segunda-feira, 15 de março de 2010

Home office - Um caso real

Nada melhor do que falar sobre home office com alguém que vive isso na prática. Daí procurei alguém com experiência no assunto. Acabei chegando no Moacir. Preparei um questionário com perguntas que vieram na minha mente. O interessante é que eu falei ao Moacir que eu gostaria de entrevistá-lo mas que, provavelmente, eu não publicaria seu nome pois queria respostas muito sinceras para perguntas difíceis, e colocar o nome dele poderia expô-lo de maneira negativa. Mas depois da entrevista, ficou claro que a experiência de Moacir é muito positiva e decidimos, juntos, colocar a entrevista por inteiro, com nome e tudo. Mantive os termos e o estilo de sua linguagem, o que é interessante para mostrar como cada empresa tem o seu "idioma próprio".

Apresento a vocês Moacir F. Sousa, Especialista de Suporte da IBM Brasil (IT Specialist). Ele trabalha na IBM Brasil desde 1996. Moacir é casado há 20 anos e tem 3 filhos.

Eis a entrevista:

1- Você trabalha em home office desde quando?
Comecei em fevereiro de 2006, quando voltei a morar em Timóteo, cidade do interior de Minas Gerais.

quinta-feira, 11 de março de 2010

I have a dream

Eu tenho um sonho. Ou seriam apenas 10 devaneios corporativos?

1- Só trabalhar no que realmente importa;
2- Escolher meus chefes e não o contrário;
3- Aliás, ter um único chefe;
4- Decidir as coisas numa boa conversa e nunca mais usar powerpoint;
5- Ter um expediente de trabalho fixo de 8 horas por dia;
6- Controlar integralmente a minha agenda;
7- Almoçar todos os dias (eu disse almoçar, não comer);
8- Ter tempo para estudar e ler mais;
9- Me livrar do email;
10- Parar de pensar nas coisas acima.

Ao compartilhar os meus devaneios com a minha amiga Giulia, eu recebi dela o mais sábio de todos: "conseguir tomar pequenas atitudes para mudar cada um dos ítens acima, um dia por vez". Sábio, né? Vou começar hoje. Não, não, amanhã.

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segunda-feira, 8 de março de 2010

Home Office - Breve em cartaz na sua casa

Uma pesquisa da Consumer Electronics Association (CEA) mostrou que 37% dos norte-americanos já trabalham em casa, ao menos um dia por mês. Essa é uma tendência crescente, especialmente nos EUA onde as condições de infraestrutura, de telecomunicações e de leis trabalhistas ajudam bastante. No Brasil, ironicamente, estes são os fatores que atrapalham a aceleração dessa tendência. Soma-se a isso o fator cultural, que em nosso país é muito forte. Os nossos gerentes gostam de estar bem pertinhos dos funcionários, existe o conceito de que o funcionário precisa estar sob os olhos do gestor para constatar que ele está trabalhando. Essa é uma cultura empresarial forte que ainda funciona como uma barreira significativa para o "home office" tupiniquim.

Na IBM, vivemos uma experiência interessante. Aproximadamente 40% dos 400 mil funcionários da empresa no mundo já trabalham remotamente. Estamos falando de funcionários que trabalham regularmente em suas próprias casas ou em instalações não IBM, como por exemplo aqueles que trabalham em instalações dos clientes.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Empresas mais ativas nas mídias sociais têm aumento de 18% na renda

Esse não é um estudo novo, já que ele foi publicado em julho de 2009, mas foi um comentário da Dyanne que me motivou a escrever um post sobre ele (Dyanne, super-obrigado!! bjs!!!).

O documento da Wetpaint/Altimeter Group chamado Engagementdb é resultado de uma pesquisa muito interessante e seu conteúdo é relevante para quem estuda redes sociais nas empresas, especialmente para aqueles que pretendem entrar neste mundo ou pretendem aumentar/melhorar seus resultados na área. A pesquisa se desafiou em pesquisar o retorno financeiro daquelas empresas que estão investindo em mídias sociais, relacionando renda e lucro com as iniciativas nas redes sociais.

A conclusão da pesquisa é que as empresas mais engajadas em mídias sociais são aquelas que vêm obtendo mais sucesso financeiro. A relação é direta. E estar engajada não significa apenas estar presente, socialização significa diálogo, interação e transparência. Ou seja, o estudo indica que o investimento feito pelas empresas em suas redes sociais e no diálogo tem retorno garantido.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Membros da Academia Brasileira de Letras usarão Kindles

Acredite se quiser, mas acadêmicos da ABL - Academia Brasileira de Letras - receberão Kindles para experimentação. Essa foi a notícia que li no jornal recentemente. Isso é uma surpresa e tanto pois não estamos falando de qualquer instituição. Entre no site da ABL e veja que ela é uma entidade fundada em 1897, composta por apenas 40 membros efetivos e perpértuos, e que amam livros... de papel.

A ABL já vem dandos passos interessantes na internet. O seu presidente, Marcos Vilaça, 71 anos de idade, tem uma evidente preocupação de inserir a ABL no mundo digital. Ele foi eleito presidente da casa em 15/dez/2005, mas despertou para o assunto mais recentemente. Uma das novidades, lançada dias atrás, foi a versão online do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp). Hoje em dia, algumas das sessões da ABL já podem ser assistidas em vídeo pela internet. Em janeiro, a ABL lançou um site comemorativo do centenário de morte de Joaquim Nabuco. Ou seja, a Academia vem dando os seus primeiros passos na web, ainda que timidamente.

Em dezembro de 2009, o presidente inaugurou o twitter da ABL com a seguinte mensagem:
“Se eu tuíto, tu tuítas e eles tuítam, a academia também tuíta”, diz Vilaça. Siga a ABL no Twitter [@abletras].

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A world of connections - um reporte especial da The Economist

Ler a matéria "Batendo papo no escritório" da Carta Capital edição 583 (estava nas bancas na semana passada) é um pouco decepcionante. O artigo fala sobre as redes sociais nas empresas, seus dilemas e potenciais. Mas o pior da matéria é o próprio título. É sarcástico. É tendencioso. Muito infeliz este título, né?

Mas não podemos culpar a Carta Capital. Afinal a matéria é a tradução para o português da matéria "Yammering away at the office - A distraction or a bonus?" publicada na "The Economist" edição de 28 de jan de 2010. Aqui o título parece até pior que na Carta Capital, considerando que a tradução de "yammering" é "choramingando".

O primeiro parágrafo da matéria fala de duas pesquisas que já publiquei e comentei aqui no blog. A primeira é a pesquisa da Morse, que mostra que as redes sociais nas empresas geram perda de dinheiro para as empresas. Já a segunda pesquisa citada é da Nucleus Research, que fala que as redes sociais trazem produtividade para as empresas. Enfim, nada de novo. Já estou até cansado de citar estas pesquisas. Estou atrás de dados diferentes e novos estudos.

Mas o legal mesmo na edição da The Economist de 28 de janeiro de 2010 é o reporte especial "A world of connections - A special report on social networking". Este é daqueles documentos que devemos imprimir e ler com calma. Talvez até guardar para futura referência. Tem vários insights legais para quem estuda e deseja aumentar o conhecimento em redes sociais nas empresas.

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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

"The Global Social Media Check-up" aponta que 79% das 100 empresas globais da Fortune estão nas redes sociais

A Burson-Marsteller acaba de publicar um estudo muito legal chamado "The Global Social Media Check-up".

O estudo informa que das 100 maiores empresas globais da Fortune, 65% têm contas ativas no Twitter, 54% têm páginas no Facebook, 50% têm canais no YouTube e 33% têm blogs corporativos.

79% das empresas usam pelo menos uma plataforma de mídia social: Twitter, Facebook, YouTube ou blogs. Mas apenas 20% usam as 4 plataformas simultaneamente.

O reporte é bem fácil de ler e tem dados interessantes. É legal ver o perfil das regiões. O estudo afirma que as empresas não estão apenas divulgando informações, existe uma preocupação evidente em estabelecer diálogos e eles estão realmente acontecendo. Milhares de pessoas seguem as empresas no Twitter ou nas redes em busca de informações e novidades sobre produtos e promoções, dar feedback e se relacionar com o "customer service".

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Walmart e seus números - Comunicação para mais de 2 milhões de funcionários

E se alguém chamasse você para comandar a área de comunicação externa e interna do Walmart?

O Walmart divulgou os resultados do seu último ano fiscal. Os números sempre me surpreendem. As vendas totais do Walmart em 2009 foram de US$ 405 bilhões. A divisão internacional do grupo (onde se inclui o Brasil) terminou o ano fiscal com vendas de US$ 100 bilhões. Ou seja, o Walmart é a maior empresa privada do planeta.

Olha o abacaxi!! Em 2009, pela primeira vez em sua história, o Walmart obteve queda nas vendas trimestrais nos USA. Por outro lado, a empresa apresentou bom crescimento fora do país no mesmo período.

O Walmart tem mais de 8 mil lojas no mundo, opera com 53 marcas diferentes, em 15 países. Para operar essa máquina, a empresa é o maior empregador do mundo. Tem 2,1 milhões de funcionários. Espera, espera, pois vou repetir: O Walmart tem mais de 2 milhões de funcionários !!!!!!!

A marca Walmart é a marca de maior valor do planeta, segundo reporte publicado dias atrás pela Brand Finance.

Falando de Brasil...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Comunicação Interna: As pessoas querem ouvir histórias de pessoas

Imagine que você trabalha na empresa XYZ e é o responsável pela comunicação interna. A XYZ conquistou o maior contrato de sua história e você tem que comunicar para todos os funcionários esta grande conquista. Imagine a história contada de três formas diferentes. Veja a chamada para a notícia que seria publicada na intranet.

1
Título: XYZ fecha o maior contrato de sua história
Chamada: A XYZ acaba de fechar o maior contrato de sua história. Vamos compartilhar esse nosso momento de conquista. Com esse contrato, a XYZ se posiciona de maneira diferenciada no mercado.

2
Título: Presidente anuncia o maior contrato da história da XYZ
Chamada: Presidente Pimentel comemora a assinatura do maior contrato da história da XYZ e fala da importância desse momento.

3
Título: João Marcos conta todos os segredos de como ele conquistou o maior contrato de todos os tempos.
Chamada: A assinatura do maior contrato da história da XYZ teve a liderança do gerente de contas João Marcos. Aqui ele conta todos os segredos dessa grande conquista.

Olhando as 3 alternativas acima para anunciar o mesmo caso, qual você acha que despertaria o maior interesse dos funcionários da XYZ? Considere que esta notícia seria publicada na intranet e você quer que o leitor clique na chamada da notícia para buscar mais informações.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

As eleições de 2010 poderão ser diferentes no Brasil

Texto meu publicado no blog Nós da Comunicação
 
Eu não estou certo se o título do texto é uma afirmação ou uma esperança, mas acho possível imaginar que as eleições brasileiras deste ano serão diferentes em função dos mais de 75 milhões de internautas que teremos em outubro. O poder das redes sociais será capaz de influenciar o processo eleitoral, não exatamente como um palanque eletrônico para os candidatos, mas sim pela influência causada pelas opiniões de milhões de pessoas via Twitter, blogs e redes.

Não me parece que teremos algo parecido com a campanha de Obama por aqui, até porque nenhum dos candidatos a presidente tem demonstrado um movimento estruturado e forte nas redes sociais. Dos candidatos, acho que José Serra merece ser citado, pois vem tendo atuação regular no Twitter com mais de 158 mil seguidores. Acesse o Politweets e veja os políticos que estão usando o Twitter.

O fato é que o cenário eleitoral de 2010 é muito diferente do contexto de 2006. A internet parecer ser a saída para os eleitores fugirem dos tenebrosos programas dos horários gratuitos de rádio e TV. Eu não creio que a maioria dos internautas entrará proativamente na internet em busca de debates e comícios virtuais, mas acredito que o interesse pela internet vai superar o interesse pela televisão. Você acredita que o cidadão se postará na frente do YouTube para assistir a algum comício? Eu duvido, aliás, duvido muito. No entanto, acho muito possível que tenhamos dezenas ou centenas de milhares de eleitores seguindo seus candidatos no Twitter, que hoje é uma febre crescente no País.
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