eu sempre acho tais perguntas divertidas porque a geração, na verdade, não é algo propriamente ligado a idade do indivíduo, e sim ao seu comportamento, valores  e credos. Com base nesse conceito uma pessoa de 80 anos pode ter um espírito muito mais jovem e empreendedor do que um adolescente em seus primeiros anos de independência de trabalho.

Eu sempre respondo que eu sou da geração XYZ, ou seja, uma combinação de todas as gerações.

Eu nasci em 1960, portanto sou nativamente um Baby Boomer. Cresci respeitando a hierarquia, sendo incentivado a buscar o sucesso profissional na frente das outras coisas, vendo o dinheiro como símbolo do status na sociedade, o que me tornou um ser humano muito focado em prioridades. Isso é totalmente "Baby Boomer" :)  Mas tem mais.. sou da geração da TV (com todos no sofá da sala assistindo), vivi a ditadura no Brasil, fã alucinado do Pink Floyd e do Beatles, assisti o Raul Seixas fazendo sucesso com o "Maluco Beleza" e vibrei com o homem na Lua.

Confesso que muitas vezes me sinto como da geração X. Vivi o surgimento dos games (que saudade do Atari!!), assisti os hippies mas nunca fiz parte deles, tive uma vitrola portátil onde fazia as festas com meus amigos todo final de semana em casa, testemunhei o impeachment do Collor e vibrei muito com o movimento das Diretas Já. Senti na pele a hiperinflação e as diversas trocas de moedas no país, adoro a Rita Lee, Paralamos do Sucesso e Titãs. Conforme fui amadurecendo eu aprendi que o sucesso profissional não é tudo, e a busca de uma vida mais equilibrada passou a rondar as minhas decisões. Aos poucos incorporei características de X no meu coração Baby Boomer.

Vivi a chegada e a popularização do PC. Me tornei um ser digital, o que é totalmente geração Y. Mas não foi só isso. Mudei do walkman para um MP3 player, aprendi a gostar de música eletrônica, fui muitas vezes ao Rock in Rio, também aprendi a viver num país de moeda estável, que hoje é um dos BRICs. Curti os Mamonas Assassinas, vibrei com a entrada do Lula no poder mesmo não tendo votado nele, e ainda tenho na memória as cenas inesquecíveis de Ayrton Senna. Sou entusiasta da tecnologia e um ser plenamente conectado digitalmente. Tenho um blog há mais de 4 anos. Passei a ser uma pessoa mais questionadora e obstinada na busca do equilíbrio pessoal e profissional. Adoro colaboração, transparência e liberdade de expressão... e sempre carrego o meu celular comigo. Sou um Y :)

Nas minhas décadas de vida eu presenciei várias transformações e mudanças de paradigmas. Saí de um mundo fechado para um mundo aberto, de uma sociedade hierarquizada e controlada para uma nova sociedade aberta e livre, do conhecimento proprietário para um conhecimento colaborativo, da aparência para a autenticidade, da voz de poucos para a voz de muitos e do currículo impresso para o virtual. Vivemos uma época onde as coisas estão mais escancaradas e acessíveis. Conseguimos viajar pelo mundo sem sair de casa. Comunidades surgem e crescem num cenário impensável na década de 60. Eu passei por tudo isso e não somente sobrevivi, eu cresci, me desenvolvi e me adaptei... enfim, evoluí.   

Sou um ser que ainda usa relógio... mas estou sempre de celular ligado. Sou XYZ :)
 
Texto montado com base em artigo da revista Galileu - globo.com

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quarta-feira, 6 de março de 2013

Cancelei minha assinatura do jornal, e agora? Será que consigo viver sem isso?

Foi com muito pesar que eu cancelei dias atrás a assinatura do meu jornal impresso predileto nos últimos 20 anos. Confesso que fiz isso com medo de me arrepender, mas também confesso que tomei essa atitude por não aguentar mais ver jornais acumulados pela casa, ainda no saquinho de plástico reciclável verde. Juntava os jornais e no final de semana lá ia eu abrir os saquinhos e ler vários jornais ao mesmo tempo, um atrás do outro. Pelo menos os saquinhos eram úteis pois serviam para recolher o cocozinho do Zequinha, o cão de guarda da casa :)

A fato que me desesperou foi quando passei quase três semanas acumulando os jornais sem leitura. Como estava deixando a casa feia, peguei todos os saquinhos com os jornais e joguei na mala do carro: "Depois eu leio"... e nunca mais li. A foto aqui nesse post não me deixa mentir :)

Publiquei um post "Cancelei meu jornal" no Facebook e recebi mensagens encorajadoras. Eu não imaginava que ia encontrar amigos e colegas com a mesma dor. E, melhor, descobri que essa turma não se arrependeu e se sente muito bem informada. 

Alguns me disseram que vivem melhor desde que cortaram a leitura diária do jornal e até da TV. Optaram por uma espécie de "dieta" de informação. Um deles disse que cancelou há muitos anos as assinaturas de jornais e revistas, até as mensais. E, eventualmente, compra jornal no final de semana, quando sente vontade, e se permite variar com jornais locais e até de outros estados. Um amigo disse que o jornal impresso é feito "ontem", com notícias de "ante-ontem" para ser lido hoje. Ou seja, é notícia velha. Além disso, tudo parece ser muito repetido. Jornal Nacional, Jornal das Dez, Jornal da Band, Folha, Estadão, O Globo, Veja, Época, todos cobrem as mesmas notícias fazendo você ver e ler as mesmas coisas várias vezes. E, para piorar, o excesso de informação gera ansiedade e falta de foco no que é importante para a vida das pessoas. E ele terminou dizendo: "Informe-se duas vezes por semana que tá otimo. O resto o povo te conta no corredor".

Pensei em cancelar a assinatura impressa e partir para uma assinatura digital. Mas descobri que O Globo, ridiculamente, não tem a sua aplicação disponível para Android, somente para iPad. E eu uso um tablet Android. :(

Por fim, para fechar o post, compartilho um momento de intimidade: a foto da mala do meu carro com dezenas de saquinhos de jornal que fiquei para ler depois :)




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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Yahoo elimina o home-office e manda todos os funcionários de volta aos escritórios da empresa


Um amigo me chamou a atenção para a notícia recentemente publicada no New York Times: "Yahoo Orders Home Workers Back to the Office".  Traduzindo para o bom português: O Yahoo aboliu o home-office e mandou todos os funcionários de volta aos escritórios da empresa. A razão? Um memorando da empresa afirma que a interação face-to-face entre os funcionários ajuda a criar uma cultura mais colaborativa. No dia seguinte a notícia repercutiu nos noticiários aqui no Brasil.

A executiva da empresa disse que os funcionários tem que ir ao escritório para "sentir a energia e a emoção" do trabalho em equipe. Ela também disse: "A velocidade e a qualidade tende com frequência a ser sacrificada quando se trabalha de casa. Necessitamos ser um Yahoo! unido, e isso começa por estar fisicamente juntos".  Já um outro executivo porta-voz afirmou que "Não discutimos assuntos internos. Esta não é uma visão geral do trabalho remoto, se trata apenas do que é melhor para o Yahoo agora".

24% dos empregados norte-americanos afirmam trabalhar remotamente pelo menos algumas horas por semana, segundo pesquisa do Bureau of Labor Statistics. Uma pesquisa da Consumer Electronics Association (CEA) mostra um dado mais contundente: 37% dos norte-americanos já trabalham em casa, ao menos um dia por mês. E o número tende a crescer sistematicamente. Por outro lado, 63% dos empregadores disseram (no ano passado) que permitem seus empregados trabalharem remotamente. Isso é um salto e tanto comparado aos 34% da mesma pesquisa datada de 2005, realizada pelo Families and Work Institute norte-americano.

Não existe dúvida de que o Yahoo vai completamente ao contrário do resto do planeta :)
A grande maioria das empresas está estudando e implementando políticas de trabalho flexível para seus funcionários. Essa é uma demanda mais do que evidente da sociedade. E tenho a impressão que a geração Y valoriza ainda mais essa alternativa.

Segundo o Bureau of Labor Statistics norte-americano, o trabalho remoto não é um desafio para os trabalhadores, e afirma que as pessoas costumam trabalhar mais em casa do que no escritório, realizando horas extras não remuneradas.

Eu converso muito com colegas que trabalham remotamente e eles afirmam exatamente isso: o nível de produtividade e concentração é muito maior no trabalho em casa, e frequentemente passam muito mais horas trabalhando em casa do que no escritório. Por outro lado é evidente os desafios de desenvolvimento de cultura corporativa e do sentimento de pertencimento.

Num post, já publicado nesse blog, apresento um excelente estudo publicado pelo MIT que aponta, elabora e propõe soluções para os 4 desafios do home office:
1- Como encontrar o balanço do trabalho com vida pessoal;
2- Como compensar o isolamento do ambiente do trabalho;
3- Como compensar a falta da comunicação face-to-face;
4- Como compensar a falta de visibilidade do funcionário.

O estudo cita que a IBM, por exemplo, economiza U$ 100 milhões ao ano por permitir que 42% de seus funcionários trabalhem remotamente

O feedback dos meus colegas home-office tem pontos positivos e outros negativos. O feedback positivo fica por conta do melhor equilíbrio entre vida profissional e pessoal, do aumento da concentração e maior produtividade, já que no escritório as interrrupções são constantes. Já a visão negativa diz respeito a sensação de isolamento, de falta de integração, de problemas de carreira e desconexão com o clima organizacional. Veja mais reflexões e dados sobre isso no meu post "Home Office - Breve em cartaz na sua casa"

Encucado com esse assunto, eu fui atrás de uma experiência real e publiquei no meu blog uma entrevista com Moacir, home-office de carteirinha. É legal o caso dele pois exemplifica muito bem o cenário do que é home-office na vida prática.

Enfim, por trás de tudo isso tem a tecnologia, que nos aproxima e nos afasta, que leva o escritório para dentro da nossa casa, sem piedade e sem pedir licença.



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domingo, 24 de fevereiro de 2013

Liberamos as mídias sociais ou controlamos os emails?

Moreira, o gerente de RH, entrou na sala do Pimentel, presidente da XYZ, certo de que iria convencer o Pimentel dessa vez.

-- Pimentel, precisamos adotar as mídias sociais dentro da XYZ. Precisamos deixar os funcionários falarem. A pressão está grande.

Pimentel, olhou com incredulidade a pergunta do gerente de RH da empresa e respondeu:
-- Moreira, eu não acredito no que você está falando. Já falamos sobre isso antes. Como vamos controlar o que vai ser dito nessas redes sociais?

Moreira respondeu:
-- Nós não vamos controlar. É impossível controlar, da mesma maneira como não controlamos os emails que os funcionários recebem e mandam para fora da companhia. Também não controlamos as ligações telefônicas feitas pelos funcionários.

Pimentel olhou para o horizonte. Ele nunca havia pensado nisso. Não é que o gerente tinha razão? Após uma reflexão exclamou:
-- Moreira, chama o responsável pela TI.

Em menos de 5 minutos, chegou Miguel, o gerente de TI.

Olhando fixamente para ele, Pimentel exclamou:
-- Miguel. A partir de agora quero que todos os emails, que entram ou saiam da empresa, sejam lidos e analisados. Tudo que entra e tudo que sai. Ache uma maneira de fazer isso. Tem que interceptar todos os emails.

-- O  senhor quer que a gente leia todos os emails?

-- Sim. Tudinho.

-- Mas não vai dar. É impossível. Quem vai fazer isso.

Pimentel respondeu:
-- Chama o Raul.

E veio Raul, o gerente de comunicação. Assim que entrou na sala, Pimentel falou firme:
-- Raul, Moreira e Miguel. Vocês são responsáveis por TI, RH e Comunicação. A partir de agora vocês têm que ler todos os emails que o pessoal escreve. Nenhum pode passar.

Em resumo...
A reunião era para a empresa liberar as mídias sociais e acabou na decisão de controlar os emails da empresa. A história é engraçada, mas não deixa de ser trágica. O lado triste dessa ficção é que ela acontece em muitas empresas, que começam a discutir a implementação pelo lado mais perverso: o controle. Surpreendentemente muitos líderes empresariais ainda pensam que controlam algo dentro das empresas, o que é mera ilusão.  



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sábado, 16 de fevereiro de 2013

Powerpointlândia

Confesso aqui, na intimidade do blog, que o powerpoint me cansa. E isso acontece pois muitas vezes eu tenho a impressão que o powerpoint virou o fim e não o meio. As vezes eu participo de reuniões fantásticas que acabam com a seguinte frase: "E agora? Como vamos fazer para colocar tudo isso numa apresentação? Como conseguimos fazer um powerpoint bacana?". E aí um time de pessoas gasta um tempo imenso para criar powerpoints bonitos, coloridos, excessivamente densos, que muitas vezes serão pouco absorvidos pelos espectadores.

Mas o pior mesmo é quando temos powerpoints desconectados da realidade. Minha experiência mostra que, quanto mais você sobe na organização, maior será o número de powerpoints diários com que você terá que lidar. Uma parte deles será você que vai ter fazer, enquanto outra parte você será parte de uma plateia olhando fixamente uma apresentação.

Uma vez, quando trabalhava em outra empresa, um colega meu falou uma frase divertida durante uma apresentação: "Aqui na Powerpointlândia tudo funciona. Quero ver quando ele descer lá vida real". Ele soltou esta frase durante uma reunião de planejamento da diretoria, quando vários diretores apresentaram seus planos em sofisticados powerpoints repletos de números, projeções e gráficos. Adorei aquele comentário pois me fez imaginar um mundo formado por dois mundos diferentes: o mundo real e o mundo imaginário existente somente nos powerpoints. "Duro é fazer acontecer o que está escrito no powerpoint. Depois ele vai voltar aqui e mostrar outro powerpoint bonito".

Essa reflexão me faz lembrar uma história divertida que escrevi tempos atrás, chamada "Reunião com o presidente". Acho ela bem verdadeira e bem conectada com esse mundo diário dos powerpoints e apresentações.

Para fechar, lembro de um caso real que ocorreu na IBM na década de 90.  A empresa passava por dificuldades e um novo chairman foi anunciado, vindo pela primeira vez de fora dos quadros da empresa. Estou falando de Lou Gerstner, um dos mais brilhantes CEOs que já lideraram a IBM. Ele chegou no quartel general da empresa e começou a ter reuniões individuais com seus executivos diretos, todos muitos seniores e experientes. Todos eles vinham para a reunião com apresentações super estruturadas e completas. Lou, através do seu tradicional estilo simples e objetivo, pedia para que abandonassem a apresentação e tivessem uma conversa com ele, sem slides, apenas um diálogo simples e desestruturado. Este estilo, um pouco despojado para uma empresa extremamente formal na época, foi muito interessante e provocou mudanças. Talvez esteja faltando um pouco mais dessa informalidade no mundo corporativo atual.



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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Marketing e RP em Tempo Real

Vários me perguntam quem é o guru ou o cara que tem o pensamento mais ousado nas áreas de comunicação e marketing. Eu não gasto dois segundos para responder. O cara mais ousado, que abre as nossas cabeças e coloca toneladas de minhocas, chama-se David Meerman Scott.

Ele não é meramente um teórico, ele consegue prover conceitos e experiências práticas, fazendo com que apareça dentro da gente aquela sensação de miserabilidade, aquele sentimento de que estamos fazendo tudo errado. É isso mesmo, sempre quando ouço ou leio algo produzido pelo Mr. Scott, eu me sinto um miserável que não consegue fazer algo realmente inovador ou ousado na minha atividade diária de marketing e comunicação. Que sensação horrível!!

Eu já tinha escrito aqui no blog, alguns meses atrás, que foi um tapa na cara ler o livro "Marketing e Comunicação em Tempo Real" de Mr. Scott. Todo profissional de marketing e comunicação deveria ler o livro... várias vezes, até algo entrar na cachola. Esse é um livro mandatório para todos aqueles que desejam ser desafiados a respeito das novas regras de marketing.

No inicío de 2011, David Meerman Scott foi "keynote speaker" no evento Marketing Sherpa  Email Summit em Las Vegas. Sua apresentação de 50 minutos foi gravada e disponibilizada na web. Separe um tempo para ver o vídeo. Vale a pena.






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