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quarta-feira, 13 de maio de 2015

IBM é a marca B2B de maior reconhecimento nas mídias sociais


Saiu o B2B Social Media Report 2015 da Brandwatch, que faz um raio-X bem completo do comportamento das empresas B2B no mundo das mídias sociais.

Enquanto as empresas B2C se lançaram rapidamente no mundo das mídias sociais, as empresas B2B têm sido mais cuidadosas, até porque o ambiente de jogo é diferente. Embora as B2B estejam atrás das B2C na curva de adoção das mídias sociais, elas estão desenvolvendo formas originais e poderosas de municiarem as suas decisões com base em "insights sociais" coletados das redes online.

O excelente estudo da Brandwatch analisou a atividade online de 200 empresas B2B, mostrando sua evolução, desenvolvimento e as diversas aplicações e usos das mídias sociais no mundo B2B. Foram mais de 5 milhões de conversas capturadas da web.

Atualmente, 76% das marcas estudadas possuem contas no Twitter e no Facebook.  Em média, a conta no Twitter das marcas líderes B2B tem 47 mil seguidores, já no Facebook a média é de 211 mil fãs por conta. Surpreendentemente, a proporção de marcas com nenhuma conta ou nenhuma atividade no Twitter é muito alto: 42% .

O estudo mostra que as B2B estão cada vez mais presentes e ativas nas mídias sociais. A plataforma mais utilizada é o Twitter, que não favorece muito a conversa com os fãs da marca, já que o Twitter não é a melhor plataforma para o desenvolvimento de diálogos. Apesar disso, várias marcas não usam o Twitter apenas como via de mão única. Interpretando de outra forma, ainda existe um enorme espaço para as B2Bs aumentarem e se aprofundarem nas conversas online. O estudo afirma que as marcas estão perdendo a oportunidade de desenvolver conversas online com seus consumidores a respeito de "customer service", intenção de compra e feedback sobre produtos e serviços. Isso fica mais evidente quando o estudo compara os números das empresas B2B versus as B2C nas mídias sociais. Vale ver no estudo.

As organizações, de forma geral, trabalham com múltiplas contas em cada mídia social, tipicamente Twitter e Facebook. Uma estratégia comum no uso de várias contas é ter uma ou mais contas focadas em engajamento - principalmente na forma de ofertas e notícias da empresa - e outras contas para atendimento ao cliente e recrutamento.

Surge um líder evidente na análise global da frequência de conversas sociais online por país, a IBM, que é a marca mais citada em mais de 100 países. O estudo diz que parte desse sucesso pode ser resultado do uso generalizado dos produtos e serviços da empresa no mundo, mas os esforços consistentes, bem planejados e executados pela IBM nas mídias sociais não pode ser negligenciado. A IBM tem sido uma das empresas B2B com maior presença nas mídias sociais ao longo dos últimos anos, com atuação consistente e inovadora.


A análise global revela que a distribuição de menções reflete a cultura, a geografia e o estado sócio-econômico de cada país. Por exemplo, países ricos em petróleo como a Arábia Saudita, Qatar e Emirados Árabes Unidos, falam mais sobre marcas de energia, como ExxonMobil , BP e Chevron.

A análise da atuação das B2B no Facebook revela que mais da metade dos posts publicados pelas empresas contém uma foto. As empresas já descobriram que os posts com foto recebem maior engajamento. Da mesma forma, posts com vídeos alcançam ainda mais respostas do que os com foto, recebendo mais comentários do que qualquer outro tipo de post. As B2Bs entenderam que compartilhar contéudo via imagens e vídeos é uma necessidade, possibilitando formas inovadoras de relacionamento, além de aumentar o engajamento com todos os públicos.

Em resumo, vale muito a pena fazer o download e percorrer o estudo. As análises mostram que as B2Bs estão adotando de verdade as mídias sociais em suas estratégias de comunicação, porém ainda estamos apenas no início da jornada.


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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

5 filmes da história publicitária da IBM

Dias atrás, em um encontro, eu tive que rememorar um pouco da publicidade da IBM ao longo do tempo. Foi muito legal exercitar a memória e rever o que a IBM fez em comunicação nas últimas décadas, até porque permite entender as razões da IBM ser uma das marcas mais valiosas do mundo.

Ainda persiste o desafio de aproximar a marca IBM das pequenas e médias empresas. Por ser uma empresa muito grande, global e de soluções de todos os tipos, muitas vezes as pequenas empresas não enxergam a IBM como um parceiro preferencial em tecnologia e soluções de negócios. Essa é uma prioridade para a comunicação da IBM, ou seja, se aproximar das empresas de todos os portes e também de novos públicos, já que hoje em dia todos são consumidores de soluções e serviços de tecnologia para resolver seus problemas, fazer as coisas de forma diferente e trazer bem estar para a
sociedade. Por isso, na minha opinião, um anúncio da IBM na década de 50 é o anúncio mais emblemático da história da IBM. Ele diz assim: "IBM means service. For every business, large or small, there is a International Business Machines product ou service to help meet the needs of business administration". Numa tradução livre para o português: "IBM significa Serviço. Para cada empresa, seja grande ou pequena, existe um produto ou serviço da IBM que vai atender as necessidades de seu negócio". O anúncio é da década de 50, mas ainda somos uma empresa de serviços dedicada a solucionar problemas e encontrar formas de nossos clientes trabalharem melhor e de forma diferente. Surpreendentemente, o anúncio continua mais atual do que nunca. :)

Ao rememorar a publicidade da IBM, me foi perguntado quais foram os filmes publicitários que mais gostei. Eu não lembro de todos os filmes, longe disso, mas lembro de alguns impactantes que compartilho abaixo. Os 3 primeiros são da campanha "Soluções para um mundo pequeno", de 1995. Em seguida vem 2 anúncios da campanha "e-business" que teve início em 1997 e se estendeu aos anos seguintes. São momentos marcantes da história publicitária da IBM.

Soluções para um mundo pequeno



 

e-business


 


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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

IBM Verse vai mudar para sempre a forma de trabalhar com a nossa caixa de emails

O último artigo da sempre excelente Chieko Aoki no Meio&Mensagem traduz o que sempre pensei a respeito da overdose de informação que vivemos hoje. Adorei a frase "no ambiente de trabalho ou na vida pessoal, as mensagens instantâneas, redes sociais e emails podem ser um grande buraco negro, que drena seu tempo e sua mente". É isso mesmo. Parece que tudo joga contra na hora que você tem que se concentrar em algo. O problema é "como" resolver isso. No mesmo artigo ela fala em "administrar as informações e redefinir os parâmetros de seleção do que você vai priorizar". Conceitualmente a gente entende, mas é difícil pra caramba, especialmente num mundo móvel em que o celular nas suas mãos te chama o tempo todo... de todas as formas.

Não vamos nos iludir, em uma boa parte das vezes não é o smartphone que nos chama, somos nós que vamos até ele. Uma pesquisa da operadora norte-americana T-Mobile afirma que usuários de smartphones acessam seus aparelhos 150 vezes por dia, em média, e não é só para ver emails não. Experimente sair de casa sem o seu smartphone para ver o que acontece com sua mente.

No mundo corporativo, os emails e as mensagens instantâneas são os vilões. As redes sociais já começam a incomodar também. Ao escrever esse post, eu fui dar uma olhadinha na caixa de entrada de uma colega que rotineiramente tem muita dificuldade de domar a sua caixa de entrada. Ela tinha 24.298 emails não lidos. Uma caixa de entrada lotada de emails não lidos gera ansiedade, insatisfação, perda de produtividade, sensação de incompetência e muitas outras coisas.

Estudos mostram que deixar para tratar os emails profissionais fora do horário normal de trabalho pode prejudicar a saúde, portanto não é uma boa alternativa acumular emails para ver em casa, em seu suposto momento de descanso. Isso pode ser feito, mas não de forma rotineira. Conheço cada vez mais pessoas que já consideram ver emails de trabalho como algo incorporado a sua rotina (eu sou um deles!).

O excepcional blog Viver de Blog enumera os cinco maiores vilões da produtividade e dá boas dicas em como vencê-los. Os vilões são os seguintes, em ordem de capacidade destrutiva:
1- Redes sociais
2- Emails
3- Notificações, mensagens e celulares
4- Falsa sensação de que você é totalmente livre trabalhando pela internet
5- A falta de ferramentas produtivas para organizar suas ideias e conhecimento

Há tempos atrás eu escrevi um post divertido chamado "Personal Email Killer" onde eu estava a procura de um Matador de Emails para me ajudar. Nunca ninguém se habilitou. Eu tenho algumas ideias radicais para tentar colocar ordem na incontrolável caixa de emails, que já ajudariam bastante a nossa vida profissional. Publiquei algumas delas no post "Ideias radicais para sobreviver à enxurrada diária de emails nas empresas", mas recebi alguns feedbacks dizendo que eu sou um sonhador.

A verdade absoluta é que da mesma forma que a tecnologia é hoje a maior responsável pela enxurrada de informações que sufoca você, será a própria tecnologia que será a sua principal amiga na priorização e na ordenação de toda essa zona de conteúdo, de todas as formas e mensagens, que você tem que lidar todos os dias. Creia em mim, é impossível que isso seja resolvido sem o uso da tecnologia. Mas tem boas notícias chegando por aí.

No final de outubro, o Google anunciou um novo aplicativo de emails chamado "Inbox", que reorganiza os emails com lembretes, cria grupos de mensagens similares, dá alertas para conteúdos mais importantes, etc. Enfim, ele é um organizador de emails, classifica melhor cada mensagem evitando que você precise entrar em todas. Ajuda, melhora um pouco a nossa vida, mas ainda não resolve.

A melhor novidade é o IBM Verse, anunciado em novembro. A plataforma vai muito além de organizar os emails. Ela vai integrar emails, reuniões, calendários, arquivos compartilhados, mensagens instantâneas, vídeo chats, etc, tudo dentro de um ambiente unificado de colaboração. Ou seja, ele não é um reorganizador de emails. Ele se propõe a oferecer uma forma diferente de trabalhar e de se relacionar com as pessoas.


O IBM Verse foi construído pensando no usuário como ponto central, e não nos emails. O foco é a experiência do usuário. É quase dizer que não é o usuário que vai atrás da informação certa, é a informação certa que chega ao usuário. Isso só é possível porque a solução incorpora tecnologia avançada de análise de dados, que identifica padrões e perfis conforme a utilização de cada usuário. Isso permite que o usuário encontre as pessoas certas, receba as informações mais importantes com prioridade, tendo ganhos de produtividade. Além disso, foi feito um investimento enorme no design, começando o projeto do zero, ou seja, a cara da solução não se parece em nada com a velha cara da tradicional caixa de emails.

Enfim, estamos diante de uma nova forma de trabalhar, que parece mais divertida e produtiva. Segundo o anúncio, o IBM Verse já está disponível para o mercado corporativo. A versão freemium da plataforma poderá ser testada a partir do primeiro semestre de 2015. Gostou? Quer participar do programa? Clique AQUI e inscreva-se!



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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Seja um Ativista Digital da sua Empresa

Uma vez, numa reunião interna de trabalho na IBM, me perguntaram como cada funcionário poderia ajudar a empresa nas redes sociais. Minha resposta foi: "sendo um ativista digital responsável, compartilhando com suas redes de relacionamento o que a empresa onde trabalha tem de melhor".

Em qualquer companhia, grande ou pequena, o impacto desse comportamento e engajamento é incalculável. Tem que ser feito com paixão, cumplicidade e de forma genuína. Ou seja, não é você fazer marketing de algo que você não acredita ou questiona.

Compartilhe com sua família, amigos e colegas o que realmente faz a diferença. Leve uma mensagem honesta e individual. Não faça cópia do que recebe e não publique nas suas redes tratando-as como um outdoor. Escreva com suas palavras, compartilhe os seus valores e suas percepções. As pessoas querem saber o que você pensa sobre as coisas, as suas ideias e os seus pontos de vista. É isso que enriquece os relacionamentos, é isso que as pessoas valorizam e fazem das redes sociais algo transformador.

Eu trabalho numa empresa formidável, com mais de 100 anos de existência e que verdadeiramente ajudou a construir o mundo no que é hoje. Claro que existem desafios e dificuldades, qualquer organização que se transforma e precisa se reinventar passa por isso, mas o número de histórias legais é muuuuuito maior do que as dificuldades.

Se identificamos histórias positivas que nos tocam, nos dão orgulho e nos fazem pensar, entendo que faz parte da missão de cada colaborador compartilhá-las. A capacidade de influência que cada funcionário tem em suas redes de relacionamento não pode ser negligenciada. É algo muito mais poderoso e impactante do que a propaganda e o marketing tradicional. Se você trabalha numa empresa legal, que acredita em seu propósito, seja um ativista digital responsável. Faça o seu papel e compartilhe o que sua empresa tem de melhor para mostrar.

Eu participei de um projeto muito legal recentemente. Através de parcerias, a IBM desenvolveu um projeto de análise de sentimento nas redes sociais que permitiu descobrir, em tempo real, o que os torcedores pensavam e opinavam durante os jogos da maior competição do planeta. Isso é algo transformador. Medir a opinião das massas em tempo real é algo mágico para sociedade. Governos e empresas estão diante de uma ferramenta poderosa que permitirá entender o que está na cabeça dos cidadãos, consumidores e clientes... em tempo real.

Eu fui um reverberador proativo deste projeto, amplifiquei o que aprendi e capturei ao longo dos jogos através de posts em blogs e comentários nas redes sociais. Postei no meu blog, no Brasil Post e no Meio&Mensagem. Fui ativo no LinkedIn, Facebook, Twitter e Google+. Conversei sobre o tema com amigos e colegas em outros meios, inclusive nos churrascos de final de semana. Eu fui um ativista digital, colaborei para amplificar a voz de todos, compartilhei conhecimento e fui um consciente representante da minha empresa no mercado.

Estamos diante de uma revolução, onde o funcionário não é mais meramente um funcionário. Ele é representante da empresa durante as vinte e quatro horas do dia, em todas as suas interações e momentos do dia. Entender isso é algo transformador. Somos um ser de múltiplas dimensões, somos funcionários, cidadãos e consumidores, o tempo todo. Pense nisso e deixe de ser um funcionário para se tornar um importante porta-voz da empresa. Depende apenas de você.


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segunda-feira, 14 de julho de 2014

INFOGRÁFICO: O que a Torcida Brasileira Falou nas Redes Sociais na Copa 2014



A torcida brasileira foi ativa das redes sociais durante os 64 jogos do Brasil na Copa. A tecnologia de Análise de Sentimento Social da IBM capturou 53 milhões de posts e, desde total, analisou em tempo real mais 34 milhões de posts que eram referentes aos jogos, escritos em português. A análise aconteceu 30 minutos antes, durante e 30 minutos após todos os jogos. Foi capturada a voz de mais de 5,8 milhões de usuários diferentes nas redes sociais. O pico aconteceu após o quinto gol da Alemanha no jogo contra o Brasil, quando mais de 72 mil posts foram analisados e processados por minuto. Neste dia o sistema manipulou 19% de todo o tráfego mundial de posts relacionados ao jogo, cujo número global de posts em todos os idiomas chegou a 35,6 milhões de tweets.  

Veja o infográfico a seguir que resume a voz da torcida nas redes e os quadros mostrando os números de posts e sentimento dos torcedores em relação aos jogos e jogadores.




Visite o CRAQUE NAS REDES para conhecer mais sobre a Análise de Sentimento em Redes Sociais.


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domingo, 13 de julho de 2014

Juiz é a estrela (cadente!) das redes sociais no jogo Brasil e Holanda


Um pouco antes do jogo começar, 56% dos posts publicados nas redes sociais pelos torcedores brasileiros tinham um tom positivo. A expressão dos torcedores era de conformismo e de falta de entusiasmo pela disputa do terceiro lugar, porém de apoio à seleção: "Hoje vai", "Vai que é tua Brasil!", "Vamos ganhar hoje!". As pessoas não demonstravam frustração mostrando que a impossibilidade da disputa pelo título já era algo assimilado pela maioria das pessoas. A expectativa de uma vitória era evidente para tentar compensar a vergonhosa derrota contra a Alemanha. Assim começou o jogo.

Surpreendentemente, aos dois minutos, aconteceu o primeiro gol da Holanda e o fantasma do jogo da Alemanha entrou em campo se refletindo na reação dos torcedores. Após o segundo gol, o apoio inicial da torcida foi caindo lentamente até chegar ao final do jogo com 36% de aprovação. Foram 2,6 milhões de posts capturados, sendo 2,3 milhões sobre o jogo Brasil e Holanda escritos em português. A grande maioria foram tweets do Twitter, mas também posts públicos no Facebook.

Oscar e David Luiz foram os únicos jogadores a receber comentários positivos no primeiro tempo:  "Não ganhamos a taça, mas ganhamos Oscar"; "David e Oscar são os únicos que jogam com vontade". No segundo tempo, diante da derrota eminente, o humor mudou e apenas Oscar foi poupado, fechando com 54% de avaliações positivas e 34% negativas, nos mais de 133 mil posts citando seu nome. David Luiz foi citado em 180 mil posts (39% positivos e 41% negativos) e Neymar, mesmo não jogando, apareceu em 171 mil posts (30% positivos e 63% negativos).

O grande destaque nas redes sociais não foi David Luiz nem Oscar, foi o juiz Djamel Haimoudi, da Argélia. Ele foi citado em 65 mil posts com 91% de desaprovação. O pênalti e o lance do segundo gol da Holanda, considerados irregulares, fizeram a torcida das redes sociais massacrar a arbitragem. Durante toda a Copa, ninguém obteve tamanha rejeição!  Nem mesmo o Felipão, que na derrota do 7x1 contra Alemanha ganhou 77% de desaprovação. Desta vez, Felipão teve um pequeno refresco e terminou com 72% de avaliações negativas.

Os torcedores fizeram a sua parte nas redes sociais ao longo de toda a Copa. A participação foi ativa em todos os jogos do Brasil na competição alcançando 21,3 milhões de posts.  Arquibancada virtual lotada! A título de comparação, na Copa das Confederações foram apenas 3 milhões de citações. A seleção brasileira termina a Copa de forma melancólica, com um futebol burocrático, sem garra, brilho e entusiasmo. Em vez de brigar em campo, foi um time que brigou com a bola. As redes sociais foram o espelho da decepção do torcedor brasileiro e registraram esse ocaso nacional.

A Análise de Sentimento das Redes Sociais para todas as partidas na Copa pode ser acompanhada em "real time" na aba "termômetro social", dentro do aplicativo de segunda tela da TV Globo, disponível em IOS e Android. No site www.craquedasredes.com.br você encontra detalhes dos aplicativos, como baixá-los, os links importantes, as parcerias e mais informações sobre a tecnologia de análise de sentimentos em redes sociais. Não deixe de visitar o TORCIDA NAS REDES da ESPN pois lá você encontrará análises bem legais a partir dos dados capturados.

Veja o infográfico abaixo resumindo o que foi capturado e analisado nas redes sociais no jogo Brasil e Holanda.



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quarta-feira, 9 de julho de 2014

O obituário da Seleção Brasileira nas Redes Sociais no jogo Brasil e Alemanha


Foi acapachante, daquelas derrotas memoráveis que ficam para história, ninguém questiona isso. A análise de sentimento dos posts públicos nas redes sociais no jogo Brasil e Alemanha mostrou a reação dos torcedores à derrota de nossa seleção na Copa. Os brasileiros reagiram energicamente nas mídias sociais durante o jogo, postaram suas opiniões, foram irônicos e contundentes, registrando um número recorde de posts publicados. Na verdade, foi uma explosão nas redes sociais, mais de 6,8 milhões de posts relativos ao jogo foram capturados e analisados, superando o total dos 2 últimos jogos do Brasil somados.

Antes do apito inicial da partida os torcedores demonstravam confiança. Foram 281 mil posts capturados, sendo 53% deles com menções positivas à seleção brasileira. A reação à entrada do Bernard recebeu 51% de aprovação antes do início do jogo. E assim começou o jogo, com os brasileiros acreditando num bom jogo favorável ao nosso time.

A partir do primeiro gol, aos 10 minutos, o humor começou a mudar. Mesmo assim a seleção continuava com 50% de menções positivas (18% negativas e 22% neutras). A esperança dos torcedores terminou nos 4 gols sucessivos da Alemanha que ocorreram no período de apenas 7 minutos. A avalanche de gols foi tão rápida e gerou tanta perplexidade que a reação nas redes demorou um pouco para acontecer, mas quando ocorreu ela veio na forma de um tsunami.

Foram 72 mil posts publicados por minuto, o recorde da Copa até agora. A partir dos 30 minutos do primeiro tempo todos os jogadores brasileiros foram avaliados de forma negativa, ninguém escapou. No primeiro tempo foram 67 mil posts pedindo para cancelar ou acabar com a Copa. As críticas e ironias foram constantes, crescentes, o índice no final da partida apontou 50% de menções explicitamente negativas ao time brasileiro.

Os torcedores demonstraram vergonha perante a goleada que se desenhava ao longo da partida. Foram 77 mil posts falando em vergonha.

Nos últimos minutos do jogo, ao mesmo tempo que a torcida brasileira presente no estádio aplaudia a seleção alemã, o índice sobre o Brasil nas redes sociais se tornou positivo momentaneamente, basicamente em função do apoio a 3 jogadores: David Luiz (57% positivos), Oscar (55% positivos) e Bernard (47% positivos). O choro de David Luiz, sozinho no campo após a partida, promoveu comoções e solidariedade nos torcedores. Aliás, vale citar que David Luiz foi mencionado em 624 mil posts, um número expressivo, demonstrando sua conexão com os torcedores brasileiros.
           
Mesmo não jogando, foram mais de 744 mil posts citando Neymar, sendo a maioria negativos. Fred saiu arrasado na avaliação dos torcedores, 68% dos 288 mil posts sobre ele foram negativos. O campeão ao contrário foi Felipão, que terminou com um índice de 77% de menções negativas em 118 mil posts referentes a ele, nada elogiosos.

O sistema de análise de sentimentos não é trivial. É complexo e exige imensa capacidade de processamento em tempo real. O Laboratório de Pesquisas da IBM criou sofisticados algoritmos para identificar, filtrar e analisar todos os comentários em português contidos nos posts relacionados à competição. Por meio de inteligência cognitiva, é possível ensinar o sistema a analisar palavras-chave de diversas naturezas, usadas por determinados grupos de pessoas, e obter padrões de comportamento sobre como são empregadas. Claudio Pinhanez, cientista e líder do projeto, afirma que o time do projeto conseguiu mapear e analisar, inclusive, gírias e linguagens informais, muito utilizadas no mundo digital hoje em dia. A tecnologia usada está hospedada na nuvem da SoftLayer. Além de compartilhar a plataforma computacional com outras aplicações, diminuindo custos, a flexibilidade oferecida pela SoftLayer permite facilmente alocar maior poder computacional para o processamento das informações conforme o número de tweets. Como o número de posts publicados tende a oscilar muito durante as partidas, a utilização de uma cloud confiável, robusta e escalável é fundamental.

A IBM não está nisso por acaso. A aplicabilidade da tecnologia de análise de sentimentos é imensa, em várias dimensões. As empresas podem usar a tecnologia para monitorar suas marcas, no atendimento aos clientes, na avaliação dos produtos, etc. Governos podem usar para ouvir o cidadão, identificar necessidades, etc. Existem aplicações diversas em todos os ramos de indústria e da sociedade em geral, afinal estamos falando de capturar a percepção e o sentimento das pessoas a respeito de qualquer coisa. No entanto, cabe dizer que não é simples. Já existem provedores no mercado oferecendo soluções e serviços de análise de redes sociais, a maioria em inglês, apesar de já existirem serviços em português, mas a maioria fica na análise semântica, o que é bem diferente da análise de sentimentos. Além disso, o Twitter e outras redes sociais têm linguagem própria. A frase "Ai , Jesus, quase" publicada no Twitter é positiva ou negativa? Depende. Era uma jogada de quase gol do Brasil? Porque a mesma frase tem uma conotação bem diferente se o lance for a favor do adversário. E se o post fosse assim: "Ai, Jzs, quase"? Como você interpretaria o post "o que aconteceu com a seleção!" ? Ou seja, a análise não é trivial.

A Análise de Sentimento das Redes Sociais para todas as partidas na Copa pode ser acompanhada em "real time" na aba "termômetro social", dentro do aplicativo de segunda tela da TV Globo, disponível em IOS e Android. No site CRAQUE DAS REDES você encontra detalhes dos aplicativos, como baixá-los, os links importantes, as parcerias e mais informações sobre a tecnologia de análise de sentimentos em redes sociais. Não deixe de visitar o Torcida nas Redes da ESPN, pois lá você encontrará análises bem legais a partir dos dados capturados.

Veja o infográfico abaixo resumindo o que foi capturado e analisado nas redes sociais no jogo Brasil e Alemanha. 



 

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domingo, 6 de julho de 2014

Nada de Neymar, Redes Sociais mostram que David Luiz é o Cara



A Análise de Sentimento das postagens públicas em redes sociais no jogo Brasil e Colômbia realizada pela IBM mostrou que David Luiz foi o jogador brasileiro mais falado nas redes sociais. Segundo os torcedores, ele foi o grande nome do jogo, deixando Neymar muito atrás. Foram quase 2,8 milhões de posts sobre jogo capturados e analisados durante a partida. Um volume enorme. O infográfico no final do texto mostra um raio-X das redes sociais no jogo Brasil e Colômbia.

A evolução dos posts ao longo do partida mostrou uma evidente mudança de humor em relação a seleção brasileira conforme o andamento do placar. Na primeira metade do primeiro tempo a maioria dos posts foram positivos, mostrando que a torcida estava gostando da atuação do time brasileiro. Mas já no final da primeira etapa a percepção deixou de ser tão positiva. O segundo tempo começa com opiniões muito divididas. A partir dos 10 minutos parece que a paciência dos torcedores chegou ao limite e os posts passaram a ser notadamente negativos. O gol de David Luiz, aos 24 minutos, mudou mais uma vez o humor. Em apenas 1 minuto mais de 55 mil posts explodiram nas redes sociais, sendo 70% deles muito positivos. O gol do colombiano James, aos 34 minutos, mudou novamente o tom, voltou a enxurrada de críticas, e foi assim até o final. Somente nos 2 últimos minutos voltou o tom positivo evidenciando que os torcedores já comemoravam a classificação e o resultado. Apesar de tudo, os torcedores demonstraram entusiasmo em alguns momentos da partida. Comparando com os jogos anteriores da seleção brasileira, Brasil e Colômbia apresentou as reações mais otimistas da torcida brasileira. Pela primeira vez, o Brasil teve quase o dobro de menções positivas em relação às negativas: 52% contra 27%. No fim da partida, além dos posts comentando a vitória, também se destacou o número de posts referentes à contusão de Neymar: foram 58 mil menções ao lance em que Zuñiga machuca o jogador. Não foi por acaso que a hashtag #ForçaNeymar virou trending topic no Twitter.

David Luiz já vinha bem nas redes sociais ao longo do jogo, mas após o seu lindo gol de falta ele virou o rei das redes sociais. Dos quase 2,8 milhões de posts capturados durante a partida, 509 mil deles citaram explicitamente o nome de David Luiz. O segundo jogador mais citado foi Neymar, com 290 mil referências. O terceiro foi Fred, com 195 mil citações. Em termos de aprovação, mais uma vez o grande destaque foi David Luiz, com 58% de menções positivas e somente 17% negativas. Em segundo lugar veio Oscar com 51% de aprovação e em terceiro Hulk com 36%.  Por outro lado, Neymar foi mal avaliado pelos torcedores nas redes sociais, sendo que 56% das menções feitas a ele foram negativas, tendo apenas 31% positivas.  

No final da torcida foram registradas 58 mil menções nas redes sociais sobre a falta sofrida pelo Neymar, um claro registro da preocupação dos torcedores com nosso craque. Durante a partida, acredite se quiser, 17 mil brasileiros pediram a entrada da Marta (jogadora da seleção feminina brasileira) em seu lugar. E, no final do jogo, outros 17 mil posts comentaram a troca de camisa entre David Luiz e James Rodriguez.

A reação dos torcedores nas redes sociais à atuação de David Luiz é o espelho evidente da grande atuação do zagueiro brasileiro. No final do jogo no Castelão quase 60 mil pessoas gritavam o nome do jogador, parecia que todos já antecipavam a escolha da Fifa de David como o craque do jogo. O seu gesto de grandeza consolando James Rodriguez, que chorava intensamente após o jogo, reforçou mais ainda o destaque do zagueiro. Os posts analisados durante e após o jogo apontam claramente que está nascendo um líder dentro da seleção, pelo menos na visão dos brasileiros.  

A Análise de Sentimento das Redes Sociais para todas as partidas na Copa pode ser acompanhada em "real time" na aba "termômetro social", dentro do aplicativo de segunda tela da TV Globo, disponível em IOS e Android. No site www.craquedasredes.com.br você encontra detalhes dos aplicativos, como baixá-los, os links importantes, as parcerias e mais informações sobre a tecnologia de análise de sentimentos em redes sociais. Não deixe de visitar o TORCIDA NAS REDES da ESPN pois lá você encontrará análises bem legais a partir dos dados capturados.

Veja o infográfico abaixo resumindo o que foi capturado e analisado nas redes sociais no jogo Brasil e Colômbia.




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segunda-feira, 30 de junho de 2014

Análise das Redes Sociais mostra o sentimento dos torcedores durante a Copa do Mundo


A Copa do Mundo está explodindo as redes sociais. O Twitter divulgou notícia dizendo que a primeira etapa do Mundial já ultrapassou 300 milhões de tweets sobre o assunto. O Estadão informou que o jogo Brasil e Chile foi o jogo mais comentado no Twitter até agora.   O Facebook anunciou que a Copa do Mundo gerou 1 bilhão de interações É imenso o número de publicações e análises sobre o comportamento e a performance das redes sociais durante o maior evento esportivo do planeta.

No início de junho, um pouco antes do início da competição, eu comentei nesse blog o encontro que a IBM conduziu em seu laboratório de pesquisa para discutir análise de sentimentos em redes sociais. A IBM juntou um time de especialistas para debater longamente o tema. Além disso, tivemos uma sessão prática dessa experiência ao acompanhar ao vivo o comportamento do Twitter durante o jogo Brasil e Panamá. A experiência foi riquíssima. Naquele dia, também foi anunciado que a IBM usaria sua expertise para fazer a análise de sentimento das postagens públicas em redes sociais durante a Copa. A tecnologia, desenvolvida pelo Laboratório de Pesquisas da IBM no Brasil em 2013, já foi aplicada em setores como finanças, marketing e entretenimento.

A IBM fechou parceria tecnológica com a TV Globo para enriquecer experiência do usuário da segunda tela da Globo durante a Copa. O aplicativo da emissora recebe dados em tempo real do sistema de análise de sentimentos da IBM que analisa o sentimento dos torcedores em relação às 64 partidas do torneio. Durante o jogo é possível saber em "real time" o que os brasileiros estão pensando e desejando em relação aos times e jogadores de todas as equipes. Estão sendo analisados todos os posts no Twitter escritos em português (dentro e fora do Brasil) e posts públicos no Facebook. O sistema determina qual o sentimento – positivo, neutro ou negativo - está associado a cada um dos jogadores, técnicos e às situações que acontecem antes, durante e depois dos jogos. A partir da massa de dados capturada, são gerados gráficos e estatísticas que ilustram os comentários sobre os temas mais discutidos na rede. A expectativa da IBM é analisar 50 milhões de postagens durante as 64 partidas. Parte dos dados dessa análise está disponível na aba “termômetro social”, dentro do aplicativo de segunda tela da TV Globo, disponível em IOS e Android.

O sistema de análise de sentimentos não é trivial. É complexo e exige imensa capacidade de processamento em tempo real. O Laboratório de Pesquisas da IBM criou sofisticados algoritmos para identificar, filtrar e analisar todos os comentários em português contidos nos posts relacionados à competição. Por meio de inteligência cognitiva, é possível ensinar o sistema a analisar palavras-chave de diversas naturezas, usadas por determinados grupos de pessoas, e obter padrões de comportamento sobre como são empregadas. Claudio Pinhanez, cientista e líder do projeto, afirma que o time do projeto conseguiu mapear e analisar, inclusive, gírias e linguagens informais, muito utilizadas no mundo digital hoje em dia. A tecnologia usada está hospedada na nuvem da SoftLayer. Além de compartilhar a plataforma computacional com outras aplicações, diminuindo custos, a flexibilidade oferecida pela SoftLayer permite facilmente alocar maior poder computacional para o processamento das informações conforme o número de tweets. Como o número de posts publicados tende a oscilar muito durante as partidas, a utilização de uma cloud confiável, robusta e escalável é fundamental. Por exemplo, durante alguns momentos do jogo Brasil e Chile, especialmente nos pênaltis, o número de posts apresentou picos imensos, cujo processamento só foi possível devido ao robusto sistema disponível.

Apresento, em primeira mão, algumas informações ainda não divulgadas do Laboratório da IBM sobre o trabalho até agora realizado. Abaixo é possível ver os números até ontem (dia 29/6) - no meio das oitavas-de-final da competição. Foram 32 milhões de posts capturados, processados e analisados, sendo 17 milhões sobre os jogos. Vale dizer que 87% dos posts são do Twitter e o restante são posts públicos no Facebook. Alerto que os números referentes aos jogos da terceira rodada são para os dois jogos que ocorriam simultaneamente. Por exemplo, os números de Brasil versus Camarões incluem os números de México versus Croácia, que ocorria ao mesmo tempo.


Além da parceria com a TV Globo, a IBM também desenvolveu uma parceria com a ESPN.  No espaço TORCIDA DAS REDES dentro da ESPN é possível ter um quadro completo dos insights e do sentimento dos torcedores durante toda a competição. As informações são ríquissimas porque por ali a gente encontra um resumo informativo do que os torcedores pensam e aspiram, bem como análises de especialistas e comentaristas a partir do feedback capturado das redes.

É interessante ver as análises.
Júlio Cesar terminou o jogo Brasil e Chile com uma média de 68% de menções positivas nas redes sociais, o mais alto índice entre os jogadores brasileiros. O jogador se destacou tanto em campo que passou até mesmo o Neymar em menções, totalizando 448.991 posts, contra 429.236 do atacante. Mas saiba que os torcedores estão de bem com o nosso goleiro titular antes mesmo do jogo no Chile. No jogo Brasil e México, o único o atleta poupado das críticas nas redes sociais foi justamente o Júlio César, com uma média de 59% de menções positivas, o camisa 12 foi o que teve maior aceitação no 0 a 0.

Neymar consistentemente tem sido o mais citado nas redes sociais, com um número significativo de menções positivas. No entanto, ele não manteve tal ritmo no jogo contra os chilenos. Nesse dia ele recebeu 63% das menções negativas nas redes, principalmente com pedidos de mais objetividade. Fred tem sido criticado desde o início da Copa. No jogo do Chile, Hulk teve 60% de menções negativas após o lance do segundo gol brasileiro que foi cancelado e a perda do pênalti. O Felipão teve alta representatividade negativa (75%) durante todo o jogo e após o término da partida se posicionou com 73%.  Veja abaixo um infográfico com o raio-X das redes sociais sobre Brasil e Chile, mas não deixe de visitar o TORCIDA DAS REDES da ESPN pois lá você encontrará análises ben legais a partir dos dados capturados.





































































 
Por fim, faça uma visita em www.craquedasredes.com.br . Ali você encontra detalhes dos aplicativos, como baixá-los, os links importantes, as parcerias e como a tecnologia de análise de sentimentos pode ajudar as empresas em seus negócios e estratégias.

E vamos torcer juntos! :)


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segunda-feira, 16 de junho de 2014

FEITO COM IBM chega ao Brasil


Entrou no ar em junho a nova campanha global da IBM chamada MADE WITH IBM. Na verdade, ela não é realmente uma nova campanha pois funciona como uma espécie de continuação da campanha SMARTER PLANET, ou PLANETA MAIS INTELIGENTE, lançada globalmente em 2008. Naquela época, sob o convite "Vamos construir uma planeta mais inteligente", a empresa desafiou a sociedade para pensar diferente, apresentando evidências da existência de uma oportunidade única para governos, sociedade e empresas construírem um mundo melhor para todos nós a partir da intensa instrumentalização, interconexão e inteligência computacional embutida em quase tudo que tocamos e usamos. Conceitos como "cidades inteligentes" foram apresentados e intensamente discutidos. A conversa provocada pela IBM gerou frutos e o posicionamento da empresa foi muito bem recebido pelo mercado, não só colaborando para a marca e imagem, mas também abrindo novos negócios e possibilidades.

http://www.ibm.com/smarterplanet/br/pt/madewithibm/MADE WITH IBM, ou FEITO COM IBM em português, é a continuação da conversa... ou, melhor, um aprofundamento dela. O conceito por trás de uma sociedade mais inteligente está no uso mais estratégico e intenso das novas tecnologias, muitas delas já debatidas cotidianamente como big data, computação em nuvem, mídias sociais e mobilidade. Mas outras surgem com força como computação cognitiva, onde sistemas computacionais vão interagir, aprender e se desenvolver com quase ou nenhuma interferência humana. Estamos diante de uma era de transformação profunda e a IBM se posiciona como protagonista nesse tsunami.  


Enquanto PLANETA MAIS INTELIGENTE falava no O QUE no POR QUE dessa transformação, FEITO COM IBM vai falar no COMO se faz essa transformação, ou seja, no uso prático dessas tecnologias para transformar a sociedade e as empresas. Serão casos reais e reflexões da construção do novo mundo que está na nossa frente a partir das novas tecnologias. Casos como um time de rugby que usa análise de dados para melhorar a performance do jogo até o auxílio no tratamento do câncer. Mais do que uma campanha publicitária, FEITO COM IBM é uma campanha de conteúdo. Assinada pela Ogilvy, a campanha foi lançada em abril nos USA e agora é lançada no Brasil. O primeiro filme veiculado no país funciona como uma espécie de apresentação desse posicionamento.

http://youtu.be/fy7iFwV2rss

    
Outra novidade é a entrada no ar de um filme totalmente criado, filmado e produzido no Brasil. Chamado de PAIXÃO FEITA COM DADOS, ele está intimamente conectado com o momento que vivemos no país. O filme fala sobre a tecnologia de Análise de Sentimentos em Redes Sociais da IBM aplicada ao futebol, que entende e interpreta o que milhões de torcedores postam durante as partidas, em tempo real. Nós, brasileiros, somos apaixonados por futebol e tecnologia. O filme produzido no Brasil usou técnicas inovadoras de filmagem, como 6 câmeras apontando em direções diferentes presas em um drone. As imagens captadas foram então “coladas” e editadas para dar toda a sensação de 360°. O local foi a histórica Vila Maria Zélia, localizada no bairro de Belenzinho.  

http://youtu.be/748YIZn-p4U

   
A aplicabilidade da tecnologia de análise de sentimentos é imensa, em várias dimensões. As empresas podem usar a tecnologia para monitorar suas marcas, no atendimento aos clientes, na avaliação dos produtos, etc. Governos podem usar para ouvir o cidadão, identificar necessidades, etc. Existem aplicações diversas em todos os ramos de indústria e da sociedade em geral, afinal estamos falando de capturar a percepção e o sentimento das pessoas a respeito de qualquer coisa.


Visite o site FEITO COM IBM para conhecer os casos. A tecnologia é pervasiva e está em todos os lugares. Empresas, governos, entidades e outras instituições da nossa sociedade já estão sabendo tirar vantagem das novas tecnologias para se transformarem, reinventarem e gerarem mais negócios e bem estar social. São muitos exemplos emblemáticos, alguns simples no conceito mas muito impactantes. Estamos num mundo em movimento e FEITO COM IBM mostra quem está liderando essa transformação. 

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segunda-feira, 9 de junho de 2014

IBM junta Time de Craques para falar sobre Análise de Sentimentos em Redes Sociais


 Dia 3 de junho foi um grande dia. Conseguimos reunir uma turma de craques no laboratório de pesquisa da IBM Brasil para discutir análise de sentimentos em redes sociais. De quebra, ainda tivemos uma sessão prática dessa experiência ao acompanhar ao vivo o comportamento do Twitter durante o jogo Brasil e Panamá. Confesso que eu estava motivadíssimo, nunca imaginei que conseguiria reunir esse grupo numa mesma mesa.

Sinto ser piegas, mas tínhamos uma seleção na sala e a seleção brasileira na TV. Até brinquei dizendo que com aquele grupo como "speakers" nós poderíamos fazer um evento de mercado e colocar milhares de pessoas no auditório. Enfim, era um privilégio tê-los todos juntos e rolava uma insegurança de fazermos uma discussão à altura da expectativa deles.

O debate começou com Rodrigo Kede, presidente da IBM Brasil, dando uma panorâmica das novas tecnologias e como elas estão mudando a sociedade. A conversa esquentou quando a discussão entrou em computação cognitiva. O IBM Watson é hoje um dos projetos de vanguarda nessa área. Rodrigo citou alguns exemplos e mostrou um vídeo onde o Watson já está atuando no diagnóstico de doenças, tornando-se um aliado importante dos médicos. O impacto é tão grande que o grupo começou a discutir o papel dos médicos nesse novo cenário. Edney Souza provocou a mesa dizendo que o papel dos médicos vai mudar e muitos médicos poderão até perder seu trabalho. A conversa pegou fogo e teve um instante em que várias discussões rolaram aos mesmo tempo, todos falando juntos :)

Claudio Pinhanez veio em seguida para entrar fundo no tema da reunião. Claudio é cientista do Laboratório de Pesquisa da IBM Brasil e líder de pesquisa na área de Análises de Redes Sociais. Ele contou o que está por trás de um projeto de análise de sentimentos e a complexidade inerente a uma empreitada como essa. Em 2013 ele liderou o primeiro projeto do laboratório na Copa das Confederações, onde a proposta era analisar o sentimento dos torcedores no Twitter em relação à seleção brasileira durante a Copa.

Milhões de tweets foram analisados em tempo real e muito se aprendeu sobre a tecnologia naquela época. Claudio entrou nos detalhes do projeto, falou sobre os algoritmos, a assertividade das análises, os recursos envolvidos, etc. A discussão foi ótima, ainda mais tendo feras do mundo digital na mesa.

No novo projeto, o objetivo agora é fazer a análise de sentimentos no Twitter durante toda a Copa, não só da seleção brasileira, mas de todos os jogos da competição.

Alguns desafios são evidentes, como a capacidade de lidar com a língua portuguesa, fazer a análise em tempo real manipulando um enorme volume de posts em curto espaço de tempo, suportar picos de tráfego nos momentos de gol e em outras situações que causam entusiasmo nos torcedores internautas, ter excepcional capacidade de processamento e desenvolver insights com alto grau de assertividade. O projeto roda em cloud, necessita intensa capacidade analítica, trabalha com big data intensivo e os resultados são apresentados através de tecnologias de mobilidade e redes sociais. Este é um projeto ícone porque usa todas as novas tecnologias. Na Copa das Confederações, o projeto analisou milhões de tweets, mas na Copa do Mundo o volume será estupidamente maior. Se o Brasil chegar ao final da competição, estima-se que apenas no jogo final o numero de tweets poderá chegar a 30 milhões.

A IBM não está nisso por acaso. A aplicabilidade da tecnologia de análise de sentimentos é imensa, em várias dimensões. As empresas podem usar a tecnologia para monitorar suas marcas, no atendimento aos clientes, na avaliação dos produtos, etc. Governos podem usar para ouvir o cidadão, identificar necessidades, etc.
Existem aplicações diversas em todos os ramos de indústria e da sociedade em geral, afinal estamos falando de capturar a percepção e o sentimento das pessoas a respeito de qualquer coisa. No entanto, cabe dizer que não é simples. Já existem provedores no mercado oferecendo soluções e serviços de análise de redes sociais, a maioria em inglês, apesar de já existirem serviços em português, mas a maioria fica na análise semântica, o que é bem diferente da análise de sentimentos. Além disso, o Twitter e outras redes sociais têm linguagem própria. A frase "Ai , Jesus, quase" publicada no Twitter é positiva ou negativa? Depende. Era uma jogada de quase gol do Brasil? Porque a mesma frase tem uma conotação bem diferente se o lance for a favor do adversário. E se o post fosse assim: "Ai, Jzs, quase"? Como você interpretaria o post "o que aconteceu com a seleção!" ? Ou seja, a análise não é trivial.



Um projeto de análise de sentimentos não é um produto de prateleira. A linguagem pode variar conforme o público analisado. Analisar futebol é uma coisa completamente distinta de se analisar a percepção do público sobre determinada marca ou produto. Um projeto desse tipo exige um estudo e aprendizado. Nós estamos no início da curva de evolução desse tipo de serviço. Analisar o comportamento do Twitter pode ser pequeno frente à enorme produção de dados não estruturados que temos nos inúmeros dispositivos que todos nós usamos diariamente. Estou falando de vídeos, fotos, blogs, comentários em rede sociais, etc. Todos nós, como cidadãos e consumidores, estamos emitindo o tempo todo nossas opiniões e percepções sobre as coisas em nossos gadgets eletrônicos. Ter a capacidade de capturar, analisar e processar toda essa massa de dados é um tesouro enterrado. Claro que surgem questões como privacidade, nesse contexto, mas estamos diante de um tsunami transformacional.



A reunião terminou com todos nós acompanhando em tempo real o comportamento do Twitter no segundo tempo do jogo Brasil e Panamá. Numa das telas, víamos o jogo, enquanto na outra tela olhávamos um dashboard mostrando a análise de sentimentos dos torcedores em relação à seleção brasileira... em tempo real. No jogo foram quase 350 mil tweets analisados. O jogador com maior percepção positiva foi o David Luiz. Incrivelmente Neymar não foi bem avaliado – apenas no seu gol de falta e no passe para o gol de Huk ele teve picos de posts positivos. Cabe dizer que existe uma tendência natural das pessoas criticarem mais do que elogiarem.

Foi muito interessante ver os gols acontecendo e os picos de tweets ocorrerem 2 a 4 minutos depois, que era o tempo das pessoas postarem no Twitter e a ferramenta capturar os dados, analisar, processar e publicar no dashboard. A discussão do grupo foi intensa pois somos todos aprendizes nessa tecnologia. Agradeço muito a presença e participação da Beth Saad, Cris De Luca (que entrou ao vivo na rádio CBN para falar sobre o evento), Martha Gabriel, Edney Souza, Erich Beting, Gil Giardelli e Pyr Marcondes. Foi uma honra recebê-los. Nos divertimos e aprendemos muito... juntos!


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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

O Tumblr de Patentes da IBM

A IBM anunciou ontem a liderança pelo vigésimo ano consecutivo na emissão de patentes nos EUA. Foi mais um novo recorde. Tradicionalmente, nos últimos anos, a empresa solta um release e faz algumas iniciativas na web para anunciar os resultados de patentes emitidas, mas dessa vez ela resolver fazer diferente. Ela publicou um Tumblr dedicado à Novas Patentes, o que dá uma nova experiência para o leitor, com mais interatividade e que traduz melhor o que realmente significa ser "campeão" pelo vigésimo ano consecutivo. Muito bacana a forma, o conteúdo e a interação.

Muito do conteúdo desse Tumblr foi produzido a partir de entrevistas e de geração própria de conteúdo pelos cientistas e inventores responsáveis pelo registro de patentes. Estas são pessoas apaixonadas, muitas vezes visionárias, que vêm encontrando nas mídias sociais uma forma de compartilhar conteúdo de maneira mais interativa e interessante do que num passado recente. Ao criar e disponibilizar um Tumblr, a empresa dá um canal estruturado e inovador para que estes apaixonados possam compartilhar sua paixão. :)

Mas o melhor de tudo foi saber que a IBM continuará alimentando o Tumblr com novos conteúdos relativos a patentes e inovação que serão produzidos ao longo de 2013 pelos inventores da empresa. Vem novidades por aí ! :)

ibmblr.tumblr.com




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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Como a IBM trata inovação


Por trabalhar na IBM e por acreditar profundamente que um ambiente aberto, transparente e livre produz inovação, eu sou constantemente perguntado por amigos e colegas a respeito de como a IBM se mantém tão inovadora apesar de ter mais de 100 anos de existência. A mesma pergunta também vem do meio jornalístico e a gente sempre tem que lidar com tais demandas pois nem sempre a resposta é simples.

Desde final de 2011 que eu tenho uma resposta fácil, de apenas 4 minutos :)

O vídeo apresentado abaixo sumariza muito bem como a IBM trata a INOVAÇÃO. Você verá que as mídias sociais têm um papel fundamental nisso tudo, mas elas, sozinhas, não são suficientes e não fazem milagre. Tem que existir ambiente, clima, processos, estrutura, pluralidade de ideias e conceitos e muito mais. A soma disso tudo é que faz a empresa avançar.

Apesar do vídeo ser antigo (é de 2011!!), o conteúdo continua super atual e pertinente.

Em 2011 a IBM ganhou o prêmio "As Empresas mais Inovadoras do Brasil" da Época Negócios, na categoria "Estrutura e Suporte", ou seja, segundo a revista, a IBM foi a empresa que melhor deu suporte aos funcionários para inovarem. O vídeo abaixo teve origem exatamente na divulgação desse reconhecimento.

Por falar em inovação, a IBM acaba de anunciar que foi a empresa que mais registrou patentes em 2012,  pelo vigésimo ano consecutivo. O recorde alcançado foi de 6.478 patentes emitidas em 2012, e a empresa produziu quase 67 mil patentes nas últimas duas décadas. A empresa publicou um vídeo contando essa bela história. 

Enfim, para quem curte ou estuda inovação colaborativa, vale a pena assistir o vídeo.



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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Uma visão pessoal: IBM Brasil tem novo presidente

Raramente escrevo sobre a IBM nesse blog, mas como trata-se de um blog onde comento a respeito da vida corporativa, me permito ao devaneio abaixo, especialmente porque hoje tivemos um anúncio muito especial.

Hoje anunciamos um novo presidente para IBM Brasil. É uma pessoa com 40 anos de idade, que entrou na empresa em 1993 como estagiário. É maravilhoso trabalhar numa empresa que possibilita fatos como este. Esta é uma empresa com fortes valores, que valoriza a performance, o desenvolvimento e o potencial de cada indivíduo. Alguns, entres eles funcionários, tendem a ver as coisas de forma diferente. Alguns reclamam da carga de trabalho. É verdade, a gente trabalha muito por aqui, parte por conta da intensa demanda que existe. É esperado que cada um de nós faça muita coisa. Parte vem da nossa organização fragmentada e complexa, que faz com que muitas decisões venham de reuniões de alinhamento e consenso. Somos, definitivamente, uma empresa que sempre decide as coisas em grupo. Eu prefiro olhar pelo lado positivo, a carga de trabalho vem de uma empresa onde a diversidade impera, onde todos têm liberdade para dar opiniões, onde todos querem escutar todos... e isso dá trabalho. Alguns alegam que na IBM se ganha pouco. Isso não é verdade. Temos uma remuneração competitiva. Todos aqueles que apresentam uma performance excepcional, certamente vão se diferenciar e serão remunerados de forma superior. Outros alegam que a nossa companhia é muito processual. Isso é verdade. Mas como trabalhar numa empresa com mais de 400 mil funcionários espalhados em mais de 170 países, extremamente complexa em sua organização e operação? Não tem como não criar processos e estabelecer métricas e controles, especialmente se considerarmos que somos uma empresa global, onde o conceito de hierarquia não funciona tão bem e onde, definitivamente, construímos um novo conceito de organização: a empresa global, que é muito diferente da tradicional empresa multinacional.

Olhar a IBM sempre provoca reflexão. É uma empresa que foca exaustivamente no desenvolvimento pessoal, que sempre sobe a barra, que celebra pouco porque no momento da celebração sempre tem alguém que levanta e diz: "E se a gente fizesse diferente? E se a gente fizesse mais? Vamos fazer mais da próxima vez?". É uma empresa que foca cidadania de forma genuína, que procura desenvolver e explorar o lado cidadão de cada funcionário. Não é por acaso que quase todas as atividades de cidadania da IBM partem do princípio da participação e colaboração do funcionário. É uma empresa onde a comunicação é livre e transparente, com mídias sociais liberadas que permite termos mais de 15 mil blogs ativos. É uma empresa que forma líderes. A IBM ficou em primeiro lugar no ranking das companhias que melhor formam líderes no mundo segundo a pesquisa da Hewitt. Mas, acima de tudo, é uma empresa que privilegia o indivíduo, que dá chance a todos, que privilegia a performance, que adora pessoas que gostam de aprender, que puxa o potencial dos funcionários e que oferece oportunidades a todos. Cabe a cada um conquistar as oportunidades que estão sempre à frente e mostrar o que tem de melhor. A empresa está pronta para ver e abraçar isso.

O novo presidente da IBM Brasil, Rodrigo Kede, é o melhor executivo com quem já trabalhei na vida. É jovem, brilhante, inspirador e empreendedor, cabeça aberta e com uma surpreendente visão de negócios. É atleta, gosta de correr, também gosta de praia. Diz que pratica surfe. Não sei como ele pratica surfe em Sampa !! :) Certamente vou viver na IBM Brasil os momentos mais interessante na minha vida de trabalho. Estou ansioso por isso.

Ricardo Pelegrini, também brilhante executivo, até hoje presidente da IBM Brasil, sai do comando deixando um legado muito importante. Nos seus quase 5 anos de comando, ele praticamente dobrou a receita da companhia e colocou a IBM Brasil no contexto global, trazendo o "Research Lab" para o Brasil e implementando um vigoroso programa de expansão geográfica. O presidente anterior, Rogerio Oliveira, já havia dados os primeiros passos em relação à globalização e expansão, com crescimento forte e sendo o mentor da implementação do Global Delivery Center de Hortolândia. Ou seja, uma sequência de boas notícias, uma sequência de crescimento. Agora cabe ao Rodrigo fazer a sua história.

Não! Esta não é uma declaração de veneração à IBM. Esta é uma visão de uma pessoa que já trabalhou em muitas empresas diferentes, algumas pequenas, outras grandes, com todo o tipo de liderança, tendo 30 anos de trabalho nas costas e que consegue saber muito bem o que realmente vale a pena.


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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

78% dos líderes de marketing no Brasil se sentem despreparados para lidar com a explosão de dados

A IBM acaba de publicar um estudo muito interessante sobre o que rola na cabeça dos líderes de marketing e comunicação das empresas em todo o mundo. O nome do estudo é Global CMO Study, onde CMO significa Chief Marketing Officer.

Confesso que ler o estudo me gerou um certo conforto, por saber que a grande maioria dos meus colegas líderes nas empresas sofrem das mesmas inseguranças e preocupações que sinto em meu dia a dia.

Foram 1.734 entrevistas presenciais em todo planeta, de 19 segmentos econômicos diferentes e 64 países. O Brasil participou com 56 entrevistas e eu tive o privilégio de realizar 16 delas. Ou seja, em tornei íntimo do questionário e da metodologia, me permitindo conhecer muito bem as ansiedades, desafios e prioridades de vários colegas CMOs.

Um dos calcanhares de Aquiles (tem vários!!!) dos CMOs é como tratar a explosão de dados que hoje estão acessíveis e disponíveis dentro das empresas. Uma década atrás, os CMOs saíam a caça de dados de mercado e dos clientes, hoje tais dados estão mais acessíveis e capturáveis, na maioria das vezes dentro dos sistemas das próprias empresas. O grande dilema é que esses dados estão espalhados em diversas plataformas, muitas vezes existem problemas de consistência, outras vezes a manipulação e o acesso são difíceis. Pior dilema é como tratar esses dados, como integra-los e transforma-los em informações que permitam conhecer melhor os clientes e que ajudem os gestores de marketing na tomada de decisão, especialmente de investimento. A pesquisa apontou que 71% dos CMOs no mundo se sentem despreparados para lidar com a explosão de dados. No Brasil o índice foi ainda maior: 78%.

Os CMOs reconhecem que precisam usar mais tecnologia, adotar formas mais inteligentes e automáticas para tratar todos os dados que têm em mãos, e pior, os novos dados que entram nas empresas diariamente. Estudos apontam que 90% dos dados existentes no mundo foram criados nos últimos dois anos. Incrível!! E não é só isso, existe uma notória necessidade de maior capacidade analítica dentro do grupo de marketing e comunicação das empresas. Já comecei a brincar com meus colegas dizendo que agora vamos precisar contratar matemáticos e estatísticos para fazer marketing. Aliás, perguntados sobre isso no painel de debate que conduzi no evento de lançamento do estudo, quatro CMOs foram unânimes em afirmar que estão contratando profissionais com formações bem diferentes do tradicional marketing e comunicação. Alê, que trabalha aqui comigo, soltou uma twitada dizendo que poderíamos mudar o nome de Marketing para Matemarketing. Gostei!! Enfim, marketing e comunicação nas empresas já não são mais a mesma coisa. Tem grandes mudanças acontecendo.

Mídias sociais são o segundo desafio que mais tira o sono dos CMOs. Eles reconhecem que tais mídias são a maior revolução dos últimos anos em marketing e comunicação, mas 68% no mundo se dizem com dificuldades na implementação e gestão de uma estratégia em mídias sociais. No Brasil, o estudo mostrou uma sensação de despreparo maior por parte dos CMOs em lidar com a colaboração e influência do cliente. Essa sensação reforça a relevância das mídias sociais em nosso país, cujo povo é reconhecidamente apaixonado pelas novas tecnologias sociais.

O terceiro desafio é a proliferação dos canais de comunicação e relacionamento com os clientes. Aí se destacam os smartphones, tablets e todos os outros gadgets que nos cercam. Estima-se que o comércio móvel atinja US$ 31 bilhões em 2016, com taxa anual de crescimento de 39% entre 2011 e 2016. Já o mercado de tablets deve atingir 70 milhões de unidades no mundo até o final deste ano, crescendo para 294 milhões até 2015. Ou seja, é algo explosivo, crescendo de forma avalassadora. Estar em todos esses canais, com sinergia e qualidade, garantindo a integração e continuidade, é algo que preocupa 65% dos CMOs pesquisados, especialmente pela dependência direta por investimentos em tecnologia e desenvolvimento. Essa é uma área pantanosa, fora das tradicionais áreas de conforto como publicidade.

A mudança na demografia do consumidor é o quarto desafio. Aí junta tudo. Entra um pouco de globalização econômica e social, a questão da nova geração entrando no mercado, a mudança no padrão de consumo, novas classes emergindo socialmente etc. Tem muita coisa junta acontecendo que cria perfis de consumo diferentes do que as empresas conhecem. Aqui no Brasil ainda tem uma cereja em cima desse bolo: a nova classe C emergente. Estudos apontam que essa nova classe C chega ao mercado com mais de 40 milhões de novos consumidores sedentos para comprar e participar da economia ativa. Como capturar essa oportunidade?

Enfim, o estudo é rico, os quatro desafios são apenas um aperitivo desse belo documento. Eles evidenciam que o mundo está cada vez mais complexo: 79% dos entrevistados afirmaram que o nível de complexidade será maior nos próximos 5 anos, e apenas 48% se sentem preparados para enfrentar essa complexidade que vem pela frente.

Acesse AQUI o estudo em português.
Visite também a página global do estudo para obter mais detalhes. Vale a pena!!

Volto a escrever mais sobre o estudo em breve.



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