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segunda-feira, 26 de março de 2012

A empresa liberou as redes sociais... e agora?

Augusto levantou a cabeça, por cima das baias, e exclamou para os colegas:

-- Estou acessando o facebook

Três colegas retrucaram:

-- Como? Deixa eu ver.

-- Tá aqui. O facebook tá aqui na minha frente.

-- Tente o Orkut.

Nesse momento os quatro já estavam juntos olhando a tela do velho desktop desbotado.

-- Pronto. Tá aqui também.

-- Incrível

-- Testa o You Tube.

Outros três se juntaram aos quatro.

-- Não funciona.

No fundo da grande sala do escritório, levanta uma cabeça.

-- Vocês não lêem a intranet da empresa? A empresa liberou o acesso às redes sociais. Tava lá escrito. Começou hoje.

-- Mas por que o You Tube não funciona?

-- Tava escrito que era por restrição de banda.

-- Besteira!

-- E o MSN?

-- Liberado.

-- E o Twitter?

-- Liberado.

-- Maneiro.

Os garotos olhavam uns para os outros, ainda perplexos com a novidade.

-- O que será que eles querem com isso?

-- Eles quem?

-- A diretoria. Esses caras não vão dar isso de graça. Tem algo acontecendo que a gente não tá sabendo. Tem pegadinha aí.

-- Pegadinha?

-- Sim, acho que eles estão querendo saber o que estamos fazendo.

-- Nós?

-- Burro! Nós não... os funcionários todos.

-- Você acha que eles querem nos vigiar?

-- Não sei, tá estranho. O melhor é ficar quieto e continuar acessando o orkut por aqui ó.

E Augusto saiu andando batendo com o polegar na tela do seu smartphone.

A divertida história acima provavelmente se repete em muitas empresas que abrem o acesso às redes sociais sem fazer um profundo trabalho prévio de comunicação e capacitação de seus funcionários, especialmente junto aos mais jovens, adeptos naturais das novas mídias. Tem que explicar o objetivo, o porquê e para que a empresa está liberando o acesso às redes sociais e seu uso. Ter essa conversa e entendimento com os funcionários antes da empresa ir à luta no delicioso ambiente da web colaborativa será fundamental para o sucesso da jornada. E não devemos esquecer da importância de um guia corporativo, mesmo sabendo que nem sempre ele resolve. Por que não criar um processo de desenho do tal guia chamando os funcionários para colaborar em sua preparação? Isto os tornará cúmplices no projeto.

Enfim, como sempre digo, estamos todos aprendendo...

Texto publicado no @blogrelações e no blog da CRN

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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Reunião com o presidente

Dia 10
Pronto. Está marcado. O tal projeto finalmente vai ser apresentado para o presidente. Agora é pra valer! Ou sai ou não sai! Também está lavrado em pedra que teremos duas semanas de sofrimento até a fatídica reunião. Serão dias de ansiedade, insegurança e eternas revisões. Também serão noites mal dormidas por conta das reuniões infinitas e discussões acaloradas para montagem do material de apresentação. Muitas horas de preparação para uma reunião de 1 horinha apenas. Dezenas de versões de powerpoint...

Dia 15
Está tudo confuso. Do jeito que está vai dar M.
A gente não tem todas as respostas para o que ele pode perguntar. Na verdade, a gente não tem respostas nem para as nossas próprias perguntas. Ninguém estava pronto para essa reunião e estamos com dúvidas se devemos levar o projeto do jeito que está. Quem marcou essa reunião?

Dia 18
Reuniões tensas. Parece que alguns jogam contra. Quem é o responsável por isso? Eu quero saber quem vai assumir isso? Eu não vou falar isso para o presidente não! Você fala.

Dia 20
Esse rascunho da apresentação está ruim. Você acha que ele vai ter paciência para ver quarenta slides? Ele vai detonar. No quinto slide ele vai virar pra gente e vai perguntar: "Mas, afinal, o que vocês querem? Mostrem-me o último slide".

Dia 21
Como ele é, hein? Ansioso?
Será que só um fala? Ou é melhor nós todos falarmos?

Dia 22
Joga tudo fora! Vamos começar de novo essa apresentação.
Mas faltam dois dias para a reunião? É melhor deixar isso em inglês mesmo?
Tem certeza que está certo?

Dia 23 - manhã
Vamos ensaiar?
Com que roupa você vai?

Dia 23 - tarde
A secretária do presidente ligou. Mudou o horário da reunião de amanhã. Agora teremos apenas 30 minutos, pois ele vem de uma reunião com cliente.
Putz, temos que mudar o material!
Será que é uma boa depois de uma reunião com cliente?
E se ele estiver nervoso ou aborrecido?

Dia 24 - 14h30
A reunião com o cliente atrasou. A nossa terá que ser feita em 15 minutos, talvez. Ele já está chegando.

dia 24 - 20hs
Na fila do cinema com a esposa e filhos para ver "Manda-Chuva" em 3D.
E aí? Como foi?
Foi ótimo. A reunião durou dez minutos na porta da sala dele.
Ele fez quatro perguntas: quanto custava, quanto ia trazer de retorno, como vamos medir e quem ele deveria enforcar se não desse certo.
Teve um pedido. Pediu para marcar uma reunião de revisão para daqui a 1 mês.
Ahhh, e o enforcado sou eu...

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terça-feira, 30 de agosto de 2011

O Presidente e o Blog

Texto publicado no site da In Press Porter Novelli

Raul, o gerente de comunicação, finalmente conseguiu ter uma reunião rápida com o presidente.

- Presidente, o seu blog está pronto. Já podemos lançá-lo.

O presidente olhou para Raul dizendo:

- Sei...

Ficou um silêncio no ar. Raul esperava que o presidente mostrasse mais entusiasmo. Afinal, foi ele que insistiu em criar um blog. O incômodo silêncio fez Raul quebrar o gelo.

- Vamos ter que criar uma certa rotina para fazer o blog funcionar. Primeiro, acho importante que o senhor escreva pelo menos um post por semana.

O presidente olhou por cima dos óculos exclamando:

- Post ?

Raul continuou:

- O senhor tem que entrar com frequência no blog para saber o que as pessoas estão comentando. O ideal seria responder rapidamente...

- Eu ?

- A gente acredita que as pessoas colocarão poucos comentários no início, já que isso é muito novo na empresa. E poderemos ter alguns comentários negativos. Nunca se sabe. A empresa está passando por um aperto de custos, cortou o cafezinho de graça...

O presidente interrompeu:

- Eu vou ter que falar sobre café ?

- Se o senhor preferir, a gente pode ter uma reunião semanal para avaliar a evolução do blog.

- Mais reunião ? Eu já estou atolado de reunião. Não preciso de mais uma...

Voltou o silêncio. O presidente ficou olhando para a cara do Raul...

Finalmente o presidente exclamou:

- Olha, faz o seguinte. Pensa melhor nessa história do bilogue. A gente precisa mesmo ? Eu não preciso, estou sobrecarregado. Eu já tenho a minha comunicação que a gente manda por e-mail a cada três meses para todos os funcionários, que atende perfeitamente. Tá todo mundo informado. E tem a intranet com um monte de conteúdo, os murais, e tudo mais. Pra que vamos entrar num bilogue ? - exclamou o executivo já se virando para a tela do computador e pousando os dedos nas teclas.

- Mas, Presidente, a gente já falou sobre isso...

O presidente se virou então respondendo:

- Tá bom. Já que você considera tão importante, a responsabilidade fica sendo sua e do seu grupo. Bota isso no ar e fica monitorando. De vez em quando, você escreve um texto pra mim. Manda por e-mail, eu aprovo e você coloca no bilogue. Se tiver muito comentário, você gerencia com os outros diretores. Quando der, a gente conversa. Vamos lá ver no que isso dá.

A brincadeira acima, apesar de irônica, certamente ocorre em diversos níveis dentro das empresas. Em determinado momento, os executivos se motivam e aceitam entrar nas mídias sociais. No entanto, quando chega o "momento da verdade", eles acabam se esquivando. A entrada no mundo dos blogs e redes sociais ainda soa como algo não prioritário, desinteressante, arriscado e tomador de tempo pelos executivos. Além disso, um número considerável de líderes não participa de maneira genuína nas redes. Vários colocam pessoas para ler e escrever no lugar deles, como uma espécie de "gosths", assumindo, quando muito, o papel de revisores do que escrevem por eles. Estamos apenas no "iniciozinho" de uma longa jornada de transformação dentro das empresas, motivada pelas mídias sociais, que mudarão completamente a comunicação interna e externa. Por enquanto, nós vamos trabalhando na modalidade "Apertem os cintos, pois o piloto ainda não assumiu o comando".

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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Histórias do Pimentel: Reunião com os funcionários

Pimentel, presidente da empresa XYZ, chamou o gerente de comunicação:
-- Vamos fazer uma reunião com todos os funcionários. Acho que estou muito distante deles.

O gerente de comunicação gostou da ideia, afinal ele já tinha dado esta ideia para o Pimentel no ano passado, que acabou não rolando.
-- Chamamos quem?

Pimentel respondeu:
-- Chame o máximo de funcionários que puder. Vamos encher o auditório. Quero ver o auditório lotado para mostrar que a reunião é um sucesso.

-- E o conteúdo?

Pimentel parou, ele não havia pensado nisso, mas logo veio a ideia:
-- Vamos usar o relatório institucional. Separa umas partes dele e coloque no powerpoint. Faça uns slides bonitos. É isso aí. Eu vou mostrar o conteúdo do relatório institucional, assim fica tudo bem e não vamos ter polêmica.

O gerente de comunicação tentou falar:
-- Mas...

Pimentel interrompeu:
-- E vamos colocar uma sessão de perguntas e respostas no final, para os funcionários fazerem perguntas para mim.

O gerente de comunicação sorriu, gostou da ideia de ver o Pimentel propondo uma conversa com os funcionários, afinal ele não era disso.
-- Pimentel, quanto tempo para as perguntas e respostas?

Pimentel respondeu:
-- O suficiente para três perguntas. Vamos ter uma pergunta sobre sustentabilidade porque está na moda, outra sobre satisfação de clientes e outra sobre os resultados da empresa.

O gerente de comunicação deu de ombros, não estava entendendo nada e resolveu perguntar ao Pimentel:
-- Mas você não falou que ia deixar os funcionários perguntarem?

Pimentel respondeu:
-- Eu disse que vamos ter uma sessão de perguntas e respostas, mas nunca disse que os funcionários poderiam perguntar o que bem entendessem. Eu não sou louco de deixar os funcionários perguntarem qualquer coisa. Vamos fazer o seguinte. Vamos plantar as perguntas. Você, a minha secretária e o Gonçalves, serão vocês três que vão fazer as perguntas para mim.

-- Plantar as perguntas?

-- Sim! Cada um de vocês vai fazer uma pergunta e eu vou ter que treinar as respostas antes para que tudo saia perfeito na hora do evento.

-- Mas tem que ser o Gonçalves? Todo mundo sabe que ele é o maior puxa-saco da empresa.

-- É por isso mesmo. Ou você acha que eu vou pedir isso para outra pessoa para que ela dê com a língua nos dentes e conte para todos o nosso plano? Gostei! Vai ser um sucesso!

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terça-feira, 2 de novembro de 2010

Histórias do Pimentel: Meu salário é uma M

Da série Histórias do Pimentel

Pimentel, presidente da XYZ, convocou uma reunião urgente com o gerente de comunicação e o gerente de RH da empresa.

Olhando firmemente para ambos, Pimentel falou:
-- Olha só, me disseram que existem funcionários falando sobre a empresa no Orkut, sem falar com a gente. É um absurdo.

O gerente de comunicação olhou com cara de interrogação. Pimentel continuou falando:
-- A secretária me disse que é uma comunidade chamada "Meu salário é uma M".

Cabral, o gerente de RH, respondeu:
-- Não tenho ideia, mas...

Pimentel interrompeu:
-- Parece que existem várias citações à nossa empresa, mas ninguém assina com o nome verdadeiro. Tem um que assina como Espoletinha, veja se pode.

O gerente de comunicação se pronunciou:
-- Eu não sabia disso, mas não podemos fazer nada...

Pimentel interrompeu mais uma vez:
-- Como não podemos fazer nada? Podemos sim e vamos fazer agora. Olha só, anota aí. A partir de agora estão todos proibidos de entrar nas redes sociais.

O gerente de comunicação olhou para seu colega de RH e exclamou, quase sussurrando:
-- Mas o acesso já é proibido dentro da empresa. Ninguém pode acessar o MSN, o twitter...

-- Mas quem disse que eu falei dentro da empresa? - falou Pimentel - Anota aí. Todos os funcionários estão proibidos de entrar nas redes sociais, em qualquer lugar, até em suas casas, para escrever qualquer coisa que fale de trabalho e da nossa empresa. É uma ordem. Assim ninguém mais vai falar da empresa, nem para o bem, nem para o mal. Pode soltar a comunicação.

O pobre do gerente se virou e disse:
-- Mas...

E Pimentel emendou:
-- E tem mais, quero que você coloque o seu pessoal vasculhando todas as redes sociais, todos os dias, para ver o que estão falando da XYZ. Vamos botar ordem na casa.

-- Mas...

-- Não acabei. E mande alguém tirar essa tal comunidade "Meu salário é uma M" do Orkut. E vem falar comigo se não deixarem tirar.

E dando as costas para os gerentes, exclamou baixinho:
-- O que seria da XYZ se não fosse eu...

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terça-feira, 10 de agosto de 2010

O presidente de sua empresa está se sentindo rejeitado? Saiba que ele não está só.

Da série Histórias do Pimentel

Pimentel, presidente da XYZ, entrou na sala de seu psicólogo para uma consulta.

- Dr. Alex. Eu estou me sentido rejeitado. Tudo começou na minha casa. A minha mulher não se desgruda do celular. Vai para cama com ele e fica jogando pela internet até cair de sono. A minha filha tem um notebook que nunca é desligado, Ela vê TV com o computador no colo, com uma coisa ligada no ouvido e fala com um monte de gente que não tenho ideia de quem é. Nós não conversamos mais em casa, quase não jantamos mais juntos, até porque chego tarde em casa quase todos os dias. Para piorar a situação, agora o pessoal do trabalho fala um monte de coisas que não entendo. O diretor de RH entra na minha sala para falar de redes sociais, facebook e orkut. Diz que quer contratar olhando o que diz nas redes e fala que eu deveria tentar separar um tempo para entender isso. O diretor de TI diz que temos que trocar os celulares dos diretores e gerentes por blackberry. Você acha que vou gastar dinheiro da empresa com isso? Cada dia que passa, eu recebo mais emails. Por que o pessoal não entra na minha sala para conversar? Eu nem consigo usar direito o computador na minha sala, fico angustiado de ver a tela toda vermelha com mensagem para ler. Onde foi parar a velha conversa? Os funcionários mais novos dizem que a nossa empresa é velha, que quer controlar tudo, que eu o presidente vive encastelado e que deveríamos liberar as redes sociais. Já cansei de receber tanto diretor entrar na minha sala para falar a mesma coisa. O pessoal de comunicação diz que o nosso jornal interno já era, que deveríamos criar um blog, que eu mesmo deveria escrever. E você acha que sou maluco? Nunca fui bom de escrita. Quem imagina que vou permitir um blog na companhia está enganado. Para que fazer isso? Para ouvir funcionário reclamando de salário? Já o pessoal de marketing fala que temos que investir mais em projetos na internet, que ali é que está o futuro. Eu, quando preciso falar com um cliente, pego o velho telefone e falo com ele. Isso sim é que funciona. Esse negócio de internet é bacana, mas não é prá negócios não. E ainda é perigoso, porque você não vê o que escrevem sobre a empresa. Noutro dia me contaram que tem uma comunidade na orkut falando mal da XYZ, veja se pode. Tenho que resistir. O diretor de marketing adora tecnologia e reclama que não fazemos projetos inovadores. Aliás, ele só fala no Kindle e no iPad. Diz que não quer mais saber de livros de papel e só fala nisso. Noutro dia falou de um tal de Gato Sabido. não entendi nada, o que o gato tem a ver com isso? Doutor, estou me sentindo rejeitado. Acho que ninguém me entende. O que senhor me recomenda?

- Sabe de uma coisa, eu também não sei se escolho o Kindle ou o iPad.

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terça-feira, 13 de julho de 2010

Histórias do Pimentel: "Falando" com a geração Y

Esta historinha foi publicada no blog Foco em Gerações.

Pimentel, presidente da XYZ, chamou o gerente de RH e o gerente de comunicação para uma reunião.
- Olha só, precisamos modernizar a empresa. Minha filha disse que a XYZ é muito careta.

Pimentel pegou um jornal e apontou para uma enorme matéria sobre a geração Y.
- Preciso falar com essa nova geração.

O gerente de comunicação abriu um sorriso e sussurrou:
- Vamos lançar um blog…

Pimentel interrompeu o devaneio:
- Que blog que nada. Não vamos colocar a empresa sob risco. Vamos criar o “casual day”. Na sexta-feira todos poderão vir mais a vontade.

Dessa vez foi a vez do gerente de RH sorrir.
- Vamos liberar o jeans e tênis.

Pimentel reagiu:
- Calça jeans com joelho rasgado? Nem pensar. Tem que ser calça de tergal.

O gerente de RH tentou:
- E se a gente formasse um grupo para pensar o que for melhor? Poderíamos até chamar alguns jovens para participar do grupo de elaboração das mudanças e…

Pimentel, batendo com a ponta da caneta no polido tampo da mesa de mármore, interrompeu:
- Não precisamos disso. Para que tirar o pessoal do trabalho? Ainda mais que vão aparecer ideias que não vão ser boas para a empresa. Anota aí. Toda sexta-feira será o “casual day” com calça de tergal e camisa de botão.

E olhando para o gerente de comunicação:
- Pode divulgar amanhã?

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Calça de tergal… essa eu peguei pesado. Alguém sabe aí do que se trata?
Ironias a parte, ainda tem muitos Pimentéis por aí, né?


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sexta-feira, 24 de julho de 2009

Histórias do Pimentel: O blog do presidente

Pimentel, o presidente, chegou apressado procurando o Raul. Pimentel tinha acabado de sair de uma reunião com funcionários, cujo principal feedback foi que os funcionários gostariam de conversar mais com o presidente. Eles sentiam o presidente distante e falaram em blog.

Raul, o coordenador de comunicação da empresa, acabava de chegar de um evento externo. Pimentel foi logo ao assunto.

-- Olha só Raul. Temos que lançar um blog meu para os funcionários. Preciso conversar com eles. Vamos fazer assim. Você escreve os textos, sugerindo os assuntos, daí me manda por email e eu dou o ok. Vamos fazer assim?

-- Mas Pimentel, a gente tem que conversar antes...

-- Raul, não precisa não. Lá vem você com esse negócio de briefing. Você conhece bem a empresa e sabe o que os funcionários querem ouvir.

-- Mas Pimentel... como vamos responder os comentários? Vão aparecer alguns...

-- Você mesmo responde em meu nome. Só me procura se tiver algo muito grave, tá? Mas olha, tenta evitar ficar motivando os funcionários a ficarem mandando comentários, você vai acabar não dando conta. Pior vai ser se eles mandarem os emails diretamente prá mim. Tenta colocar isso no ar na semana que vem. Isso vai atender uma demanda dos funcionários. Vamos colocar a empresa na era da web 2.0.

A historia acima é uma ficção, mas devem ter casos desses por aí...

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