quarta-feira, 6 de março de 2013

Cancelei minha assinatura do jornal, e agora? Será que consigo viver sem isso?

Foi com muito pesar que eu cancelei dias atrás a assinatura do meu jornal impresso predileto nos últimos 20 anos. Confesso que fiz isso com medo de me arrepender, mas também confesso que tomei essa atitude por não aguentar mais ver jornais acumulados pela casa, ainda no saquinho de plástico reciclável verde. Juntava os jornais e no final de semana lá ia eu abrir os saquinhos e ler vários jornais ao mesmo tempo, um atrás do outro. Pelo menos os saquinhos eram úteis pois serviam para recolher o cocozinho do Zequinha, o cão de guarda da casa :)

A fato que me desesperou foi quando passei quase três semanas acumulando os jornais sem leitura. Como estava deixando a casa feia, peguei todos os saquinhos com os jornais e joguei na mala do carro: "Depois eu leio"... e nunca mais li. A foto aqui nesse post não me deixa mentir :)

Publiquei um post "Cancelei meu jornal" no Facebook e recebi mensagens encorajadoras. Eu não imaginava que ia encontrar amigos e colegas com a mesma dor. E, melhor, descobri que essa turma não se arrependeu e se sente muito bem informada. 

Alguns me disseram que vivem melhor desde que cortaram a leitura diária do jornal e até da TV. Optaram por uma espécie de "dieta" de informação. Um deles disse que cancelou há muitos anos as assinaturas de jornais e revistas, até as mensais. E, eventualmente, compra jornal no final de semana, quando sente vontade, e se permite variar com jornais locais e até de outros estados. Um amigo disse que o jornal impresso é feito "ontem", com notícias de "ante-ontem" para ser lido hoje. Ou seja, é notícia velha. Além disso, tudo parece ser muito repetido. Jornal Nacional, Jornal das Dez, Jornal da Band, Folha, Estadão, O Globo, Veja, Época, todos cobrem as mesmas notícias fazendo você ver e ler as mesmas coisas várias vezes. E, para piorar, o excesso de informação gera ansiedade e falta de foco no que é importante para a vida das pessoas. E ele terminou dizendo: "Informe-se duas vezes por semana que tá otimo. O resto o povo te conta no corredor".

Pensei em cancelar a assinatura impressa e partir para uma assinatura digital. Mas descobri que O Globo, ridiculamente, não tem a sua aplicação disponível para Android, somente para iPad. E eu uso um tablet Android. :(

Por fim, para fechar o post, compartilho um momento de intimidade: a foto da mala do meu carro com dezenas de saquinhos de jornal que fiquei para ler depois :)




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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Yahoo elimina o home-office e manda todos os funcionários de volta aos escritórios da empresa


Um amigo me chamou a atenção para a notícia recentemente publicada no New York Times: "Yahoo Orders Home Workers Back to the Office".  Traduzindo para o bom português: O Yahoo aboliu o home-office e mandou todos os funcionários de volta aos escritórios da empresa. A razão? Um memorando da empresa afirma que a interação face-to-face entre os funcionários ajuda a criar uma cultura mais colaborativa. No dia seguinte a notícia repercutiu nos noticiários aqui no Brasil.

A executiva da empresa disse que os funcionários tem que ir ao escritório para "sentir a energia e a emoção" do trabalho em equipe. Ela também disse: "A velocidade e a qualidade tende com frequência a ser sacrificada quando se trabalha de casa. Necessitamos ser um Yahoo! unido, e isso começa por estar fisicamente juntos".  Já um outro executivo porta-voz afirmou que "Não discutimos assuntos internos. Esta não é uma visão geral do trabalho remoto, se trata apenas do que é melhor para o Yahoo agora".

24% dos empregados norte-americanos afirmam trabalhar remotamente pelo menos algumas horas por semana, segundo pesquisa do Bureau of Labor Statistics. Uma pesquisa da Consumer Electronics Association (CEA) mostra um dado mais contundente: 37% dos norte-americanos já trabalham em casa, ao menos um dia por mês. E o número tende a crescer sistematicamente. Por outro lado, 63% dos empregadores disseram (no ano passado) que permitem seus empregados trabalharem remotamente. Isso é um salto e tanto comparado aos 34% da mesma pesquisa datada de 2005, realizada pelo Families and Work Institute norte-americano.

Não existe dúvida de que o Yahoo vai completamente ao contrário do resto do planeta :)
A grande maioria das empresas está estudando e implementando políticas de trabalho flexível para seus funcionários. Essa é uma demanda mais do que evidente da sociedade. E tenho a impressão que a geração Y valoriza ainda mais essa alternativa.

Segundo o Bureau of Labor Statistics norte-americano, o trabalho remoto não é um desafio para os trabalhadores, e afirma que as pessoas costumam trabalhar mais em casa do que no escritório, realizando horas extras não remuneradas.

Eu converso muito com colegas que trabalham remotamente e eles afirmam exatamente isso: o nível de produtividade e concentração é muito maior no trabalho em casa, e frequentemente passam muito mais horas trabalhando em casa do que no escritório. Por outro lado é evidente os desafios de desenvolvimento de cultura corporativa e do sentimento de pertencimento.

Num post, já publicado nesse blog, apresento um excelente estudo publicado pelo MIT que aponta, elabora e propõe soluções para os 4 desafios do home office:
1- Como encontrar o balanço do trabalho com vida pessoal;
2- Como compensar o isolamento do ambiente do trabalho;
3- Como compensar a falta da comunicação face-to-face;
4- Como compensar a falta de visibilidade do funcionário.

O estudo cita que a IBM, por exemplo, economiza U$ 100 milhões ao ano por permitir que 42% de seus funcionários trabalhem remotamente

O feedback dos meus colegas home-office tem pontos positivos e outros negativos. O feedback positivo fica por conta do melhor equilíbrio entre vida profissional e pessoal, do aumento da concentração e maior produtividade, já que no escritório as interrrupções são constantes. Já a visão negativa diz respeito a sensação de isolamento, de falta de integração, de problemas de carreira e desconexão com o clima organizacional. Veja mais reflexões e dados sobre isso no meu post "Home Office - Breve em cartaz na sua casa"

Encucado com esse assunto, eu fui atrás de uma experiência real e publiquei no meu blog uma entrevista com Moacir, home-office de carteirinha. É legal o caso dele pois exemplifica muito bem o cenário do que é home-office na vida prática.

Enfim, por trás de tudo isso tem a tecnologia, que nos aproxima e nos afasta, que leva o escritório para dentro da nossa casa, sem piedade e sem pedir licença.



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domingo, 24 de fevereiro de 2013

Liberamos as mídias sociais ou controlamos os emails?

Moreira, o gerente de RH, entrou na sala do Pimentel, presidente da XYZ, certo de que iria convencer o Pimentel dessa vez.

-- Pimentel, precisamos adotar as mídias sociais dentro da XYZ. Precisamos deixar os funcionários falarem. A pressão está grande.

Pimentel, olhou com incredulidade a pergunta do gerente de RH da empresa e respondeu:
-- Moreira, eu não acredito no que você está falando. Já falamos sobre isso antes. Como vamos controlar o que vai ser dito nessas redes sociais?

Moreira respondeu:
-- Nós não vamos controlar. É impossível controlar, da mesma maneira como não controlamos os emails que os funcionários recebem e mandam para fora da companhia. Também não controlamos as ligações telefônicas feitas pelos funcionários.

Pimentel olhou para o horizonte. Ele nunca havia pensado nisso. Não é que o gerente tinha razão? Após uma reflexão exclamou:
-- Moreira, chama o responsável pela TI.

Em menos de 5 minutos, chegou Miguel, o gerente de TI.

Olhando fixamente para ele, Pimentel exclamou:
-- Miguel. A partir de agora quero que todos os emails, que entram ou saiam da empresa, sejam lidos e analisados. Tudo que entra e tudo que sai. Ache uma maneira de fazer isso. Tem que interceptar todos os emails.

-- O  senhor quer que a gente leia todos os emails?

-- Sim. Tudinho.

-- Mas não vai dar. É impossível. Quem vai fazer isso.

Pimentel respondeu:
-- Chama o Raul.

E veio Raul, o gerente de comunicação. Assim que entrou na sala, Pimentel falou firme:
-- Raul, Moreira e Miguel. Vocês são responsáveis por TI, RH e Comunicação. A partir de agora vocês têm que ler todos os emails que o pessoal escreve. Nenhum pode passar.

Em resumo...
A reunião era para a empresa liberar as mídias sociais e acabou na decisão de controlar os emails da empresa. A história é engraçada, mas não deixa de ser trágica. O lado triste dessa ficção é que ela acontece em muitas empresas, que começam a discutir a implementação pelo lado mais perverso: o controle. Surpreendentemente muitos líderes empresariais ainda pensam que controlam algo dentro das empresas, o que é mera ilusão.  



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sábado, 16 de fevereiro de 2013

Powerpointlândia

Confesso aqui, na intimidade do blog, que o powerpoint me cansa. E isso acontece pois muitas vezes eu tenho a impressão que o powerpoint virou o fim e não o meio. As vezes eu participo de reuniões fantásticas que acabam com a seguinte frase: "E agora? Como vamos fazer para colocar tudo isso numa apresentação? Como conseguimos fazer um powerpoint bacana?". E aí um time de pessoas gasta um tempo imenso para criar powerpoints bonitos, coloridos, excessivamente densos, que muitas vezes serão pouco absorvidos pelos espectadores.

Mas o pior mesmo é quando temos powerpoints desconectados da realidade. Minha experiência mostra que, quanto mais você sobe na organização, maior será o número de powerpoints diários com que você terá que lidar. Uma parte deles será você que vai ter fazer, enquanto outra parte você será parte de uma plateia olhando fixamente uma apresentação.

Uma vez, quando trabalhava em outra empresa, um colega meu falou uma frase divertida durante uma apresentação: "Aqui na Powerpointlândia tudo funciona. Quero ver quando ele descer lá vida real". Ele soltou esta frase durante uma reunião de planejamento da diretoria, quando vários diretores apresentaram seus planos em sofisticados powerpoints repletos de números, projeções e gráficos. Adorei aquele comentário pois me fez imaginar um mundo formado por dois mundos diferentes: o mundo real e o mundo imaginário existente somente nos powerpoints. "Duro é fazer acontecer o que está escrito no powerpoint. Depois ele vai voltar aqui e mostrar outro powerpoint bonito".

Essa reflexão me faz lembrar uma história divertida que escrevi tempos atrás, chamada "Reunião com o presidente". Acho ela bem verdadeira e bem conectada com esse mundo diário dos powerpoints e apresentações.

Para fechar, lembro de um caso real que ocorreu na IBM na década de 90.  A empresa passava por dificuldades e um novo chairman foi anunciado, vindo pela primeira vez de fora dos quadros da empresa. Estou falando de Lou Gerstner, um dos mais brilhantes CEOs que já lideraram a IBM. Ele chegou no quartel general da empresa e começou a ter reuniões individuais com seus executivos diretos, todos muitos seniores e experientes. Todos eles vinham para a reunião com apresentações super estruturadas e completas. Lou, através do seu tradicional estilo simples e objetivo, pedia para que abandonassem a apresentação e tivessem uma conversa com ele, sem slides, apenas um diálogo simples e desestruturado. Este estilo, um pouco despojado para uma empresa extremamente formal na época, foi muito interessante e provocou mudanças. Talvez esteja faltando um pouco mais dessa informalidade no mundo corporativo atual.



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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Marketing e RP em Tempo Real

Vários me perguntam quem é o guru ou o cara que tem o pensamento mais ousado nas áreas de comunicação e marketing. Eu não gasto dois segundos para responder. O cara mais ousado, que abre as nossas cabeças e coloca toneladas de minhocas, chama-se David Meerman Scott.

Ele não é meramente um teórico, ele consegue prover conceitos e experiências práticas, fazendo com que apareça dentro da gente aquela sensação de miserabilidade, aquele sentimento de que estamos fazendo tudo errado. É isso mesmo, sempre quando ouço ou leio algo produzido pelo Mr. Scott, eu me sinto um miserável que não consegue fazer algo realmente inovador ou ousado na minha atividade diária de marketing e comunicação. Que sensação horrível!!

Eu já tinha escrito aqui no blog, alguns meses atrás, que foi um tapa na cara ler o livro "Marketing e Comunicação em Tempo Real" de Mr. Scott. Todo profissional de marketing e comunicação deveria ler o livro... várias vezes, até algo entrar na cachola. Esse é um livro mandatório para todos aqueles que desejam ser desafiados a respeito das novas regras de marketing.

No inicío de 2011, David Meerman Scott foi "keynote speaker" no evento Marketing Sherpa  Email Summit em Las Vegas. Sua apresentação de 50 minutos foi gravada e disponibilizada na web. Separe um tempo para ver o vídeo. Vale a pena.






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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Qual é o número ideal de amigos para se usar o Facebook de forma racional?


Meu pai me ligou noutro dia e perguntou se eu havia lido o artigo de um cara que dizia que "Ter mais de 200 amigos no Facebook é problema". Ele sabe que eu gosto desses assuntos e fui correr atrás do artigo.

Eis o link: "Ter mais de 200 amigos no Facebook é problema, diz guru de tecnologia", publicado no G1.

A primeira pergunta que me veio a mente foi: por que 200? Por que não 100 ou 300? Enfim, o guru tinha que sacar um número e tirou o 200 de sua intuição. O guru também fala que devemos "limpar" amizades no Facebook para permitir um uso mais racional da rede social e prevenir perda de tempo. Achei interessante quando ele afirma que: "Se você tem 600 amigos, provavelmente tem cerca de 400 em excesso. É impossível tanta gente interessar alguém".

Sinto muito pela minha sinceridade extrema, mas acho isso tudo uma grande baboseira. Como é também baboseira o título que criei para esse post. Cada um de nós usa o Facebook com um propósito diferente. Quem disse que a maioria das pessoas busca um "uso mais racional" do Facebook? Eu acho que a maioria nem está aí para a tal racionalidade. A maioria quer apenas se conectar, se atualizar, conhecer melhor o que os outros pensam e se divertir. Nada mais elaborado do que isso. Além disso, o Facebook pode ser usado não apenas para os seus amigos e família, mas para você se conectar com toda a sua rede de contatos, que podem até ser contatos profissionais. Outros usam a rede com objetivos mais específicos, como por exemplo se conectar com pessoas que estão distantes geograficamente (em outro país!!), divulgar uma ação social e ou engajar pessoas em um projeto específico.  Enfim, me parece que essa é uma discussão sem sentido.

Pessoalmente, confesso que a minha fase áurea no uso do Facebook está em fase terminal. Foi bom descobrir a rede, encontrar amigos e colegas de tempos passados que eu não tinha ideia de onde estavam, conhecer melhor os gostos pessoais e o cotidiano de pessoas próximas e nem tão próximas, curtir viagens dos outros e constatar que tenho amigos bem mais humorados em suas vidas pessoais do que no trabalho. Isso tudo valeu a pena durante um bom tempo. Mas a rede agora está muito poluída, recebo muitas mensagens de pessoas falando de religião, postando frases feitas e até mensagens do além. Talvez estejamos vivendo a orkutização do Facebook, não sei, talvez seja isso.

Engana-se quem conecta a poluição do Facebook ao número de amigos na rede. Obviamente que se você tem mais amigos, maior quantidade de "lixo" você receberá. Eu confesso que, as vezes, enxugo alguns amigos. Confesso também que faço isso somente numa situação extrema, quando o meu suposto amigo já se transformou numa tremenda "mala virtual", poluindo meu Facebook com coisas irrelevantes e sem sentido. Mas, na maioria das vezes, eu seguro a onda e mantenho os meus amigos mesmo avaliando que alguns estão sem o desconfiômetro ligado.

Falar sobre o número de relacionamentos não afeta somente o Facebook, isso diz respeito também ao LinkedIn, ao Twitter e outras redes menos relevantes. As 4 redes sociais que mais uso são Facebook, Google+, Twitter e LinkedIn. No Facebook eu só aceito amizades de quem eu conheço, mesmo que eu tenha uma intimidade perto do zero. Não adianta um estranho bater a porta pois ele não entra na minha rede. No Google+ eu estou numa fase exploratória, eu não posto nada, mas navego bastante para conhecer. No LinkedIn eu aceito todo mundo dentro da minha rede, sou quase "uma mãe", meu intuito é fazer o maior número possível de conexões e compartilhamento de informação. Já no Twitter eu sou mais criterioso e faço regularmente um ajuste no número de pessoas que sigo. Hoje eu sigo 214 pessoas no Twitter, a maioria produzindo conteúdo relevante que me interessa, eu ainda vou reduzir um pouco mais esse número. Olha aí seu guru!! Eu vou chegar no seu número mágico de 200 no Twitter :)
Quer saber? Pensando melhor, esse guru é bom mesmo!! :)

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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Os executivos são quase seres humanos


Sou diretor de uma grande empresa. Para os meus pais eu sou motivo de orgulho. Para os meus amigos eu sou um afortunado cheio de dinheiro pois sou executivo de uma "multinacional". Para os meus antigos colegas de faculdade eu sou um exemplo de quem teve uma carreira de sucesso. Para os meus pares na empresa eu sou aquele que sempre ajuda. Para os meus subordinados eu sou alguém que vai resolver todos os seus problemas. Para os meus filhos... bem, para os meus filhos, eu sou da geração passada.

Para todos os citados acima eu quero avisar que sou igual a eles. Nadica de diferente! Tenho inseguranças, incertezas, vontade de sair mais cedo do escritório, curtir a minha família, dor de barriga, dúvidas de todas as espécies e toda a sorte de sentimentos, que muitas vezes parecem incompatíveis com um "executivo de empresa".

Aviso também que o meu dia tem o mesmo número de horas que os seus. Exatos 24 horas! Insuficientes para o meu lazer e insuficientes para tudo que a empresa espera que eu faça. Eu também gosto de ver televisão, estar com a minha família, viajar e dirigir o meu carro olhando a paisagem, e não participando de "conference calls" durante o trajeto. Digo isso pois existe a percepção de que ser chefe significa estar sempre disponível . E não somente disponível, mas feliz, entusiasmado e com respostas para todas as perguntas.

O mundo corporativo as vezes é hostil. Quanto mais você cresce e conquista espaço nas organizações, mais espaço você perde no resto. Tudo isso no mesmo dia de 24 horas. Saber equilibrar o "desequilibrável" e tirar o melhor das pequenas coisas é uma forma bacana de trazer mais satisfação e sentido de realização na vida.

As revistas de administração adoram tratar os executivos como heróis. Muitos são tratados como ícones e modelos de inspiração para os que iniciam a vida profissional. Muitas vezes as fraquezas e o lado humano desses ícones são tratados de forma marginal, ao largo de sua biografia e vida, o que é muito ruim pois criam um mundo de "faz de conta", estabelecendo padrões que não existem no mundo real. Pena isso. Os executivos são seres de carne e osso, também frágeis e inseguros, quase sempre solitários.

Uma vez li que quanto mais alto o executivo em seu posto de liderança, mais solitário ele é. Eu acredito nisso. Executivos, de forma geral, são seres cheios de conflitos, que muitas vezes tomam decisões difíceis e duras porque tais decisões não podem ser compartilhadas. Muitas vezes, por trás daquela casca de segurança e altivez, mora um cara frágil e não realizado. Não quero generalizar, mas creio que o número desses casos pode ser maior do que imaginamos. Super executivos bem sucedidos, muitas vezes, também são seres muito solitários.

Por outro lado, no outro lado da balança, aparece a indescritível sensação de estar construindo algo, de liderar equipes e inspirar, ser mentor, dar esperança e desenvolver equipes. Não existe nada igual a capacidade de influenciar, transformar e construir. Esse é o alimento dos verdadeiros líderes, que muitas vezes solitários, encontram aqui a fonte de suas energias e paixão. Estes são seres que iluminam os outros, que sorriem numa reunião pesada ou que perguntam se o seu filho passou na escola antes de tomar uma decisão de milhões. Nessas horas descobrimos que somos "quase" todos iguais. 

A ironia é que o líder mais próximo das pessoas, aquele mais disponível, transparente e aberto, é também aquele mais demandado. Imagino o retrato de uma balança onde vamos colocando cada vez mais pesos de ambos os lados. Saber manter essa balança equilibrada é uma arte, especialmente se considerarmos que no fim de tudo ali reside um ser humano, com suas frustações e sonhos, fraquezas e virtudes.  

Enfim... devaneios de virada do ano...



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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

O Tumblr de Patentes da IBM

A IBM anunciou ontem a liderança pelo vigésimo ano consecutivo na emissão de patentes nos EUA. Foi mais um novo recorde. Tradicionalmente, nos últimos anos, a empresa solta um release e faz algumas iniciativas na web para anunciar os resultados de patentes emitidas, mas dessa vez ela resolver fazer diferente. Ela publicou um Tumblr dedicado à Novas Patentes, o que dá uma nova experiência para o leitor, com mais interatividade e que traduz melhor o que realmente significa ser "campeão" pelo vigésimo ano consecutivo. Muito bacana a forma, o conteúdo e a interação.

Muito do conteúdo desse Tumblr foi produzido a partir de entrevistas e de geração própria de conteúdo pelos cientistas e inventores responsáveis pelo registro de patentes. Estas são pessoas apaixonadas, muitas vezes visionárias, que vêm encontrando nas mídias sociais uma forma de compartilhar conteúdo de maneira mais interativa e interessante do que num passado recente. Ao criar e disponibilizar um Tumblr, a empresa dá um canal estruturado e inovador para que estes apaixonados possam compartilhar sua paixão. :)

Mas o melhor de tudo foi saber que a IBM continuará alimentando o Tumblr com novos conteúdos relativos a patentes e inovação que serão produzidos ao longo de 2013 pelos inventores da empresa. Vem novidades por aí ! :)

ibmblr.tumblr.com




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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Como a IBM trata inovação


Por trabalhar na IBM e por acreditar profundamente que um ambiente aberto, transparente e livre produz inovação, eu sou constantemente perguntado por amigos e colegas a respeito de como a IBM se mantém tão inovadora apesar de ter mais de 100 anos de existência. A mesma pergunta também vem do meio jornalístico e a gente sempre tem que lidar com tais demandas pois nem sempre a resposta é simples.

Desde final de 2011 que eu tenho uma resposta fácil, de apenas 4 minutos :)

O vídeo apresentado abaixo sumariza muito bem como a IBM trata a INOVAÇÃO. Você verá que as mídias sociais têm um papel fundamental nisso tudo, mas elas, sozinhas, não são suficientes e não fazem milagre. Tem que existir ambiente, clima, processos, estrutura, pluralidade de ideias e conceitos e muito mais. A soma disso tudo é que faz a empresa avançar.

Apesar do vídeo ser antigo (é de 2011!!), o conteúdo continua super atual e pertinente.

Em 2011 a IBM ganhou o prêmio "As Empresas mais Inovadoras do Brasil" da Época Negócios, na categoria "Estrutura e Suporte", ou seja, segundo a revista, a IBM foi a empresa que melhor deu suporte aos funcionários para inovarem. O vídeo abaixo teve origem exatamente na divulgação desse reconhecimento.

Por falar em inovação, a IBM acaba de anunciar que foi a empresa que mais registrou patentes em 2012,  pelo vigésimo ano consecutivo. O recorde alcançado foi de 6.478 patentes emitidas em 2012, e a empresa produziu quase 67 mil patentes nas últimas duas décadas. A empresa publicou um vídeo contando essa bela história. 

Enfim, para quem curte ou estuda inovação colaborativa, vale a pena assistir o vídeo.



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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

All Work and All Play - um filme espetacular sobre as gerações no mercado de trabalho

Este é mais um vídeo muito especial da Box1824. É imperdível para todos que curtem e estudam o comportamento das diversas gerações no mercado de trabalho.




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