terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Seis regras básicas para que os CEOs melhorem sua reputação social

Continuando a escarafunchar o excelente estudo discutido no post anterior, "Socializing your CEO: from (un)social to social", da Weber Shandwick, o documento tenta responder a pergunta: Por que 64% dos CEOs pesquisados não são adeptos das redes sociais?

Eu gostei muito desta pergunta porque foi a mesma que fiz em uma pequena pesquisa que realizei meses atrás, cuja resposta publiquei no post "10 motivos por que os executivos não blogam".

O estudo apresenta as seguintes possíveis causas:

- CEOs consideram que devem investir seu time em estar mais face-to-face com seus clientes, funcionários e outros constituintes, em vez de estar online;

- Eles não estão convencidos a respeito do ROI do mundo online;

- CEOs das empresas mais poderosas do mundo são velhos e não se sentem confortáveis em se comunicar através de ferramentas online (a média de idade dos CEOs pesquisados é 57);

- Os CEOs estão apreensivos com a participação online em geral;

- As restrições recebidas dos times jurídico, de comunicação e de relação com os investidores ajudam a inibir a participação online dos CEOs;

- Aversão a se tornarem celebridades ou receio de criarem sombra para organização também é um inibidor;

- As diferenças culturais e regionais podem causar dificuldades para a comunicação online.

Eu não estou muito convencido de alguns desses argumentos, especialmente os dois últimos, mas entendo a tendência de ver "chifre em cabeça de cavalo", isso sempre acontece quando algo novo aparece.

No documento, a Weber Shandwick apresenta “seis regras básicas” para que os CEOs melhorem sua reputação social e sua interatividade.

- Identifique as melhores práticas online de seus pares e os melhores comunicadores entre os CEOs. A partir daí, estabeleça e amplie a sua própria “zona de conforto”;

- Comece com o básico (exemplo: vídeos e fotos on-line). Selecione e reúna os comunicados executivos já existentes para reposicioná-los na rede;

- Simule e faça um test-drive de sua participação nas mídias sociais. Entenda o universo online antes de aparecer publicamente. Inicie com projetos internos, mas lembre que ações internas também se espalham para o público externo;

- Decida antecipadamente quanto tempo poderá dedicar para alimentar seus perfis nas mídias sociais. Isso pode variar entre uma vez por semana, uma vez por mês, trimestralmente ou até menos. Seja seu próprio juiz do que será mais conveniente;

- Construa uma narrativa que chame a atenção de seu público, algo que seja realmente importante e que humanize a reputação de sua empresa;

- Aceite o fato de que a “socialização” precisa fazer parte do programa da construção de imagem de sua empresa. Administre com cautela sua reputação social assim como sua reputação corporativa.

Enfim, estamos todos aprendendo.

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3 comentários:

Fernanda disse...

Olá Mauro. Gostaria de saber se você acha válido indústrias que fabricam matéria prima, como a em que estagio, que fabrica Cloro e Soda, mergulhar no mundo das mídias sociais. Seria válido, pelo menos, pelas ações de responsabilidade sociais? Mesmo a comunidade beneficiada sendo de classe baixa, com grande maioria sem acesso à internet?
Obrigada!
Fernanda

Germana Savoy disse...

Ao item "- As restrições recebidas dos times jurídico, de comunicação e de relação com os investidores ajudam a inibir a participação online dos CEOs" deve ser adicionado que, salvo exceções, a faixa etária dos times jurídicos e de rel. com investidores deve ser muito próxima da dos CEOs. Às vezes, até TI ajuda nessas barreiras.

Mauro Segura disse...

Fernanda.
Sim, sim, sim, eu acho muito válido que as mídias sociais sejam implementadas em indústrias como a que você trabalha. Não só para uso interno, mas também no relacionamento com a comunidade. O poder das mídias sociais é normalmente subjulgada dentro das empresas. Infelizmente, muitas ainda olham como coisas de adolescentes ou de pouca importância. Estou certo que esse cenário vai mudar drasticamente a curtissimo prazo. O tsunami das mídias sociais estão invadindo todos os setores. Quando, em algum dia na vida, a gente iriar imaginar que os veículos tradicionais de comunicação, como TV e jornais, iriam divulgar e citar notícias oriundas das redes, como twitter ou facebook. Hoje isso já e coisa comum. Estamos passando por um tempo maravilhoso, de grandes transformações. A situação que estamos vendo nos dias de hoje no Egito é um exemplo concreto de como a internet e as redes sociais podem engajar e transformar uma sociedade.
Beijosss e obrigado por colaborar com o blog. Mauro.

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