segunda-feira, 27 de abril de 2009

E o Vídeo Confidencial foi parar no YouTube

Eu já escrevi várias vezes sobre nossa experiência na IBM onde o uso de mídias sociais é liberado e incentivado. Qualquer funcionário pode criar e usar livremente blogs, wikis e redes sociais. Para gerir esse ambiente, nós temos uma espécie de Manual do Blog, veja AQUI.

Encaramos esse modelo de trabalho de forma muito positiva, destacando a transparência e a colaboração que esse ambiente propicia. Por outro lado, eu não posso deixar de reconhecer que a gente também passa por alguns percalços e desafios. O ambiente aberto e o incentivo constante à colaboração energizam as pessoas a tomarem iniciativas, a serem criativas e ousadas. Isso é legal, mas sempre tem alguma coisa rolando no fio da navalha. Isso faz parte do risco do modelo.

Eis aqui um caso exemplar desse tal “fio da navalha”.

No final do ano passado passamos por uma saia justa. Um dia, recebi um telefonema de um integrante do time de comunicação dizendo que um filme de uma reunião interna de vendas, confidencial, havia sido publicado no YouTube. Fiquei gelado. Parei tudo e saí correndo para entender o que estava acontecendo, até porque eu sabia que em pouco tempo teria que encarar todo o time executivo da empresa para explicar o caso.

Levei quase uma hora para entender a situação. Minha maior preocupação era saber se algum funcionário havia filmado uma reunião interna (com celular ou algo parecido) e publicado no YouTube. Isso seria muito grave e mereceria ações rigorosas.

O super-resumo do caso é: um funcionário copiou um conteúdo confidencial publicado em nossa intranet (um filme de poucos minutos e um texto) e publicou no YouTube. Analisei os detalhes e minha percepção é que o funcionário não agiu de má fé, apesar de ter cometido um erro grave.

O filme e o texto publicado no YouTube eram de uma reunião de vendas onde foram apresentadas e discutidas as deficiências e fraquezas de um concorrente. Esse material havia sido publicado em nossa intranet como uma espécie de “Sales Kit” para nossa Força de Vendas. O conteúdo inserido no YouTube foi apenas uma parte do material completo disponível na intranet e não apresentava nenhum dado a respeito da IBM, somente do concorrente.

Minha percepção é que o funcionário fez isso com a motivação de “bater” no concorrente. Poderia até ser um vendedor da IBM, super-motivado, pensando: “Vamos lá arrasar esse concorrente”. O grande erro dele é que ele não poderia capturar uma informação classificada como confidencial e publicar externamente.

Obviamente que eu recebi pedidos de todos os lados para identificar quem era o tal funcionário que fez isso e orientá-lo a respeito do caso. O problema é que foi impossível identificar a pessoa. Ele publicou o conteúdo no YouTube com nome fictício, sem deixar rastros.

Nem todos sabem, mas para retirar o conteúdo publicado no YouTube só existem duas maneiras: o próprio autor remove o conteúdo ou alguém entra no YouTube pedindo a remoção do conteúdo alegando tratar-se de conteúdo impróprio. Seguimos a segunda alternativa alegando que o filme era confidencial corporativo. O processo é feito no próprio site do YouTube, de forma simples e prática. No nosso caso, o material foi retirado do YouTube no mesmo dia.

Nós não conseguimos identificar o funcionário. Isso foi muito ruim pois seria importante instruí-lo a respeito do erro que ele cometeu. É claro que rolou algum stress interno, mesmo considerando o fato de sermos bastante abertos a esse tipo de situação. Teve gente querendo a “cabeça” do funcionário, colocá-lo no paredão, enquanto outros qualificavam a ação do funcionário como uma motivação exagerada contra a concorrência. O fato é que o funcionário errou.

Contei todo esse caso para ilustrar que tais ambientes virtuais colaborativos trazem benefícios, geram inovação, mas também riscos, onde o tratamento e as conseqüências vão depender diretamente da maturidade da empresa. Já contei outra história interessante num post passado, “Te conheço, Washington?”, que também exemplifica isso.

Eu não tenho dúvidas de afirmar que os benefícios gerados são muito maiores que os problemas enfrentados. O fato é que aprender a lidar com os “Washingtons da vida” faz parte do ambiente colaborativo moderno em que vivemos. É um caminho sem volta. Cabe a cada um nós saber lidar e aprender com essas experiências. Por falar nisso, mando um abraço pro Washington e aviso que já tenho seu novo número de celular.

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domingo, 26 de abril de 2009

Excelente vídeo sobre a Crise Financeira Mundial

Você é capaz de descrever essa crise mundial em poucos minutos? Difícil, né? A gente recebe informação de todos os lados, lê muito, mas é difícil sintetizar as diversas visões. Por isso, convido você a assistir o filme abaixo, de apenas 4 minutos, veiculado no Roda Viva em 22/09/2008. Considero o melhor vídeo-resumo que já vi a respeito da crise, pois transforma algo complicado num negócio simples, especialmente para nós, pobres mortais, que não entendemos nada de mercado sub-prime e hipotecas voadoras. Poder de síntese, clareza e objetividade são elementos presentes aqui.


video

quinta-feira, 23 de abril de 2009

A Arte de Prever o Futuro

O ser humano adora o desafio de prever o futuro. Para quem trabalha com tecnologia esse é exercício sempre muito difícil, já que nas últimas décadas a tecnologia vem dando saltos evolutivos realmente quânticos. Selecionei algumas previsões divertidas e frases inesquecíveis.

Admiro muito as previsões de Villemard, um ilustrador que ficou conhecido depois de uma exposição realizada pela Biblioteca Nacional da França. Em 1910, esse sujeito imaginou como seria o mundo no ano 2000. Basta olhar algumas de suas ilustrações para descobrir que esse Villemard era um tremendo visionário, já que alguns de seus devaneios fazem parte da nossa vida atual. No entanto, ele não foi capaz de imaginar a evolução do vestuário, todas as imagens que desenhou mostram as pessoas com a mesma moda “fashion” da Belle Époque!

Eis algumas ilustrações que separei...

Videoconferência












Construção de Edifícios












Modernização da Escola (olha o detalhe da máquina do conhecimento)












Transmissão do Jornal












Mensagem Fonográfica












O Trem Elétrico












Sapatos Motorizados












Quer ver mais? Visite o divetido blog Dormiu! e veja uma seleção imperdível de ilustrações. Acesse AQUI.

Avançando mais de 50 anos no tempo, exatamente em 1954, a Rand Corporation convocou alguns cientistas para imaginar como seria o “Home Computer” em 2004. Ou seja, os cientistas teriam que imaginar 50 anos à frente. A foto abaixo, publicada na revista americana Popular Mechanics no mesmo ano de 1954, mostra o resultado desse exercício de futurologia. Clique na foto para aumentá-la. Será que dá prá dizer que o volante é o “mouse” de hoje?


Mas nem todas as previsões são feitas de ilustrações e fotos. Existem frases famosas, algumas irônicas, que denunciam como as pessoas imaginavam o futuro.

Em plena Revolução Industrial, em 1925, Warren G. Bennis, escritor norte-americano, disse:
A fábrica do futuro terá apenas dois empregados, um homem e um cachorro. O homem estará lá para alimentar o cachorro. O cachorro estará lá para impedir que o homem toque no equipamento

Já em 1949, a revista Popular Mechanics escreveu que “Os computadores no futuro podem pesar não mais que 1,5 toneladas”.

Mas o que gosto mesmo é da matéria publicada pela PC World, no início desse ano, chamada: “As sete previsões de tecnologia mais furadas de todos os tempos”. A matéria evidencia que cientistas, empresários de sucesso e visionários famosos também erram feio. O fato verdadeiro é que só erra quem tenta, quem se arrisca. Eis o link da matéria AQUI. Tomei a liberdade de copiar abaixo a maior parte da matéria (conteúdo retirado do IDGNow). Notem que são todos empresários e empreendedores de grande sucesso.

1- O GRANDE COMPUTADOR

Acho que existe um mercado mundial de talvez cinco computadores.” - Thomas Watson, fundador e presidente da IBM, em 1943

Durante o surgimento da indústria da computação, ninguém realmente sabia para onde a novidade iria nos levar. Mas a explosão do desktop, em 50 anos, parece ter enganado a maior parte dos futurologistas da metade do século XX. Vale lembrar que o “computador” ao qual Thomas Watson se referia era uma máquina quase do tamanho de uma casa. Na época, até fazia sentido dizer que pouquíssimas pessoas desejariam uma máquina daquele tipo.


2) A CAIXA DE MADEIRA

A televisão não será capaz de se fixar em qualquer mercado onde for inserida após seis meses. As pessoas logo se cansarão de ficar olhando para uma caixa de madeira compensada todas as noites.” - Darryl Zanuck, executivo da 20th Century Fox, em 1946.

Em 1946, o executivo de cinema Darryl Zanuck já havia conquistado seu lugar na indústria de entretenimento como produtor de mais de 100 filmes na grande tela. Sendo assim, quem poderia culpá-lo pela tentativa de subestimar o poder da pequena tela da TV? Se Zanuzk estivesse vivo hoje em dia, talvez também se encontrasse hipnotizado como o resto de nós pela repetitiva programação da TV atual.


3) INVASÃO NUCLEAR

Aspiradores de pó movidos a energia nuclear serão provavelmente uma realidade em dez anos.” - Alex Lewyt, presidente da Lewyt, fabricante de aspiradores de pó, em 1955.

Nos anos 50, a única coisa mais certa do que a ameaça comunista era, inevitavelmente, a energia atômica. Então quando o presidente da fabricante de aspiradores de pó de Nova Jersey, nos Estados Unidos, previu um futuro com produtos movidos a energia atômica capazes de sugar qualquer sujeira dos lares norte-americanos, a notícia deve ter feito poucas sobrancelhas se levantarem. A radioatividade pacífica parecia tão segura como asbestos.


4) PC PARA QUÊ?

Não há razão para que qualquer pessoa queira ter um computador em sua casa.” - Ken Olsen, fundador da Digital Equipment Corporation, em 1977.

A Digital Equipment Corporation (DEC) foi adquirida pela Compaq há mais de uma década, mas em 1970 era a grande força no mundo da computação. Apologistas argumentam que o presidente da DEC, Ken Olsen, soltou sua ironia antes do advento do PC como o conhecemos. No entanto, os computadores pessoais como o Altair já haviam chegado ao mercado alguns anos antes. E quatro anos após a declaração de Olsen, o lançamento do IBM PC reforçou sua posição no hall dos escorregões da tecnologia.


5) ENGOLINDO AS PALAVRAS

Quase todas as previsões feitas agora sobre 1996 se baseiam no contínuo crescimento exponencial da internet. Mas eu prevejo que logo a internet vai se tornar uma espetacular supernova e em 1996 entrará em colapso catastroficamente.” - Robert Metcalfe, fundador da 3Com, em 1995.

Além de ter sido uma lenda entre os visionários de tecnologia e o homem conhecido como o inventor da Ethernet, Bob Metcalfe também era colunista da InfoWorld. E foi em um dos artigos para a revista que ele fez o que pode ser considerado o comentário mais lamentável de sua carreira. Na verdade, ele chegou a prometer que engoliria suas palavras caso o augúrio estivesse errado. Em 1999, Metcalfe cumpriu a promessa durante uma palestra na International World Wide Web Conference, quando misturou uma cópia impressa do artigo com algum líquido e o engoliu em frente ao público.


6) MAÇÃ PODRE

A Apple já está morta.” - Nathan Myhrvold, ex-Chief Technology Officer (CTO) da Microsoft, em 1997.

Na realidade, quase todos na indústria da computação pensavam que a Apple estava em seus últimos dias, quando o CTO da Microsoft, Nathan Myhrvold fez este comentário, em 1997. Quem teria previsto que, pouco mais de uma década depois, aquela mesma empresa em decadência estaria aumentando sua participação no mercado de desktops, dominando o mercado de música digital e tornando-se um dos três maiores no segmento de smartphones?


7) O FIM DO SPAM

Em dois anos, o spam terá desaparecido.” - Bill Gates, fundador da Microsoft, em 2004.

De acordo com as estimativas mais recentes, o montante de spam que atualmente invade nossas caixas de e-mail - e que representa 92% de todas as mensagens eletrônicas trocadas no mundo, está longe de ser erradicado. Certamente não foi uma das melhores apostas de Bill Gates.


E aí? Depois de tudo isso, quer tentar uma previsão???

Só não vale você dizer o que Charles H. Duell, encarregado do escritório de patentes dos EUA (U.S. Office of Patents), disse em 1899: "Tudo o que podia ser inventado já o foi”. O sujeito tinha tanta certeza disso, que ele acabou mandando uma carta para o presidente com essa afirmação e pedindo a extinção do orgão, já que este não teria mais utilidade. Alguns dizem que essa frase é lenda, mas ela é emblemática e merece ser citada.

Quer conhecer algumas previsões bem atuais?

Nos últimos 3 anos a IBM vem liberando um estudo chamado "Next Five in Five", que resumidamente sinaliza cinco inovações que poderão mudar a vida das pessoas nos próximos 5 anos. Eu particularmente gosto muito do "Five-in-Five" anunciado no final de 2007, mas veja abaixo as previsões dos últimos 3 anos.

Previsao Dez/2006 (versão em inglês completa)
1- Seremos capazes de monitorar a nossa saúde remotamente
2- Os telefones celulares lerão mentes
3- A nanotecnologia vai ajudar o meio ambiente do planeta
4- A tradução de idiomas em tempo real estará em todos os lugares
5- A Internet será 3D

Previsao Dez/2007 (versão em inglês completa e em português resumida)
1- Será fácil ser "ecológico" e economizar dinheiro com isso
2- O modo como você dirige será completamente diferente
3- "Você é o que você come", então você saberá o que come
4- Seu telefone celular será sua carteira, recepcionista, banco, companheiro de compras, entre outros
5- Os médicos terão "supersentidos" para melhor diagnosticar e tratar você

Previsao Dez/2008 (versão em inglês completa e em português resumida)
1- Vamos consumir energia gerada pelas calçadas, ruas, revestimentos, pinturas, telhados e janelas
2- Você terá uma "bola de cristal" para sua saúde
3- Nós vamos falar com a internet e ela vai responder de volta
4- Você terá suas próprias assistentes individuais de compra
5- Você vai ter uma super-memória

Olha o filme...


Enfim, depois de todo esse exercício de futurologia, quer tentar uma previsão?

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E-mail perde espaço para sites de relacionamento, diz Fantástico

Prá quem não viu, o Fantástico de domingo, 19/04, veiculou uma matéria de 5 longos minutos sobre Redes Virtuais. Como toda matéria no Fantástico, ela foi bem básica e didática, mas mostra que o tema já está virando assunto de programa de TV.
A matéria falou de Twitter, das redes como canal de marketing, do poder do consumidor nas redes e, é claro, das redes sociais como forma de construir novos relacionamentos e agrupar pessoas de interesses comuns.
Eu gostei. Vale a pena ver.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Uso do Twitter nas Empresas

Ontem, segunda-feira, saiu uma matéria interessante no Caderno Digital do O Globo sobre o uso do Twitter nas empresas. A gente tem visto várias matérias na imprensa sobre o assunto, mas poucas citam reais experiências das empresas. A matéria do O Globo traz alguns exemplos interessantes e fala até de uma empresa que resolveu criar o posto de "twitteiro" oficial da empresa, ou seja, a atividade de "twittar" virou atividade profissional. Enfim, vale compartilhar a matéria. Clique AQUI.

Nós aqui na IBM também já começamos a "twittar". No dia 7 de abril, a IBM comemorou o aniversário de 45 anos do Mainframe – tecnologia que revolucionou o mercado de processamento e, quase meio século depois, continua mais consolidada do que nunca. Entre várias iniciativas de comemoração, decidimos também festejar ao estilo 2.0. Durante o mês de abril, o Mainframe terá seu próprio ID no Twitter. Faz uma visitinha...
Basta acessar http://twitter.com/45anosmainframe

quinta-feira, 16 de abril de 2009

A Principal Fonte de Informações das Empresas é o Boca-a-boca, diz Estudo

No dia 6 de abril, a IDC publicou o resultado de uma pesquisa realizada com centenas de pequenas e médias empresas nos EUA. O objetivo do estudo foi descobrir quais são as fontes preferidas dessas para obter informação a respeito de produtos e fornecedores de TI (Tecnologia da Informação). A pesquisa foi feita online e abordou aproximadamente 600 pequenas empresas e 400 médias empresas.

Seria um estudo normal, como tantos outros, se não fosse o resultado apresentado. Infelizmente o estudo não está publicado para acesso livre. Somente um press-release está disponível. Veja AQUI. O estudo está a venda, quer comprar? Acesse AQUI.

Eu tive acesso ao estudo completo e os dados devem perturbar bastante os profissionais de marketing e comunicação como eu. Eu não vou reproduzir aqui os dados do estudo pois não tenho autorização para isso, mas posso dar uma pequena idéia do resultado.

O resultado curto e grosso é:
A principal fonte de informação das empresas, quando tem que comprar um produto de TI ou procurar um fornecedor, é o velho e bom "boca-a-boca". É a dica de um amigo, parceiro de negócio ou até alguém da família. Esse contato informal, no pé-de-ouvido, é a principal fonte inicial de pesquisa. Em seguida vem a consulta via websites. Depois vem as publicações impressas e online, consultores, catálogos e outros. Os Blogs, Wikis e Redes Sociais estão no terço final do ranking.

O que mais me surpreendeu foi ver o final da lista. Lá no finalzinho, quase caindo no abismo, vem Eventos e Marketing Direto. E mais atrás ainda, fechando o ranking na última posição, vem a Publicidade na TV.

É ou não é para qualquer "marketeiro de plantão" colocar a barba de molho e repensar os conceitos?

A mensagem é clara. As pessoas querem recomendação de outras pessoas, querem saber as experiências de seus amigos e colegas de sua confiança e relacionamento. É com essa informação nas mãos que eles começam suas pesquisas. Depois vem as outras fontes.

Vale a pena analisar o resultado do estudo da IDC frente ao que o consultor Terry Vavra, consultor americano, escreveu no seu excelente livro Marketing de Relacionamento ("After Marketing" - é um livro antigo, mas com conceitos ainda super atuais). Um cliente insatisfeito costuma contaminar um número muito maior de outros clientes do que um cliente satisfeito. Ou seja, um cliente insatisfeito bota a boca no trombone e contamina um grande contingente de seu relacionamento. Terry também diz que 90% dos clientes insatisfeitos não farão esforços para fazer reclamações para a empresa: eles simplesmente passam a fazer negócios com um concorrente. Mas eles manifestam sua insatisfação junto a outros clientes potenciais. Dessa forma, perder um cliente insatisfeito pode ser mais prejudicial do que parece.

Esse contexto cria uma equação interessante: o melhor pré-venda é o pós-venda. Isto é, clientes satisfeitos são os "mais efetivos vendedores" das empresas. Por isso, as empresas deveriam investir enormes esforços na satisfação de seus atuais clientes pois eles são a maior fonte de referência e geração de demanda. Parece óbvio, mas não é assim que funciona no dia a dia. A experiência individual de cada um de nós, na vida real, está aí para comprovar. Enfim, esse cenário dá uma nova perspectiva ao estudo da IDC.

Voltando ao estudo, ele também afirma que existe uma clara tendência de que as pequenas e médias empresas usarão cada vez mais a internet para buscar informações sobre produtos de TI. Isso parece meio óbvio, né? Mas está lá escrito.

Ao combinarmos o aumento do uso da internet com o evidente interesse na pesquisa boca-a-boca, fica claro que o uso de blogs, wikis e redes sociais continuará crescendo intensamente, já que são ferramentas que conseguem combinar experiência pessoal com informação online, ou seja, são ferramentas de "boca-a-boca virtual".

A conclusão é que o estudo mostra, mais uma vez, que temos que repensar como fazemos marketing para e nas empresas, independentemente delas serem pequenas, médias ou grandes. Eu já tinha postado recentemente sobre um estudo da IBM que diz que o consumidor digital exige uma nova publicidade. Junta tudo isso, põe no liquidificador, e fica evidente que estamos passando por uma grande transformação daquilo que tradicionalmente chamamos marketing, onde os mecanismos de geração de demanda são cada vez mais colaborativos e as experiências dos clientes ganham uma relevância diferenciada.
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segunda-feira, 13 de abril de 2009

Steve Jobs - aos 28 e aos 50 anos de idade... e uma Apple no meio

Muito provavelmente, o vídeo de Steve Jobs falando para os formandos da Universidade de Stanford já foi visto pela maioria das pessoas, afinal ele vem circulando pela internet com intensidade nos últimos tempos. Mas esse post não comenta apenas esse vídeo, ele tem também um outro filme muito especial e até um pouco desconhecido de Jobs. Enfim, publico esse post pois desejo ter esses vídeos emblemáticos dentro do meu blog.

Temos visto vários exemplos de empresas onde a “marca” do fundador ou do líder se confunde com a própria marca da empresa. Dois exemplos de empresas de tecnologia se destacam nesse cenário. A “marca” Bill Gates é tão ou mais forte que a própria marca da Microsoft. O mesmo podemos dizer de Steve Jobs e a Apple. Mas existem muitos outros, como, por exemplo, Sam Walton e o Walmart.

Aqui no Brasil poderíamos citar Antonio Ermírio de Morais e a Votorantim, Abílio Diniz e o Pão de Açúcar e vários outros. Temos alguns exemplos extremos como o Eike Batista, que tem uma marca muito mais forte do que qualquer empresa dele.

Enfim, essa mistura de marcas pessoais com marcas corporativas torna-se um desafio ao longo do tempo para as empresas. Acho que esse é o momento vivido hoje pela Apple, que tem uma ligação simbiótica com a personalidade e imagem de Steve Jobs.

A história de Steve Jobs é interessante. Nasceu em 1955, foi adotado, não completou o curso universitário, viveu sérias dificuldades financeiras, até que se juntou com um tal de Steve Wozniak e começou a fazer algumas coisas interessantes na garagem de seus pais adotivos (vale dizer que isso é mais folclore do que realidade, parece que nada surgiu de verdade naquela garagem, segundo o livro que cito mais abaixo). Foi nessa época que nasceu a Apple, mais ou menos quando ele tinha 20 anos de idade. Depois de um tempo ele saiu da Apple, derrotado, quase expulso, criou a Pixar e voltou para Apple como um salvador.

O vídeo de Stanford é imperdível. O speech de 15 minutos dado por Steve Jobs para os formandos em 2005 é o retrato claro e pragmático de um empreendedor, de uma personalidade intrigante, de uma mente inquieta e em constante busca de coisas novas. O vídeo inspira e nos surpreende.

Por outro lado, é sabido que Steve Jobs é um líder tirano, numa relação constante de amor e ódio com seus funcionários. Definitivamente ele não é o líder preconizado pelas boas práticas de recursos humanos. A última edição da Super-Interessante traz uma matéria polêmica a respeito desse lado “dark” de Jobs. Infelizmente a matéria não está disponível online. O que vale mesmo é ler o livro de Leander Kahney, chamado “A Cabeça de Steve Jobs”, que evidencia com primor as contradições da cabeça de Jobs, um sujeito apaixonado e que sempre seguiu seus próprios instintos. Leia AQUI o primeiro capítulo, imperdível. Duro vai ser você não correr na livraria para ler o resto.

Mas antes de você ver o vídeo de Stanford, eu recomendo que você veja esse post que eu publiquei no ano passado, onde comento o lançamento do Macintosh em 1984. É um momento histórico, especialmente pelo filme que mostra um Steve Jobs muito jovem, com 28 anos de idade, arrogante, desafiando alguns gigantes da tecnologia, especialmente a IBM, falando com um sorriso sarcástico e denunciando que estava prestes a conquistar o mundo.

Todo esse contexto só potencializa o mérito do vídeo memorável de Stanford. Ver o Steve Jobs falando aos 28 anos, e depois aos 50 anos, é muito interessante. Da vontade de ver e rever.

A história contada no vídeo de Stanford pelo próprio Jobs me faz lembrar o pensamento de Albert Eisntein, que dizia que a criatividade nasce da angústia como o dia nasce de uma noite escura. É na crise que nasce a invenção, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais os problemas do que as soluções. A verdadeira crise é a crise de incompetência. Sem crises não há desafios, sem desafios a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crises não há méritos. Falar da crise é promovê-la, e calar nas crises é exaltar o conformismo. Todas essas palavras e frases são de Einstein. Mas a que mais gosto é uma frase que ilustra meu blog desde o primeiro dia: Não se pode esperar resultados diferentes fazendo as coisas do mesmo jeito.

Por fim, eis o vídeo de Stanford dividido em duas partes:

Parte 1:


Parte 2:

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domingo, 12 de abril de 2009

Podcasts e Vídeo do 9. Mix de Comunicação da ABERJE

No dia 12 de março eu participei do 9o. Mix de Comunicação Interna e Integrada da ABERJE. Hoje tomei conhecimento que os podcasts do evento já foram publicados. Vale a pena percorrer alguns deles. Veja AQUI.

Eu apareço num podcast de quase 5 minutos, onde comento o uso de mídia digital e ferramentas colaborativas 2.0 nas empresas. Basicamente falei dos seguintes pontos:
- Comunicação como formação, que é muito mais que informação;
- A importância das ferramentas customizáveis de comunicação;
- O novo perfil do profissional de comunicação: mais estratégico e menos operacional;
- O futuro da comunicação é cada vez mais colaboração e menos comunicação de mão única;
- A dificuldade das empresas em implementar ambientes colaborativos de comunicação.

Por fim, acesse AQUI um vídeo com algumas boas entrevistas com participantes do 9o. Mix ou clique na foto abaixo.


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quinta-feira, 9 de abril de 2009

As Melhores Empresas para se Trabalhar versus Glassdoor

Começou a temporada de caça das pesquisas das "Melhores Empresas para se Trabalhar". Nos últimos anos virou moda esse tipo de negócio. Embora questione a metodologia empregada pela maioria das pesquisas, eu não posso deixar de registrar que as pessoas gostam e apoiam esse tipo de projeto.

Veja alguns exemplos de pesquisas (clica em cima):

- As melhores empresas para se trabalhar nos EUA, em 2008, segundo ranking publicado pela Fortune

- As empresas mais admiradas nos EUA, em 2008, segundo ranking da Fortune

- As melhores empresas para se trabalhar no Brasil, em 2008, segundo pesquisa da Exame

- As melhores empresas para se trabalhar no Brasil, em 2008, segundo pesquisa da Época

O Instituto Greate Pleace to Work, particularmente, vem fazendo fortuna pelo mundo com esse trabalho, onde praticamente se pesquisa de tudo.

O método da Great Place to Work é uma combinação de métodos de pesquisa tradicional, na maioria das vezes composta de entrevistas pessoais e questionários respondidos por funcionários, que compõe uma amostra da população da empresa pesquisada. Ou seja, o instituto sai em campo para realizar a pesquisa.

As pesquisas das “Melhores Empresas para se Trabalhar” fazem a gente sonhar como estaríamos se estivéssemos trabalhando em outro lugar. Mas existe uma outra forma para responder essa questão, pelo menos nos EUA. É o site Glassdoor.com.

O conceito do site Glassdoor.com tem por base o modelo em que o funcionário sai em campo para falar espontaneamente sobre a empresa em que trabalha. Esse site reúne opiniões de funcionários e ex-funcionários de diversas empresas. Todos são protegidos pelo anonimato, o que contribui para a iniciativa de todos. Como o site é norte-americano, o foco do serviço, que é gratuito, está voltado para as empresas de lá. Dê uma navegada pelo site, lá você encontra a opinião dos internautas associados a essas empresas e as faixas salariais de diversos cargos.

O site vem sendo questionado pois obriga você a preencher suas informações para poder consultar a dos outros. Se você deseja pesquisar sobre outras companhias, você precisará também revelar quanto ganha em sua empresa e quais são as suas opiniões sobre o local onde trabalha. Essa obrigatoriedade pode gerar informações falsas, pois muitos querem buscar informações sem divulgar dados sobre suas vidas profissionais. Também acho que os funcionários que estão insatisfeitos nas empresas em que trabalham têm muito mais motivação para acessarem o Glassdoor do que os que estão satisfeitos. Considerando esse contexto, o site tende a prover um cenário mais crítico e negativo do que a realidade das empresas. Estou certo que esse tipo de serviço desagrada muitos empregadores, mas acho o conceito do serviço muito interessante, embora acredite que os dados não são tão confiáveis.

O resumo disso tudo é que o Glassdoor é mais uma demonstração do poder da internet e das possibilidades da colaboração intensiva de pessoas. Cada vez mais vamos ver esse tipo de movimento e serviço disponível. O poder da colaboração é inesgotável. E aí? Vai ficar aí parado?
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terça-feira, 7 de abril de 2009

Os Funcionários que usam Redes Sociais no Trabalho são mais Produtivos, diz Estudo

Primeiro eu vi a matéria no IDGNOW! dizendo que um estudo da Universidade de Melbourne afirma que aqueles que usam Facebook, Twitter e Orkut no escritório são mais produtivos do aqueles que não usam.

Depois corri atrás de outra fonte: a Computerworld online americana.
A matéria da Computerworld dá mais detalhes e diz que, em média, os empregados que usam a internet para fins pessoais durante o expediente são 9% mais produtivos do que aqueles que não usam. E lista 8 excelentes razões que reforçam a conclusão do estudo da universidade australiana.

De lá, eu dei um pulo no (sempre bom!) blog de Lisa Hoover. Ela publicou um post com um título irônico a respeito do estudo: "Finalmente uma desculpa oficial para usar Twitter no trabalho".

Daí, finalmente, eu não resisti e fui parar no site da Universidade de Melbourne. Fui direto na fonte. Lá tem um release, um podcast em mp3 e um vídeo/entrevista de 500MB - é isso mesmo!!! infelizmente não consegui baixá-lo... é impossível com a banda larga lenta que temos no país. Meu objetivo era buscar mais detalhes do aqueles já lidos nas matérias acima, mas não vi nada além.

Enfim, recomendo percorrer todos os links acima pois o estudo mostra uma perspectiva completamente diferente do que a maioria das empresas pensa e pratica. Aliás, eu concordo muuuito com o resultado do estudo. É essa a percepção que tenho aqui no meu trabalho, onde a liberdade é total no uso das mídias sociais. Aliás, já escrevi vários posts sobre isso, as vezes me sinto até repetitivo a respeito desse tema.

O fato é que agora todos nós temos boas razões para navegar na internet durante o expediente... sem esquecer de combinar antes com o chefe.
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domingo, 5 de abril de 2009

Quando a imagem fala mais que a palavra

Imagine que você trabalha numa grande empresa e foi convidado para participar de um evento interno, uma reunião onde o presidente vai se reunir com 200 a 300 pessoas, entre gerentes e funcionários, para falar sobre a situação da empresa, os desafios e os próximos passos. Ou seja, uma típica reunião interna de informação e motivação da tropa de trabalho. Obviamente que os diretores foram convidados e alguns deles vão até falar também. O auditório é aberto e as pessoas vão chegando e sentando. Agora imagine duas situações diferentes:

Situação 1:
Os diretores chegam em cima da hora, separadamente, cada um na sua, com poucos sorrisos e raros cumprimentos para alguns da platéia. O ambiente no auditório é silencioso. O presidente vem sozinho, também chega em cima da hora e vai direto para o palco onde começa a reunião. O grupo executivo passa uma imagem de isolamento, preocupação e muito formalismo.

Situação 2:
Os diretores chegam em grupos, conversando mutuamente, sorrindo e mostrando amizade. Eles chegam 15 minutos antes do evento começar. O presidente também chega cedo, mostrando simpatia, ao entrar no auditório vai andando no meio das pessoas, parando no meio do caminho, falando com um ou com outro funcionário, demonstrando intimidade e informalidade. O ambiente no auditório é barulhento, todos falando com todos. Minutos depois estão os diretores e o presidente conversando animadamente perto do palco, evidenciando camaradagem e cumplicidade entre eles.

Agora eu tenho uma pergunta para você: Em qual empresa você gostaria de trabalhar?

A minha resposta para você é: Eu também!

As evidências de como o time executivo de uma empresa se comporta e se relaciona, incluindo o presidente, formam uma poderosa mensagem para a população interna, as vezes muito mais forte e eficaz do que as palavras ditas ao microfone. Essa comunicação não verbal traduz o estado de espírito da empresa e acaba permeando o comportamento de todos os níveis de hierarquia. O clima e o estilo de relacionamento dos executivos impactam diretamente a forma como os funcionários se relacionam. O caso dado acima é um pequeno exemplo para ilustrar meu ponto, já que o ritual de chegada das pessoas e executivos em eventos internos denuncia a personalidade e o clima interno da empresa.

Eu decidi escrever sobre isso pois muitas vezes montamos um evento ou speech maravilhoso, mas que é completamente desconectado da realidade. Fomentar e evidenciar os relacionamentos positivos existentes entre os executivos é muito saudável, especialmente porque as empresas cada vez mais se segmentam, criando unidades e departamentos que muitas vezes não se falam ou até tem objetivos não tão alinhados. Acho que os gestores de comunicação e recursos humanos deveriam se preocupar muito em evidenciar os bons relacionamentos entre os executivos das empresas.

A inspiração para tocar nesse tema veio de dois momentos recentes que ganharam as capas de todos os jornais.

O primeiro momento foi da Michelle Obama, primeira dama dos EUA, que quebrou o protocolo e deu um “aperto” na Rainha Elizabeth II. Segundo a tradição e protocolo, a rainha britânica nunca pode ser tocada, no máximo ela pode receber um singelo aperto de mão. A Dona Michelle Obama escancarou e colocou seu braço nos ombros da rainha... e a Dona Rainha Elizabeth II retribuiu pegando na cintura da Dona Obama. Veja abaixo.



O segundo momento foi de Barack Obama com o Lula. Ele disse que o Lula "é o cara" e que o presidente brasileiro é o "político mais popular do mundo", demonstrando uma intimidade e cumplicidade com o Lula que nenhum chefe de estado havia demonstrado até então. Veja aqui.



Esses dois exemplos transmitem para nós, pobres mortais, momentos de intimidade das lideranças globais, que dizem muito mais do que “speeches” e apertos de mãos. Tais demonstrações de afeição e proximidade geram na gente a sensação de que o mundo pode ser melhor, que os líderes das nações estão se entendendo e conversando, que estão buscando o diálogo e cultivando a camaradagem, respeitando com tolerância e compreensão as individualidades e as culturas distintas... mesmo que "toda essa a crise tenha sido causada pelos brancos de olhos azuis"...

Essas imagens, muitas vezes, dizem mais que mil palavras.

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quinta-feira, 2 de abril de 2009

Métricas em RP

A maioria das empresas continua medindo a efetividade de suas ações de PR usando o antigo método da centimetragem publicada. Apesar do mercado reconhecer que esse método é antiquado, ele continua aí, firme e forte. A realidade é que esse método é mais do que ruim, ele é péssimo e de pouca serventia. Pior ainda quando se tenta dimensionar um valor em R$ para o centímetro publicado. As variáveis são tão numerosas e complexas, que o próprio cálculo da centimetragem pode ser facilmente questionado.

Recomendo ler esse excelente post de Guilherme Girão publicado no Webinsider. Ele cobre bem os conceitos sobre esse modo equivocado que ainda praticamos nas empresas.

O ovo de Colombo é desenvolver uma nova forma de medir RP. O que é mais importante? Conseguir uma nota no jornal Valor ou uma reportagem num jornal do interior do Estado do Rio de Janeiro? Depende. Depende dos objetivos e dos planos da empresa. E esse tempero qualitativo e estratégico a centimetragem não pega.

Uma forma interessante seria criar uma metodologia com pesos diferentes para os veículos, geografia e áreas de interesse. Essa mescla permitiria conectar a medição com os objetivos estratégicos de RP de sua empresa e agregar uma avaliação de qualidade. Cada matéria publicada receberia uma nota em função dos ítens acima.

Uma metodologia simples e possível seria:

1- VEÍCULOS: Definir quais são os veículos de mídia importantes para suportar os objetivos empresariais;

2- MENSAGENS: Quais são as principais mensagens que a empresa tem que comunicar para imprensa;

3- INFLUENCIADORES: Definir quais são os influenciadores e formadores de opinião que a empresa precisa se relacionar (estou falando da pessoa física mesmo – pode ser um jornalista, diretor de redação ou um articulista) ;

4- CONCORRENTES: Definir quais são os concorrentes diretos e importantes que a empresa precisa acompanhar na imprensa.

Monte o plano de imprensa com base nesses 4 pilares e construa a medição 100% conectada com ele.

Agora um ponto super-ultra-importante: não podemos cair na armadilha de fazer um plano maior do que a nossa capacidade de realização. Eu sugiro escolher cinco veículos, cinco influenciadores, cinco mensagens e cinco concorrentes. Ou seja, o plano tem que ser muuuito focado. Pode até chamá-lo de plano 5-5-5-5.

Nesse contexto de plano, as métricas passariam a ser medidas apenas por duas dimensões :
1- Quanto a empresa conseguiu se relacionar e emplacar as mensagens-chave nos veículos e influenciadores selecionados;
2- Quanto a concorrência foi melhor do que a sua empresa em relação as mensagens e no relacionamento/presença nos veículos e influenciadores foco.

Aqui cabem duas observações.

A primeira é que podemos tratar RP como Relações com a Imprensa ou como Relações Públicas. No segundo caso o foco é muito mais abrangente do que meramente a imprensa. Estamos falando da "roda de influência", que inclui governo, analistas de mercado, entidades de classe, meio acadêmico e muitos outros influenciadores e formadores de opinião. Nesse caso, o modelo proposto poderia receber novas dimensões de medição, tornando-se mais robusto ao incluirmos alguns desses influenciadores dentro do modelo.

A segunda observação é que no modelo proposto podemos atribuir pesos diferentes para cada um dos objetivos. Essa combinação de pesos vai depender muito dos objetivos da empresa. É igual uma receita, né?

Enfim, isso tudo são só ideias e acredito que muitas empresas já fazem esse tipo de análise de alguma maneira, formal ou informalmente. Cada empresa tem necessidades e expectativas diferentes a respeito do trabalho com a imprensa. Só recomendo não abrir mão da simplicidade na hora do planejamento e da medição. Buscar novos métodos de medir a efetividade em RP ainda continua sendo um desafio.

Para mim a centimetragem já era.

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