Uber, Netflix, Spotify, Airbnb, Snapchat, Paypal, EasyTaxi e Buscapé. Todas essas marcas, que vivem em nosso cotidiano atualmente, um dia foram startups. Todas elas mudaram nossos hábitos e impactaram negócios já instituídos, destronando organizações e transformando radicalmente o modelo de negócio vigente. Registramos um boom no número de startups no mundo e no Brasil, isso significa que vivemos uma momento incrível da humanidade para transformações ainda mais radicais do que já tivemos até agora.
O termo "startup" ganhou notoriedade a partir da chegada da internet em nossas vidas. Desde então o número de organizações e instituições que investem recursos nas startups tem aumentado muito em todo planeta. Eu fui no SmartCamp, que é uma competição global de startups. Passei um dia na competição brasileira do SmartCamp onde fiz um vídeo para ver como funciona essa história de competição de startups. Foram 200 startups inscritas e apenas 7 delas chegaram na grande final. Elas receberam a atenção de um grupo de 32 mentores, composto por executivos, Venture Capitals, aceleradoras, incubadoras, empreendedores de sucesso, agências de comunicação e até o Cônsul de Israel. Espero que curta.
Um serviço do FeedBurner
Mostrando postagens com marcador transformação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador transformação. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 30 de novembro de 2016
quinta-feira, 3 de novembro de 2016
Se você tem medo de alguma coisa, se joga nela
Eu tenho um colega de
longa data que tem muito medo de altura, uma espécie de vertigem. É um
cara que não chega perto de parapeito de janela, porque as pernas
começam a tremer. Há anos, ele me diz que sente isso desde criança e
lamenta ter perdido muitas oportunidades legais de fazer coisas
diferentes por conta desse medo pré-estabelecido. Antes mesmo de tentar,
sabendo que sentiria medo, ele tomava a decisão de recusar experiências
ou fazer coisas simples, como, por exemplo, vivenciar uma experiência
numa montanha russa, coisa que ele nunca teve coragem de fazer… até
encarar uma aventura que mudou a sua vida.
Há cinco anos, numa sexta-feira, ele me
chamou para almoçar, porque tinha algo para contar. Disse que havia
decidido realizar algo radical para romper a tal síndrome do medo de
altura. Olhei para ele com cara de desconfiança e falei: “Okay, mas e
aí? O que você vai fazer?”. Ele sorriu um sorriso nervoso, sem graça, e
contou que havia decidido pular de paraquedas. Eu ri muito pensando que
aquilo era uma piada, mas ele terminou dizendo que o salto de paraquedas
seria realizado no dia seguinte pela manhã. Contou que havia tomado a
decisão meses antes, sozinho, e depois seguiu com o plano: pesquisou as
alternativas, contratou o serviço, recebeu orientações a respeito do
procedimento e agora estava tudo pronto. No sábado ele estaria
realizando um salto duplo de paraquedas, agarrado num paraquedista
profissional, se jogando de avião no interior de São Paulo.
Aí perguntei: “Mas você está pronto?”. Ele
respondeu imediatamente: “Eu estou super pronto, mas morrendo de medo. A
minha mulher me pede todos os dias para eu pensar melhor”. Rimos um
bocado e dei um enorme abraço nele pela coragem de fazer algo tão
radical.
No sábado à tarde, recebi uma mensagem com
fotos dele saltando no infinito, cenas incríveis para quem tinha
dificuldade de encarar a janela do prédio onde mora. No fim da mensagem
uma frase mágica: “Foi a melhor experiência da minha vida”.
Cinco anos depois daquele salto de
paraquedas, há uma semana, nós saímos para almoçar mais uma vez e
celebrar algo muito especial. Durante esse período o meu amigo voltou a
saltar mais vezes de paraquedas, aliás, muito mais vezes. O que era um
desafio virou vício. Em pouco tempo, ele deixou de saltar acompanhado e
passou a saltar sozinho, não somente no interior de São Paulo, mas em
outras cidades no Brasil e no mundo. Também experimentou outras opções
de salto, como parapente e asa delta. Há dois anos ele enfrentou pela
primeira vez uma montanha russa, foi num parque da Disney World com a
esposa e filhos. Ele disse que as pernas tremeram assim que sentou no
carrinho do brinquedo. Saiu de lá com as pernas ainda trêmulas, mas
entrou de novo na fila da mesma montanha russa. Naquele dia, ele andou
naquela montanha russa mais de dez vezes em sequência e comemorou a
vitória. Saiu dos parques da Disney tendo andado em todas as montanhas
russas… todas! O medo de altura virou paixão pela altura, mesmo que suas
pernas ainda enverguem quando ele aproxima do parapeito da janela de
seu apartamento.
Perguntei se ele ainda tem medo de altura.
Ele respondeu: “Muito medo, minhas pernas tremem e sempre acho que vou
desmaiar”. E retruquei: “Mas porque você não sente nada quando pula de
paraquedas? Qual é a magia?”. Ele respondeu: “Eu sinto, mas não sei o
que acontece. Antes de saltar, ainda dentro do avião, o meu coração fica
acelerado e estou apavorado de medo. Às vezes, me pergunto porque estou
ali. Mas depois, já nos primeiros segundos no ar, eu entro em outra
dimensão e sinto a melhor sensação da minha vida. Estou saltando há
quase cinco anos e a sensação de cada salto é exatamente a mesma que
tive no primeiro salto: um medo imenso seguido de um enorme prazer. Não
consigo descrever. É uma espécie de vício”.
Esse meu colega, que preservo o nome aqui,
teve um enorme crescimento pessoal e profissional desde então. Ele é
realmente outra pessoa. Era um sujeito acanhado, inseguro e
introvertido. Ao longo desse tempo, simultaneamente aos saltos de
paraquedas, ele passou a fazer coisas que não fazia antes: fez um curso
de história, que era um sonho antigo, mudou de profissão entrando numa
área completamente nova para ele, morou seis meses sozinho – longe da
família – por conta de um curso que desejava fazer e outras coisas que
não cabem citar aqui. Ele realmente virou uma lição de vida para mim.
Mudar de profissão e morar no exterior, longe da família, são
iniciativas que dão medo, como o salto de paraquedas, mas ele tomou
coragem e enfrentou esses medos.
Nesse último almoço, voltando a falar
sobre o enfrentamento do medo no salto de paraquedas e sobre outras
decisões que contei acima, ele me disse a frase mágica que grudou na
minha mente: “Aprendi uma coisa: se você tem medo de alguma coisa, se
joga nela”.
A mensagem do meu colega nunca foi tão
atual. No momento da sociedade em que vivemos, com tudo se transformando
de forma acelerada e dogmas sendo derrubados, com profissões
desaparecendo e se transformando, negócios tradicionais derretendo e
novos negócios surgindo, a todo o momento temos a chance de pular de
paraquedas em algum abismo que desconhecemos. Nós somos desafiados todos
os dias a mudar, mas instintivamente reagimos à mudança porque nos
sentimos inseguros quando enfrentamos o desconhecido, o novo e a
incerteza. Em vez de nos lançarmos, nós nos recolhemos. Enfim,
precisamos pular mais de paraquedas.
Um serviço do FeedBurner
Categorias:
carreira,
comportamento,
Futuro,
liderança,
sociedade,
transformação
segunda-feira, 17 de outubro de 2016
Cinco decisões pós-férias
As férias me permitiram desacelerar brutalmente. Eu precisava disso. No final, porém, quando a minha espaçonave reentrou em órbita, ainda nos últimos dias de férias, ao olhar a tonelada de e-mails e mensagens nas redes sociais, a tendência foi me incendiar tal qual as naves que atravessam a atmosfera ao reentrarem no planeta. Sabe aquela ansiedade e a sensação de que “não quero isso de volta”? Pois é, rolou!
Esse tempo “fora do ar” me incentivou a repensar o meu trabalho. Apesar de me considerar um cara que busca fazer as coisas de forma diferente e não ter medo de deixar cair alguns pratos, eu cheguei à conclusão de que ainda não faço o suficiente. Também refleti que sou consumido por muitas coisas que merecem um downgrade na escala de prioridades. Acho que a leitura da biografia de Elon Musk ajudou um pouco nisso, apesar de que tenho zero admiração pela sua excentricidade, arrogância e desprezo que demonstra na construção de boas relações humanas. Elon Musk é o cara por trás da Tesla, Space X e Solar City. Ou, falando de outra forma, é o cara que sonha em construir carros totalmente elétricos e autônomos, montar cidades habitáveis em Marte e chegar ao clímax da energia solar e renovável, com o fim dos combustíveis de origem fóssil.
A minha reflexão me levou a duas decisões pós-férias: preciso me reinventar como profissional e preciso salvar mais tempo da minha vida fazendo coisas úteis e que me satisfaçam. A minha área de atuação, que é marketing e comunicação, está de ponta cabeça. Muitos colegas meus, de diferentes segmentos e indústrias, estão numa encruzilhada, como contou o Pyr Marcondes em seu artigo semanas atrás. Adoro marketing e comunicação e quero continuar nisso, mas tudo que fiz até agora tem pouca serventia para o meu sucesso num futuro próximo trabalhando nessa área. Hoje, trabalho com profissionais formidáveis e estou cercado de gente competente, mas preciso também me aproximar de pessoas bem diferentes de mim, que tenham pensamento e conhecimento bem distintos dos meus. Para fazer isso é necessário salvar tempo, deixando mais pratos caírem, portanto, preciso ser mais sagaz nas escolhas dos pratos.
Tomei cinco decisões que pretendo perseguir nos próximos meses:
1- Falar com estranhos
Vou desobedecer radicalmente o conselho que minha mãe me deu quando criança: vou falar com estranhos!!! Vou falar com pessoas que eu não conheço, me aproximar delas intencionalmente e que vão me provocar a ver as coisas por outro prisma. Vou limpar os preconceitos que tenho sobre determinadas coisas e exercitar isso no dia a dia através do relacionamento com pessoas que pensam e detêm conhecimento bem diferente do meu.
2- Incorporar o espírito de cientista
Vou seguir o mantra do brilhante artigo “O marqueteiro cientista“, de Adriano Araújo: adotar regularmente a experimentação para acelerar o meu aprendizado e da organização. Preciso incorporar um perfil de cientista e criar um ambiente de trabalho de laboratório, onde possamos fazer mais experimentos, testar mais coisas novas e tomar mais riscos controlados em marketing e comunicação. Essa é uma forma básica para aprender e evoluir em tempos em que tudo muda o tempo todo.
3- Soltar as amarras da organização
Eu já não sou fã do controle obsessivo, mas pretendo me desapegar ainda mais do controle e dar mais autonomia, liberdade e poder para os times que trabalham comigo. Essa é uma forma de salvar tempo diário e criar um ambiente para as pessoas tomarem mais riscos. Ainda sob esse conceito de soltar as amarras, eu gostaria de ver as pessoas que me cercam fazendo mais do item anterior, ou seja, experimentando coisas novas, errando, aprendendo nos erros, evoluindo e obcecados por inovação e performance.
4- Dizer “não sei” sem culpa e várias vezes ao dia
O ambiente corporativo, em geral, tem muita dificuldade em lidar com executivos que são transparentes ao dizer que não conhecem ou não sabem determinada coisa. Esse é um ambiente que gosta de líderes assertivos e “senhores de si”. Num ambiente de transformação e experimentação em que vive o marketing hoje, essa inibição de mostrar desconhecimento passa a ser fundamental e até crucial para motivar a organização a buscar novos caminhos. Eu não sou um cara que tem vergonha de dizer “não sei”, mas vou passar a fazer mais isso ao longo dos dias.
5- Internet free de vez em quando
Queiramos ou não, mas o mundo hiperconectado é um sugador de tempo, além de ser um fator de distração e destruidor de foco. Pretendo reorganizar o meu tempo e a atenção que dedico às mídias sociais, e-mails e WhatsApps da vida. Infelizmente, isso representará uma menor prontidão em responder as mensagens que recebo no dia a dia, ou seja, esse será um dos pratos que vou deixar cair. Desculpe, não é nada pessoal. Uma das coisas que vou testar é um dia de internet free por semana. Vamos ver se funciona.
São cinco decisões simples, mas difíceis de realizar em função do ambiente em que vivo e trabalho. Mas vou tentar, quem sabe no final do ano eu divido aqui o que aprendi na minha jornada?
Um serviço do FeedBurner
Categorias:
carreira,
comportamento,
Futuro,
transformação
segunda-feira, 22 de agosto de 2016
O dilema dos millenials
Os millennials são superficiais, narcisistas, arrogantes, egocêntricos e impacientes. Por outro lado eles são ousados, flexíveis, adaptáveis, tecnológicos e abraçam a diversidade. A polêmica reveste qualquer discussão sobre a geração Y.
Independentemente da opinião de cada um, a certeza é que os millennials formam uma geração que vive em pleno paradoxo. Trabalhar com essa geração é sinônimo de desconforto constante. Uma pesquisa mostrou que dois entre cada três millennials pensam em deixar o emprego nos próximos três anos. Ou seja, sabe aquele jovem que senta do seu lado no trabalho? Ele não para de pensar em mudar de emprego.
Nesse vídeo eu conto um pouco mais sobre os millennials. Só espero que ninguém fique enfezado comigo.
No final, eu dou alguns conselhos para quem é millennial, chefe de millennial e executivo de empresa. Seria legal saber a sua opinião. Deixe nos comentários.
Um serviço do FeedBurner
Categorias:
carreira,
comportamento,
cultura corporativa,
diversidade,
Futuro,
geração Y,
nova geração,
redes sociais,
transformação
segunda-feira, 15 de agosto de 2016
Todos seremos YouTubers
Tudo começou ano passado, quando meu filho me apresentou o Casey Neitast, um dos maiores fenômenos do YouTube em 2015. Ele me mostrou um vídeo dele e nunca mais deixei de acompanhá-lo. Casey é realmente um caso único, ele publica um vídeo por dia desde o início, sempre de alta qualidade. Hoje, tem quase quatro milhões de seguidores e cresce a uma taxa de 10 mil novos seguidores por dia!!! Sim!!! 10 mil novos assinantes de seu canal por dia!
Desde então passei a assistir esporadicamente alguns outros YouTubers. Conheci a Jout Jout, magnetismo puro, o Louis Colen e o maravilhoso canal Post Modern Jukebox. Assim atravessei os primeiros meses de 2016… mas algo começou a acontecer a partir de maio.
Em meados de maio, eu recebi um convite para um Festival de YouTubers patrocinado pela Coca-Cola e Vevo. Ôpa, se tem Coca-Cola e Vevo então deve ser coisa boa. Era um convite individual e falava em seis nomes que eu não tinha ideia de quem eram: Sofia Oliveira, Tauz, Gabi Luthai, Mariana Nolasco, Mussoumano e um tal de Whindersson Nunes.

Como posso ser convidado para um festival e não conhecer nenhuma das estrelas? Isso era inadmissível. E lá fui eu atrás do Whindersson Nunes. Entrei no YouTube para conhecê-lo. Digitei seu nome na linha do Google e apareceram milhões de entradas. Loucura !! Assisti ao vídeo de boas vindas dele e a primeira impressão não foi legal. Mas aí eu assisti mais um vídeo, o segundo, o terceiro… e me juntei ao país que segue o Whindersson. Quando entrei para vê-lo, ele tinha 8.798.341 seguidores, e segundos depois ele já tinha 8.798.342: era eu! Hoje, pouco tempo depois, ele tem quase 11 milhões de seguidores. O país segue Whindersson.
Em junho, o avião pousa em Sampa para uma semana de trabalho e eu me deparo com todos os relógios nas ruas da cidade veiculando publicidade de YouTubers. A querida Jout Jout, que tanto sigo e admiro, estava lá, olhando para mim em cada esquina. Aquilo não era algo comum. Publicidade é para artistas de TV, não para YouTubers. Olha o preconceito me dominando!
Veio o final de
semana, ainda em São Paulo, e decido passear na feira de antiguidades da
praça Benedito Calixto. Surpreendentemente eu avisto numa das barracas a
Jout Jout com o seu Caio. Eu e minha esposa ficamos entusiasmados e
fomos lá namorar a Jou Jout e o Caio, que nos receberam quase como
membros honorários de sua família. Ficamos encantados!!! Aliás, até
agora estamos encantados ainda com aquele singelo encontro. Vivemos a
sensação de termos encontrado amigos de longa data. Tiramos fotos e
pajeamos a Jout Jou como não faríamos com qualquer artista da Globo.Ainda em junho (junho foi um mês fértil!!!) leio que vários YouTubers foram convidados para a Bienal do Livro 2016 em São Paulo, que vai rolar de 26 de agosto a 4 de setembro. Explorando a notícia lida, descubro que YouTubers estão se tornando autores de livros e obtendo sucesso, tornando-se verdadeiros influenciadores muito além dos vídeos que produzem. Por outro lado, autoras juvenis como Thalita Rebouças e Paula Pimenta, que já são conhecidas por seus livros impressos, também estão explodindo com seus textos em blogs e redes sociais. Está tudo se misturando!
Em determinado momento, me falaram que eu precisava conhecer a Thaynara OG no Snapchat. Me disseram que ela tem mais de um milhão de seguidores no aplicativo, publicando fotos e vídeos, todos os dias, que desaparecem em 24 horas. E lá fui eu buscar a Thaynara OG. Li numa matéria em jornal que ela tem cerca de 400 mil visualizações diariamente no Snapchat. Como posso ter vivido a minha vida toda sem conhecer a Thaynara OG? Agora me juntei à tribo da Thaynara OG. Não sei bem o motivo, mas não dá para entrar no Snapchat sem saber o que ela está fazendo. Ahhh, e ela também tem mais de um milhão de seguidores no Instagram.
Início de julho, ao abrir uma revista qualquer, me deparo com um anúncio de página inteira falando do lançamento do ano: o álbum de figurinhas Capricho YouTubers, os 17 nomes que estão bombando nas redes agora em figurinhas para nós colecionarmos. O primeiro álbum com tecnologia “mobile view“. Uau!! Vou ter acesso a fotos exclusivas e vídeos inéditos dos nossos ídolos no celular!

Final de julho, a Snack publicou um ranking dos Top 10 YouTubers do mundo. Nessa super lista aparecem quatro YouTubers brasileiros. E lá está o Whindersson Nunes de novo, em segundo lugar. Em seguida, surge o Felipe Neto na terceira posição. A pesquisa, realizada em junho, não é um ranking montado apenas com base no número absoluto de inscritos no canal, mas considera poder de influência, métricas de engajamento (comentários, likes e compartilhamentos), visualizações, frequência de publicação, atividade do canal e outros pontos. Ou seja, estamos falando de campeões de influência e engajamento no mundo digital.

Nelson Botega, sócio e fundador da Snack afirmou: “Ter dois dos três YouTubers mais influentes no mundo só mostra a força e o tamanho do mercado de vídeo online no país. Uma marca que queira atingir o coração da audiência não pode estar fora desse universo”. Ele está super certo. Não dá para ficar indiferente ao que está acontecendo. Esse não é um fenômeno efêmero. Tem uma mudança enorme acontecendo e precisamos entender o que é isso.
Atualmente o YouTube tem mais de um bilhão de usuários. Centenas de milhões de horas de vídeos são visualizadas a cada dia. O crescimento no tempo de visualização no YouTube tem acelerado e crescido a uma taxa de 50% ou mais nos últimos três anos, enquanto o número de pessoas assistindo à rede social tem aumentado em 40% y/y desde março de 2014. Essas são estatísticas providas pelo próprio YouTube e que mostram a força do meio.
Para a grande maioria das pessoas, criar um canal no YouTube ainda é uma atividade informal e despida de grandes expectativas. Você automaticamente se transforma num YouTuber ao publicar conteúdo regularmente em seu canal, mas alcançar sucesso de audiência exige muito mais do que sorte. Muitos olham os YouTubers famosos de forma negligente, mas esse é um viés equivocado de olhar o que está ocorrendo. Muitos dos Top YouTubers são talentosos, criativos, ousados, excepcionais comunicadores e produzem conteúdo de valor. Você pode até não gostar do estilo de alguns deles, ironizar o valor do conteúdo produzido, mas esteja certo de que eles não estão alcançando o sucesso de forma casual. Isso pode ter acontecido no início da decolagem de alguns canais, mas depois o sucesso veio através de muito esforço, ralação, seriedade, ousadia e passos muito bem planejados.
Por fim, lendo uma matéria na Exame Online, descobri que o Whinderson Nunes tem uma receita anual de até U$ 2,9 milhões. Fiquei motivado. Descobri que nasci para ser YouTuber. Olhando os números no dia em que escrevo esse post, eu já tenho o meu canal com 1.315 inscritos. Whindersson, prepare-se, tô chegando !
Um serviço do FeedBurner
Categorias:
comportamento,
Futuro,
geração Y,
inovação,
mídias sociais,
nova geração,
novas tecnologias,
transformação
quarta-feira, 3 de agosto de 2016
Os executivos desaprenderam a pensar
Esta é uma provocação sobre a agenda dos executivos, mas provavelmente você vai se identificar com tudo que falo abaixo.
Vivemos uma época em que todos falam de inovação e criatividade dentro das empresas, para isso é fácil constatar que precisamos trabalhar diferente, a começar pela agenda dos executivos. Num evento recente de mercado do qual eu participei, durante um café com vários executivos, o papo foi a velha discussão da agenda lotada de todos. Todos, sem exceção, reclamando da falta de tempo, da agenda extenuante e da tungada na vida pessoal por conta da loucura da vida profissional. Por outro lado, todos falando também da necessidade de inovar e fazer coisas diferentes.
Posso ser simplista aqui, mas tudo começa pela agenda de cada um de nós. Tipicamente, negligenciamos o poder que temos de montar conscientemente a agenda diária de trabalho que precisamos. O segredo do sucesso ou do fracasso começa nela. A sua capacidade de se desenvolver, inovar e pensar diferente precisa de espaço na agenda.
A maioria dos executivos tem dificuldade em lidar com agendas vazias. A rotina dessa turma inclui muitas horas montando relatórios, apagando incêndios, respondendo e-mails, muitas vezes irrelevantes, participando de reuniões intermináveis, ou seja, é um festival de tempo perdido. Aceitemos ou não, mas a cultura corporativa das empresas, em geral, está impregnada de amor pela hierarquia e de excesso de controles. A culpa disso tudo é dos executivos.
O que vou falar a seguir vale para todos os perfis de empresas, de qualquer segmento, de qualquer tamanho. Eu conheço executivos que delegam a sua agenda totalmente para a secretária, que vivem com a sensação de estarem sendo improdutivos quando a agenda está vazia, que vivem trancados em salas de reunião e não conseguem circular pela organização para falar com as pessoas ou com seus clientes. São executivos que não fazem reuniões com eles próprios… sozinhos! São líderes que não têm espaço na agenda para pensar. Quando o espaço surge, quase que por encanto, eles são usados para ver e-mails. Uma grande parte desses líderes afirma que a vida de executivo é assim mesmo: “agenda cheia e sem vida pessoal”. São gestores que adoram controle e, por isso, a agenda fica cheia de reuniões para controlar as coisas, para rever planilhas de projetos repletas de células com responsáveis, datas, prazos e status. Essa é uma rotina interminável, porque por trás de uma planilha, sempre tem outra planilha.
Mas qual é o caminho? A resposta está em duas palavras: desapego e coragem!
Desapego! Palavrinha que não aparece muito no dicionário corporativo. O segredo de uma agenda livre começa pelo executivo ter desapego por saber de tudo que está acontecendo em sua organização, desapego por planilhas, que muitas vezes nem entendemos direito, desapego por apresentações em powerpoint longas e complexas… enfim, desapego por tudo que esteja relacionado com controle excessivo. O controle é diretamente proporcional à falta de confiança nos subordinados e à tradicional dificuldade de delegar. Outras vezes é o velho cacoete do chefe querer por a mão na massa por achar que faz melhor que o seu time. Tudo isso tem por trás a obsessão de saber tudo que rola… nos mínimos detalhes.
A coragem caminha junto com o desapego. Estou falando da coragem de dizer “não sei” para o chefe quando ele pergunta sobre alguma coisa que está acontecendo na sua área e você diz “não sei” com naturalidade e segurança, sem dor na consciência, com a simplicidade de um monge indiano. Coragem para delegar o projeto mais importante da sua área para o seu time e deixá-lo trabalhar sem encher o saco. Coragem para aceitar fracassos e erros dos subordinados, pois isso faz parte do processo de evolução da organização. De forma geral, as organizações lidam muito mal com os fracassos. Todos abraçam a inovação e a criatividade, desde que não fracassem, não é mesmo?
Muitas vezes a sua agenda reflete a agenda do seu chefe. Se você tem um chefe inspirador, visionário, que gosta de pensar diferente, provavelmente, a sua agenda segue esse curso. Mas se você tem um chefe controlador, que adora saber tudo que você faz em detalhes insuportáveis, certamente a sua agenda está carregada de revisões e preparações de relatórios e apresentações sem fim. Onde está a sua coragem para não aceitar integralmente o estilo imposto por seu chefe? Tenha personalidade, desenvolva um relacionamento com o seu chefe e com o seu time em cima de critérios que você avalia como o melhor para todos. Ajude a mudar o curso das coisas. Não aceitar o curso do rio nem sempre é fácil e exige coragem.
Tudo isso, de alguma forma, gera consequências na sua agenda de trabalho. Ela é o reflexo do somatório de todas essas influências. O Santo Graal é uma agenda mais equilibrada, que permita tempo para respirar, se reciclar, rever prioridades e obter melhor equilíbrio com sua vida pessoal.
Aqui cabe um ponto fundamental. Uma agenda cheia não é sinônimo do capeta e não necessariamente significa inibição da criatividade e da inovação, o importante é que ela tenha espaços fartos e longos para você pensar diferente. O segredo não é você descobrir e ocupar os buracos na sua agenda… mas sim criar buracos, esse é o segredo. Crie espaços para conversar com pessoas que você não conversa normalmente, para ler publicações e artigos sobre coisas totalmente fora da sua área de atuação, que você nunca leria a pedido de seu chefe ou por iniciativa própria. Crie espaços para aprender coisas novas ou desaprender as coisas que você sabe. Espaço na agenda significa espaço para as ideias surgirem e descobrir novas possibilidades.
Em resumo, agenda mais vazia significa você navegar nas coisas com um nível de conhecimento mais baixo e com menor controle, com desapego e com a segurança de que está fazendo a coisa certa. Agenda vazia significa delegar mais e confiar no time, representa espaço disponível para inovar e pensar. Esses são os desafios, sacou?
Eu convivo com esses desafios o tempo todo. Propositadamente, eu tomo a iniciativa de bloquear partes da minha agenda diária para funcionarem como uma espécie de respiro, que às vezes são usadas para atacar as urgências, me renovar mentalmente ou fazer coisas completamente fora do radar. Eu decido na hora. Eu gosto de ler e pensar com fone de ouvido na cabeça ouvindo música clássica, conversar com pessoas que não conheço e entrar em coisas que eu não deveria estar. Isso me expõe a situações completamente diferentes e me desenvolve. Parece um pouco irresponsável, até caótico, talvez seja mesmo.
Por algum motivo que não sei explicar bem, nós vivemos numa época em que os gerentes não reconhecem a atividade de “refletir e pensar” como parte essencial de seu trabalho e responsabilidade. Existe um foco obsessivo na execução, especialmente nas grandes organizações. Quem afirma isso é o excelente artigo do MIT chamado “The Lost Art of Thinking in Large Organizations”, que apresenta uma ótima reflexão a respeito desse fenômeno. A arte de pensar exige uma boa dose de incerteza e ambiguidade, características que os executivos e organizações rejeitam, especialmente porque o mundo dos negócios celebra os líderes vencedores, que têm respostas assertivas e que se comportam como “senhores de si”. Expressões como “não sei” e “talvez” têm pouco espaço nas salas de decisão das empresas.
Infelizmente, os novos executivos aprendem com os velhos executivos. A nova turma executiva que vem por aí tende a repetir as coisas e o comportamento dos mais antigos e experientes. Assim se forjam os novos líderes. Já ouvi executivos de várias empresas diferentes, grandes e pequenas, falando para mim que ter a agenda muito livre pega mal. O que os outros vão pensar de mim? É preciso estar atarefado e com a agenda cheia, mostrando que a organização é demandante e que somos uma peça fundamental na engrenagem organizacional. Enfim, se o executivo não segue esse padrão, ele pode ser considerado como alguém fora do grupo. Inconscientemente ou não, ele age como os outros. Repetimos padrões sem entender muito bem o motivo e sem sentir, mas no fundo não queremos nos sentir diferentes ou excluídos.
Essa tendência de repetir comportamentos me lembra um experimento que bombou nas redes sociais chamado “Conformidade Social“. O experimento ocorre numa sala de espera e uma mulher repete os movimentos sem sentido que o grupo executa. O ambiente e o contexto provocam uma pressão do grupo sobre ela, que tende a agir em conformidade com as expectativas esperadas de quem está na sala. Vale muito a pena ver esse pequeno vídeo de menos de 4 minutos. Substitua esse cenário por outros grupos e você verá que o esse tipo de comportamento é muito mais comum do que imaginamos.
Não leve toda essa minha longa reflexão tão a sério.
Obviamente que o mundo vive hoje uma explosão de executivos inovadores e empreendedores, com muitas empresas inovando radicalmente e muitos modelos de negócios sendo repensados. Existe muita gente boa no comando das empresas e desafiando o status quo. Eu mesmo trabalho numa empresa super inovadora, que se reinventa constantemente e que investe uma fortuna em inovação anualmente. Essas coisas não acontecem por acaso, acontecem por conta de líderes que quebram as regras e se jogam em abismos sem ter certeza de onde eles terminam. O desafio é a multiplicação desses gremlins executivos dentro das organizações, de forma que modelos tradicionais de trabalho e de hierarquia sejam repensados diante da sociedade em que vivemos hoje.
A transformação da liderança das empresas, incluindo desde o primeiro escalão até o escalão mais perto do chão de fábrica, não acontecerá somente por uma mudança de postura ou comportamento, não basta somente vontade de mudar, mas carrega elementos de transformação cultural, de regras e leis da sociedade nos âmbitos social e econômico. Enfim, a agenda é apenas um pequeno elemento em toda essa onda. Mas quer saber? De tudo isso que falei, a sua agenda é a única coisa que está sob seu total controle. Portanto, se não dá para fazer todas as mudanças, que tal começar repensando a sua agenda de amanhã?
Um serviço do FeedBurner
Vivemos uma época em que todos falam de inovação e criatividade dentro das empresas, para isso é fácil constatar que precisamos trabalhar diferente, a começar pela agenda dos executivos. Num evento recente de mercado do qual eu participei, durante um café com vários executivos, o papo foi a velha discussão da agenda lotada de todos. Todos, sem exceção, reclamando da falta de tempo, da agenda extenuante e da tungada na vida pessoal por conta da loucura da vida profissional. Por outro lado, todos falando também da necessidade de inovar e fazer coisas diferentes.
Posso ser simplista aqui, mas tudo começa pela agenda de cada um de nós. Tipicamente, negligenciamos o poder que temos de montar conscientemente a agenda diária de trabalho que precisamos. O segredo do sucesso ou do fracasso começa nela. A sua capacidade de se desenvolver, inovar e pensar diferente precisa de espaço na agenda.
A maioria dos executivos tem dificuldade em lidar com agendas vazias. A rotina dessa turma inclui muitas horas montando relatórios, apagando incêndios, respondendo e-mails, muitas vezes irrelevantes, participando de reuniões intermináveis, ou seja, é um festival de tempo perdido. Aceitemos ou não, mas a cultura corporativa das empresas, em geral, está impregnada de amor pela hierarquia e de excesso de controles. A culpa disso tudo é dos executivos.
O que vou falar a seguir vale para todos os perfis de empresas, de qualquer segmento, de qualquer tamanho. Eu conheço executivos que delegam a sua agenda totalmente para a secretária, que vivem com a sensação de estarem sendo improdutivos quando a agenda está vazia, que vivem trancados em salas de reunião e não conseguem circular pela organização para falar com as pessoas ou com seus clientes. São executivos que não fazem reuniões com eles próprios… sozinhos! São líderes que não têm espaço na agenda para pensar. Quando o espaço surge, quase que por encanto, eles são usados para ver e-mails. Uma grande parte desses líderes afirma que a vida de executivo é assim mesmo: “agenda cheia e sem vida pessoal”. São gestores que adoram controle e, por isso, a agenda fica cheia de reuniões para controlar as coisas, para rever planilhas de projetos repletas de células com responsáveis, datas, prazos e status. Essa é uma rotina interminável, porque por trás de uma planilha, sempre tem outra planilha.
Mas qual é o caminho? A resposta está em duas palavras: desapego e coragem!
Desapego! Palavrinha que não aparece muito no dicionário corporativo. O segredo de uma agenda livre começa pelo executivo ter desapego por saber de tudo que está acontecendo em sua organização, desapego por planilhas, que muitas vezes nem entendemos direito, desapego por apresentações em powerpoint longas e complexas… enfim, desapego por tudo que esteja relacionado com controle excessivo. O controle é diretamente proporcional à falta de confiança nos subordinados e à tradicional dificuldade de delegar. Outras vezes é o velho cacoete do chefe querer por a mão na massa por achar que faz melhor que o seu time. Tudo isso tem por trás a obsessão de saber tudo que rola… nos mínimos detalhes.
A coragem caminha junto com o desapego. Estou falando da coragem de dizer “não sei” para o chefe quando ele pergunta sobre alguma coisa que está acontecendo na sua área e você diz “não sei” com naturalidade e segurança, sem dor na consciência, com a simplicidade de um monge indiano. Coragem para delegar o projeto mais importante da sua área para o seu time e deixá-lo trabalhar sem encher o saco. Coragem para aceitar fracassos e erros dos subordinados, pois isso faz parte do processo de evolução da organização. De forma geral, as organizações lidam muito mal com os fracassos. Todos abraçam a inovação e a criatividade, desde que não fracassem, não é mesmo?
Muitas vezes a sua agenda reflete a agenda do seu chefe. Se você tem um chefe inspirador, visionário, que gosta de pensar diferente, provavelmente, a sua agenda segue esse curso. Mas se você tem um chefe controlador, que adora saber tudo que você faz em detalhes insuportáveis, certamente a sua agenda está carregada de revisões e preparações de relatórios e apresentações sem fim. Onde está a sua coragem para não aceitar integralmente o estilo imposto por seu chefe? Tenha personalidade, desenvolva um relacionamento com o seu chefe e com o seu time em cima de critérios que você avalia como o melhor para todos. Ajude a mudar o curso das coisas. Não aceitar o curso do rio nem sempre é fácil e exige coragem.
Tudo isso, de alguma forma, gera consequências na sua agenda de trabalho. Ela é o reflexo do somatório de todas essas influências. O Santo Graal é uma agenda mais equilibrada, que permita tempo para respirar, se reciclar, rever prioridades e obter melhor equilíbrio com sua vida pessoal.
Aqui cabe um ponto fundamental. Uma agenda cheia não é sinônimo do capeta e não necessariamente significa inibição da criatividade e da inovação, o importante é que ela tenha espaços fartos e longos para você pensar diferente. O segredo não é você descobrir e ocupar os buracos na sua agenda… mas sim criar buracos, esse é o segredo. Crie espaços para conversar com pessoas que você não conversa normalmente, para ler publicações e artigos sobre coisas totalmente fora da sua área de atuação, que você nunca leria a pedido de seu chefe ou por iniciativa própria. Crie espaços para aprender coisas novas ou desaprender as coisas que você sabe. Espaço na agenda significa espaço para as ideias surgirem e descobrir novas possibilidades.
Em resumo, agenda mais vazia significa você navegar nas coisas com um nível de conhecimento mais baixo e com menor controle, com desapego e com a segurança de que está fazendo a coisa certa. Agenda vazia significa delegar mais e confiar no time, representa espaço disponível para inovar e pensar. Esses são os desafios, sacou?
Eu convivo com esses desafios o tempo todo. Propositadamente, eu tomo a iniciativa de bloquear partes da minha agenda diária para funcionarem como uma espécie de respiro, que às vezes são usadas para atacar as urgências, me renovar mentalmente ou fazer coisas completamente fora do radar. Eu decido na hora. Eu gosto de ler e pensar com fone de ouvido na cabeça ouvindo música clássica, conversar com pessoas que não conheço e entrar em coisas que eu não deveria estar. Isso me expõe a situações completamente diferentes e me desenvolve. Parece um pouco irresponsável, até caótico, talvez seja mesmo.
Por algum motivo que não sei explicar bem, nós vivemos numa época em que os gerentes não reconhecem a atividade de “refletir e pensar” como parte essencial de seu trabalho e responsabilidade. Existe um foco obsessivo na execução, especialmente nas grandes organizações. Quem afirma isso é o excelente artigo do MIT chamado “The Lost Art of Thinking in Large Organizations”, que apresenta uma ótima reflexão a respeito desse fenômeno. A arte de pensar exige uma boa dose de incerteza e ambiguidade, características que os executivos e organizações rejeitam, especialmente porque o mundo dos negócios celebra os líderes vencedores, que têm respostas assertivas e que se comportam como “senhores de si”. Expressões como “não sei” e “talvez” têm pouco espaço nas salas de decisão das empresas.
Infelizmente, os novos executivos aprendem com os velhos executivos. A nova turma executiva que vem por aí tende a repetir as coisas e o comportamento dos mais antigos e experientes. Assim se forjam os novos líderes. Já ouvi executivos de várias empresas diferentes, grandes e pequenas, falando para mim que ter a agenda muito livre pega mal. O que os outros vão pensar de mim? É preciso estar atarefado e com a agenda cheia, mostrando que a organização é demandante e que somos uma peça fundamental na engrenagem organizacional. Enfim, se o executivo não segue esse padrão, ele pode ser considerado como alguém fora do grupo. Inconscientemente ou não, ele age como os outros. Repetimos padrões sem entender muito bem o motivo e sem sentir, mas no fundo não queremos nos sentir diferentes ou excluídos.
Essa tendência de repetir comportamentos me lembra um experimento que bombou nas redes sociais chamado “Conformidade Social“. O experimento ocorre numa sala de espera e uma mulher repete os movimentos sem sentido que o grupo executa. O ambiente e o contexto provocam uma pressão do grupo sobre ela, que tende a agir em conformidade com as expectativas esperadas de quem está na sala. Vale muito a pena ver esse pequeno vídeo de menos de 4 minutos. Substitua esse cenário por outros grupos e você verá que o esse tipo de comportamento é muito mais comum do que imaginamos.
Não leve toda essa minha longa reflexão tão a sério.
Obviamente que o mundo vive hoje uma explosão de executivos inovadores e empreendedores, com muitas empresas inovando radicalmente e muitos modelos de negócios sendo repensados. Existe muita gente boa no comando das empresas e desafiando o status quo. Eu mesmo trabalho numa empresa super inovadora, que se reinventa constantemente e que investe uma fortuna em inovação anualmente. Essas coisas não acontecem por acaso, acontecem por conta de líderes que quebram as regras e se jogam em abismos sem ter certeza de onde eles terminam. O desafio é a multiplicação desses gremlins executivos dentro das organizações, de forma que modelos tradicionais de trabalho e de hierarquia sejam repensados diante da sociedade em que vivemos hoje.
A transformação da liderança das empresas, incluindo desde o primeiro escalão até o escalão mais perto do chão de fábrica, não acontecerá somente por uma mudança de postura ou comportamento, não basta somente vontade de mudar, mas carrega elementos de transformação cultural, de regras e leis da sociedade nos âmbitos social e econômico. Enfim, a agenda é apenas um pequeno elemento em toda essa onda. Mas quer saber? De tudo isso que falei, a sua agenda é a única coisa que está sob seu total controle. Portanto, se não dá para fazer todas as mudanças, que tal começar repensando a sua agenda de amanhã?
Um serviço do FeedBurner
Categorias:
comportamento,
cultura corporativa,
diversidade,
inovação,
liderança,
transformação
segunda-feira, 25 de julho de 2016
Fui para ser mentor e acabei sendo mentorizado
Na noite de 21 de julho, participei do Circuito Startup, no Rio de Janeiro. Basicamente é uma maratona de eventos no formato happy hour onde um monte de gente com ideias e sonhos se juntam: empreendedores, investidores (em startups), desenvolvedores, prestadores de serviço, incubadoras, aceleradoras de negócios, mídia e interessados… todos buscando iniciar e alavancar seus projetos. É um ambiente absolutamente diverso, gente de todo tipo, de todas as idades, com cabeças repletas de ideias, pessoas de diferentes origens, formações, experiências e expectativas… um mosaico incrível e difícil de descrever.
Descobri ideias muito doidas, mas outras incríveis. Quer ver algumas?:
– gerador eólico para aeroportos, no qual o vento vem dos próprios aviões nos pousos e decolagens;
– aplicativo, para os amantes de dança, que faz o match de pessoas procurando parceiros para dançar, além do mapeamento de todos os eventos de dança pela cidade;
– um canal no YouTube que é uma espécie de Netflix, com oito gêneros diferentes e com filmes super bem produzidos que contam uma história completa em até cinco minutos.
A noite começa com as pessoas fazendo pitches de, no máximo, três minutos. O mediador, às vezes, dá uma colher de chá e deixa o pessoal estourar o tempo. Por outro lado, quando a apresentação está desestruturada e com pouca objetividade, o mediador ajuda. Ali, rolam pessoas apresentando ideias, embrionárias ou já em estágio avançado de execução, prestadores de serviços oferecendo algum serviço diferenciado, entidades de todos os tipos que têm interesse em se juntar ou investir em negócios, enfim, é uma sequência quase aleatória de pessoas falando, contando histórias, sonhos e projetos. Um reality show da diversidade do empreendedorismo no nosso País. Fiquei fascinado com a experiência.
Depois da sequência de apresentações, se abrem as sessões de mentorização. Os mentores ficam sentados em mesas, com etiquetas mostrando as suas respectivas áreas de competência, e as pessoas circulam aleatoriamente entre as mesas para conversar sobre suas ideias. As conversas podem durar de um até muitos minutos. Minha área de experiência era marketing, portanto, quando as pessoas sentavam comigo iniciavam com esse foco, mas em pouco tempo estávamos falando sobre tudo: planejamento, estruturação do negócio, busca de investimento, parceiros etc. Esse foi um exercício de ouro para mim.
Saí mentalmente esgotado do evento. Adorei a experiência, mas o nível de complexidade das conversas é uma loucura. Você fala com pessoas super bem estruturadas, mas também com pessoas totalmente piradas e com ideias ainda muito vagas, porém, encantadoras. O nível de abstração, às vezes, é louco. Por outro lado, muitas das perguntas que surgem colocam você numa sinuca, porque você não tem ideia da resposta, mas o cara está lá, olhando para você e pedindo uma luz, uma dica ou um insight. Isso mexeu com regiões do meu cérebro que acho que nunca foram tocadas, ainda mais porque apareciam temas sobre os quais eu não tinha nenhum conhecimento.
Essa não foi a minha primeira experiência desse tipo. Já participei de várias outras com a mesma pegada e propósito, como hackathons. Ser submetido a esses exercícios é tão legal, tão intenso e tão desafiador, que todo profissional de desenvolvimento de negócios e de marketing deveria se submeter a isso de vez em quando. É um desafio enorme e você sai de lá amassado depois de tantos estímulos inovadores concentrados em poucas horas. É um desenvolvimento mental muito saudável.
Foi revigorante ter participado daquela noite (saí de lá depois das 23 horas) numa fase em que a gente só vê notícias ruins no Brasil. Tem muita gente pensando, criando e com ideias incríveis neste País. São essas pessoas que podem ajudar a virar o jogo. Eu fui lá para ser mentor, ajudar as pessoas a estruturarem seus projetos, dar orientação e até colocar mais minhoca na cabeça dos outros. Enfim, fui para mentorizar… mas quem saiu mentorizado fui eu.
Categorias:
carreira,
inovação,
transformação
quarta-feira, 20 de julho de 2016
Inteligência Artificial está chegando - Uma conversa com o Dino
A inteligência artificial e a computação cognitiva estão chegando em alta velocidade e vão invadir o nosso dia a dia. Conheça aqui o Dino, o brinquedo cognitivo que tem conversas inteligentes com crianças.
Dino é um Cognitoy da linha de brinquedos inteligentes da Elemental Path e, por enquanto, somente é vendido nos Estados Unidos. Ele utiliza o Watson, tecnologia cognitiva capaz de interagir, entender linguagens, aprender novas habilidades e raciocinar como seres humanos. Dino é o exemplo perfeito da era da inteligência artificial e da computação cognitiva em nossas mãos.
Hoje ele fala somente inglês e é voltado para crianças, imagine o Dino falando diversos idiomas e sendo expert em várias áreas do conhecimento humano. A sociedade vai mudar radicalmente, o mercado de trabalho também, com o surgimento e a transformação de muitas profissões.
Categorias:
Futuro,
inovação,
novas tecnologias,
transformação
terça-feira, 28 de junho de 2016
Orgulho LGBT - Dia 28 de junho
Dia 28 de junho é o dia do Orgulho LGBT.
Mas você sabe por que usamos a palavra "orgulho"? E por que dia 28 de junho?
Mas você sabe por que usamos a palavra "orgulho"? E por que dia 28 de junho?
Categorias:
comportamento,
diversidade,
nova geração,
sociedade,
transformação
segunda-feira, 20 de junho de 2016
O que você não viu no vídeo que superou os 150 milhões de views no Facebook
Por que o efêmero vídeo de Candace Payne explodiu na internet? O que está por trás desse novo fenômeno das redes sociais? É intrigante como algo tão comum chegou aonde chegou. Aqui eu tento explicar isso e dar o meu ponto de vista sobre o caso. Quando o vídeo de Candace apareceu, eu esperei num canto para ver até onde iria, antes de tentar entender o que estava acontecendo. Portanto, propositadamente, eu aguardei alguns dias antes de escrever esse post.
Você não sabe quem é Candace Payne? Aqui vai um super resumo.
Essa senhora norte-americana de 37 anos publicou um vídeo no Facebook no dia 19 de maio, às 15:24 h. Aproximadamente 7 horas depois, ainda no mesmo dia, o seu vídeo já havia superado um milhão de views. Ela, no vídeo gravado no smartphone e postado ainda dentro do carro no estacionamento da loja, falou algo mais ou menos assim: “Eu gostaria de dizer que comprei isto para o meu filho, é algo que ele realmente deseja. E vou ser honesta, ele provavelmente confiscará isso… entretanto, isso é meu porque eu comprei e vou manter isso como meu”. E aí veste a máscara do Chewbacca, continua falando para a câmera e não para mais de gargalhar. É contagiante, infantil e autêntico. É quase impossível não gargalhar junto. Veja o vídeo e tente não embarcar na onda.
A explosão foi imediata. Quando escrevo esse post, o vídeo de Candace no YouTube está com inacreditáveis 157 milhões de views e mais de 3,3 milhões de compartilhamentos. Digite o nome dessa senhora na linha de busca do Google e aparecerão aproximadamente 600 mil resultados. O número de acessos em sua página no Facebook foi para a estratosfera.
Alguns de seus posts têm milhões de visualizações e dezenas de milhares de “likes”. Surgiram milhares de vídeos sobre ela e a máscara sonora do Chewbacca, muitos deles com dezenas e centenas de milhares de views, alguns na casa dos milhões. A loja onde Candace comprou a máscara, a Kohl’s, tomou carona e fez uma ação oportunista de marketing via vídeo… e tal vídeo já ultrapassou 33 milhões de views. Tudo relativo ao caso surge com largos números e superlativos.
A máscara do Chewbacca da Hasbro está esgotada. Tudo foi vendido e agora virou peça rara, só encontrada em alguns fóruns especiais com preços marcianos.
Candace foi convidada para programas de TV, como o Entertainment Tonight, Good Morning America, The Late Show with James Corden e vários outros. Ela esteve com J.J. Abrams, o diretor do filme mais recente da saga Star Wars. Ela visitou o estúdio da LucasFilm em San Francisco. Candace também foi convidada por Mark Zuckerberg para visitar a sede do Facebook, especialmente porque o seu vídeo registrou o número recorde de acessos dentro dessa rede social. No Facebook, ela foi recebida com festa destinada às celebridades e parece que se divertiu bastante. Mark postou sobre sua visita. Tudo isso aconteceu em poucos dias, como um tsunami.
Porém, como qualquer nova celebridade que aparece no pedaço, Candace está tendo a sua vida completamente radiografada por todos os lados, com notícias denunciando fatos de sua infância, família, preferências, virtudes, mazelas e confidências. Já falam de seu marido, de seus filhos e de suas experiências na universidade. Enfim, Candace virou figura pública.
Como pode algo tão efêmero se transformar em um fenômeno mundial quase sem precedentes? O que está por trás do caso de Candace Payne?
A resposta parece ser simples e óbvia: ocorreu um alinhamento de uma série de coisas que fizeram o vídeo ganhar interesse. Concordo com essa resposta, mas ela não é suficiente para justificar que mais de 150 milhões de pessoas tenham tido a curiosidade de assistir Candace gargalhando com uma máscara no rosto e milhões tenham compartilhado o vídeo. O fato é que não estamos exatamente diante de uma pessoa comum e nem as condições eram tão desfavoráveis assim para o crescimento da audiência do vídeo. Aqui estão alguns elementos que criaram a mágica de tudo isso.
1- Empatia
Ela parece ser uma pessoa como eu e como você. Ela realmente não é uma super star e nem uma celebridade. Ela zomba de si mesma por ser gordinha. A situação de estar num carro dentro do estacionamento é rotineira e do cotidiano. Ela age como se estivesse contando uma confidência no vídeo, quase um segredo. Também não esconde o fato de que ela comprou a máscara para si mesma e não para os seus filhos, ou seja, é um adulto agindo como criança dentro do carro num estacionamento. Tudo isso cria uma identificação das pessoas com ela. Estamos falando aqui de empatia.
2- Suspense
O fato de ela falar que tem um segredo, cria curiosidade. Ao mostrar que tem relação com Star Wars, ela aumenta o suspense e a curiosidade do ouvinte por saber o que ela tem mãos que tem tanto valor para ela. Isso tudo prende o ouvinte até o segredo ser desfeito. Nesse momento você já está dominado pelo encantamento dela, especialmente por conta do suspense criado.
3- Inocência
O momento de Candace é um momento efêmero e de felicidade pura. Muitas pessoas podem ter curtido porque gostariam de ter a inocência, o desprendimento e a alegria de Candace. As pessoas adoram isso. Muitos viram até o final para ver até onde iria aquela alegria toda.
4- É Star Wars!!
Candace não tem uma máscara qualquer em mãos. Chewbacca é um dos personagens mais amados da série Star Wars. O seu rugido trouxe diversão e surpresa ao vídeo. Não negligencie o fato de a máscara ser do Chewbacca; tudo que se refere a Stars Wars parece ter o toque de Midas. Experimente colocar nas mãos de Candace uma máscara do Saci Pererê e veja o que acontece. Certamente o fato de ser o Chewbacca fez diferença.
As razões acima são evidentes, acho que todos concordamos com elas, mas estou convencido que existem outros motivos que potencializaram o número de views:
1- Candace é uma pessoa talentosa
Ela é encantadora, carismática e genuína. Sua gargalhada é encantadora e crível. A leveza e a alegria de Candace são contagiantes. É impossível ver o vídeo sem sorrir, mesmo que você fique se perguntando: “Por que eu estou perdendo tempo vendo isso?”. Ela fala da família e um pouco de si antes de contar o que tem para contar, evidencia que é geek e monta o contexto. Ela leva o ouvinte a pensar que ela é pouquinho louca e fora de regras, por falar “sozinha” dentro do carro num estacionamento. Pergunta para o ouvinte se a palavra “confiscar” está correta reforçando o conceito de uma pessoa comum que também se confunde com as palavras. Ela é uma contadora de histórias, o vídeo tem um roteiro perfeito, com todos os elementos fundamentais de um bom storytelling. Nesse vídeo ela construiu conscientemente um clima de suspense e manteve a curiosidade sobre Star Wars desde o início. Eu diria que a espontaneidade que ela apresenta no vídeo é uma espontaneidade dirigida, ela sabia o que estava fazendo. Esse não foi o primeiro vídeo de Candace. Se olharmos a timeline de seu Facebook verificaremos que ela já vem postando vídeos e conversando com seus seguidores já há algum tempo. Ao longo do tempo ela evoluiu no uso da câmera e nas gravações em vídeo. Veja as entrevistas que ela deu na TV depois do sucesso do vídeo e você verá uma pessoa eloquente, que tem domínio de câmera, da voz e da pegada de contar uma história. Estamos diante de uma pessoa treinada em fazer vídeos… espontâneos. Ou seja, Candace é uma pessoa talentosa, quase uma atriz, ela sabe atuar bem e sabe construir as mensagens.
2- Candace tem forte atividade comunitária
Candace é texana, muito religiosa, super ativa em sua comunidade e no Facebook, publicando e compartilhando muito conteúdo frente à sua comunidade. Esta sua atividade ajudou a construir a sua reputação perante um grande número de pessoas, que já a seguiam no Facebook antes do vídeo explodir. Portanto, sua atuação junto à comunidade merece ser destacada, conversando de forma transparente sobre as coisas que acontecem cotidianamente em sua vida, publicando conteúdo positivo e alegre, compartilhando sua fé religiosa e criando vínculos fortes. Ou seja, Candace já vinha investindo seu tempo e criatividade para crescer sua imagem perante a comunidade que a seguia dentro da rede social, com um número considerável de admiradores, e foi isso que gerou a massa crítica mínima suficiente para fazer crescer exponencialmente a visibilidade de seu vídeo. A comunidade reagiu e deu um bom empurrão inicial para a viralização do vídeo, compartilhando-o intensamente com suas conexões.
3- Candace é produtora intensiva e experiente de conteúdo digital
Antes do vídeo explosivo, Candace já havia publicado aproximadamente 50 vídeos em sua timeline no Facebook. Ela não tem receio de fazer e experimentar coisas, ela vai lá e faz. Ela publica com regularidade todo tipo de conteúdo, suas opiniões, preferências, com transparência e ingenuidade. Ao longo do tempo ela foi conquistando milhares de seguidores, evoluiu aprendendo o que postar, como postar e o que provoca mais reações de curtir e comentários. Ela criou um estilo próprio, que é procurar divertir as pessoas, isso fica evidente em sua timeline. Ou seja, Candace não é uma usuária inexperiente e inativa nas redes sociais, ela não é igual a maior parte dos usuários do Facebook que apenas consomem conteúdo e que de vez em quando curtem alguma coisa. Ela é exatamente o oposto. Ela produz conteúdo digital regularmente, postando textos, imagens e vídeos. Ela aprendeu a contar histórias e a evidente evolução de seus seguidores mostra o seu progresso como contadora de histórias. Ela construiu uma audiência que parece motivada em compartilhar o que ela cria e publica.
Por fim, e isso é mera especulação de minha parte, eu acredito que a turma do Facebook identificou os primeiros estágios de crescimento do tráfego desse vídeo identificado-o como um tesouro em potencial. Então por que não ajudá-lo? Por que não dar mais exposição e fazer os algoritmos ajudá-lo um pouquinho? Por que não fazer a máquina de PR dar um pouco de visibilidade para ele? Enfim, acredito que tenha ocorrido dentro do Facebook uma motivação em ajudar intencionalmente o crescimento no número de views do vídeo.
Como curiosidade, a paixão de Candace por Star Wars e Chewbacca não é de hoje. A timeline dela no Facebook denuncia isso. Veja que ela postou uma foto dela usando uma máscara do personagem abril, no aniversário de um de seus filhos. Ela realmente gosta do Chewbacca. O fato de ela “roubar” a máscara do filho não foi algo fugaz ou forçado, ela realmente gosta do cara peludo.
Você pode até não concordar comigo, mas vejo o caso de Candace Payne como consequência de um alinhamento perfeito de estrelas, um exemplo perfeito de storytelling, somado a uma pessoa extremamente talentosa, ativista digital, que já tinha um significativo número de seguidores e um desejo enorme de um monte de gente para ver esse vídeo explodir, inclusive do próprio Facebook, como já citado acima. Parabéns, Candace, a Força está com você!
Saiba mais do caso nos links abaixo.
Agradeço imensamente aos meus amigos no Facebook que postaram em minha timeline suas percepções e leituras a respeito desse caso. Isso me ajudou muito a montar a minha própria interpretação e análise do caso.
Why a Woman Putting on a Chewbacca Mask Is Facebook Live’s Most-Watched Video Ever.
Why ‘Chewbacca Mask Mom’ Is The Most Famous Haul Video To Date.
The Amazing Full Story Behind The Latest Viral Phenomenon: Chewbacca Lady.
Alright, Enough Already with the Damn “Chewbacca Mom“.
Why Chewbacca and Candace Payne were Destined for Stardom, and the Real Content Marketing Takeaways Behind this Success.
Você não sabe quem é Candace Payne? Aqui vai um super resumo.
Essa senhora norte-americana de 37 anos publicou um vídeo no Facebook no dia 19 de maio, às 15:24 h. Aproximadamente 7 horas depois, ainda no mesmo dia, o seu vídeo já havia superado um milhão de views. Ela, no vídeo gravado no smartphone e postado ainda dentro do carro no estacionamento da loja, falou algo mais ou menos assim: “Eu gostaria de dizer que comprei isto para o meu filho, é algo que ele realmente deseja. E vou ser honesta, ele provavelmente confiscará isso… entretanto, isso é meu porque eu comprei e vou manter isso como meu”. E aí veste a máscara do Chewbacca, continua falando para a câmera e não para mais de gargalhar. É contagiante, infantil e autêntico. É quase impossível não gargalhar junto. Veja o vídeo e tente não embarcar na onda.
A explosão foi imediata. Quando escrevo esse post, o vídeo de Candace no YouTube está com inacreditáveis 157 milhões de views e mais de 3,3 milhões de compartilhamentos. Digite o nome dessa senhora na linha de busca do Google e aparecerão aproximadamente 600 mil resultados. O número de acessos em sua página no Facebook foi para a estratosfera.
Alguns de seus posts têm milhões de visualizações e dezenas de milhares de “likes”. Surgiram milhares de vídeos sobre ela e a máscara sonora do Chewbacca, muitos deles com dezenas e centenas de milhares de views, alguns na casa dos milhões. A loja onde Candace comprou a máscara, a Kohl’s, tomou carona e fez uma ação oportunista de marketing via vídeo… e tal vídeo já ultrapassou 33 milhões de views. Tudo relativo ao caso surge com largos números e superlativos.
A máscara do Chewbacca da Hasbro está esgotada. Tudo foi vendido e agora virou peça rara, só encontrada em alguns fóruns especiais com preços marcianos.
Candace foi convidada para programas de TV, como o Entertainment Tonight, Good Morning America, The Late Show with James Corden e vários outros. Ela esteve com J.J. Abrams, o diretor do filme mais recente da saga Star Wars. Ela visitou o estúdio da LucasFilm em San Francisco. Candace também foi convidada por Mark Zuckerberg para visitar a sede do Facebook, especialmente porque o seu vídeo registrou o número recorde de acessos dentro dessa rede social. No Facebook, ela foi recebida com festa destinada às celebridades e parece que se divertiu bastante. Mark postou sobre sua visita. Tudo isso aconteceu em poucos dias, como um tsunami.Porém, como qualquer nova celebridade que aparece no pedaço, Candace está tendo a sua vida completamente radiografada por todos os lados, com notícias denunciando fatos de sua infância, família, preferências, virtudes, mazelas e confidências. Já falam de seu marido, de seus filhos e de suas experiências na universidade. Enfim, Candace virou figura pública.
Como pode algo tão efêmero se transformar em um fenômeno mundial quase sem precedentes? O que está por trás do caso de Candace Payne?
A resposta parece ser simples e óbvia: ocorreu um alinhamento de uma série de coisas que fizeram o vídeo ganhar interesse. Concordo com essa resposta, mas ela não é suficiente para justificar que mais de 150 milhões de pessoas tenham tido a curiosidade de assistir Candace gargalhando com uma máscara no rosto e milhões tenham compartilhado o vídeo. O fato é que não estamos exatamente diante de uma pessoa comum e nem as condições eram tão desfavoráveis assim para o crescimento da audiência do vídeo. Aqui estão alguns elementos que criaram a mágica de tudo isso.
1- Empatia
Ela parece ser uma pessoa como eu e como você. Ela realmente não é uma super star e nem uma celebridade. Ela zomba de si mesma por ser gordinha. A situação de estar num carro dentro do estacionamento é rotineira e do cotidiano. Ela age como se estivesse contando uma confidência no vídeo, quase um segredo. Também não esconde o fato de que ela comprou a máscara para si mesma e não para os seus filhos, ou seja, é um adulto agindo como criança dentro do carro num estacionamento. Tudo isso cria uma identificação das pessoas com ela. Estamos falando aqui de empatia.
2- Suspense
O fato de ela falar que tem um segredo, cria curiosidade. Ao mostrar que tem relação com Star Wars, ela aumenta o suspense e a curiosidade do ouvinte por saber o que ela tem mãos que tem tanto valor para ela. Isso tudo prende o ouvinte até o segredo ser desfeito. Nesse momento você já está dominado pelo encantamento dela, especialmente por conta do suspense criado.
3- Inocência
O momento de Candace é um momento efêmero e de felicidade pura. Muitas pessoas podem ter curtido porque gostariam de ter a inocência, o desprendimento e a alegria de Candace. As pessoas adoram isso. Muitos viram até o final para ver até onde iria aquela alegria toda.
4- É Star Wars!!
Candace não tem uma máscara qualquer em mãos. Chewbacca é um dos personagens mais amados da série Star Wars. O seu rugido trouxe diversão e surpresa ao vídeo. Não negligencie o fato de a máscara ser do Chewbacca; tudo que se refere a Stars Wars parece ter o toque de Midas. Experimente colocar nas mãos de Candace uma máscara do Saci Pererê e veja o que acontece. Certamente o fato de ser o Chewbacca fez diferença.
As razões acima são evidentes, acho que todos concordamos com elas, mas estou convencido que existem outros motivos que potencializaram o número de views:
1- Candace é uma pessoa talentosa
Ela é encantadora, carismática e genuína. Sua gargalhada é encantadora e crível. A leveza e a alegria de Candace são contagiantes. É impossível ver o vídeo sem sorrir, mesmo que você fique se perguntando: “Por que eu estou perdendo tempo vendo isso?”. Ela fala da família e um pouco de si antes de contar o que tem para contar, evidencia que é geek e monta o contexto. Ela leva o ouvinte a pensar que ela é pouquinho louca e fora de regras, por falar “sozinha” dentro do carro num estacionamento. Pergunta para o ouvinte se a palavra “confiscar” está correta reforçando o conceito de uma pessoa comum que também se confunde com as palavras. Ela é uma contadora de histórias, o vídeo tem um roteiro perfeito, com todos os elementos fundamentais de um bom storytelling. Nesse vídeo ela construiu conscientemente um clima de suspense e manteve a curiosidade sobre Star Wars desde o início. Eu diria que a espontaneidade que ela apresenta no vídeo é uma espontaneidade dirigida, ela sabia o que estava fazendo. Esse não foi o primeiro vídeo de Candace. Se olharmos a timeline de seu Facebook verificaremos que ela já vem postando vídeos e conversando com seus seguidores já há algum tempo. Ao longo do tempo ela evoluiu no uso da câmera e nas gravações em vídeo. Veja as entrevistas que ela deu na TV depois do sucesso do vídeo e você verá uma pessoa eloquente, que tem domínio de câmera, da voz e da pegada de contar uma história. Estamos diante de uma pessoa treinada em fazer vídeos… espontâneos. Ou seja, Candace é uma pessoa talentosa, quase uma atriz, ela sabe atuar bem e sabe construir as mensagens.
2- Candace tem forte atividade comunitária
Candace é texana, muito religiosa, super ativa em sua comunidade e no Facebook, publicando e compartilhando muito conteúdo frente à sua comunidade. Esta sua atividade ajudou a construir a sua reputação perante um grande número de pessoas, que já a seguiam no Facebook antes do vídeo explodir. Portanto, sua atuação junto à comunidade merece ser destacada, conversando de forma transparente sobre as coisas que acontecem cotidianamente em sua vida, publicando conteúdo positivo e alegre, compartilhando sua fé religiosa e criando vínculos fortes. Ou seja, Candace já vinha investindo seu tempo e criatividade para crescer sua imagem perante a comunidade que a seguia dentro da rede social, com um número considerável de admiradores, e foi isso que gerou a massa crítica mínima suficiente para fazer crescer exponencialmente a visibilidade de seu vídeo. A comunidade reagiu e deu um bom empurrão inicial para a viralização do vídeo, compartilhando-o intensamente com suas conexões.
3- Candace é produtora intensiva e experiente de conteúdo digital
Antes do vídeo explosivo, Candace já havia publicado aproximadamente 50 vídeos em sua timeline no Facebook. Ela não tem receio de fazer e experimentar coisas, ela vai lá e faz. Ela publica com regularidade todo tipo de conteúdo, suas opiniões, preferências, com transparência e ingenuidade. Ao longo do tempo ela foi conquistando milhares de seguidores, evoluiu aprendendo o que postar, como postar e o que provoca mais reações de curtir e comentários. Ela criou um estilo próprio, que é procurar divertir as pessoas, isso fica evidente em sua timeline. Ou seja, Candace não é uma usuária inexperiente e inativa nas redes sociais, ela não é igual a maior parte dos usuários do Facebook que apenas consomem conteúdo e que de vez em quando curtem alguma coisa. Ela é exatamente o oposto. Ela produz conteúdo digital regularmente, postando textos, imagens e vídeos. Ela aprendeu a contar histórias e a evidente evolução de seus seguidores mostra o seu progresso como contadora de histórias. Ela construiu uma audiência que parece motivada em compartilhar o que ela cria e publica.
Por fim, e isso é mera especulação de minha parte, eu acredito que a turma do Facebook identificou os primeiros estágios de crescimento do tráfego desse vídeo identificado-o como um tesouro em potencial. Então por que não ajudá-lo? Por que não dar mais exposição e fazer os algoritmos ajudá-lo um pouquinho? Por que não fazer a máquina de PR dar um pouco de visibilidade para ele? Enfim, acredito que tenha ocorrido dentro do Facebook uma motivação em ajudar intencionalmente o crescimento no número de views do vídeo.
Como curiosidade, a paixão de Candace por Star Wars e Chewbacca não é de hoje. A timeline dela no Facebook denuncia isso. Veja que ela postou uma foto dela usando uma máscara do personagem abril, no aniversário de um de seus filhos. Ela realmente gosta do Chewbacca. O fato de ela “roubar” a máscara do filho não foi algo fugaz ou forçado, ela realmente gosta do cara peludo.
Você pode até não concordar comigo, mas vejo o caso de Candace Payne como consequência de um alinhamento perfeito de estrelas, um exemplo perfeito de storytelling, somado a uma pessoa extremamente talentosa, ativista digital, que já tinha um significativo número de seguidores e um desejo enorme de um monte de gente para ver esse vídeo explodir, inclusive do próprio Facebook, como já citado acima. Parabéns, Candace, a Força está com você!
Saiba mais do caso nos links abaixo.
Agradeço imensamente aos meus amigos no Facebook que postaram em minha timeline suas percepções e leituras a respeito desse caso. Isso me ajudou muito a montar a minha própria interpretação e análise do caso.
Why a Woman Putting on a Chewbacca Mask Is Facebook Live’s Most-Watched Video Ever.
Why ‘Chewbacca Mask Mom’ Is The Most Famous Haul Video To Date.
The Amazing Full Story Behind The Latest Viral Phenomenon: Chewbacca Lady.
Alright, Enough Already with the Damn “Chewbacca Mom“.
Why Chewbacca and Candace Payne were Destined for Stardom, and the Real Content Marketing Takeaways Behind this Success.
Categorias:
casos,
colaboração,
comportamento,
mídias sociais,
nova geração,
novas tecnologias,
redes sociais,
sociedade,
transformação
segunda-feira, 30 de maio de 2016
Dá vontade de explodir tudo pra começar de novo
Nós éramos oito pessoas na mesa do café da manhã, sendo metade de brasileiros e a outra metade de nacionalidades diversas. Estávamos juntos naquela mesa por acaso, chegamos para o café da manhã e procuramos lugares livres nas dezenas de mesas disponíveis. O motivo de estarmos ali era o mesmo de todos: conhecer as mais novas e modernas ferramentas de marketing disponíveis, especialmente aquelas voltadas para relacionamento com clientes. O evento era o Amplify 2016, ocorrido em Tampa, Estados Unidos, de 16 a 18 de maio.
Meu novo amigo CMO norte-americano, de coração aberto, compartilhou as suas dores e ansiedades ali para um monte de desconhecidos. Ficou evidente a identificação daquela turma com quem falava na mesa, com cabeças balançando afirmativamente e testas franzidas, mostrando desconforto e apreensão.
Soluções avançadas de análise de dados para conhecer e entender melhor o cliente, prover experiências digitais diferenciadas e personalizadas e desenvolver conteúdo dinâmico e relevante foram as coisas que carreguei ao sair dos três dias de evento. Também saí com a certeza de que a equação tradicional do omnichannel mudou; em vez de o digital complementar o mundo físico, estamos diante de um mundo onde o digital e a mobilidade total serão os carros-chefes e o físico será complementar. Enfim, uma mudança simples na equação, mas que faz a nossa vida em marketing ficar de pernas pro ar.
O fato do evento ocorrer nos Estados Unidos já tinha criado uma tremenda expectativa, afinal é lá que muitas das inovações em marketing nascem. Ouvi falar muito em “real time personalization”, mas como fazer isso quando a empresa tem centenas de milhares ou milhões de consumidores? Só mesmo fazendo uso de tecnologia e ferramentas escaláveis, que permitam lidar com milhões de transações simultaneamente. O conteúdo no seu site pode mudar conforme o perfil do cliente, ou seja, o mesmo produto pode ser mostrado de formas diferentes conforme a individualidade do consumidor.
Ouvi pela primeira vez a expressão “anomaly detection”, que é quando consumidores apresentam comportamentos específicos que sinalizam estarem saindo da jornada esperada ou que algo muito especial está acontecendo. Por exemplo, quando o seu produto não tem as cores que os clientes desejam e você consegue identificar isso em tempo real em função do comportamento que eles demonstram ao interagir com o seu site de e-commerce. Ou seja, não é preciso esperar o estoque encalhar para tomar uma ação.
Adorei uma expressão que peguei no meio das conversas: “jornada dinâmica do cliente”. Basicamente, significa que nós em marketing podemos até desenhar a jornada do cliente, mas no mundo atual, com tantos canais de interação e conteúdo, cada cliente tem a sua própria jornada, portanto, a criação da jornada é dinâmica, sendo necessário mapear em tempo real o relacionamento do consumidor com a marca e recriar, a todo momento, a sua jornada.
Também aprendi que, apesar de falarmos o tempo todo em soluções tecnológicas, o líder de marketing não precisa ser um expert em tecnologia. As soluções que surgem são cada vez mais amigáveis em termos de instalação e uso. A grande maioria delas é oferecida como serviços na nuvem, permitindo que os CMOS implementem tais soluções sem depender do CIO ou da TI da própria empresa, trazendo velocidade, flexibilidade, escalabilidade e independência para a operação de marketing. Aliás, essa questão de independência de TI foi algo que ouvi recorrentemente nos corredores do evento em Tampa.
Tudo caminha para o marketing se tornar menos empírico do que sempre foi. Obviamente, ainda existe um componente emocional e intangível muito importante, especialmente nas atividades ligadas ao branding, mas as atividades relacionadas à geração de demanda e à experiência do cliente estão se tornando mais racionais do que nunca, podendo ser mensuradas e planejadas de uma forma jamais realizada antes.
Hoje, é possível mapear todas as interações dos consumidores com a marca, entender suas preferências individuais, sua navegação e interesses dentro do mundo digital, seus canais prediletos, suas atividades nas redes sociais e juntar tudo isso para conhecê-lo melhor e oferecer uma experiência individual. É possível desenhar uma jornada individual dinâmica para cada cliente, em grande escala e de forma massiva. Estamos em outra era e estamos apenas no começo dela.
Curta abaixo o vídeo que eu mesmo montei da minha experiência no evento. Acho que você vai curtir. Foram quase três mil participantes, todos de marketing.
Categorias:
Futuro,
inovação,
marketing,
novas tecnologias,
propaganda,
transformação
quarta-feira, 4 de maio de 2016
9 motivos para você repensar a sua profissão
Em poucos anos a sua profissão pode mudar radicalmente, é provável que a empresa onde você trabalha nem mais exista e que você nem consiga mais se empregar com o que você sabe hoje. Veja 9 informações surpreendentes que farão você repensar o seu futuro no trabalho.
Ahhh... é melhor ouvir sentado porque tem risco de você cair da cadeira.
Categorias:
carreira,
Futuro,
inovação,
marketing,
nova geração,
transformação
quarta-feira, 20 de abril de 2016
[VIDEO] Meu fim de semana no maior Hackathon do Brasil
Foi incrível a minha experiência no maior hackathon do Brasil no final de semana passado, organizado pelo AngelHack, em São Paulo, dentro da IBM.
O vídeo ficou longo, tem 15 minutos, mas está divertido. Veja 3 minutos e depois tenta não ir até o final :) São imagens exclusivas de bastidores, que mostram o lado divertido dessa experiência e a essência do que é um hackathon. Espero que curtam!! :)
#angelhacksp
#anyonecancode
#hackathonIBM
O vídeo ficou longo, tem 15 minutos, mas está divertido. Veja 3 minutos e depois tenta não ir até o final :) São imagens exclusivas de bastidores, que mostram o lado divertido dessa experiência e a essência do que é um hackathon. Espero que curtam!! :)
#angelhacksp
#anyonecancode
#hackathonIBM
Categorias:
comportamento,
diversidade,
Futuro,
geração Y,
inovação,
nova geração,
novas tecnologias,
transformação
segunda-feira, 11 de abril de 2016
O trem fantasma dos CMOs
A vida dos CMOs hoje em dia, onde me encaixo perfeitamente, parece um trem fantasma. A cada momento vem uma curva inesperada e surge um fantasma diferente.
Os sustos variam, mas são inevitáveis. A dúvida é de onde vem a porrada. A única coisa certa é que ela virá. Cada vez mais surgem novos concorrentes nas indústrias tradicionais, de dentro e de fora do mercado conhecido, especialmente por conta da intensa inovação digital e por um novo consumidor sedento por novas experiências. Em paralelo ocorre uma profunda convergência da indústria.
O único ponto que diferencia a vida dos CMOs do trem fantasma que conhecemos é que a viagem dos CMOs é uma viagem às claras, onde tudo está visível e alcançável. A questão é que essa não é uma viagem de passeio – é uma corrida onde o carrinho roda em grande velocidade. Essa metáfora fica evidente no estudo recentemente publicado pela IBM que disseca os anseios, prioridades e pesadelos dos líderes de marketing dentro das empresas. Mais do que meramente os CMOs, o estudo evidencia a vida dos profissionais de marketing e comunicação em geral. Foram 723 líderes de marketing entrevistados presencialmente ao redor do mundo, inclusive no Brasil, onde 60% deles afirmaram que esperam mais concorrência nos negócios fora de suas indústrias tradicionais.
Ou seja, a maioria vive a angústia de ter que olhar além de seus horizontes para entender de onde o seu novo concorrente virá. Isso exige competências, recursos e uma incrível capacidade de análise do ambiente de negócios muito além do papel tradicional do CMO, que normalmente circula no universo do branding, na prospecção e relacionamento com clientes, na batalha cotidiana com os concorrentes e na renovação do portfolio de produtos e serviços.
Estamos falando de CMOs e profissionais de marketing com papéis e responsabilidades muito mais abrangentes e complexos do que aqueles conhecidos em anos recentes. No centro de tudo tem um consumidor diferenciado, que exige uma linguagem transparente e um relacionamento individualizado, com evidente poder de compra e preferência por canais digitais. A questão vai além do consumidor, trata-se de um ambiente de negócios onde os vencedores são aqueles que abraçam a ruptura dos negócios tradicionais. E marketing, mais do que nunca, tem um papel central nesse jogo.
O estudo "Redefinindo mercados - O ponto de vista do CMO" analisou o perfil das lideranças de marketing e identificou dois subgrupos de CMOs: os desbravadores e os seguidores. Os desbravadores são aqueles que experimentam modelos de negócio diferentes, com foco obsessivo em mapear a jornada do cliente e no uso de análise avançada de dados para gerenciar o seu negócio. Ou seja, os desbravadores são aqueles que adoram experimentação, gostam de tomar riscos e aceitam falhas e fracassos como parte do processo. Além disso, trabalham cada vez mais com dados para entender e conhecer melhor o seu cliente. Os seguidores, como o nome já diz, tendem a seguir o mercado e as suas práticas, dedicando menos esforço na busca da inovação em relação aos desbravadores, mas procurando compensar esse comportamento com mais eficiência e produtividade.
O mais legal do estudo foi descobrir o que tira o sono dos líderes de marketing. Tais pesadelos giram ao redor da criação de novas e melhores experiências para os seus clientes e no desenvolvimento de competências digitais. A oferta de mais experiências inovadoras e engajadoras para os consumidores exige mudanças de comportamento e novas habilidades. É preciso um marketing mais disposto a correr riscos, com maior propensão a abandonar fórmulas e práticas tradicionais já conhecidas. O estudo afirma que as organizações que estão na liderança são aquelas que adotam a chamada ruptura criativa e constroem, a partir disso, modelos de negócios mais abertos e colaborativos, o que leva à inovação. Prover melhores experiências para os clientes não é simplesmente uma vontade de querer fazer, nada acontece se não forem adotadas novas tecnologias e se não forem desenvolvidas novas habilidades técnicas. Líderes de marketing estão se aprofundando no conhecimento de análise de dados, no desenvolvimento de campanhas de marketing mais analíticas, no mapeamento da jornada do cliente, na adoção de novas tecnologias e, principalmente, desenvolver habilidades digitais em suas equipes, incluindo buscas de consultorias externas. Não é por acaso que 79% dos CMOs disseram planejar contratar profissionais com profundo conhecimento digital. Em resumo, a sensação de trem fantasma é real. Nunca vi colegas de marketing tão desconfortáveis e inseguros como agora, porém não exatamente pelo ambiente de ruptura que estamos passando, mas sim pela constante sensação de que estamos entregando pouco para os nossos clientes e que precisamos fazer mais. Por outro lado, vejo colegas super entusiasmados com tudo isso, aprendendo, criando e entregando experiências excepcionais de valor para os consumidores.
Enfim, curtir ou se assustar no trem fantasma é algo bem pessoal, só não dá para pular do carrinho.
Categorias:
Futuro,
inovação,
liderança,
marketing,
novas tecnologias,
transformação
quarta-feira, 6 de abril de 2016
Seu inimigo está mais próximo do que você imagina
Imediatamente me caiu a ficha. A conexão com minha vida profissional foi inevitável. Desde os primórdios da minha carreira em vendas e marketing, passei a acompanhar os movimentos dos nossos concorrentes. Nas diversas posições que ocupei, em várias empresas diferentes, nós sempre fizemos longos PPTs analisando o que os concorrentes estavam fazendo. Pesquisas, estudos detalhados, exercícios de futurologia, reza forte e muitas noites sem fim consumiram meu tempo e de meus colegas na vã tentativa de entender as ações dos concorrentes, de onde vinham e o que estava por trás daqueles movimentos suspeitos, às vezes inexplicáveis, que faziam. Bastavam lançar algo diferente e lá íamos nós estudar como contra-atacar.
Encontre o seu inimigo. O inimigo natural, para qualquer marqueteiro, é o seu concorrente. O que parecia ser simples no passado, porque os concorrentes eram notoriamente conhecidos em qualquer indústria, virou um pesadelo nos dias atuais. Vivemos uma época onde todos competem, o concorrente vem de onde menos se espera. Pode ser aquele aplicativozinho, sabe?
Nós encarávamos os concorrentes como inimigos a serem batidos. Muitas vezes gastávamos mais energia olhando os concorrentes do que o tempo investido nos clientes. Puxa, que erro flagrante, hein? Isso já é coisa de passado. Hoje eu não gasto muito tempo olhando o concorrente como antigamente, até porque o concorrente de hoje não necessariamente foi o concorrente de ontem, e muito menos será o de amanhã.
A grande questão é que olhar obsessivamente para o concorrente nem sempre é uma boa estratégia. Olhar o concorrente indica uma forte tendência de segui-lo, de repetir movimentos, de ir para onde os outros vão e não exatamente para onde os clientes desejam ir. Olhar o concorrente é não inovar, é seguir o curso do rio.
Encontre o seu inimigo. Então, afinal, quem é o seu inimigo? Ou, qual é o seu inimigo? Você pode até não aceitar, mas quase sempre o nosso maior inimigo somos nós mesmos. Estou falando da nossa capacidade de inovar, pensar diferente, abandonar dogmas e crenças, empreender em áreas que não dominamos e tomar riscos. Nós somos impelidos, conscientemente ou não, a fazer coisas e repetir fórmulas passadas que deram certo. Já sei! A sua reação agora foi: "pô, lá vem esse cara com o papo velho de inovação e empreender". Parece mais do mesmo, e talvez até seja, mas o fato cristalino é que nós, como seres humanos, temos uma tendência enorme de desviar dos problemas reais e, às vezes, nem os vemos.
A maioria de nós segue o fluxo do rio. Deixamos a rotina da vida, pessoal e profissional, nos levar para onde a água corre. Temos grande dificuldade de desviar do rio da vida, de criar momentos e oportunidades de mudança de curso, de estabelecer metas individuais arrojadas e até desconfortáveis para nós mesmos. Quer mudar ou fazer um upgrade de carreira? Se inscreva num curso legal, rala um coco, desenvolva um novo networking, ou seja, estabeleça condições para que a sua vida profissional realmente mude. Cansou da vida? Tira uma licença e vai fazer um intercâmbio. Quer abrir a mente e aprender coisas novas? Vai estudar ou ler livros de filosofia... ou culinária. Se permita conhecer coisas realmente novas. E aquele sonho de aprender a tocar violão?
Encontre o seu inimigo. Temos o cacoete indecente de fazermos sempre as mesmas coisas, especialmente aquelas que nos dão conforto e segurança, que não nos causam problemas. Alguns chamam isso de hábito, mas são vícios. Entregamos ao acaso as oportunidades de algo novo surgir. Quando aparece algo inesperado em nossas vidas, nós nos surpreendemos porque não foi algo intencional ou planejado. A sua carreira está ruim? A sua vida pessoal está chata? Você sofre ao imaginar que em cinco anos a sua vida estará igual a de hoje? Não tem problema. Essa sua insatisfação é momentânea. Daqui a pouco você estará com amigos tomando uma cervejinha, vai reclamar do trabalho, do chefe, da vida e do país. E continuar esperando que os acasos da vida mudem essa sua perspectiva, afinal, a vida é uma caixinha de surpresas.
Nem sempre o seu inimigo é aquele que você vê. Por mais que possa parecer retórica ou bobagem, a verdade nua e crua é que quase sempre o seu maior e pior inimigo é você mesmo.
Categorias:
carreira,
comportamento,
liderança,
marketing,
transformação
sábado, 12 de dezembro de 2015
Entrevista de Obama é um marco na mídia podcast
Em junho desse ano, o presidente norte-americano Barack Obama foi à casa de Marc Maron, mais especificamente na garagem, e ficou mais de uma hora falando com ele sobre diversos assuntos, alguns sérios, mas outros divertidos e bem pessoais. Você não conhece Marc Maron? Ok, dá para entender, mas o Obama você sabe quem é, com certeza.
Marc Maron é comediante e tem um dos podcasts mais legais e mais acessados nos Estados Unidos. Chama-se WTF (que é a abreviação de "What the fuck?"). É um podcast composto por programas que já alcançaram a casa de centenas de milhões de downloads. Obama foi à garagem da casa dele exatamente para gravar um podcast.
Aqui ficam alguns comentários:
1) É imperdível os primeiros minutos do podcast com Obama. Nele, Marc Maron compartilha sua ansiedade e excitação com tudo aquilo. Acho que nem ele acreditava no que estava para acontecer. Ouça aqui o podcast.
2) Você consegue imaginar a complexidade de se levar o presidente da nação mais poderosa do mundo, com segurança, na garagem de uma casa localizada em Los Angeles? A casa é simples e sem luxo. A equipe de segurança do presidente norte-americano tomou conta da área desde o dia anterior da gravação. Veja aqui as fotos do encontro, que mostram o presidente Obama muito à vontade na casa de Marc, o pessoal da segurança e o ambiente onde Marc grava os programas.
3) Ao chegar para gravar o programa, Obama disse ser "um grande fã" de Marc, e gentilmente disse que a garagem era "cool". Brincou com Marc dizendo que ele era narcisista por ter um monte de fotos próprias no local. Falou que morou em Pasadena, perto dali, quando começou a faculdade aos 19 anos e que escreveu um diário dos 20 até os 27 anos de idade. Obviamente que a entrevista cobre temas políticos, econômicos e sociais dos Estados Unidos, mas ganha mais brilho quando ele fala sobre o seu cotidiano e temas pessoais. Obama comenta a sua vida social muito restrita, diz que as suas filhas são a sua maior alegria, mesmo considerando que elas estão se afastando dele em função da idade, e fala sobre o seu pai alcoólatra. Trata-se de uma entrevista única, longa, divertida em alguns momentos, que somente a pegada da mídia podcast permite.
4) Quer mais detalhes da experiência da gravação e do conteúdo conversado no podcast do Obama com Marc? Vá ao excelente artigo da Lúcia Guimarães publicado no Estadão e curta muito. Ela faz uma excelente análise.
Esse podcast do Obama é um marco e a evidência perfeita de como a mídia podcast está ganhando espaço. Para conhecer mais, não deixe de ler o meu post chamado "Sua marca está pronta para os podcasts?", no qual faço uma análise mais detalhada dessa mídia e do que está por vir num futuro breve.
Categorias:
comportamento,
inovação,
mídias sociais,
nova geração,
novas tecnologias,
podcast,
redes sociais,
sociedade,
transformação
segunda-feira, 30 de novembro de 2015
Seu futuro emprego nem existe ainda
Daí em diante seguiu o diálogo abaixo:
- Você foi rápido, hein? Eu acho que antigamente demorava mais tempo – comentei.
- É, agora está mais rápido – respondeu o chaveiro.
- Daqui a pouco nós não vamos mais precisar vir aqui. Vamos imprimir nossas chaves numa impressora 3D que todos vão ter em casa – interferiu um senhor perto de nós.
O chaveiro sorriu, e respondeu:
- Eu já li sobre isso. Acho que vou precisar comprar uma. Será que vai substituir a máquina que uso hoje?
- Pra que? Daqui a pouco a gente nem vai precisar mais de chave para abrir as portas – exclamou um adolescente encostado na porta do local.
O chaveiro virou o rosto interrogativo, mostrando surpresa. A esposa do chaveiro, que estava na parte de trás da parede, surgiu de repente para acompanhar a conversa.
O adolescente levou o indicador e falou:
- Sabe o dedo que nós colocamos na máquina do banco para tirar dinheiro? Estou falando da impressão digital. Vai ser assim daqui a pouco.
O chaveiro respondeu:
- Mas precisa de energia para funcionar, né? E quando faltar luz?
Todos riram. Aí eu comentei:
- Eu acho que vai ser mais do que impressão digital. A gente vai chegar em frente da casa e vai dizer assim: Casa, cheguei! E aí a porta vai abrir automaticamente porque vai reconhecer a minha voz.
O chaveiro sorriu e respondeu:
- Ainda vai precisar de energia.
Aproveitei para falar que ao longo dos próximos anos surgirão os assistentes virtuais nos nossos smartphones e em outros aparelhos, que nos ouvirão, conversarão conosco e até nos darão conselhos. Como todos me olhavam intrigados e curiosos, gastei mais dois minutos para falar sobre o conceito do IBM Watson, de inteligência artificial. Minha percepção é que todos encaravam aquilo como algo distante ou como ficção científica.
Para demonstrar algo simples, peguei meu smartphone e entrei no Google. Ativei a pesquisa por voz e coloquei as pessoas para falarem. Todos ficaram maravilhados com as respostas perfeitas do Google a partir do que falavam. Ninguém sabia que aquilo já existia.
Neste momento, o chaveiro ouve um sinal em seu smartphone. Ele pega o aparelho no balcão e o vejo digitando algumas coisas. Dois minutos depois ele me mostra a tela. Ele estava trocando mensagens no WhatsApp com alguém que perguntava se ele tinha determinado modelo de chave para fazer cópia. Tratava-se de uma chave de um carro importado. No WhatsApp do aparelho aparecia a imagem da chave que o cliente havia enviado. Isso colocou pimenta na conversa sobre tecnologia.
Com todos encantados, vi que era hora de partir e fui!
Isso tudo aconteceu de fato. Uma pequena situação cotidiana que traduz as transformações que passamos diariamente. Todas as profissões existentes no mundo estão passando por mudanças profundas. Existem previsões de todos os tipos, algumas apocalípticas e outras menos radicais, mas o fato é que o mundo ao redor exige novas competências e conhecimento para todos os profissionais.
A tecnologia assume papel protagonista em quase todas as situações. É evidente que as pessoas têm que adotar um papel diferente em relação às novidades tecnológicas. Em vez de reagir e olhar o lado vazio do copo, elas devem procurar entender, aprender e adotar tais tecnologias em seu cotidiano. Porém, infelizmente, a prática mostra que a maior barreira na adoção das novas tecnologias são as próprias pessoas. Algumas alegam falta de conhecimento, dificuldade em lidar com mudanças e até falta de tempo, que me parecem desculpas exageradas. Aliás, a falta de tempo não é uma desculpa aceitável em qualquer situação.
Existem muitas análises e estudos a respeito da inteligência artificial e da computação cognitiva. Todos falam sobre isso atualmente. O que antes era pura ficção científica, agora parece bem real. O futuro está cada vez mais próximo. Mas será que a inteligência artificial poderá realmente superar a capacidade de raciocínio do ser humano? Será que as máquinas vão mesmo roubar nossos empregos?
A discussão de máquinas roubando empregos dos seres humanos não é nova. Desde a revolução industrial que esse tema é discutido. A verdade dos fatos é que a tecnologia criou mais do que ceifou empregos nos últimos dois séculos. A chegada da eletricidade, da água encanada, das comunicações, da computação, da medicina avançada, dos transportes e muitas outras tecnologias transformadoras fizeram o mundo mudar completamente. Nossos trabalhos e empregos são muito mais divertidos e nobres do que aqueles de nossos antepassados.
O que vem por aí ninguém sabe, mas dá para especular. Máquinas com algoritmos complexos já conseguem escrever histórias melhores do que jornalistas experientes. Carros conectados e autônomos nos conduzirão com mais segurança que os motoristas atuais. A comunicação instantânea e multicanal praticamente nos isenta da comunicação escrita em papel, impactando todo o setor de correios. Sistemas cognitivos já são capazes de diagnosticar pacientes com câncer com mais precisão do que os próprios médicos, por conta do big data e análise avançada de dados. Cada vez mais decidimos nossas viagens através de recomendações colhidas na internet, de amigos ou não, diminuindo as nossas idas aos agentes de viagens. A lista de mudanças nas profissões é enorme e muda a todo momento. Muitas delas têm futuro incerto e previsões ameaçadoras.
Robôs deixaram de ser ficção científica. Cada vez mais surgem pesquisas sobre as profissões ameaçadas pelo surgimento dos robôs. Esqueça a imagem dos robôs como seres de lata, aqui estamos falando de máquinas que pensam e agem como seres humanos, alguns podem até ter a forma parecida com a forma humana, mas não necessariamente. No livro "The Second Machine Age" (A segunda era das máquinas, em tradução livre), bestseller lançado no ano passado, os autores Erik Brynjolfsson e Andrew McAfee, ambos do MIT, afirmam que vivemos uma revolução mais intensa que a revolução industrial do início do século passado. Eles dizem que vivemos um ponto de inflexão: uma virada na curva onde muitas tecnologias que só eram encontradas na ficção científica estão virando uma realidade cotidiana.
O jornalista David Baker, notório palestrante sobre o futuro do trabalho, costuma dizer que os robôs substituirão grande parte das carreiras que conhecemos hoje. E isso vai acontecer mais breve do que imaginamos. Uma pesquisa realizada em 2014 pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, chamada "O Futuro do Emprego", analisou as perspectivas de 702 profissões. Segundo o estudo, o operador de telemarketing é o profissional mais ameaçado, com 99% de chances de perder seu emprego. Ao olharmos a pesquisa, basicamente ninguém escapa da onda transformacional. No entanto, da mesma maneira que robôs destroem empregos, eles fazem aparecer outros. David Baker acredita que os robôs permitirão que os seres humanos tenham uma vida mais confortável, gerando mais bem estar para humanidade.
Olhar as mudanças pelo viés dos empregos é somente um lado do cubo. Existe outro lado tão impactante quanto ameaçador: as empresas. Um estudo recente da Cisco afirma que a disrupção digital provocará um tsunami no mundo dos negócios nos próximos cinco anos. O relatório estima que 40% das empresas tradicionais não resistirão por não conseguirem remodelar seus modelos de maneira rápida suficiente para acompanhar as transformações de mercado. Os números e as conclusões do estudo são perturbadores.
Em resumo, se você está preocupado com o futuro do seu emprego, tenha consciência de que a onda que vem por aí é muito maior do que você imagina. Algumas pesquisas indicam que mais da metade dos universitários de hoje terão no futuro empregos que ainda são desconhecidos ou nem existem. Trate de preparar a sua prancha. Estude, evolua, se sacuda, trate de desenvolver novas competências e conhecimento, não se acomode no seu emprego e analise se a empresa onde trabalha está realmente se transformando para o futuro. O tsunami vem por aí. A onda vai pegar você. Você pode ser atropelado por ela ou surfar a maior onda da sua vida.
Categorias:
carreira,
comportamento,
nova geração,
novas tecnologias,
sociedade,
transformação
Assinar:
Postagens (Atom)






